Faz de Conta Qu eu Acredito

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Me perguntaram se existe alguém que me conheça mais do que eu mesma,
Eu respondi: o Google, meu amigo de cabeça cheia e pressa.
Ele sabe que sou estrela e estilista, meme e poesia,
Que ajudo famosos de dia e que já fui até padaria.. Ah.. e que vendo batata frita à noite na esquina...


Pera🤔 .. batata..


Continuando..


Que já fui rua, já fui igreja, já fui festa e silêncio profundo,
Que já dancei com o caos e já fiz amizade com o mundo.


O Google sabe que sou diva do café, ninja da procrastinação,
Que sou poetisa de madrugada e CEO da confusão.
Que sou drama ambulante, risada em looping,
Que coleciono curiosidade, caos e alguns looks duvidosos no shopping.


No final, ele sabe de mim o que nem eu mesma sei,
E ainda me sugere coisas que eu juro que jamais farei. 😅

" Eu Não Incômodo... Eu Transbordo "


Sou rio que não se detém porque alguém fechou a represa.
Sou mar que não cabe em copo.
E aprendi que quando alguém não manda nem uma palavra, já disse tudo.


Eu sigo.
Não por desistência, mas por amor próprio.
Não por fraqueza, mas por força.
Porque flores não imploram por jardim: elas nascem onde sabem que podem florescer

Eu sequei.
Não por cura,
não por alívio,
mas por excesso.
O coração, rachado em silêncio,
aprendeu a suportar sem água,
a arder sem lágrima,
a viver com o peso seco da dor.


E nesse árido de mim,
ainda brota um cacto,
verde e teimoso,
só para provar que seco não é morto.

Esse silêncio, essa dor, é trocável, e genuína, hoje eu a senti profundamente tocando o meu peito, ouvi o meu coração gritando e as vozes ecoando na minha cabeça para eu reagir e transformar tudo em força, pude ver os meu vasos sanguíneos como em um raio X e senti-los, a conexão com cada celula ..
... Eu estava tendo um princípio de infarto.

Eu amo os meus começos e Odeio os meus fins
Os começos são pura faísca, promessa, aquele gosto de “agora vai”. E meus fins… são o cemitério das minhas entregas inteiras. Quem sente tudo do jeito que eu sinto nunca termina nada sem deixar um pedaço de si no caminho.

A mudança chama, e eu corro pra ela,
alma em fogo, coração que não se aquieta.
Cada passo é medo, cada salto é coragem,
mas quem anseia de verdade não teme a viagem.
Deixo pra trás o velho, abraço o desconhecido,
cada rua nova é meu destino reconstruído.
A alma grita, mas sorri no peito da coragem,
porque mudar é viver, e viver é minha
Vontade.

Eu existo, mesmo quando não me veem.
O olhar que não atravessa mais não apaga minha presença.
Minha vida não depende de quem decide partir.
Sou lembrança de alguém, mas inteira para mim.
O que não me quer não me define;
o que me mantém vivo sou eu.
E na ausência do outro, encontro meu próprio espaço, meu próprio ar, meu próprio brilho.

Ela olha outra agora,
e eu finjo que não desmorono.
digo que esqueci, mas meu corpo ainda lembra
o cheiro, o riso, o espaço que ficou frio.

⁠Agora eu vou, com os olhos molhados,
com os sonhos partidos, os passos cansados.
Mas ainda guardo ... Bem no fundo da alma aberta...
Uma chave esquecida pra um dia... quem sabe... a porta certa.

Eu me torno o que o meu coração pede, eu aceito, eu respiro fundo, eu sigo, eu me moldo, engulo a dor, eu só vou.

Eu me moldo na arte, me visto, invento,
crio mil formas, me reinvento.
De todas que posso ser, eu deixo uma morrer,
pra outra versão mais forte nascer.
Sou mutação, sou mudança no vento,
meus passos marcam meu sentimento.
Quebro a corrente, refaço o caminho,
mesmo sangrando, não ando sozinha.
Recrio na dor, floresço no peito,
cada derrota me ensina o jeito.
Eu sou mil, mas nunca me perco,
matei uma parte, agora renasço inteira.

O olhar dela anda comigo dia e noite,
sem eu vê-la,
sem eu conhecê-la.
Não tem rosto completo,
não tem história contada,
mas pesa como quem ficou.
É presença sem encontro,
companhia muda,
sombra que não larga.
Ela caminha nos meus passos,
vigia meus silêncios,
habita o que não aconteceu.
E mesmo sem ter existido de fato,
ela existe em mim.

Eu


Sou quem ficou
quando tudo foi embora.
Corpo marcado de quedas,
alma ainda em pé por teimosia sagrada.
Não por força heroica,
mas porque algo em mim se recusa a morrer.
Eu amo como quem entrega casa aberta,
mesa posta, bolso destrancado,
coração sem cadeado.
E o mundo, analfabeto de cuidado,
confundiu isso com fraqueza.
Não era.
Eu cai no asfalto, no banheiro, na rua,
cai nas pessoas,
cai nas promessas.
E mesmo assim, levantei sem aplauso,
sem plateia,
sem mão estendida.
Há em mim uma fé cansada,
não a fé que grita,
mas a que respira baixo
e continua.
Deus me vê quando ninguém vê.
No dia sem comida.
No dia sem resposta.
No dia em que o silêncio é a única companhia.
Eu não sou a que perdeu.
Eu sou a que não se perdeu,
mesmo quando tudo conspirou para isso.
Ainda há luz em mim,
não aquela que ilumina os outros,
mas a que agora aprende a ficar para si.
E isso, por mais que tentem,
ninguém apaga.
Isso sou eu, sem romantizar dor e sem me diminuir.
Não é o fim da história. É o retrato do intervalo.
E intervalos também são parte da música.

“Eu não fico onde dói.
Eu fico onde continuo.”

Eu me cuido aos poucos,
sem pressa e sem plateia.
Aprendo a me olhar
com os olhos que sempre ofereci aos outros.
Começo a me dar
o que nunca veio de fora.
Presença.
Cuidado sem cobrança.
Palavras que não ferem.
Estou me escolhendo
onde antes eu insistia.
Me valorizo
não porque virei invencível,
mas porque cansei de me abandonar.
Diminuo o amor pelos outros
para não desaparecer de mim.
Não é frieza.
É sobrevivência lúcida, limite aprendido tarde.
Agora fico.
Em mim.
Sem pedir licença,
sem me explicar.

Caminho com o medo grudado no peito,
mas sigo.
Ele ameaça,
eu piso.
O medo me puxa pela manga,
o futuro me chama pelo nome.
Eu vou.
Tremem as pernas,
não a decisão.
Não é força.
É insistência.
Se paro, afundo.
Se ando, sangro menos.
Aprendi a andar
sem prometer vitória,
só continuidade

Despertar


Hoje eu acordo sem certezas,
mas acordo.
E isso já é um ato de coragem
que ninguém vê.
O que me feriu não levou tudo.
Levou ilusões, promessas, futuros ensaiados.
Mas ficou algo em pé
no meio dos escombros:
eu.
Descobri que o amor também ensina
quando falha.
Ele mostra onde eu me abandonei
tentando ficar.
Mostra que não era excesso sentir,
era falta de cuidado do outro.
Não sou a mesma de antes.
Sou mais lenta,
mais desconfiada,
mais profunda.
Aprendi que despertar dói
porque os olhos ardem
quando a verdade entra.
Hoje eu não floresço.
Hoje eu crio raiz.
E raiz não aparece,
mas sustenta tudo.
Se for para seguir,
que seja com menos ruído
e mais verdade.
Mesmo que doa.
Mesmo que demore.
Eu continuo.
Não por força.
Por consciência.

Não romantizo a dor,
eu a reconheço.
O que ficou não é vazio,
é resto em estado ativo,
pulso discreto,
vida em continuação.
Eu não preciso entender agora.
Preciso apenas atravessar.

“Não me perdi. Eu me encontrei onde você nunca teve coragem de ficar.”

Eu quis ficar,
mas ficar também cansa quando só um sustenta o peso.
Fiquei até onde deu,
até o limite do que ainda era cuidado e não abandono de mim.
Depois disso, não foi ir embora.
Foi sobrevivência.