Faz de Conta Qu eu Acredito
“Eu não sou a dor. Sou a travessia.”
— Célia Regina Carvalho
Livro: Eu não sou a dor. Sou a travessia.
Eu te amo na profundidade onde os naufrágios viram tesouros e o tempo deixa de existir. Você é o meu azul mais profundo, o meu silêncio mais bonito.
Guardo nossa história em uma caixa de veludo na memória. Não volta mais, eu sei, mas o brilho do que fomos ainda ilumina os meus dias mais cinzentos.
No meu jeito de ver o mundo, o amor não prende. Se eu a amo de verdade, eu a deixo viver, porque ela não é um objeto que eu possuo, mas uma pessoa livre que eu escolhi admirar.
O mundo ficou muito mais silencioso depois que eu conheci a sua voz, porque agora tudo o que eu procuro é o som do seu coração.
Se eu tivesse mil vidas, em todas elas eu gastaria meu primeiro fôlego tentando te encontrar de novo.
Você não é apenas o melhor capítulo do meu livro; você é a razão pela qual eu decidi continuar escrevendo.
Superar não é esquecer; é lembrar sem sentir o coração apertar. Pelo visto, eu ainda estou no caminho.
