Fazer
Pronta para receber a minha nova fase de expansão.
Sem perguntas a fazer
e nem a ponderar
nem medos a enfrentar.
A minha travessia foi concluída com sucesso e paz de espírito e a minha luz brilha sem obstáculos na minha história.
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
Copyright direitos reservados
Eu gosto da minha solidão.
Gosto da paz de estar comigo, da liberdade de fazer minhas escolhas, do silêncio e da tranquilidade que construí dentro de mim.
Mas isso não significa que eu não queira amar.
Eu ainda anseio por conhecer alguém que tenha a mesma vontade de construir, cuidar, demonstrar e viver um amor de verdade.
Alguém que não tenha medo de sentir.
Que entenda que amor não é apenas estar junto, mas fazer questão.
Que saiba conversar, respeitar, demonstrar carinho e escolher a relação todos os dias.
Eu não quero alguém para preencher um vazio.
Porque eu aprendi a ficar bem sozinho.
Quero alguém que venha para somar à paz que já encontrei.
Alguém com quem eu possa dividir a vida sem precisar abrir mão de mim.
Porque estar sozinho é uma escolha que eu sei viver.
Mas encontrar alguém que queira amar com a mesma intensidade que eu?
Isso eu ainda espero.
Ao fazer uma pesquisa sobre determinadas cores, descobri que existe uma cor que é muito feia: É a cor da hipocrisia. Ela, tem a cor dos olhos de que vive a brincar com o sentimento alheio.
O dom de sentir e ler pessoas é uma faca de dois gumes. Algumas me fazem querer fazer doutorado nesses quesitos, outras de tão medíocres e mesquinhas, me fazem ter uma vontade enorme de me tornar analfabeta nessa área.
A regressão linear é a arte de fazer os dados confessarem aquilo que a realidade insiste em esconder. Furucuto, 2026.
Com tantas “lideranças religiosas” mais preocupadas em fazer política do que evangelizar, tomara que ninguém espere encontrar toda essa permissividade escatológica lá no céu.
Quase sempre mais empenhadas em conquistar palanques do que corações, é natural que alguns confundam fé com estratégia e altar com palco.
Mas o risco maior não está apenas no que se faz aqui, e sim no que se passa a acreditar: que a permissividade, a manipulação e o jogo de interesses poderiam ter algum espaço no céu.
O céu — seja entendido como metáfora de transcendência ou esperança — não se molda aos desvios humanos.
Ele não precisa de campanhas, slogans ou acordos.
Ali não se barganha silêncios, não se negocia salvação e nem se legitima vaidade em nome de Deus.
Tomara mesmo que ninguém espere encontrar lá a mesma mistura de poder e conveniência que alguns apaixonados cultivam cá.
Que a expectativa do sagrado permaneça alta o bastante para nos lembrar que espiritualidade não se mede por seguidores, mas por verdade; não por palanque, mas por compaixão; não por permissividade, mas por integridade.
E que, diante de tantas distorções e adequações, ainda caiba em nós o desejo de uma fé que não se deixa contaminar — e de um céu que não se pareça, nem de longe, com os arranjos terrenos.
Falhar é um luxo reservado aos que se atrevem a fazer o que muitos medem esforços para fazer.
Quem nunca tentou nada ousado costuma chamar de prudência aquilo que, no fundo, é medo disfarçado de virtude.
O erro não visita os imóveis.
Ele bate à porta de quem caminha, de quem arrisca, de quem troca a segurança do discurso pelo peso da prática.
Por isso, falhar não é sinônimo de incompetência, mas de movimento; não é vergonha, é evidência de coragem.
Há os que colecionam opiniões impecáveis porque nunca precisaram lidar com as consequências.
Já os que falham carregam marcas reais: aprenderam onde o chão cede, onde o orgulho cai e onde a humildade também é o professor.
No fim, o maior fracasso não é tropeçar tentando, mas passar a vida inteira economizando passos para não correr o risco de cair.
Porque quem nunca falha, quase sempre também nunca vive aquilo que realmente vale a pena.
Se a Partida dos que amamos não fosse tão Dolorosa, talvez quiséssemos fazer baderna no céu.
Talvez quiséssemos habitá-lo antes do Tempo de Deus — e sem ao menos nos dar ao trabalho de construí-lo.
Mas a dor existe — e não por crueldade.
Ela é o limite que nos ensina reverência.
É o peso que desacelera a alma para que ela atravesse o mistério com humildade, não com euforia inconsequente.
A Saudade, o Choro e o Silêncio que ficam nos que permanecem, são parte desse rito.
A morte não é um convite à festa, é um chamado ao recolhimento.
Se fosse fácil demais, talvez banalizássemos o Sagrado, transformando o eterno em continuação do ruído que fazemos por aqui.
A dor nos lembra que a passagem é muito séria, que algo imenso está acontecendo.
Ela organiza o caos interior, cala a pressa e quebra o orgulho.
Ensina que não se entra no céu como quem invade um lugar, mas como quem é recebido — desarmado, despido de excessos, sem baderna, sem aplausos.
Talvez seja por isso que dói tanto: para a Eternidade começar em profundo e reflexivo silêncio.
Fazer “Textão” apequenado para culpar a Vítima deve ser muito mais fácil que clamar por Justiça.
Há uma Covardia muito particular em transformar palavras longas em Pensamento Pequeno.
Nem todo discurso extenso é profundo; às vezes, ele serve apenas para envernizar crueldades antigas com aparência de argumento.
E poucas misérias morais são tão reveladoras quanto aquela que, diante da dor de alguém, escolhe investigar a vítima com mais rigor do que o agressor.
É como se a consciência, incapaz de sustentar o peso da injustiça, preferisse terceirizar a culpa para quem já está ferido.
Culpar a vítima quase sempre é um atalho emocional para poupar estruturas, conveniências e cumplicidades.
Exigir Justiça demanda coragem, lucidez e, acima de tudo, disposição para encarar o desconforto de reconhecer onde realmente mora a violência.
Já culpar quem sofreu permite preservar reputações, proteger interesses e manter intactos certos afetos ideológicos e morais.
É um expediente perverso: condena-se menos o ato injusto e mais a fragilidade de quem não conseguiu escapar dele.
Existe também um narcisismo disfarçado nesse tipo de reação.
Quem culpa a vítima frequentemente se coloca num pedestal imaginário, como se dissesse: “comigo teria sido diferente”.
Nessa fantasia, o sofrimento alheio vira palco para exibição de falsa superioridade, e não oportunidade de empatia.
Mas a vida real não se curva à arrogância dos que analisam tragédias do alto da própria zona de conforto.
Há violências que desabam rápido demais, manipulações que se instalam silenciosamente, contextos que esmagam qualquer simplificação preguiçosa.
A Justiça, por sua vez, começa onde esse conforto acaba.
Ela exige que se olhe para o fato sem romantizar o agressor nem sabatinar a vítima como se o seu comportamento precisasse atingir um padrão irreal de pureza para merecer proteção.
Porque a dignidade humana não é prêmio por perfeição.
Ninguém precisa ser impecável para ter direito de não ser ferido, violado, humilhado ou descartado.
Talvez por isso tanta gente prefira o “Textão” apequenado: ele oferece a ilusão de reflexão sem o custo ético da responsabilidade.
Soa elaborado, parece racional, mas no fundo só repete a velha brutalidade de sempre com mais linhas e menos vergonha.
Clamar por Justiça é muito mais difícil, justamente porque não combina com malabarismo moral.
Pois pede firmeza para nomear a violência, honestidade para não inverter papéis e humanidade para não fazer da dor alheia um tribunal de conveniência.
No fim, textos grandes não engrandecem consciências pequenas.
E toda vez que alguém escolhe culpar a vítima em vez de clamar por Justiça, o que se revela não é criticidade, mas a Miséria Espiritual de quem prefere ferir de novo a reconhecer o verdadeiro culpado.
Tropeçar é um luxo reservado somente aos que se atrevem a fazer o que todos os outros protelam, medindo esforços.
Há quem veja o tropeço como uma falha, como um desvio indesejado de uma trajetória idealizada, limpa, sem marcas.
Mas essa visão, embora confortável demais, ignora uma verdade muito incômoda: só tropeça quem está em movimento.
E movimento, por si só, já é uma ruptura com a inércia que domina tantos caminhos adiados.
Enquanto alguns calculam demais, esperando o cenário perfeito, o momento exato, a garantia de sucesso — outros simplesmente vão.
E ao ir, erram.
E, ao errar, aprendem.
O tropeço, nesse sentido, deixa de ser um acidente e passa a ser um rito silencioso de coragem.
Não é sobre cair, mas sobre ter saído do lugar onde cair sequer seria possível.
Medir esforços, muitas vezes, é apenas uma forma elegante de mascarar o medo.
O medo de falhar, de ser visto, de não corresponder às expectativas — próprias ou alheias.
E assim, na tentativa de evitar o tropeço, muitos acabam evitando também a experiência.
Permanecem intactos, sim, mas também intocados pela transformação que só o risco proporciona.
Tropeçar exige exposição.
Exige assumir que não se sabe tudo, que não se controla tudo, que o caminho se revela enquanto se caminha.
E isso, para muitos, é desconfortável demais.
Preferem a segurança do planejamento eterno à vulnerabilidade da ação imperfeita.
Mas há algo profundamente humano em perder o equilíbrio por um instante.
É nesse breve desalinho que nos reconhecemos vivos, tentantes e inacabados.
O tropeço não diminui — ele denuncia a tentativa.
E tentativa, no fim das contas, é o que separa quem vive de quem apenas ensaia viver.
Talvez o verdadeiro luxo não seja evitar a queda, mas poder se permitir caminhar sem a obsessão de nunca falhar.
Porque quem nunca tropeça, talvez nunca tenha ido longe o bastante para descobrir o próprio limite.
Não bastasse a justiça brasileira fazer tanta cerimônia para se amostrar, só para o povo acreditar que ela ainda existe, ainda incita o justiçamento.
Há algo de profundamente contraditório quando a instituição que deveria ser o último refúgio da razão se transforma, aos olhos do povo, em um palco de encenações.
A liturgia excessiva, os ritos intermináveis e os discursos rebuscados parecem, muitas vezes, menos comprometidos com a justiça em si e mais com a manutenção de sua aparência.
E quando a forma passa a valer mais que o conteúdo, abre-se um vazio extremamente perigoso — aquele onde a confiança deixa de habitar.
Nesse vazio, cresce a sensação de abandono.
O cidadão comum, cansado de esperar por decisões que nunca chegam ou que chegam tarde demais, começa a flertar com soluções imediatas, ainda que brutais.
Não por vocação à violência, mas por desespero diante da ausência de respostas justas.
E é nesse ponto que o risco se torna ainda maior: quando a justiça institucional, ao falhar em ser justa, acaba, ainda que indiretamente, legitimando a injustiça praticada pelas próprias mãos.
O justiçamento não nasce do nada.
Ele é fruto de um terreno onde a impunidade é percebida como regra e a lei como um privilégio seletivo.
Quando o povo deixa de acreditar na justiça, não é apenas a credibilidade de um sistema que se perde — é o próprio pacto social que começa a ruir.
Afinal, se cada um passa a ser juiz, júri e executor, o que resta da convivência civilizada?
Talvez o maior desafio não seja apenas fazer justiça, mas fazê-la de forma visível, compreensível e, sobretudo, confiável.
Porque a justiça que precisa se provar o tempo todo, talvez já tenha, em algum momento, deixado de ser reconhecida como tal.
E quando a justiça precisa gritar para ser notada, é possível que o silêncio da sua ausência já esteja ecoando há muito mais tempo.
Para fazer frente à enxurrada de eleitores apaixonados, basta uma enxurrada de políticos-influencers igualmente apaixonados.
Talvez isso soe como ironia, mas talvez seja também um retrato fiel do nosso tempo.
Em uma era em que a atenção se tornou moeda de troca e a emoção passou a disputar espaço com os fatos, a política parece cada vez menos um campo de deliberação e cada vez mais um mercado de engajamento.
O eleitor apaixonado não procura apenas propostas.
Procura pertencimento, identidade e reconhecimento.
Quer sentir que faz parte de uma causa maior do que si mesmo.
Nesse ambiente, argumentos cuidadosamente construídos muitas vezes perdem terreno para frases de efeito, vídeos curtos e narrativas capazes de provocar indignação, esperança ou medo em poucos segundos.
Não surpreende, então, que os políticos se adaptem à lógica vigente.
Se a arena pública recompensa visibilidade, surgem os políticos-influencers.
Se a paixão mobiliza mais do que a ponderação, multiplica-se a encenação da paixão.
O resultado é uma dinâmica medonha em que representantes e representados passam a se retroalimentar emocionalmente, cada grupo incentivando no outro exatamente aquilo que mais dificulta o diálogo.
Mas há um risco evidente nessa simetria.
Quando a política se transforma em um espelho de afetos intensificados, a mediação perde valor.
A dúvida vira fraqueza.
A complexidade vira obstáculo.
A prudência passa a parecer falta de convicção.
E a própria atividade política, que deveria lidar com interesses conflitantes e problemas multifacetados, é pressionada a se comportar como entretenimento permanente.
E daí nasce a política do espetáculo.
Talvez a questão não seja apenas a existência de eleitores apaixonados ou de políticos-influencers.
Paixões sempre estiveram presentes na vida pública.
O problema surge quando a paixão deixa de ser combustível para a participação e passa a ser critério único para julgar a realidade.
Nesse ponto, a intensidade do sentimento substitui a qualidade do argumento.
A democracia depende de entusiasmo, mas também de freios.
Depende de convicções, mas igualmente de disposição para revisar certezas.
Se a resposta para uma enxurrada de eleitores apaixonados for apenas uma enxurrada de políticos-influencers igualmente apaixonados, talvez estejamos apenas aumentando o volume da correnteza, sem perguntar para onde ela está nos levando.
E correntes muito fortes têm uma característica bastante curiosa: arrastam não apenas aqueles que desejam avançar, mas também aqueles que já deixaram de distinguir movimento de direção.
Só tropeçamos no infortúnio de achar que não podemos fazer nada pelo outro até descobrirmos que podemos fazer o Melhor: orar!
Vivemos em um tempo que valora excessivamente a ação visível.
Quase sempre somos levados a acreditar que ajudar alguém significa, necessariamente, resolver todos os seus problemas, oferecer recursos, abrir portas ou encontrar respostas imediatas.
Quando não conseguimos fazer nada disso, somos tomados pela sensação de impotência, como se nossa presença e nossa preocupação não tivessem valor algum.
E é justamente nesse ponto que tropeçamos.
Não por falta de boa vontade, mas por acreditar que o auxílio humano é o limite de todas as possibilidades.
A oração nos convida a enxergar além dessa ilusão.
Ela não é uma fuga da realidade, nem um consolo para quem não pode agir.
Ao contrário, é um reconhecimento humilde de que existem situações que ultrapassam nossas forças, nossa compreensão e nosso alcance.
Quando oramos por alguém, colocamos diante de Deus aquilo que nossas mãos não conseguem tocar e aquilo que nossas palavras não conseguem curar.
Há circunstâncias em que uma ajuda material é necessária e até indispensável.
Mas há também batalhas travadas no silêncio da alma, medos e dores escondidas atrás de sorrisos e caminhos obscurecidos por dúvidas que nenhum conselho humano consegue iluminar plenamente.
Nesses momentos, a oração deixa de ser o último recurso e passa a ser o primeiro gesto de amor.
Orar é dizer ao outro, mesmo sem palavras: “Você não está sozinho.”
É transformar preocupação em intercessão, aflição em esperança e carinho em confiança.
É reconhecer que, enquanto nossos limites são evidentes, a ação divina não conhece fronteiras.
Talvez nosso maior engano seja pensar que orar é fazer pouco.
Quem compreende a profundidade da fé sabe que orar é participar de algo maior do que si mesmo.
É semear no invisível, acreditando que Deus trabalha onde nossos olhos não alcançam.
Por isso, quando a vida nos colocar diante de alguém cuja dor não podemos remover, cujo problema não podemos resolver ou cuja jornada não podemos percorrer em seu lugar, lembremo-nos: não estamos de mãos vazias.
A oração é e continua sendo uma das mais nobres expressões de amor, porque entrega ao cuidado de Deus aquilo que o coração humano, sozinho, não consegue sustentar.
Quando pensar que não pode fazer nada por alguém, faça o melhor que pode: ore!
Não há
jeitinho meio certo
nem meio errado
de fazer nada
certo.
Isso provoca porque confronta uma das principais tentações humanas: a de acreditar que pequenos desvios são aceitáveis quando o objetivo parece nobre.
Mas nada é tão nobre ao ponto de flertar com pequenas concessões.
No entanto, o caminho escolhido para alcançar um resultado diz tanto sobre quem somos quanto o próprio resultado.
Integridade não se mede apenas pelas grandes decisões, mas, sobretudo, pelas escolhas silenciosas que fazemos quando ninguém está vendo.
O chamado “jeitinho” costuma se apresentar como uma solução prática, inofensiva ou até necessária.
Mas, quando normalizamos atalhos que ferem princípios, corremos o risco de transformar exceções em hábitos e conveniências em valores.
O que hoje parece um detalhe pode, amanhã, comprometer a confiança, a credibilidade e o caráter.
Fazer o certo exige coragem, paciência e, muitas vezes, renúncia.
Nem sempre é o caminho mais rápido, mais fácil ou mais vantajoso.
Ainda assim, é o único que permite dormir com a consciência tranquila e construir relações baseadas na confiança.
No fim, a ética não admite meias medidas.
O certo não precisa de maquiagem, justificativas ou adaptações oportunistas.
Quando escolhemos agir corretamente, escolhemos também honrar nossos valores.
Porque não existe um jeito “quase certo” de fazer o que é certo: ou se faz com integridade, ou se abre mão dela.
DAS PRENDAS DO LAR.
QUANDO UMA CRIANÇA PEDIR
PARA FAZER COCÔ
TENHA SEMPRE NA MÃO UM LIVRO DO ESCRITOR AUGUSTO CURY
PARA ELA LER
E AUMENTAR A SUA CULTURA.
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