Felicidade
Prefiro os pés descalços, os que aprendem observando as ondas, os intensos, os imprevisíveis, os improváveis e os impossíveis; e que assim como eu, não se importam se o mundo acabar hoje. Talvez por isso tenho poucos heróis, poucos amigos, poucos olhares compreensíveis. Na verdade não faço questão de ser leitura fácil, sou um livro velho, gasto, rabiscado, coisa para intelectual. Pinto o mundo da minha maneira e ele é sempre cinza com tons de amarelo. Do jeito que eu quero, de maneira alguma politicamente correto.
Eu não sei quando vou vê-lo novamente
Meu amor, desde que você se foi me pergunto isso
Estarei de portas abertas, esperando você voltar para mim
Estamos nos configurando cada vez mais frenéticos, imediatistas e descartáveis, nos esquecendo que a felicidade está no aqui e no agora, habita dentro de nós e não precisa de tanto para reconhecer o quanto “temos”, mas que pouco usufruímos.
Quando estamos passando por momentos felizes o que mais queremos é que o tempo pare ou demore para fluir.
Quando estamos passando ou passamos por momentos infelizes o que mais queremos é que o tempo transcorra rápido.
Aproveite bem os momentos felizes, lembre sempre deles e procure esquecer os momentos infelizes.
Não tem como você amar o próximo se não amar a si mesmo.
Encha-se de amor para depois compartilhá-lo com o próximo.
Quem hoje ver esse teu doce sorriso não imagina quantos momentos amargos na vida você teve que enfrentar.Foram noites escuras cheias de amargoras, os olhos derretidos em lágrimas e o coração quebrado de tanto se decepcionar. Mas, se não fosse essas noites, o sol do teu sorriso nunca irei raia. Pois hoje você sabe o preço que foi pago para que esse sorriso pudesse ser tão lindo e encandor.
Há algumas coisas que quanto mais alimentamos, mais crescem. A culpa é uma destas coisas, que se somam, nos matam pouco à pouco.
Ser imprevisível, um dom ou um desconforto?
Atitudes sociais resultantes em reações moldadas, em ações previsíveis e padronizadas diante de algo que também já foi programado.
Quando agimos fora recebemos a classificação de instáveis.
Porque não olhar realmente e simplesmente ser, sem o crivo da análise?
Julgamos demais, porque não sorrir e agradecer imensamente por tudo ser como quer ser?
Impedimos as pessoas de serem quem são, deixemos que haja vida no lugar de alguém que apenas reage como desejamos e esperamos.
Ninguém me surpreende mais, tenho sede, sede de sorrisos sinceros, sede de amores verdadeiros, sede de atitudes vivas e genuínas.
Minha alma clama pela mais simples e corajosa verdade.
Quando era pequena, era a pessoa mais curiosa, que existia, na Terra.
Todos os adultos, falavam que eu tinha uma sabedoria, de causar admiração.
As vezes, eles gritavam, falando, para eu parar de dar minha própria opinião, e falar para eu ir lavar louça.
Desde pequena, via o quanto o ser humano, e digno de repugnância, por serem tão ignorantes.
Hoje, quero saber onde está minha coragem, e sabedoria, que todos diziam que eu tinha...
Será que quando, ficamos velhos, perdemos, aquela mente inocente e sincera digna de toda aquela sabedoria?
Mais, uma questão que terei, que colar em minha mente, fechada e pequena, pelo menos, não a perco de vista...
“Nos tempos atuais é muita gente molhando os dedos, sendo superficiais, enquanto, coisas incríveis moram nas profundezas da intensidade”.
Estamos constantemente a procura de significado, famintos pela sensação de felicidade, presos as nossas lembranças, presos no passado. Por conta de nossos medos e inseguranças passamos a nos privar, poupar de um mundo completamente diferente ao que estamos vivendo, este que não costumamos aprofundar em nada e por consequência, nunca sabemos o que existe lá no fundo.
Passamos a ser receosos, acreditando nas nossas próprias mentiras, mentiras até mesmo dos reais significados de tudo. Por mais que colecionemos momentos felizes, ainda sim, sentimos a sensação de estar vivendo uma ilusão.
Até nos depararmos, mesmo que raramente, à uma sensação única e genuína de felicidade, tal que nos domina completamente, suga toda nossa lucidez, esta é a tão formosa intensidade e constância no agora, nos propondo profundidade e entrega total, que como resultado nos dá a sensação de viver o infinito.
