Faz de Conta Qu eu Acredito
Caminha, pois, com os pés firmes sobre a terra, faz tuas escolhas com serenidade e permite que a razão conduza cada passo.
Compreender o que a vida nos ensina faz toda a diferença, porque, ao aceitar o que ela traz e agradecer, em vez de reclamar, a gente cresce e vai mais longe.
Não escrevo mais...
Não escrevo mais...
Seu houvesse algo a ser escrito seria: tanto faz...
Quem me dera sentir meu corpo leve como em meus sonhos
E atravessar as paredes
As portas
Quem me dera... sentir meu espírito, finalmente livre.
Não há céu suficiente para eu voar
Nem corpo suficiente para me preencher
Eu não escrevo mais...
Mas para mim, do além, que um dia jaz
Eu diria:
Boa sorte...
A noite já se faz longa,
o sono apressa em me seduzir,
minha visão cansada esmorecente
despe-se do dia,
abraçando os sonhos ,
mergulhando no silencio da mais profunda escuridão
Oportunismo gospel de massa
Demétrio Sena - Magé
Faz tempo que a música gospel brasileira deixou de ser sagrada; um ato litúrgico. Tornou-se modão e, diga-se de passagem, modão de mau gosto. Atua lado a lado com a música pop-sertaneja, que de sertão não tem nada; pois, reservadas as exceções, é feita de gritos que exaltam machismo, traição e valentia.
Multidões de cristãos e não cristãos são arrastadas aos grandes shows de artistas que não fariam, não fizeram ou deixaram de fazer sucesso na música secular. Hoje o gospel faz sucesso, não como forma de adoração religiosa, e sim, de culto aos próprios cantores e cantoras. Esses artistas pulam, gritam e/ou fazem caretas como qualquer ídolo pop ou sertanejo, ao som de supostos hinos que imitam ritmos seculares da moda e acrescentam lamúrias e desespero, para temperar os shows de uma emoção cavada, exigida e de efeitos neurológicos. Não há imitações gospéis da MPB, pois o bom gosto musical pode significar o fracasso sumário desses cantores, em razão das preferências do seu público.
A esperança está na certeza de que os modões passam. A boa música, secular ou religiosa, permanece. Com o tempo, as músicas de natureza duradoura se sobressaem à futilidade das que chegam para saturar, faturar ao máximo e sugar os artistas meteóricos, que logo serão esquecidos. Da mesma forma, esse cristianismo bufão, cabo eleitoral de políticos extremistas, negociador de rebarbas do poder público passará. Não sei quando, mas passará. Ficarão os cristãos e outros religiosos cujos objetivos são os assuntos relacionados à fé sincera e genuína e à espiritualidade serena, humilde, centrada na busca do aperfeiçoamento das virtudes reais e plenas.
O caminho do cristianismo se tornou muito largo. A religião virou força terrena e já não cultua o sagrado, mas a si mesma e aos poderes terrenos que lhe dão vantagem e força intimidatória contra as minorias. Em suma, esse cristianismo tem o sinal da besta, que facilita seus caminhos e dá poder de "carteirada".
E a música gospel, ao melhor estilo "poltergeist adaptado" é a grande parceira nessa hipnose, abdução ou convulsão coletiva.
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Respeite autorias. É lei
E há a saudade, que é a pior parte. Ela te faz lembrar que havia algo/alguém, que agora não há mais. E tudo acaba como um dia começou.
Não é difícil, entre os cristãos de hoje, ouvir alguém dizendo que "aquela igreja faz parte da Babilônia", ou que "aquele sistema religioso é Babilônia". Falando assim, as pessoas passam a se sentir bem melhores do que aqueles que julgam errado.
Olhar você faz bem, mulher virtuosa,
Tua presença acalma o dia, silencia o caos.
Mesmo sabendo que teu coração
Ainda não repousa no meu.
Eu sei, teus desejos não caminham comigo,
Não me iludo, nem cobro o que não é meu.
Mas ainda assim escolho ficar,
Porque te admirar já é um jeito de amar.
Continuo te olhando, não por te prender,
Mas por acreditar no tempo e no sentir.
Há amores que nascem na espera,
E florescem sem jamais exigir.
Na esperança serena, sem dor, sem pressa,
Guardo um sorriso quando penso em você.
Quem sabe um dia teus olhos me vejam
Do mesmo jeito que os meus aprenderam a te ver.
Se não for amor, que seja luz.
Se não for hoje, que seja um dia.
Meu sentimento não pede retorno,
Ele vive de esperança e poesia.
É fácil descobrir um homem bem casado. Ele não faz o que a maioria gosta. Pensa o que a sua esposa gosta e é ridículo para os solteiros.
A verdadeira essência de uma existência significativa não reside no ruído que se faz, mas no silêncio que se deixa. Esta reflexão convida a transcender a busca por aplausos efêmeros, orientando o olhar para uma atuação no mundo que seja como a do ar: invisível, mas vital. Quando a presença se fundamenta em gestos autênticos, em serviço despretensioso e em amor oferecido sem expectativa de retorno, constrói-se algo que perdura além da forma física.
A falta, então, não é um vazio qualquer, mas a saudade de uma luz que aquecia sem se anunciar, de um apoio que sustentava sem exigir reconhecimento. É na doação silenciosa de si que se tece uma memória indelével no espírito alheio. Viver assim é imprimir no mundo uma marca tão profunda e gentil que sua ausência se torna uma prova eloquente de que esteve aqui, não para ser visto, mas para ser parte fundamental da trama da vida.
Enquanto a vasta maioria pauta a vida pelo pavor da condenação, uma minoria estratégica faz da administração desse medo o seu negócio mais lucrativo
