Faz de Conta Qu eu Acredito
Se eu fosse um passarinho,
Com duas asas para voar,
Eu ia sair do meu ninho,
E voar no seu caminho,
Batendo asas sem cansar,
Até um dia te encontrar,
Bicar seu lindo rostinho,
Fazendo carinho sem parar.
A ganância humana é insana no tudo eu, não percebe os benefícios que recebe ou recebeu, não retribui a uma bondade de coração e deixa pra trás quem te deu a mão para caminhar na escuridão.
Quando dizem que fulano não merece minha amizade, eu concordo! Ninguém merece! Mas de alguma forma temos que ser punidos!
O tempo escapa,
E eu me perco inteiro
Na incansável busca por algo
Chamado felicidade.
Tento escrevê-la
Na poesia,
O que talvez
Seja só invenção
Um eco da mente,
Um delírio da existência.
Há os que amam o trabalho, mas nem por isso espere que eu me comporte como um cachorro e roa os ossos do ofício.
Você me perguntou, no carro, por que eu te amo tanto. E isso ficou martelando na minha cabeça. Já faz mais de uma hora que não consigo dormir, pensando no que te disse, e queria completar.
Meu amor tem vários significados, mas ele está sempre ali. Às vezes com brilho suficiente para iluminar e aquecer o caminho. Às vezes sem brilho nenhum, apenas um brilho discreto, quase invisível, guiando você pelos trechos mais difíceis. E às vezes é tão intenso que ofusca tudo ao redor. Mas mesmo quando não brilha, ele segura, ele sustenta, ele faz companhia. Isso também é amor.
Amor é o que fica, mesmo quando a felicidade já foi embora. Quando você está brava, chateada ou triste, quem ama de verdade continua ali do seu lado, segurando sua mão, triste com a situação, mas presente. Amar alguém não é sobre ser feliz o tempo todo, é sobre ter alguém especial para atravessar a vida com você, inclusive nos dias em que a felicidade não aparece.
Às vezes o meu amor não consegue apagar as suas incertezas, os seus medos, as suas contradições.
Eu sei que você carrega traumas antigos, feridas que não escolheu ter. E muitas vezes é essa versão da história, a que ainda dói, que continua viva dentro de você: é ela que reage no lugar de sentir, que foge no lugar de confiar, que se fecha no lugar de amar. Você já tentou olhar para quem te feriu com os olhos de quem você é hoje, e não com os olhos da mulher do passado, que precisou sobreviver daquele jeito? Talvez o que ainda machuca não seja só o que aconteceu, mas o significado que você deu para aquilo naquele momento, um significado que te protegeu lá atrás, mas que hoje pode ser o mesmo que te impede de viver um amor inteiro.
Eu prometo: o meu amor vai cuidar de cada ferida que você carregou e de cada trauma que precisou atravessar sozinha. Não para apagar o que já foi, isso o tempo já fez, e nem o amor tem esse poder. Mas para te dar, todos os dias, um lugar seguro onde você não precisa mais se defender, porque aqui, comigo, você pode simplesmente ser amada.
E se um dia o brilho faltar, se um dia parecer que só resta a sombra, não se engane. Porque é justamente na escuridão que um amor de verdade se revela: não pelo quanto ilumina, mas pelo quanto permanece. E o meu, mesmo apagado, mesmo em silêncio, nunca vai embora. Ele fica. Sempre fica. Porque amar você não é um lampejo, é a minha forma mais constante de existir.
Memórias de Nós
Nossos passos se cruzaram no tempo.
Nossos olhares se encontraram no espaço.
Eu te amei com todo o meu ser,
Com cada batida do meu coração.
Eu te dei meu amor, minha vida,
Minha alma, minha essência, meu tudo.
Mas e você, me amou?
Ou foi apenas um sonho, uma ilusão?
Você não conseguiu me ver,
Além das sombras que eu escondia.
Não conseguiu me ouvir,
Além das palavras que eu não dizia.
Por que você não podia me amar,
Do jeito que eu sou, imperfeito.
Não podia aceitar,
Minha verdade, meu coração exposto.
Eu te amei, mas e você me amou?
Ou foi apenas um capítulo,
Em sua vida, um momento,
Um breve encontro?
Agora estou aqui sozinho,
Com as memórias de nós dois.
E me pergunto, meu bem,
Se você também se lembra de mim.
Mas não guardo ressentimento,
Apenas uma saudade profunda.
Porque eu entendi,
Que você não podia me amar como eu precisava.
Em busca da minha saúde mental, eu diminui drasticamente a quantidade de amizades.
Erasmo R. Pergola
Eu não escrevo para ensinar uma verdade. Escrevo para registrar uma percepção.
Não tenho interesse em convencer ninguém.
Tenho interesse em observar.
Questionar.
Escutar.
Algumas respostas vieram dos livros.
Outras vieram das pessoas.
Mas as mais profundas nasceram no silêncio, quando parei de procurar quem confirmasse minhas perguntas e comecei apenas a contemplá-las.
Tudo o que escrevo é uma fotografia da minha consciência neste momento da existência.
Amanhã talvez eu pense diferente.
E isso também fará parte da evolução.
A saudade está difícil, como uma adaga. Para não senti-la eu me cortaria, e tendo-a também me corto.
É tão incompreensível que ao me respeitar eu acabe justamente do lado mais afiado desta adaga.
Saudade da minha filha.
Intervalo moroso, visita fugaz, e mesmo que não fosse ainda seria saudade — saudade do que não vai voltar, da rotina que hoje só existe na memória.
Nelson Hideo Iwasse Junior
09/07/2026
