Faz de Conta Qu eu Acredito
Tudo o que você faz ao outro, de alguma forma, retorna a você.
Quando chama alguém de ignorante por não entender algo, você acaba se tornando ignorante por não entender a perspectiva dessa pessoa. Chamar alguém de babaca por suas atitudes faz com que você revele atitudes semelhantes, mesmo que de forma inconsciente. Reclamar da cobrança de alguém é, na verdade, um ato de cobrança em si mesmo, pois você está projetando seu desconforto. Ofender alguém é, de certa forma, ofender seus próprios sentimentos, já que a agressão emocional afeta a quem a pratica. Sentir ódio de alguém é, na verdade, alimentar um sentimento negativo dentro de si, um ódio que só prejudica a própria mente. Negar amor ao próximo é, no fundo, negar o amor a si mesmo, pois todos somos reflexos de nossas atitudes e emoções.
O que se reflete nos outros é, muitas vezes, um reflexo do que sentimos ou fazemos dentro de nós.
A mídia faz as pessoas acreditarem que precisam comprar objetos para ser feliz, e elas não entendem que felicidade são sensações, e sensações você já tem; não precisa comprar para ter.
Não faz sentido ser indiferente à vida, indiferente ao que acontece, indiferente às pessoas, indiferente ao mundo. A morte, por si só, já faz esse trabalho de indiferença. Ela não se importa com a sua existência, ela te leva sem se preocupar com o que você tem ou com o que você deseja. Ela não pergunta se você quer ir ou não. Então, por que não fazer a diferença enquanto está vivo? Por que não deixar para o mundo o que você tem de melhor dentro de si?
A dor nos faz focar nela para ensinar algo. Ela desaparece quando você aprende a curar, e a cura vem do processo de conhecer a si mesmo. Ou seja, você elimina a dor do seu próprio jeito, através do que aprende e entende sobre si.
Ninguém odeia quem apenas obedece, quem não se destaca, não questiona, não muda, não faz diferente, não vive. Mas, no fundo, a própria pessoa odeia ser assim. Porque, se ela resolvesse desobedecer, aparecer, questionar, mudar, fazer diferente e viver de verdade, então os outros, talvez, passariam a odiá-la.
Eles a odiariam porque, ao vê-la fazendo tudo o que não têm coragem de fazer, se sentiriam incomodados com a própria acomodação. O ódio deles não seria sobre ela, mas sobre a própria vida que escolheram levar.
