Faz de Conta Qu eu Acredito
Quem sou eu? Essa pergunta é primordial para o seu sucesso pessoal e profissional. Se você não sabe quem é, jamais terá autenticidade e nem autoconfiança.
Shalimar Farias da Silva
Quem sou eu? Onde estou? De onde vim? Para onde vou? Se você é ser humano, já deve ter feito algumas dessas indagações. Se você não se conhece, dificilmente será feliz em plenitude. O autoconhecimento é base para manter a autenticidade e uma vida equilibrada.
Evite ao máximo falar eu te amo para uma namorada ou namorado do mesmo sexo ou do sexo oposto. Fale que gosta muito da pessoa. Você não precisa amar alguém para se relacionar. Se você quer trocar afeto, é o suficiente para ter um relacionamento afetivo saudável.
Você não tinha o que eu não tenho. Será que temos uma ligação covalente? Meu silêncio falou mais que mil palavras. Seu olhar e sua verdade me cativaram.
Quando a maturidade chega, um gostar muito sincero e verdadeiro pode valer mais do que um eu te amo falso.
FANTASIA
Eu te fantasiei e te desenhei na madrugada, um sorriso solitário se formou no meu rosto, será só mais um sonho que não se realizará?
Você deu um xeque-mate no meu coração. Ei, garota, não se cansa de tentar? Seu coração vai aguentar? É bom se perguntar onde essa estrada te levará.
Entregar-se ao acaso
Eu, jovem, preso numa monotonia velha,
canso de sorrir
para esconder as lágrimas.
Canso de nadar contra a correnteza
e sempre me ver longe da borda,
muito longe da borda —
que triste.
Não quero morrer assim.
Não quero que esse seja meu fim.
Entrego-me, de corpo e alma, ao acaso.
Não faço mais planos,
nem tento controlar meus dias.
De hoje em diante, apenas viverei:
serei, amarei, gozarei.
Chega. Já me enchi demais.
Comecei a me esvaziar.
A morte não me assusta,
e a vida é uma velha amiga.
Desisto de Entender
Grito na letra e choro na voz
A tristeza e eu
Uma casa que cabe só nós
Peito pequeno que sente muito
Garganta forte que engole o mundo
Meu estômago nem sabe o que é sabor
Mastigo a realidade e engulo o horror
Ah, mundo triste, mundo estranho
Quanto mais eu corro de ti
Em ti, mais e mais eu me entranho
E é real o sentir e o ver
E é o que me dá medo o saber
Quando sei que sei, entendo o nada
Quando o nada me toma, eu sei de tudo
Vivendo sem entender o motivo do passar
Passando sem entender a razão do viver
Vivo e passando sem ter o que entender
Cheio de vazio, lotado de espaço
Cuidando fielmente do meu próprio descaso
Um vento me venta e um intento eu invento.
Aqui e ali sou apenas um momento.
Se vier, vai me levar pra lá, longe me prender.
Lá onde me calam e não podem me socorrer.
Se for assim, então que minha voz logo se espalhe,
antes que venham e tinjam de preto a mortalha
que cobre minha nobre elegância, que mataram quando ainda era criança.
Antropometria, uma baixaria esculpida e despida, a pobre Luzia.
Preço bem baixo, essa mercadoria.
Quem olhou decidiu que não mais pagaria.
Sem valor, a obra sofre calada, desnuda.
Feita para alegrar os olhos, porém tudo muda
quando aquele que vê já desvaloriza a alma da arte que fora esculpida.
Um andar pela rua que não é segura faz "té" fraquejar,
coração confinado num peito sem espaço quer bombear.
Oprimido de vício, chorar é preciso para se salvar.
Mas se for bem de noite, só pede socorro se alguém quiser te ajudar.
É preciso de segredos para viver.
É preciso saber viver para viver.
Eu vivi o que era para ser vivido...
Do livro: Mulheres célebres 3
