Faz de Conta Qu eu Acredito

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Barbatimão que era florescido em agosto
faz lembrar da época que as mulheres
buscavam a sua casca para o misterioso
chá de passar na maturidade e não de tomar.


Lembro-me bem da busca boca a boca,
de quem anunciava a viagem à toda
para o Cerrado ou até para a Caatinga,
e da peregrinação para achar a feirinha.


Os tempos mudaram e hoje ninguém
mais se lembra desta época de outrora;
o Barbatimão que era raro deve ter
sumido da Terra, da vida e da memória.


Como sou poética, por mim é lembrado,
mesmo sem nunca na vida eu ter usado.

O Brasil sempre foi lugar de gente feliz mesmo com todas as dificuldades.


Faz um bom tempo que demonstrar bom humor e leveza incomoda alguns de forma que parece que a pessoa está cometendo um crime.


Normalizem novamente o sorriso, o bom humor e a gentileza.

No mar escuro
da incerteza,
Um olhar bonito
guia com beleza,
e faz esquecer
de qualquer cantilena.

O Hemisfério Celestial Sul
no meu coração faz eco.
Da meia-noite à meia-noite
não é segredo que o amor
em nós tem construído
um particular império;
não existe explicação
para este nosso mistério.

Diplomacia não se faz
com pirotecnia,
e nem com intrometimento
na Pátria alheia,
Quem não quiser ter
o bom entendimento:
Só lamento.


[A grosseria também
se abriga na diplomacia.]

Gente problemática com ideais problemáticos atraem um looping eterno e faz perder a energia vital.

Funâmbula Lua
no cabo de aço
do teu Universo
faz da Via Láctea
o seu maior trapézio.

A guerra faz o tempo parar,
o peito calar e olhar sem enxergar.
Nos rastros e sombras tornar
o nosso único possível lar:
sem nunca mais nos encontrar.


[Viver torna-se lutar.]

⁠Confiar demasiado rápido, só te faz decepcionar demasiado cedo.

⁠Às vezes, a melhor festa na laje é aquela em que a convidada de honra só faz barulho para lavar nosso dia.


Noutros tempos, só pensávamos em churrasco na laje, agora, só pensamos em chuva na laje.


Agora as melhores festas na laje são aquelas em que a convidada de honra não traz música alta, nem risadas forçadas, nem fumaça de churrasco.…


Ela chega silenciosa na intenção, mas barulhenta na presença: a chuva.


E faz festa não para entreter, mas para lavar — o dia, a alma, o cansaço acumulado nos cantos que a gente já não alcança.


Noutros tempos, a laje era sinônimo de encontro, carne na brasa, conversa atravessada pelo riso fácil.


Hoje, ela se tornou mirante da espera.


Espera por nuvens carregadas, por um céu que se compadeça do pó, do calor excessivo, da exaustão que já não se resolve só com celebração.


Mudamos o cardápio: trocamos o excesso pelo alívio.


A chuva na laje não exige anfitrião, nem lista de convidados.


Ela chega quando pode, fica o tempo que quer e, ao partir, deixa tudo diferente — não necessariamente resolvido, mas respirável.


É uma festa sem fotinhos, sem brindes, sem sobras…


Só o som da água lembrando que nem todo barulho é invasão; alguns são cuidados.


Talvez o tempo tenha nos ensinado isso: há dias em que não queremos comemorar, apenas lavar.


E, nesses dias, a laje continua sendo lugar de encontro — não com os outros, mas com aquilo que sabe nos escutar e ainda nos permite recomeçar.

⁠Não há Passeios que se comparem aos que você faz nas Lembranças daqueles que não Precisam de você para nada.


Porque é ali, nesse território silencioso da memória, que a presença deixa de ser obrigação e passa a ser a mais charmosa escolha.


Quando alguém não precisa de você — não depende, não exige, não cobra — e ainda assim guarda você em suas lembranças, é sinal de que sua existência atravessou algo mais profundo do que a utilidade.


No mundo apressado das relações funcionais, muitos só se lembram de quem pode lhes oferecer algo: companhia, ajuda, vantagem, distração…


Mas nas lembranças de quem já não precisa de nada disso, permanecem apenas aqueles que tocaram a alma de alguma forma.


Ali não há barganha, apenas significado.


Ser lembrado por quem poderia simplesmente seguir sem você é uma das formas mais discretas de eternidade que alguém pode alcançar.


É quando sua presença deixa de ser circunstância e se transforma em marca.


Talvez por isso esses “passeios” sejam tão raros e tão valiosos.


Porque nas lembranças sinceras não entramos pela porta da necessidade, mas pela janela da humanidade que fomos capazes de oferecer.


E, no fim das contas, é nesse lugar — onde não éramos necessários, mas ainda assim fomos importantes — que descobrimos o mais Puro e Verdadeiro tamanho daquilo que fomos na vida de alguém.⁠

⁠A Indignação Seletiva, nascida da confusão, ainda faz os indignados confundirem Vingança Apressada com Justiça Célere.


Há uma pressa muito perigosa em responder ao que revolta.


Uma ânsia quase instintiva de punir, de devolver dor com dor, como se a velocidade da resposta fosse suficiente para legitimar sua justiça.


Mas justiça não é sobre rapidez — é sobre precisão.


E, sobretudo, sobre responsabilidade.


A indignação seletiva escolhe seus alvos com base na conveniência emocional, não na coerência moral.


Ela grita “alto demais” quando o erro vem de um “inimigo”, mas silencia quando o mesmo erro nasce em território conhecido, protegido ou admirado.


É uma indignação que não busca justiça — busca confirmação.


Nesse cenário, a vingança se disfarça com descarada facilidade.


Veste o discurso da urgência, da ordem, da necessidade de resposta imediata.


Mas, no fundo, é apenas a satisfação momentânea de ver alguém pagar — não importa como, nem sob quais critérios.


E, quando isso acontece, o que se perde não é só o equilíbrio… é o próprio sentido de justiça.


Justiça de verdade exige tempo, escuta, critério e, muitas vezes, desconforto.


Exige aceitar que nem toda resposta será rápida e que nem toda punição virá na intensidade desejada.


Porque justiça não é espetáculo, nem moeda de troca emocional.


É construção — lenta, imperfeita, mas necessária.


Confundir Justiça com Vingança é abrir mão daquilo que nos diferencia do erro que condenamos.


E a indignação, quando não é acompanhada e pautada na reflexão, deixa de ser ferramenta de mudança para se tornar apenas combustível de mais injustiça.

⁠A súbita e idealizada paixão política
faz quase tudo descambar para o esvaziamento medonho
do debate público.


Não é a paixão em si que corrompe o diálogo, mas a forma descarada como ela se instala: rápida demais, inflamada e, sobretudo, impermeável.


Quando a política deixa de ser um campo de construção coletiva e passa a funcionar como extensão da identidade individual, qualquer discordância soa como ameaça — não a uma ideia, mas à própria pessoa.


Nesse ponto, o debate deixa de ser uma troca e se transforma em confronto.


A idealização cumpre um papel ainda mais sutil.


Ela simplifica o mundo, reduz complexidades e oferece narrativas muito fáceis, quase reconfortantes.


Há sempre heróis irrepreensíveis e vilões absolutizados.


Mas o preço dessa simplificação é alto demais: perde-se a nuance, a ambiguidade e, com elas, a possibilidade de compreender o outro.


Sem isso, não há debate — apenas reafirmação.


O esvaziamento do debate público já não acontece por falta de opiniões, mas pelo excesso de certezas.


Quando todos já chegam convencidos, o espaço comum deixa de ser um lugar de escuta e passa a ser um palco de monólogos simultâneos.


Argumentos são substituídos por rótulos, e a dúvida — elemento essencial do pensamento — passa a ser vista como fraqueza.


Talvez o desafio não seja conter a paixão política, mas desacelerá-la.


Permitir que ela amadureça, que conviva com a dúvida, que aceite a frustração.


Uma paixão que não precise ser absoluta para ser verdadeira.


Porque é nesse intervalo — entre convicção e a escuta — que o debate pode, enfim, voltar a existir.

"O que será que você tem que me faz sonhar tanto...
O que será que você tem que me tem tanto...
Que olhar é esse que me prende tanto...
Que sorriso é esse tão lindo, o qual vestes tão fácil e,
que é só teu.. e que desejo só meu!"

☆Haredita Angel

"Que dure para sempre tudo aquilo que nos faz bem!"

☆Haredita Angel

"A infidelidade é como pisar em folhas secas, sempre faz barulho!"
☆Haredita Angel

"Parir não te faz mãe.
- Parir é dor, ser mãe é amor!"

☆Haredita Angel

...ou você sai da minha vida, ou faz parte da viagem!
☆Haredita Angel

Senhor, vós que me ensinas o que é certo e errado, e o que pode
fazer-me feliz e infeliz, faz-me então obediente a vossa lei de amor.
Dá -me discernimento para que eu não me deixe levar pelos caminhos tortuosos do mal, da inveja, dos vícios e da perdição.
Peço -lhe ainda o dom da prudência, para que eu não faça dos vossos mandamentos uma espécie de escravidão; à julgar, condenar, impor falsas obrigações aos meus irmãos, companheiros de jornada.
Que todas aprendam que vós sois o caminho que liberta!
Que assim seja!
Haredita Angel
26.10.25

"Num mundo onde todos querem ser tão iguais, seja diferente; - o sucesso se faz entre minorias!"
Haredita Angel
07.08.2009