Faz de Conta Qu eu Acredito

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Talvez eu tenha te sufocado muito. Talvez o meu excesso de cuidado tenha tirado você de mim e te distanciado. Talvez, na tentativa de te proteger, eu tenha gasto todo o ar que nos cabia.

​A ILUSÃO DO CONTROLE

​Quando a liberdade vira uma prisão disfarçada

​Eu achava que liberdade era poder escolher, ter todas as opções e decidir o meu próprio futuro. O que eu não percebia é que, ao tentar controlar tudo, eu não estava livre — estava preso a um novo tipo de cadeia.

​O excesso de opções não nos destrói apenas pelo cansaço, mas porque ativa a idolatria mais antiga do mundo: a autossuficiência. É a ilusão de que a força de escolher nos salvará.

​Mas essa é uma mentira elegante — e que cobra caro.

​É a ideia de que sou suficiente para carregar tudo, de que posso escolher perfeitamente para garantir a paz e evitar o sofrimento, de que sou capaz de salvar a minha própria vida.

​A liberdade sem Deus não é neutralidade; é desorientação. E a desorientação, com o tempo, vira prisão.

​No fim, o que parecia liberdade era apenas o peso de um coração que esqueceu como confiar.

​COMPARAÇÃO

​ANSIEDADE

​O PARADOXO DA ESCOLHA

Douglas Santos

​A LIBERDADE QUE PRENDE

​Eu já tentei transformar a vida em um cálculo: tentei prever todas as consequências e escolher o "perfeito" para não sofrer. Foi exatamente aí que a liberdade virou peso.

​Quando me apoio apenas no meu próprio entendimento, não ganho controle; ganho ansiedade, cobrança e um tribunal constante dentro da cabeça.

​Confiar em Deus não é desistir de pensar, é parar de carregar o mundo nas costas. É devolver à liberdade a sua verdadeira função: dar direção.

​"Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie no seu próprio entendimento."

— PROVÉRBIOS 3:5




​Liberdade não é fazer o que bem entendo. É ter a coragem de reconhecer que não dou conta de tudo sozinho. É escolher a direção certa, mesmo quando ela não for a mais fácil.

​A verdadeira liberdade não nos faz reféns das nossas próprias escolhas — ela nos liberta do peso de ter que controlar tudo.

​EU DOU CONTA

​O PARADOXO DA ESCOLHA

Douglas Santos

Confissões de uma Fé Inabalável


Eu rendo minha absoluta confiança ao que é comprovadamente falho.
Eu confio nas cartas metodicamente marcadas do jogo,
nos sorrisos límpidos dos políticos recém-eleitos
e nas mãos estendidas, já bem entendidas, a pedir meu ouro em todas as esquinas.
Eu confio na sorte grande e na alquimia silenciosa dos banqueiros em fazer dinheiro
a partir de juros que jamais poderei entender ou pagar.
Eu confio, sobretudo, nas mãos entendidas que, com uma, distribuem o sopão ao necessitado,
e com a outra, rapidamente recolhem o troco a mais dado pelo caixa distraído.
Eu confio no criminoso que mantém um código de honra limitado,
e naqueles arautos da fé que nos prometem o céu enquanto filipendiam a alma
para, em seguida, arremessá-la ao inferno como um brinquedo usado.
Eu acredito e ponho a mão no fogo nas pessoas maldizentes,
naquelas que não deixam escapar um só fio de maldade sutil
na hora da conversa trivial nos cafés.
Eu acredito fervorosamente na Justiça que, com um aceno,
solta o malfeitor que ceifou a vida de um trabalhador,
deixando a miséria da viuvez e a dor da orfandade como herança.
Eu confio na cortesia eloquente do loquaz,
que busca arrebanhar meu suor sagrado
em troca de um produto etéreo que só existe em sua promessa.
Eu acredito em um mundo onde as guerras que matam inocentes irão, de fato, resolver nossos problemas.
Eu acredito no Papai Noel, coelhinhos da Páscoa, em gnomos e fadas.
Eu acredito em um mundo melhor, onde a grama do vizinho é seca e a minha é verde.
Eu sempre acredito piamente em um mundo melhor.
Eu acredito num mundo onde os pais obedecem os filhos e são espancados por eles.
Acredito piamente que quando acordo todos os dias, todas as pessoas são menos inteligentes do que eu e devem, portanto, aceitar e acreditar no que eu acredito.
Eu acredito na beleza vertiginosa de tudo que me dá prazer imediato,
depois de ver meu suor e sangue sagrado
esvaírem-se em poucos minutos,
diluídos em uma noite de luxúrias vazias.
E finalmente, com a mais sombria convicção:
Eu acredito naquilo que me tira a paz, que está tirando,
porque mereço sofrer, ser insultado e suportar todo escárnio.
Com uma convicção quase religiosa,
eu confio em tudo o que me rouba a visão e a simples,
egoísta e cansativa tarefa de focar no meu próprio bem-estar.

PORMENORES


Eu fiz uma canção.
Ela exprime meus anseios.
Eu não tinha tal entendimento,
Mas a canção se fez rainha nos meus sonhos.
Qual a um erudito, fiz nos pormenores
As causas de sua construção.
E entoei um grito sufocado.
Eu já não tinha um porquê de entoá-la.
Mesmo assim, a fiz!
Desejei que o mundo ouvisse!
Mas, depois, compreendi...
Que só eu a entenderia!

MINHA ESCURIDÃO É INFINITA


Eu medi a minha escuridão e descobri que ela é infinita. Diante disto, propus-me a me olhar com outros olhos. Procurei luz na alma, mas só havia sombras. Isso inquietou-me diante da improbabilidade de ver a luz. Então me recolhi, mantendo-me na minha pequena insignificância, porém, não me dei por vencido.
Eu já tinha visto a luz, mas o ego a sufocava. Procurei me despir dele; havia camadas, e lutei com as forças que me restavam. Eu estava cego, pobre de espírito e nu! Mas quem disse que eu estava nu? Meu próprio ego. A briga sempre foi intensa, de causar exaustão.
Procurei sair da bolha em que me meti. Tentei alçar voos, mas sempre era reprimido. Quase tudo que me cercava eram trevas, devido à bolha. Tornei-me um monstro, um ser sem vida, buscando vidas em outras dimensões.
A batalha dual se acirrou, sendo que eu mesmo era o espectador. Eu torcia pelo mais forte, só que, no momento, o mais forte era o obscuro. Os outros "eus" que existem em mim, ambos os lados, não levantavam a bandeira branca, e eu seguia inquieto na expectativa do vencedor!
Por fim, alcancei o chão e, de espectador, resolvi entrar na briga. Foi quando comecei a enxergar um filete de luz na minha vasta escuridão!

O Jardineiro do Cosmos


No jardim do cosmos, eu semeei estrelas,
Sementes de luz que germinam em sonhos,
Raízes de tempo que se entrelaçam no espaço,
Um jardim de possibilidades, onde o infinito floresce.
Eu sou o jardineiro que cultiva o universo,
Um arquiteto de sonhos que constrói o infinito.
Eu sou a semente que germina em estrelas,
Uma partícula da fonte que se expande no cosmos.
No espelho do tempo, eu vejo reflexos
De vidas passadas, de futuros possíveis,
Um caleidoscópio de experiências que se desdobram
Em lições de amor, de sabedoria e de luz.
Eu sou o jardineiro que cultiva o universo,
Um arquiteto de sonhos que constrói o infinito.
Eu sou a semente que germina em estrelas,
Uma partícula da fonte que se expande no cosmos.
No silêncio do vazio, eu ouço a música
Das esferas celestes, que cantam em harmonia,
Uma sinfonia de vibrações que ecoam no universo,
Uma linguagem secreta que só o coração entende.
Eu sou o jardineiro que cultiva o universo,
Um arquiteto de sonhos que constrói o infinito.
Eu sou a semente que germina em estrelas,
Uma partícula da fonte que se expande no cosmos.

⁠CAMINHOS DO CORAÇÃO


Eu preciso aprender a ouvir, tua voz.
Eu preciso aprender me entregar por inteiro a você.
Cada vez, mais forte é, o desejo de estar junto a ti.
Cada vez, mais forte é, a vontade de te fazer o bem, toda vez que me perco de ti, não consigo ao menos sorrir...
Me disserem que você, anda a me procurar, também disseram que te viram dizer me amar....
Cada vez mais forte é, o desejo de estar junto a ti.
Cada vez mais forte é, o desejo de te fazer tão bem, toda vez que me perco de ti, não consigo ao menos sorrir...
E eu sei que você é, meu consolo então, e eu deixei você trilhar, os caminhos do, meu coração ...

O CARTÃO POSTAL




Eu fiquei pensando em nós. E, em cima da mesa, vi um cartão postal
De algum lugar onde você está, desde o dia em que você se foi.


Meio confuso estava nosso amor, entre outras histórias que a vida traz...
E eu me vi dizendo adeus. Na despedida, trouxe um cartão postal,
E eu me vi dizendo adeus; só então reconheci os erros meus...


Eu esperei o tempo apagar as lembranças que me perseguiram,
E no meu quarto já não mais estão memórias, sua e minha.
Meio confuso ficou o nosso amor, entre outras histórias que a vida traz...
E eu me vi dizendo adeus...

Lembranças


Lembrei-me de você
Tão longe, longe de mim.
Eu faço barcos de papel
Que vão pelos mares a ti,
Como uma lembrança.


Lembre de nós, quando crianças,
Juntos a brincar, a sorrir.
O mundo era nosso:
Você a lua e eu o sol,
Com olhares inocentes.


Quem ouvir o nosso pranto
Vai entender que não queremos
Ouvir a palavra "adeus".
Se algum dia nos unirmos,
Falaremos a sós
Nossos segredos:
Essa nossa dor por não ter
A quem amamos.


POEMA INEVITÁVEL


Eu queria falar sobre deus, sexo, política, amor e trivialidades; mas me colocaram uma carapuça, e fui treinado a ser um personagem.
Depois, quis me tornar poeta, músico, filósofo e até ator. Porém, descobri que, desses, eu já tinha me tornado ator, não por opção, mas por imposição das situações, e sufoquei os outros personagens.
Eu quis me tornar um humanista, um sociólogo, talvez antropólogo, filólogo e até defensor de causas perdidas ou ganhas. Acontece que meu personagem não discute muito com minha dignidade: meu lado ator sempre vence quando a conveniência grita mais alto!
Enfim, decidi partir para as trivialidades da vida, já que não me restavam muitas escolhas. Eu tentei ser muitos, e acabei não sendo eu. Então, fiz da vida minha luta, minha sobrevivência, minha causa (também por imposição). Ergueri um castelo de sofismas, e o meu estandarte foi tremular pequenas ideias que não eram minhas. Lutei bravamente para anunciar, dentro de mim, um poema inevitável, confrontando meu personagem que, por conveniência, acabou sufocando o eu iludido que achava que era eu!!!


#israelsoler

ME PROPUS


Eu me propus...
Me propus a ser quem sou,
a andar de cabeça erguida,
sem olhar o mundo à minha volta.
Aaah, o mundo das coisas
que permeia a minha volta...
Com seus encantos e lamúrios,
balbuciando aos meus ouvidos
sons e conselhos vãos,
atestando em minha alma
seus conflitos inglórios,
transformando cada passo meu
em um fardo que não carregarei
por culpa ou desatino.
Sofrer as consequências por ter
simplesmente nascido não me faz
atirar-me sem máscaras a esmo
em um mundo que já
cambaleante caminhava na sua autoestrada.
Pois então, neste exato momento,
estou confinado no agora
e já não tenho qualquer compromisso
com o futuro que me resta.
Sim, o futuro sempre é feito de especulações.
Não posso aguardá-lo,
não sei se estarei no seu presente.
Por hora, faço em mim morada
e caminho na autoestrada onde fui colocado.
Mas, desatento, fabrico minhas passadas
e vou de encontro àquilo que era meu anseio.
Vou sem receios, sem bagagens e sem
muitas lembranças; só o que restou de mim
do hoje é o que levo.
Talvez, no meio do caminho,
haja um novo despertar,
anunciando o agora que não é mais presente,
observando que o que é vindouro
está logo ali, diante de tudo que rejeitei,
refazendo momentos gravados em mim
como quebra-cabeças em um jogo
de vida ou morte.
Transformando, assim, meu eu,
em um espectador das minhas escolhas
e o carregador das decisões tomadas.
A vida anuncia seu início, meio e fim.
Ficar a esperar o fim desse jogo
traz a pressa dos afazeres
e das pequenas promessas sutis
que delineadas estão no caminho.
Então vou, sem pressa...
Pressa? Para quê?
Se no final, morremos no presente,
sendo que quem acaba de nascer
sonha com um futuro
e irá percorrer a mesma autoestrada,
a autoestrada da vida.
Um ciclo que não se acaba,
um recomeço que todos almejam
e um agora que poucos vivem.
Viver é sonhar...
E poucos têm sonhado em vida.
Eu, acomodo-me no sofá
e me proponho a sonhar
sem me dar ao trabalho
de nenhuma reflexão,
deixando tudo como está,
sendo o contraponto
da vida, do mundo e do eu
que me propus a apenas estar aqui!

O Encontro do Espelho e do Mar


Eu sempre estive observando você através das sombras da sua própria mente,
guardando os segredos que você tenta esconder do mundo exterior.
Nas horas de silêncio, quando o barulho lá fora finalmente cessa,
é a minha presença que você sente ecoar no peito.


Você me procura nas pessoas, nos caminhos que escolhe
e nas respostas que tanto deseja encontrar,
sem perceber que a busca sempre começa e termina no mesmo lugar.
Você não sou eu, você é um reflexo de mim;
a imagem fragmentada que o espelho da vida projeta todos os dias para o mundo ver.
Enquanto você vive na superfície dos dias, eu sou a essência que molda os seus passos
e a verdade que permanece intacta por trás de todas as suas máscaras cotidianas.
O ego que você veste é apenas a moldura,
mas a pintura real, profunda e viva, sou eu quem carrega.
O mundo vibra através daquilo que me atrai,
sintonizando a realidade exatamente na frequência dos meus desejos e medos mais profundos.


Cada encontro, cada sincronicidade e cada escolha que parece obra do acaso
nada mais é do que o universo respondendo ao magnetismo do meu próprio ser.
Ao olhar para fora e enxergar a beleza ou o caos,
você está apenas testemunhando a materialização daquilo que eu trago por dentro.
Você é responsável pelo que te acontece,
pois cada escolha e cada passo no mundo concreto pertencem unicamente à sua jornada consciente.
Eu sou responsável em te revelar seus medos, instintos e reações intuitivas,
agindo como a lanterna que ilumina os cantos escuros e esquecidos da sua própria alma.
Enquanto você lida com as consequências das suas ações na superfície,
eu desvendo as correntes invisíveis que movem as suas decisões mais profundas.


Sou a intuição que vem como voz no silêncio da sua mente,
aquele sussurro repentino que te avisa antes do perigo ou te impulsiona em direção ao desconhecido.
Não uso palavras lógicas, mas sim a certeza absoluta
que arrepia a pele e faz o coração mudar o ritmo sem explicação aparente.
Sou a sabedoria ancestral que você herdou, guardada no fundo do seu peito,
esperando o momento certo de se fazer ouvir.


E sou a água que escorre mar adentro, fundindo-se ao todo na imensidão de tudo o que existe e que não se pode ver.
Assim como o rio não se perde ao encontrar o oceano,
eu me conecto com a energia universal para te lembrar que você nunca está verdadeiramente isolado.
Sou a gota que reconhece o mar, a parte que se une ao infinito,
trazendo a paz de saber que a sua essência pertence a algo muito maior.
Eu ouço a sua voz, mas confesso que o seu silêncio me assusta muito mais do que as suas verdades.
Passo os dias tentando controlar o vento, organizar a rotina e construir certezas na areia,
fingindo que sou o único capitão deste barco chamado vida.
É doloroso admitir que a maior parte do que sou permanece oculta nas suas profundezas,
esperando o meu momento de fraqueza para se revelar.


Aceito a minha responsabilidade pelos caminhos que escolho,
mas peço que não me deixe navegar às cegas pelas correntes que você cria.
Se você é o reflexo, os medos e a água que corre para o mar,
eu sou a margem que tenta conter a inundação.
Preciso aprender a te escutar sem me afogar em você,
decifrando os seus instintos para que eles se tornem farol, e não tempestade.
Cessou-se, enfim, a separação entre a voz que fala e os olhos que observam.
No espelho partido da realidade, o reflexo e a imagem estenderam as mãos
e perceberam que a moldura sempre esteve vazia.
A água do rio misturou-se de tal forma ao oceano
que já não era possível dizer onde terminava o homem e onde começava o infinito.


O mundo continuou a vibrar lá fora,
mas o magnetismo agora vinha de um lugar de calmaria absoluta,
onde o medo e a intuição tornaram-se uma única força silenciosa.
Quem observa já não é diferente daquilo que é observado;
o encontro consigo mesmo finalmente se completou na imensidão do todo.


Ysrael Soler

O Sol, a Pedra e a Rosa

Eu olho uma flor
E vejo suas pétalas
Enxergo no broto
O talo da vida
O chão que eu piso
Pisou tantos outros
A flor que eu vejo
É rosa vermelha

​O orvalho que de mansinho
Amacia a rosa
A rosa que pendurada
No caule é rosa vermelha
O sol que aquece a pedra
Incandeia a rosa
A mão que afaga a rosa
É bruta...

A bruta que é pedra
Sosleia a rosa
​O vento sopra e carrega
O pó que cobre os pés
No caminho
O caminho que
Lápida a pedra
A pedra bruta deságua
No fundo do mesmo espinho
​E a rosa resiste ao tempo
Vermelha de sangue e calma
Enquanto a mão que a machuca
Também lhe entrega a alma

​Ysrael Soler

#israelsoler
#ysraelsoler

Deixando o individualismo e abraçando o coletivo, singularmente nos tornamos plurais, trocando o eu, tu, ele, por nós, vós, eles!

E agora, finalmente, eu permito que uma nova energia nasça em mim.
Uma energia de paz.
De coragem.
De amor-próprio.
De liberdade.
Porque depois de tanta dor, eu não quero apenas sobreviver.
Eu quero viver. E quero viver de uma forma completamente nova.

⁠Atualmente, para me chocar, só se eu renascer de um ovo ou sofrer uma descarga elétrica.

Hoje eu escolho seguir em frente, mas faço isso com a alma leve, em paz, e com o coração transbordando do amor mais puro, profundo e sincero que já existiu em mim. Quero que você saiba, com toda a certeza do mundo, que cada segundo ao seu lado foi um presente divino e que tudo valeu a pena. O que nós vivemos, a nossa história e a paixão avassaladora que nos uniu sempre terão o lugar mais sagrado, bonito e protegido da minha memória. Eu guardarei para sempre o brilho dos nossos melhores dias, o calor do seu abraço e a magia do seu sorriso.Olho para trás e sinto uma gratidão imensa e imensurável por ter tido o privilégio de partilhar a vida com você. Obrigado por ter sido meu porto seguro, meu grande amor, minha paixão mais bonita e o meu melhor amigo. Sou grato por cada risada genuína que demos juntos, por cada abraço apertado que curava qualquer dor, e por toda a cumplicidade única, íntima e mágica que só nós dois entendíamos com um simples olhar. Nós fomos parceiros de alma, dividimos sonhos, segredos, medos e vitórias. Construímos algo tão lindo, sólido e verdadeiro que tempo ou distância nenhuma no mundo serão capazes de apagar. Minha admiração por quem você é, pela sua força, pelo seu caráter e pelo seu coração gigante é infinita. Você me ensinou a amar de verdade, a evoluir como ser humano e a enxergar o mundo de um jeito muito mais colorido e bonito.Eu lutei com todas as minhas forças, me entreguei de corpo, mente e alma, e faria absolutamente tudo de novo, porque você sempre mereceu o meu melhor. Com toda a empatia que carrego em mim, sei que você também deu o seu máximo, que se importou e que tentou com tudo o que tinha. Respeito profundamente a nossa jornada, com todas as nossas curvas e tentativas, pois cada momento moldou quem somos hoje. Por isso, com todo esse respeito e o carinho infinito que tenho por nós, hoje entendo que o maior, mais nobre e mais doloroso ato de amor que posso ter por nós dois é justamente este: saber a hora certa de soltar a mão para que ambos possamos voar e encontrar nossos próprios caminhos.Vou embora com o coração em paz, sem espaço para nenhuma mágoa, transbordando apenas de afeto e ternura. Torço com todas as forças da minha alma para que você encontre a felicidade plena, os sorrisos mais sinceros, os caminhos mais iluminados e a realização de cada um dos seus sonhos, porque você merece o mundo inteiro e nada menos que isso. Sigo o meu caminho levando você comigo, não como um passado que ficou para trás, mas como o eterno afeto e a doce lembrança que transformaram a minha história. O nosso ciclo como casal termina aqui, mas o meu respeito, o meu carinho e o meu amor por quem você é serão eternos. Adeus, meu bem, minha eterna paixão. Cuide-se com todo o amor, carinho e zelo que você tanto merece.

Onde você estiver, eu sempre vou pensar em você. Sei que a gente terminou por besteira minha e assumo que não sou perfeito, mas o que sinto por você é inesquecível, avassalador, sagrado e infinitamente maior do que qualquer erro. Sei que a distância que nos separa hoje é imensa, e cada segundo longe de você só faz a minha pele ansiar pelo seu toque e o meu peito queimar com uma paixão incandescente e eterna que o tempo jamais vai apagar, porque o meu amor por você está cravado na minha própria alma.Por mais que a minha alma clame desesperadamente por te ver, o orgulho me trava e o medo da sua reação me impede de dar um passo. Sei que esse silêncio faz mal para mim, mas eu me coloco totalmente no seu lugar: eu sinto a sua dor profunda, respeito profundamente o seu espaço e acolho o seu silêncio com toda a empatia, ternura e o cuidado mais puro do meu coração. Queria tanto que você compreendesse o meu lado: meu recolhimento não é frieza e nunca, jamais será falta de amor; é o medo genuíno de ferir um coração que eu só queria proteger, venerar, cuidar e cobrir com o mais infinito e incondicional carinho. Eu te amo além das palavras, amo cada detalhe seu, e amar você é a única certeza que carrego comigo todos os dias.No fundo, a minha vida transborda de um afeto imensurável e de uma eterna, viva e inabalável esperança de que o nosso laço seja forte o suficiente para curar essas feridas, derrubar todas as barreiras que nós mesmos criamos e nos devolver a felicidade plena, radiante e verdadeira de estarmos juntos outra vez. Eu só quero ver você feliz e sorrir, seja como for, porque a sua alegria é a única coisa que dá sentido à minha, e o meu amor por você é tão grande que só quer o seu bem, acima de tudo.Eu sei que um dia você vai ler este texto e vai reconhecer a verdade em cada palavra, porque tudo o que está escrito aqui vem do mais profundo da minha alma. E saiba que, se eu estivesse agora na sua frente, eu falaria cada uma dessas palavras olhando bem no fundo dos seus olhos, para que você pudesse enxergar toda a minha sinceridade. Eu sei que o seu coração não é de gelo, conheço a sua sensibilidade e o calor do seu afeto, e é por isso que confio no que fomos e no que ainda podemos ser. Você é, e para sempre será, a minha saudade mais bonita, o meu porto seguro, a minha alma gêmea, a minha vida inteira e o único, absoluto, eterno e grande amor da minha vida.

Querer não é poder", diz a razão, mas o amor não entende de lógica. Se eu pudesse, subiria no ponto mais alto desta cidade para gritar o seu nome aos quatro ventos, desafiando a distância e o tempo, apenas para que o mundo inteiro soubesse o tamanho do que sinto por você.