Familia tem de ser Careta- Lya Luft
Tem dias em que eu acordo com a sensação estranha de que fui colocada aqui sem nem ter concordado com os termos de uso. Tipo aqueles aplicativos que a gente aceita tudo sem ler, só que nesse caso… não tem como desinstalar, nem voltar pra versão anterior, nem reclamar no suporte. E aí eu fico nesse meio-termo curioso, quase filosófico, quase dramático, meio cômico também, porque olha a situação: eu não queria ter nascido, mas também não quero morrer. Eu só queria… sei lá… um intervalo. Um botão de “pausar existência” pra respirar sem ter que existir tanto.
E é engraçado perceber como essa ideia desmonta aquele discurso bonitinho de que viver é sempre um presente. Presente pra quem exatamente? Porque tem dias que parece mais uma entrega surpresa que ninguém pediu, embrulhada com expectativa, boleto e uma leve crise existencial de brinde. E ainda assim, eu fico. Eu continuo. Eu escovo os dentes, tomo café, respondo mensagem, faço planos, reclamo do calor, rio de meme. Uma rotina inteira construída em cima de alguém que nunca pediu pra estar aqui, mas também não tem coragem de ir embora. Olha que ironia elegante.
E aí vem a outra parte, aquela que pesa mais do que parece. Eu nunca quis dar essa experiência pra ninguém. Não por falta de amor, não por falta de vontade de cuidar, mas por uma lucidez meio incômoda: existir é bonito, mas também é cansativo. É um pacote completo, com alegria e angústia no mesmo combo, e eu fico pensando se é justo colocar alguém nisso só porque eu quis. Tem gente que chama de egoísmo não ter filhos, mas, sinceramente, às vezes me parece mais egoísmo trazer alguém sem garantir que o mundo vai ser gentil com ela. E o mundo… bom, o mundo acorda de mau humor com uma frequência preocupante.
Só que no meio desse pensamento todo, existe uma coisa que me segura, quase silenciosa. Uma curiosidade. Um “já que estou aqui…” meio despretensioso. Já que estou aqui, deixa eu ver o que acontece amanhã. Já que estou aqui, deixa eu sentir mais um pouco, rir de novo, me decepcionar de novo, amar de novo, reclamar de novo, porque reclamar também é uma forma de continuar. Eu não pedi pra nascer, mas já que nasci, eu vou observar essa bagunça toda como quem assiste uma série longa demais e pensa “agora eu quero saber como termina”.
No fundo, talvez não seja sobre querer ou não querer. Talvez seja só sobre estar. E ir lidando com esse estar do jeito que dá, com humor quando possível, com paciência quando necessário, e com aquela sinceridade crua de quem não romantiza tudo, mas também não desiste de tudo.
Agora me conta, você também já se sentiu assim?
Palavras e pensamentos negativos ou positivos têm força.
Então, fale ou pense sempre positivamente!
Isto afasta todo negativismo.
Tem dias em que a gente tenta manter tudo no lugar, como se fosse possível organizar a alma do mesmo jeito que arruma a casa antes de visita chegar. A gente ajeita o cabelo, responde com educação, dá aquele sorriso ensaiado que funciona quase como maquiagem emocional. Só que tem uma verdade meio inconveniente que insiste em escapar pelas frestas: quando a bagunça é interna, ela sempre dá um jeito de aparecer do lado de fora.
Não vem com aviso, não bate na porta. Ela se infiltra no tom de voz, naquele “tanto faz” que não era pra ser tão seco, na paciência que acaba mais rápido do que deveria. Às vezes, aparece na forma de cansaço sem motivo, outras vezes vira irritação com coisas pequenas, quase ridículas. E a gente sabe, no fundo sabe, que não é sobre aquilo. Nunca é só sobre aquilo.
É curioso como tentamos convencer o mundo de que está tudo bem, enquanto por dentro tem gaveta aberta, pensamento espalhado, sentimento fora do lugar. E quanto mais a gente tenta esconder, mais o corpo entrega, mais o olhar denuncia, mais a vida externa começa a ficar desalinhada, como um reflexo que não mente.
Eu fico pensando que talvez essa bagunça não seja exatamente um problema. Talvez seja um pedido. Um pedido de pausa, de silêncio, de honestidade. Porque ninguém transborda caos à toa. Existe sempre algo não resolvido, algo engolido, algo que foi empurrado com força demais para um canto que não comportava tanto peso.
E aí a vida começa a dar pequenos sinais. Uma conversa que dá errado, um dia que parece pesado demais, uma sensação constante de estar fora do próprio eixo. Não é castigo, não é azar. É só o interno tentando ser ouvido, mesmo que de um jeito meio desajeitado.
Talvez o mais difícil seja admitir que não dá pra sustentar uma aparência de ordem quando por dentro está tudo pedindo reorganização. E tudo bem. Bagunça também faz parte de quem está em processo, de quem sente, de quem não está anestesiada.
Porque, no fim, não é sobre evitar que isso apareça. É sobre aprender a cuidar do que está dentro, antes que precise gritar do lado de fora.
E me diz, com sinceridade dessas que a gente só tem quando está sozinha… você tem tentado esconder a bagunça ou já começou a entender o que ela quer te dizer?
Se esse tipo de reflexão conversa com você, clica no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. Talvez alguma palavra por lá te abrace do jeito certo.
Tem uma coisa curiosa sobre a gente que ninguém conta no manual da vida, até porque esse manual nunca foi entregue. A gente sonha coisas que parecem roteiro de novela das nove, cheio de drama, olhar atravessado e silêncio pesado. Acorda meio confusa, meio irritada, às vezes até com vontade de tirar satisfação de algo que, tecnicamente, nem aconteceu. E aí vem a frase racional, quase como uma tentativa de se proteger do próprio coração: sonho não é prova de nada. E não é mesmo. Se fosse, a gente já teria perdido o juízo há muito tempo.
Mas também existe essa outra verdade, mais quieta, mais sutil, que chega sem fazer alarde: sentimento não nasce do nada também. Ele não brota como mato em terreno abandonado. Tem raiz. Tem história. Tem pequenos detalhes acumulados que a gente vai fingindo que não vê, vai empurrando para debaixo do tapete emocional, como quem acredita que ignorar é o mesmo que resolver. Não é.
Às vezes, o sonho é só um exagero da mente, um teatro meio bagunçado do que a gente viu, ouviu ou temeu durante o dia. Mas o sentimento… esse é mais honesto. Ele pode até se confundir, pode até exagerar, mas dificilmente é totalmente inventado. Ele costuma ser um sussurro do que já estava ali, pedindo atenção, pedindo nome, pedindo coragem.
E eu fico pensando que o problema não está no sonho em si. Está no que a gente faz depois de acordar. Tem gente que ignora tudo, como se nada tivesse acontecido. Tem gente que se afoga naquilo, como se fosse uma verdade absoluta. Mas talvez o caminho mais difícil, e mais verdadeiro, seja olhar para dentro com uma certa sinceridade desconfortável. Aquela que não acusa ninguém primeiro, mas também não se abandona.
Porque sentir não é crime. Mas também não é sentença.
É só um convite. Um convite para investigar o que dentro da gente está pedindo mais cuidado, mais atenção, mais verdade. Às vezes não tem nada a ver com o outro. Às vezes tem tudo a ver com inseguranças antigas, com medos que a gente achou que já tinha superado, mas que só estavam quietinhos, esperando uma brecha.
No fim das contas, sonho pode até ser ilusão. Mas o que a gente sente… isso é real o suficiente para merecer ser ouvido, nem que seja em silêncio, numa conversa sincera consigo mesma, dessas que a gente evita, mas sabe que precisa ter.
E se você já se pegou pensando assim, talvez não seja sobre desconfiar do mundo. Talvez seja sobre entender melhor o seu próprio coração.
Agora me conta uma coisa… já aconteceu de você acordar com um sentimento que parecia mais real do que o próprio dia?
E quando terminar de refletir, clica no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. Eu escrevo como quem conversa, e talvez você se encontre em alguma dessas palavras.
Tem um momento na vida em que o silêncio do outro começa a fazer barulho dentro da gente. É curioso isso, porque o silêncio em si não diz nada, mas a nossa mente… ah, essa não suporta o vazio. Ela é como uma escritora ansiosa, dessas que não dormem enquanto não terminam a história, mesmo que precise inventar metade dela.
Quando alguém fica mais quieto, mais distante, a gente não observa apenas… a gente interpreta. E interpretar, quase sempre, é correr o risco de exagerar. Eu mesma já me peguei criando enredos dignos de novela das nove, com direito a traição, abandono emocional e até diálogos que nunca aconteceram. Tudo isso enquanto a outra pessoa talvez só estivesse cansada, distraída ou simplesmente vivendo um dia ruim.
A mente não gosta de lacunas. Ela vê um espaço em branco e já pega a caneta. Só que ela não pergunta se pode escrever. Ela vai lá e escreve do jeito que acha mais coerente com os nossos medos. E é aí que mora o perigo. Porque raramente a mente preenche os vazios com leveza. Ela prefere o drama, o alerta, a defesa. Como se estivesse tentando nos proteger, mas, no fundo, só nos deixa mais inquietas.
E o mais irônico é que quanto menos informação a gente tem, mais certeza a gente sente. É quase uma coragem ilusória. A pessoa não respondeu direito, pronto, alguma coisa está errada. Ficou mais calada, pronto, tem algo acontecendo. E assim, sem perceber, a gente começa a reagir a histórias que nunca foram confirmadas.
Só que viver assim cansa. Cansa porque a gente sofre por antecipação, cria distâncias que talvez nem existam e, às vezes, acaba tratando o outro com base em algo que só aconteceu dentro da nossa própria cabeça. É como brigar com um fantasma e sair machucada no final.
Talvez o grande aprendizado aqui seja respirar antes de concluir. Nem todo silêncio é rejeição. Nem toda distância é abandono. Às vezes, é só… silêncio mesmo. E talvez confiar um pouco mais no que é real, no que foi dito, no que foi construído, seja um ato de maturidade emocional que a gente vai aprendendo aos poucos, tropeçando nas próprias suposições.
No fim das contas, nem tudo que a mente cria merece palco. Algumas histórias precisam ficar onde nasceram… dentro da cabeça da gente, sem virar verdade na vida real.
E se você gosta desse tipo de reflexão que abraça, cutuca e faz pensar ao mesmo tempo, clica no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. Tem muita coisa lá que parece ter sido escrita exatamente para esses dias em que a mente resolve falar alto demais.
Tem um tipo de silêncio que abraça. Ele chega devagar, como quem senta ao nosso lado sem pedir licença, mas também sem invadir. É aquele silêncio confortável, de quem não precisa preencher tudo com palavras porque a presença já basta. Esse silêncio é casa. É descanso. É paz.
Mas existe um outro. E esse… esse não avisa quando muda de forma.
De repente, o que antes era aconchego vira ausência. O que era pausa vira distância. E a gente começa a perceber que o silêncio já não acolhe, ele pesa. Ele cria um espaço estranho entre duas pessoas que antes se encontravam até no olhar. Agora não. Agora o olhar passa, escorrega, evita. E ninguém fala nada. E esse nada vai crescendo, como mato em terreno abandonado.
A verdade, meio dura, meio inevitável, é que o amor não respira bem dentro desse silêncio constante. Amor precisa de ar. E o ar dele é a conversa, mesmo quando ela é imperfeita, atravessada, meio sem jeito. Porque falar é se mostrar. E se mostrar é manter a ponte de pé.
Quando o silêncio vira regra, a gente começa a imaginar coisas. A mente, que já não é muito confiável, vira roteirista de tragédia. Um atraso vira desinteresse. Um cansaço vira frieza. Um dia ruim vira falta de amor. E ninguém confirma nada, porque ninguém fala nada. E assim, o que poderia ser resolvido com uma frase simples, vira um abismo inteiro.
Eu penso que amar também é ter coragem de quebrar o silêncio. Mesmo com a voz trêmula. Mesmo sem saber exatamente quais palavras usar. Porque o risco de falar errado ainda é menor do que o risco de não falar nada.
O silêncio, quando prolongado, não protege o amor. Ele desgasta. Ele cria versões diferentes da mesma história dentro de cada cabeça. E quando a gente vê, já não está brigando com a pessoa, está brigando com a ideia que criou dela.
E talvez o amor não acabe de uma vez. Ele vai ficando baixo, como uma música esquecida tocando no fundo, até que ninguém mais escuta.
No fim, não é sobre nunca ficar em silêncio. É sobre não morar nele.
Porque amor que é vivo mesmo… faz barulho. Nem que seja um sussurro dizendo “ei, eu ainda tô aqui”.
Agora me conta, você também já sentiu esse tipo de silêncio que afasta aos poucos? E se quiser mergulhar em mais reflexões assim, passa no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. Eu te espero lá.
Tem algo curioso na tal da Sexta-feira Santa. Eu fico observando como se fosse uma peça de teatro que todo mundo conhece o roteiro, mas ninguém lembra exatamente quem escreveu. Dizem que foi nesse dia que Cristo morreu. Dizem com tanta certeza que parece até que alguém estava lá com um relógio na mão, anotando data e horário, como quem marca consulta médica. Mas, no fundo, ninguém sabe ao certo. E mesmo assim, todo mundo respeita. Ou pelo menos finge respeitar, que às vezes dá no mesmo.
Aí chega o dia e, de repente, o mundo desacelera. A carne some dos pratos como se tivesse sido proibida por decreto celestial. O peixe vira protagonista, coitado, como se tivesse menos culpa no enredo da existência. Eu fico pensando no peixe, nadando tranquilamente dias antes, sem imaginar que seria promovido a refeição oficial da consciência aliviada. Porque não é sobre o peixe, nunca foi. É sobre a sensação de estar fazendo a coisa certa, nem que seja só por um dia.
E o medo… ah, o medo ganha um brilho especial. Tem gente que não varre a casa, não ouve música, não ri alto, não faz nada que pareça “errado”. Como se o céu estivesse mais atento, com uma prancheta na mão, anotando comportamentos. Mas aí eu penso com uma certa ironia silenciosa, dessas que a gente nem comenta em voz alta… nos outros dias, os mesmos que hoje se recolhem, vivem sem esse cuidado todo. Falam o que machuca, fazem o que sabem que não deveriam, ignoram o que pede atenção. Mas hoje… hoje não pode.
É um tipo de fé curiosa, meio seletiva, meio episódica. Como se a consciência tivesse um calendário próprio, funcionando só em datas comemorativas. E eu não digo isso com julgamento, digo com aquele olhar de quem percebe a contradição e, ao mesmo tempo, se reconhece nela. Porque, no fim, todo mundo tem um pouco disso. Esse desejo de ser melhor… mas só quando é conveniente, só quando o ambiente pede.
E mesmo assim, apesar de tudo, existe algo bonito ali. Existe um silêncio diferente no ar, uma pausa que não acontece em dias comuns. Uma tentativa, ainda que breve, de lembrar que existe algo maior, algo que pede reflexão, cuidado, presença. A Sexta-feira Santa não é sobre saber a data exata. É sobre o que a gente faz com a ideia dela. É sobre o símbolo.
O problema é que o símbolo dura pouco. No dia seguinte, tudo volta. A carne volta, o barulho volta, a pressa volta, as falhas voltam com força total, como se estivessem só esperando o sinal verde. E aquela consciência que parecia tão sensível… adormece de novo.
Talvez o ponto nunca tenha sido o peixe, o silêncio ou o medo. Talvez fosse sobre manter, pelo menos um pouco, aquilo que a gente só lembra de sentir nesse dia. Um pouco mais de cuidado, um pouco mais de respeito, um pouco mais de verdade nas atitudes, não só no calendário.
Porque fé de um dia só é quase como um feriado da alma. Descansa, aparece bonita, mas não muda a rotina.
E no fim, eu fico com essa sensação meio irônica, meio melancólica… de que a gente sabe o caminho, só não gosta muito de caminhar nele por muito tempo.
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Amar, hoje em dia, não tem mais esse glamour todo de novela das nove, com gente correndo na chuva, tropeçando na própria dignidade e chamando isso de intensidade. Eu mesma já fui dessas, dramática profissional, achando que amor de verdade precisava doer um pouquinho, como quem aperta o sapato novo só pra ter certeza que ele é caro. Só que uma hora a gente cansa de sangrar por estilo.
A verdade é que amar virou quase um exercício de resistência emocional, tipo academia, só que sem espelho e sem aplauso. É acordar num dia em que tudo dentro de mim quer silêncio, isolamento e um bom “ninguém me toca”, e ainda assim escolher olhar pro outro e pensar, eu fico. Não porque é fácil. Não porque tá lindo. Mas porque tem algo ali que vale mais do que o conforto de ir embora.
E olha que ir embora, às vezes, parece uma proposta tentadora, quase um convite VIP pra paz imediata. Só que a gente descobre, com o tempo, que paz que vem fácil demais costuma ir embora do mesmo jeito. Permanecer, não. Permanecer é quase uma arte esquecida. É tipo cuidar de planta que insiste em não crescer, mas um dia, do nada, dá flor e você fica ali olhando, meio emocionada, meio besta, pensando, ainda bem que eu não joguei fora.
Amar assim exige uma coragem silenciosa. Não tem plateia, não tem trilha sonora, não tem ninguém dizendo “nossa, que lindo vocês dois resistindo ao tédio de uma terça-feira qualquer”. Mas tem uma coisa muito maior acontecendo ali, escondida no cotidiano. Tem dois seres imperfeitos, cheios de bagagem, traumas, manias irritantes e fases insuportáveis, decidindo não transformar qualquer desconforto em despedida.
E isso, sinceramente, é revolucionário. Num mundo onde tudo é descartável, inclusive gente, escolher ficar virou quase um ato de rebeldia. É tipo dizer pro universo, eu sei que seria mais fácil recomeçar com alguém novo, mais empolgante, mais leve, mas eu escolho construir, mesmo quando dá trabalho, mesmo quando dá vontade de sumir.
Porque no fim das contas, amar não é sobre aquele pico de emoção que faz o coração disparar. Isso aí até café resolve. Amar é sobre constância, sobre presença, sobre aquele gesto meio despretensioso de continuar ali, mesmo quando não tem nada de extraordinário acontecendo.
E talvez seja exatamente isso que torna tudo extraordinário.
Tem uma coisa estranha acontecendo dentro da minha própria casa e eu ainda não decidi se isso é amadurecimento ou algum tipo sofisticado de bug emocional. Meu marido anda em silêncio, mas não é aquele silêncio confortável de quem já dividiu tantas palavras que agora pode descansar nelas. É um silêncio que observa. Ele fala pouco, mas quando fala, solta frases que parecem ter vindo de uma reunião secreta com a própria consciência. Diz que agora percebe coisas que antes não percebia. E eu fico olhando pra ele com a sensação de que perdi o acesso à versão anterior do homem com quem eu me casei.
E aí teve o beijo.
Eu estava ali, entregue, porque quando eu amo eu não sei amar pela metade. Eu beijo como quem assina contrato sem ler as cláusulas, confiante, intensa, emocionalmente parcelada em doze vezes sem juros. Só que no meio daquele momento que, teoricamente, era pra ser nosso, eu senti. Não foi falta de toque, não foi ausência física. Foi pior. Foi ausência de presença. É como se ele estivesse ali… mas não estivesse. Como se o corpo dele tivesse comparecido, mas a mente tivesse mandado um representante.
Quando eu abri os olhos, ele estava me olhando. Não era um olhar apaixonado, nem distraído, nem sequer culpado. Era um olhar… analítico. Como se eu fosse um documentário interessante passando na televisão e ele estivesse tentando entender a narrativa. E naquele exato segundo, alguma coisa dentro de mim fez um barulho baixo, tipo vidro trincando devagar.
Eu me senti descartável.
Não descartável no sentido dramático de novela das nove, mas naquele jeito silencioso, sofisticado, quase elegante de perceber que talvez eu não esteja mais sendo vivida, só observada. E isso, pra quem sempre foi intensidade pura, é um tipo de solidão muito específica. Porque não falta alguém ali. Falta ser sentida.
E desde então eu fico tentando decifrar esse novo idioma dele. Será que ele evoluiu e eu fiquei parada? Será que ele está enxergando coisas que eu nunca quis ver? Ou será que ele simplesmente se afastou emocionalmente e agora chama isso de consciência?
O mais curioso é que ele não parece distante no sentido clássico. Ele não brigou, não sumiu, não virou outra pessoa completamente. Ele só… mudou o jeito de estar. E isso é muito mais difícil de confrontar, porque não tem um problema claro pra resolver. Tem uma sensação. E sensação não se debate, se vive.
E eu continuo aqui, meio entre o amor que eu construí e a dúvida que começou a sussurrar. Porque amar alguém que está presente é fácil. Difícil é amar alguém que começa a se retirar sem sair do lugar.
No fim das contas, talvez o maior medo não seja perdê-lo. Seja perceber que, de alguma forma, eu já comecei a perder… e ainda estou aqui, beijando alguém que me olha como se estivesse tentando entender quem eu sou.
Agora me conta, você já se sentiu assim também?
Tem gente que diz que o caráter de uma pessoa se revela nas grandes decisões da vida. Eu, particularmente, acho que se revela mesmo é no beijo. Porque ali não tem discurso bonito, não tem filtro do Instagram, não tem tempo de ensaiar frase inteligente. É só você, o outro e aquele momento meio ridículo, meio mágico, onde dois seres humanos resolvem encostar boca com boca como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. E é. Ou deveria ser.
Agora me explica, com toda a calma do universo, como é que alguém consegue beijar de olho aberto. Não é nem uma questão de julgamento, é quase um fenômeno científico que eu gostaria de estudar. Porque pra mim, beijo de olho aberto tem uma energia de auditor fiscal emocional. A pessoa não está ali vivendo, ela está conferindo. Tipo assim, deixa eu ver se tá bom mesmo, deixa eu analisar o desempenho, deixa eu checar se isso aqui vale o investimento. E pronto, o romance virou planilha.
Eu imagino a cena e já me dá um leve desconforto. Você ali, entregue, achando que está vivendo um momento digno de trilha sonora, e do outro lado a criatura te encarando como se estivesse avaliando um produto na prateleira. Falta só puxar o celular e dar uma nota. Três estrelas, poderia ser mais envolvente, textura interessante, retorno duvidoso. Obrigada, próximo.
E não me venha com esse papo de que é curiosidade. Curiosidade a gente mata vendo série, stalkeando ex, abrindo geladeira de madrugada sem fome. No beijo, curiosidade demais vira suspeita. Porque quem está presente de verdade fecha os olhos não por obrigação, mas porque o mundo ali fora simplesmente perde a graça. É quase um desligar automático. Tipo quando você encontra um lugar confortável e nem percebe que relaxou.
Beijar de olho fechado é um voto silencioso de confiança. É tipo dizer, por alguns segundos eu não preciso ver nada, porque sentir já é suficiente. Agora, beijar de olho aberto... não sei, tem um quê de gente que não larga o controle remoto nem quando o filme já acabou. Sempre esperando algo melhor, sempre pronto pra trocar de canal.
Mas também, sendo bem honesta comigo mesma, talvez eu esteja exagerando. Talvez não seja falsidade, talvez seja só gente que ainda não aprendeu a se perder. Porque se tem uma coisa que assusta hoje em dia é justamente isso, se permitir viver algo sem supervisão, sem análise, sem garantia. Fechar os olhos virou quase um ato de coragem. E tem gente que ainda não chegou lá.
Só que eu, do alto da minha teimosia emocional e um leve drama que me acompanha desde sempre, continuo achando que quem beija de olho aberto não está completamente ali. E se não está ali, já começou errado. Porque beijo bom não é o que você vê, é o que você sente quando esquece até de existir por alguns segundos.
E se for pra viver algo pela metade, eu prefiro nem começar. Agora me diz, você também desconfia ou eu já tô criando teoria demais por causa de um beijo?
Tem dias em que eu olho pra minha vida por fora e penso, pronto, desandou. Parece aquelas casas antigas que a gente vê passando de carro, com a pintura descascando, a janela torta, o portão fazendo um barulho suspeito de abandono emocional. Tudo meio fora do lugar, meio cansado, meio capenga. E aí, no meio desse cenário que facilmente renderia um drama mexicano, eu faço uma coisa quase subversiva: eu me olho no espelho.
E não é aquele olhar automático de quem só confere se o cabelo cooperou ou se a olheira já virou patrimônio histórico. É um olhar mais demorado, mais honesto, quase um inventário interno. E aí vem o susto: por dentro… está tudo bem.
É estranho, eu sei. A gente cresce achando que paz interior vem depois que tudo se resolve do lado de fora. Depois que o dinheiro entra, o amor se encaixa, os planos dão certo, o mundo aplaude. Mas a vida, essa debochada profissional, faz o contrário. Às vezes está tudo um caos do lado de fora, e ainda assim, lá dentro, existe um silêncio confortável, uma calma quase teimosa que insiste em ficar.
E aí vem o julgamento alheio, claro. Porque quando você não está desesperada o suficiente, o mundo acha que você desistiu. Quando você não está correndo igual uma louca atrás de tudo ao mesmo tempo, interpretam como falta de ambição. Como se paz fosse sinônimo de preguiça emocional. Como se estar bem consigo mesma fosse algum tipo de falha de caráter.
Mas eu descobri uma coisa meio libertadora, dessas que a gente não posta porque não dá tanto engajamento quanto um surto bem editado: nem toda calma é falta de vontade. Às vezes é maturidade. Às vezes é exaustão que virou sabedoria. Às vezes é só a consciência de que nem tudo precisa ser uma guerra.
Eu ainda quero coisas, claro. Ainda tenho sonhos, planos, vontades que cutucam. Mas já não é mais naquele ritmo desesperado de quem acha que precisa provar alguma coisa o tempo todo. Tem uma diferença enorme entre querer crescer e precisar correr o tempo inteiro. Eu continuo caminhando, mas sem me atropelar no processo.
E no meio desse mundo que vive gritando urgência, eu tenho aprendido o valor do que não faz barulho. Do que não aparece. Do que não precisa ser explicado. Porque no fim das contas, de que adianta ganhar o mundo e perder a própria paz? Parece frase de camiseta, mas quando a gente entende de verdade, muda tudo.
Então se por fora parecer que está tudo meio bagunçado, mas por dentro existir esse lugar tranquilo, não se assuste. Talvez você não esteja atrasada. Talvez você só esteja, finalmente, no lugar certo dentro de si mesma.
Bom dia!
Tem dias em que a gente acorda carregando silêncios que ninguém vê.
Mas, ainda assim, levanta. Respira. Recomeça.
E talvez seja isso que importa hoje,
não ter tudo resolvido,
não ter todas as respostas,
mas ter coragem suficiente para abrir os olhos
e seguir… mesmo com o coração ainda em processo.
Que o seu dia não seja perfeito,
mas seja gentil com você.
Que tenha pausas,
um pouco de calma,
e aquele sopro leve de esperança
que chega sem fazer barulho…
mas muda tudo por dentro.
E se puder, vá com fé.
Mesmo pequena. Mesmo quietinha.
Porque, às vezes, é ela que sustenta tudo
quando a gente quase desiste.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Bom dia!
Tem recomeços que chegam sem aviso,
quietinhos, quase imperceptíveis…
e ainda assim, mudam tudo por dentro.
Hoje não precisa ser grandioso.
Basta ser verdadeiro.
Um passo com calma,
um pensamento mais leve,
um cuidado gentil com você.
A vida também floresce nas pausas,
nos dias simples,
nos instantes em que a gente decide não desistir.
Que o seu dia te acolha…
e que você se permita caminhar com fé,
mesmo sem ver todo o caminho.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Tem um momento na vida em que a gente para de ensaiar discurso no espelho e simplesmente envia. Sem revisão, sem filtro, sem aquela esperança secreta de que a outra pessoa vai ler e, num surto de lucidez romântica, mudar o roteiro inteiro. Eu fiz isso. Abri a alma, empacotei tudo que era sentimento acumulado, memória inflada, expectativa maquiada… e enviei. E curiosamente, não foi a resposta que me libertou. Foi o ato de parar de esconder de mim mesma o que eu já sabia.
Porque a grande virada não acontece quando o outro entende. Acontece quando eu entendo. E entender que a dor não estava na perda, mas no apego à ilusão, foi quase um tapa elegante da realidade. Daqueles que não deixam marca no rosto, mas reorganizam o cérebro inteiro. Eu não estava sofrendo por alguém que se foi. Eu estava sofrendo por uma história que eu não queria admitir que nunca existiu do jeito que eu contei para mim mesma.
E aí vem essa imagem perfeita, quase cruel de tão precisa. Um palco vazio. Luz acesa. Eu no centro, decorando falas, me entregando, esperando aplausos… de alguém que já tinha ido embora há muito tempo. E o mais impressionante é que eu sabia disso. Mas a gente insiste. Porque enquanto eu continuo atuando, eu não preciso encarar o silêncio da plateia vazia. E o silêncio, minha amiga… ele exige maturidade.
Quando ele disse que não me amaria, que já tinha alguém no coração, aquilo doeu, claro que doeu. Não existe dignidade emocional que impeça esse tipo de impacto. Mas junto com a dor veio uma coisa rara: liberdade. Porque ali não tinha mais espaço para dúvida, para interpretação criativa, para esperança teimosa. Era um não. Simples, direto, quase gentil dentro da brutalidade que um “não te amo” carrega. E foi exatamente isso que me soltou.
Agora, vamos rir um pouco da ironia da vida, porque ela merece. Tempos depois, outro homem me solta praticamente o mesmo discurso… que nunca amou ninguém. E hoje, olha só, me chama de primeiro amor. Eu fico entre lisonjeada e levemente desconfiada, pensando se o amor não é também uma construção que a gente vai entendendo melhor com o tempo. Porque no auge da minha ousadia juvenil, eu realmente achei que poderia conquistar qualquer coração. Que bastava insistência, charme, presença estratégica… quase uma espada lendária emocional, pronta para ser cravada no peito alheio. Olha a audácia. Eu, achando que amor era território conquistável.
Mas não é. E ainda bem que não é.
Porque se fosse, não teria valor nenhum. Amor não é sobre vencer alguém, é sobre encontrar alguém disposto a construir junto. E isso muda tudo. Eu não me arrependo de ter feito alguém me amar profundamente, porque ali também teve verdade. Mas hoje eu entendo que o que sustenta não é o encantamento inicial, é a construção diária, silenciosa, imperfeita e real.
E quanto ao primeiro… eu guardo com carinho. Não como quem ainda espera, mas como quem reconhece. Ele foi importante, foi intenso, foi necessário. Mas não foi definitivo. E tudo bem. Porque a vida não é sobre quem chega primeiro, é sobre quem permanece com verdade.
No fim, eu não perdi nada. Eu amadureci. Eu parei de tentar transformar ilusão em destino e comecei a viver o que é concreto, presente, possível. E isso, minha querida, vale muito mais do que qualquer história bonita que só existia na minha cabeça.
Se você também já tentou conquistar o impossível, já atuou em palco vazio ou já acreditou que amor era questão de estratégia… respira. A gente aprende. E aprende vivendo, errando, sentindo e, principalmente, aceitando.
Tem dias em que eu paro e penso que amar é quase um esporte radical, daqueles que a gente entra achando que é caminhada leve e, de repente, já está pendurada num penhasco emocional, sem equipamento, só com fé e um pouco de teimosia. E eu amei… amei de um jeito que não cabe em explicação bonita, dessas que ficam bem em legenda de foto. Foi um amor que existiu, que teve voz, que teve troca, que teve vida em algum canto do mundo. Não foi invenção da minha cabeça, não. Foi real. E talvez justamente por isso tenha doído tanto.
E aí vem a vida, com aquela elegância duvidosa dela, e me coloca dentro de outro amor. Um amor que não nasceu perfeito, que não veio embalado em promessas cinematográficas, mas que foi sendo construído no meio dos cacos. Porque é isso que ninguém conta, a gente não constrói amor só com flores, a gente constrói com restos também. Com pedaços que sobraram de histórias antigas, com silêncios desconfortáveis, com verdades que poderiam muito bem ter sido escondidas, mas não foram.
Eu poderia ter guardado esse amor antigo como um segredo bonito, desses que a gente esconde numa gaveta interna e visita de vez em quando, em silêncio. Mas não. Eu escolhi abrir. Escolhi colocar na mesa, olhar de frente, dividir. E isso… isso não é simples. Não é leve. Não é coisa de gente fraca. É coisa de quem decidiu não viver pela metade.
E ele ficou. Olhou para tudo isso e não saiu correndo. Pelo contrário, teve a coragem de me perguntar por que eu não escrevo sobre isso. Como se, no meio de toda essa bagunça emocional, ele ainda enxergasse arte. Como se ele dissesse, sem dizer exatamente: transforma essa confusão em algo bonito.
E eu fico pensando… que tipo de amor é esse que não exige perfeição, mas presença? Que não pede um passado limpo, mas um presente honesto? Porque, vamos combinar, talvez muita gente não suportasse. Talvez muita gente preferisse a versão editada da história, aquela sem capítulos difíceis, sem sentimentos atravessados. Mas a gente… a gente escolheu ficar.
E não foi porque era fácil. Foi porque, de algum jeito meio torto e muito humano, ainda existia vontade. Vontade de tentar, de reconstruir, de olhar para os degraus quebrados e, ao invés de desistir da escada, começar a consertar um por um.
Eu não sei se isso é o tipo de amor que vira conto de fadas. Provavelmente não. Mas talvez seja o tipo que vira verdade. E no fim das contas, verdade sustenta muito mais do que qualquer ilusão bem contada.
Então eu escrevo. Escrevo porque viver isso tudo e ficar em silêncio seria quase um desperdício emocional. Escrevo porque, no meio de tanta coisa que poderia ter nos separado, a gente decidiu, de forma quase teimosa, continuar.
E se isso não é uma forma bonita de amor… eu sinceramente não sei o que é.
Não tem escapatória, minha gente, e eu falo isso rindo com um leve desespero elegante, porque no fundo eu sei que é verdade daquelas que não pedem licença pra entrar. A gente pode até caprichar no nome, escolher uma fonte bonita pra lápide, deixar datas organizadinhas como quem monta um feed harmônico, mas em algum ponto da eternidade… pronto, virou história apagada, arquivo morto do universo, figurante do esquecimento. E eu acho isso de um humor ácido quase genial, porque passamos a vida inteira tentando ser memoráveis, enquanto o tempo, debochado, está só esperando a nossa vez de virar poeira premium.
Eu imagino a cena como se fosse uma grande fila invisível, todo mundo muito ocupado vivendo, pagando boleto, se apaixonando errado, acertando por sorte, tirando foto bonita do céu, e lá no fundo, bem no fundo, tem uma plaquinha piscando em neon: “em breve, todos indisponíveis”. E a gente segue. Segue como se não soubesse. Ou pior, como se tivesse todo o tempo do mundo pra começar a viver de verdade depois.
E é aí que mora a ironia mais deliciosa e cruel. A gente adia o riso, economiza abraço, engole vontade, guarda palavras como se fossem peças raras de museu, sendo que no fim… ninguém leva nada. Nem o orgulho, nem o medo, nem aquela discussão que parecia tão importante às três da tarde de uma terça-feira qualquer. Tudo fica. Tudo perde o sentido. Tudo vira silêncio.
Eu, sinceramente, acho cômico. Trágico, sim, mas com uma pitada de comédia existencial que me faz rir sozinha às vezes, tipo quem entendeu a piada antes dos outros. Porque no final das contas, somos isso mesmo: poeira com consciência, tentando dar significado ao intervalo entre o nascer e o desaparecer.
E aí vem aquele conselho que todo mundo já ouviu, mas que quase ninguém leva a sério de verdade: viver o agora. Parece frase pronta de caneca, mas quando a gente para pra encarar sem filtro, dá até um friozinho bom na barriga. Porque o agora é a única coisa que não mente. O agora não promete, não enrola, não cria expectativa. Ele simplesmente acontece. Cru, intenso, imperfeito… e absurdamente precioso.
O futuro? Ah, esse é um mistério com data garantida e roteiro desconhecido. A única certeza é que ele chega. Mas como chega… ninguém faz ideia. E talvez seja exatamente isso que deveria fazer a gente viver com mais coragem, mais verdade, mais presença. Porque esperar o momento perfeito é quase uma piada interna do universo. Ele não vem.
Então eu decidi, entre um pensamento profundo e outro completamente inútil, que vou viver como quem sabe que é passageira, mas não insignificante. Vou rir mais alto, amar mais sem cálculo, sentir mais sem pedir permissão. Porque se no fim eu vou ser esquecida mesmo… que pelo menos eu tenha sido intensamente lembrada por mim enquanto estive aqui.
Bom dia!
Tem dias que pedem delicadeza,
não pressa.
Então vai com calma.
Sem se cobrar tanto,
sem exigir respostas que ainda estão nascendo.
A vida também se ajeita
nos passos pequenos,
nos respiros fundos,
nos recomeços que ninguém vê.
Que hoje você se permita ir…
com leveza no coração
e fé no que ainda vai florescer.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
O homem tem toda vantagem em fazer endossar por Deus os códigos que fabrica: e, particularmente, como exerce sobre a mulher uma autoridade soberana é útil que esta lhe seja conferida pelo ser soberano. Entre os judeus, os maometanos, os cristãos, entre outros, o homem é senhor por direito divino: o temor a Deus abafará no oprimido toda veleidade de revolta.
Tem dias em que a vida ensina sem aviso,
em silêncio…
como quem ajeita por dentro aquilo que a gente ainda não sabe nomear.
Nem sempre é leve,
nem sempre é fácil de entender,
mas há um cuidado escondido em cada movimento.
Às vezes, ela nos estica,
nos tira do lugar conhecido,
nos convida a crescer por caminhos que não escolheríamos.
E mesmo quando parece desorganizar tudo,
há algo sendo lapidado.
Porque, no fundo,
a vida não chega para nos quebrar…
chega para nos transformar.
- Edna de Andrade
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