Faz de Conta Qu eu Acredito
Seu desejo muda, sua vontade muda, seus hábitos mudam, sua casa, seu nome, seu telefone mudam... Seu caráter nunca mudará...
A estratégia não deve ser visto como frieza, apenas, mas sim, como a determinação de passar por cima da ociosidade durante o tempo de cada ato interlocutório para se atingir o objetivo.
A Cristo S. N. Crucificado estando o poeta na última hora de sua vida
Meu Deus, que estais pendente em um madeiro,
Em cuja lei protesto de viver,
Em cuja santa lei hei de morrer
Animoso, constante, firme, e inteiro.
Neste lance, por ser o derradeiro,
Pois vejo a minha vida anoitecer,
É, meu Jesus, a hora de se ver
A brandura de um Pai manso Cordeiro.
Mui grande é vosso amor, e meu delito,
Porém pode ter fim todo o pecar,
E não o vosso amor, que é infinito.
Esta razão me obriga a confiar,
Que por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar.
Vou chover junto com essa chuva e derramar minha vontade do carinho seu,
rodar pelas ruas molhadas, enfrentar a estrada,
imaginando o beijo que a gente não deu.
E quem sabe eu chegue inteiro, sem a metade do meu coração, que é seu.
Busquei a chave perfeita
que não trancasse, mas
apenas protegesse tudo
que ficou atrás da porta.
Reuni o que era mais precioso,
emocionante e que te faz
muito bem.
Seu Tac tic
Como um relógio que permite ser servidor do tempo, mas não tem dominio de suas vontades, o tempo passou, e deixou para sempre, em cada tic tac um tac tic seu em mim, que não passa nunca.
"E agora após escrever, percebo que acabei de condenar esta folha de papel, ser parte de mim. Que culpa ela tem por carregar este fardo que não lhe cabia, mas que eu teimosamente, fiz caber em sua linhas."
"Cada ser tem uma poesia que é só sua, ela pode ser dividida, repartida, mas no universo poético ela será sempre a essência do seu ser criador"
Clic
(José Adriano de Medeiros)
Clic
Sob o véu da tarde, um espetáculo
Clic, clic
Olhos atentos, câmeras a capturar
Clic, clic, clic
Um pássaro solitário, a sobrevoar
Clic, clic, clic, clic
A lua, um disco de prata
Clic, clic, clic, clic, clic
E o Sol a desaluminar.
Clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic
Não há tempo que possa mensurar sua historia, suas memórias. Suas raízes sustentaram dores, amores e em alguns momentos as flores que enfeitaram seus jardins. Sob a lâmina da ganância, sucumbe o gigante e o sangramento não terá fim. Nenhuma proporção é suficiente para adequar na imagem, o pranto e nenhum canto será capaz de retratar ou acalentar tamanha tristeza sem fim
Todo dia a Casa Tremia
(José Adriano de Medeiros)
Todo dia a Casa Tremia,
Silêncio
Bummmm
Enquanto algumas pessoas só conhecem o sabor do lanche,
aqui nós não aguentamos mais o fel das explosões.
Bummmm
Bummmm
...
Choro
...
Soluço
Ainda bem que o nosso avião chegou
O poema "Todo dia a Casa Tremia" é uma obra que evoca fortes emoções e nos convida a refletir sobre temas como violência, sofrimento, esperança e a busca por um lugar seguro. Subjetivo a sua interpretação pode variar de acordo com a experiência e sensibilidade de cada leitor
No chão
(José Adriano de Medeiros)
No chão um jovem, um sufoco.
Fardas sem rostos.
Quatro em pé garantindo a segurança dos três, que sobre o pescoço, costas e pernas deixam bem claro,
que o mais seguro é permanecer
de braços cruzados ao fundo
O poema "No chão um jovem, um sufoco" é uma denúncia contundente da violência e da opressão. Através de uma imagem forte e concisa, é um convite a refletir sobre a nossa própria responsabilidade diante da injustiça e questionar nossas atitudes e a buscar formas de construir um mundo mais justo e igualitário.
Solo Seguro
(José Adriano de Medeiros)
Evitei dormir o voo todo
Queria ver coisas inteiras mesmo que de muito longe,
que de muito alto.
Lasso de tantas coisas destruídas,
um abraço há muitas mãos em solo seguro,
era tudo o que eu mais queria.
Ventos e chuvas
(José Adriano de Medeiros)
Quando os ventos trarão felicidade? Os que estão soprando só trazem a gélida tristeza, fim de pequenos amores caninos, que chocam ou a queda de muros que deviam sustentar e proteger, mãe, filhos e os espiritos santos. Que chuvas irrigarão e trarão prosperidadde? As que caem, alagam vidas com atrasos, perdas, enchem os lares de desesperanças e com toda sujeira advinda da velha politica. Ai se os ventos, soprassem responsabilidade, vergonha e altruismo, não precisava nem ser os mais fortes, uma brisinha branda e simples já bastaria.
PISCA
Até quando, o peso do tempo e a sorte serão os limitadores e os carrascos de meninas e mulheres, Até quando o respeito SÓ será reconhecido, após essa sorte e esse tempo, marcar com tantas angústias e lágrimas seus corpos, seus sonhos, suas almas. Pisca chora, Pisca apanha, Pisca quieta. PISCA GRITA, PISCA DENÚNCIA, PISCA É PROTEGIDA. Antes que o piscar cesse, PISCA E É FELIZ.
