Familia tem de ser Careta- Lya Luft
– Acho engraçado, você diz que tem medo de compromisso e relacionamentos, mas não parece ter medo de estar comigo.
– Não preciso ter medo.
– É mesmo? Por quê?
– Porque estamos fingindo.
Você tem um bom coração. Às vezes isso já salva a pessoa, seja lá onde ela estiver. Mas a maior parte das vezes, não.
Que a Aldeia Sol e Lua tem calado essas muitas vivências porque o vosso mundo só aceita o selo da ciência, ainda que a nós nos pareça vossos homens de branco, homens dementados, pensando que só se pensa com a cabeça.
O erro desce por um plano inclinado, ao passo que a verdade tem que subir penosamente a escarpa da colina.
Sem essa de que amizade ou amor é eterno. Tudo morre, tudo tem um fim. O que conta mesmo é se foi realmente importante pra você ou se valeu a pena enquanto existia.
Se você de alguma forma incomoda alguém, é porque você tem capacidade.
se nao tivesse nao incomodaria.
Mundo, mundo, que mundo é esse?
Onde as pessoas não conseguem mais amar
Trocaram o que tem valor pelos prazeres
São racionais, mas não conseguem pensar
Mundo, mundo, que mundo triste!
Onde está então o teu real valor?
A sinceridade é virtude que não mais existe
Busco, procuro e não encontro amor
Mundo, mundo, que face é essa?
Que mostra felicidade em cada canto
Mais na verdade a história não é tão bela
Entre sorrisos se favorece o pranto
Mundo, mundo, mais que mentira!
Disseste a todos que podiam viver
Pura falsidade pela vida diluída
Para que todos bebam sem saber
Mundo, mundo, me diga até quando:
Fará de suas criaturas nobres escravos.
Tire essa máscara, jogue de lado o seu manto
Esqueça a ganância enquanto conta centavos
Mundo, mundo, e qual de fato será o teu fim?
Se cada linha certa que escreve é tortuosa
Seus lábios facilmente dispararão festim
Celebrando com honra a tão fúnebre hora
Tem dias que a gente acorda com uns desejos tão loucos! Hoje, por exemplo, eu amanheci com uma vontade imensa de mudar a cor do meu cabelo apesar de ser totalmente careca...
Soldados do medo
“Falam que tem o coração supostamente bom, mas no fundo são os seres mais egoístas do universo. Temem seus medos, e todos devem que temer também. Não sabem o que é opinião, acham que sabem e que tem informações suficientes para saber o que ordenar o que fazer, ou não fazer. E nisso, o meu mundo acaba sendo mais frio do que já é, sem emoções, sem gostos, sem erros para se aprender o certo, sem poder alguma vez “quebrar a cara” ou dizer, que não era tudo aquilo que pensava que era. Um mundo onde não se pode querer mais, sem esse ser de medo alheio que não ti deixa fazer nada por justa causa. Fazendo com que as pessoas se tornem cada vez mais frias, mais afastadas de tudo aquilo de que realmente querem, e ainda mais afastadas do que realmente são.”
O amor está nas lojas. Tem de todas as cores, modelos, utilidades e preços... Preços ótimos! Amor a partir de “um e noventa e nove”, para quem não pode fazer declarações mais caras; amor de cem reais, duzentos, mil, até milhões... Já pensou, declarar um amor de milhões de reais? Talvez de dólares? É o natal que está vindo... À sua frente, chegam os ares que se refletem no ensaio de cada olhar, cada braço, cada voz... Pessoas mudam, ou sofrem mutações, para o desempenho da trégua natalina, que se estende até o trinta e um de dezembro. Chega o dia de amar o inimigo, para desamá-lo novamente no comecinho do próximo ano. Ano que já será velho no dia dois ou três. Data de perdoar os que nos ferem, porque passa logo, não custa nada ou quase nada, pois em menos de uma semana poderemos desperdoá-lo.
À nossa volta o apoio das lojas, que tornam o amor democrático. Pobres e ricos podem amar, no natal, pois existe amor para todos os bolsos. Há um sentimento forte no ar comprimido pelas axilas que se cumprimentam no silêncio ruidoso das compras. Das caixas registradoras. Até mesmo dos pregões que incentivam esse sentimento, balançando os artigos bregas ou de luxo que têm a tarefa de pescar sorrisos, palavras e reciprocidades em formas de outros presentes... Outras demonstrações embaladas por papéis coloridos e seladas por cartões que registram palavras previsíveis, criadas e impressas por quem não conhece os seus compradores... Mas as mensagens são universais. Servem para qualquer um, nessas datas. E aceitam complementos de quem quer enfeitar um pouco mais.
Nas marquises e viadutos, há os que não podem comprar o amor... Dar nem receber. Nem aquele mais baratinho. Também não podem comê-lo nas formas vistosas de pernis, farofas, rabanadas e outras guloseimas. Nem bebê-lo, nos vinhos e champanhes que se revezam em taças. Mesmo assim, feliz natal para todos! Para quem pode ou não, afinal, o natal é um grande teatro! É o espetáculo fabuloso que demonstra o ser humano em sua inexistência ideal, íntima, projetada no inconsciente relutante! Na fraqueza universal de criaturas que disputam espaço em um mundo cada vez mais concorrido! Essa disputa se acirra no natal, quando o amor é medido pelo dar e receber, excluindo os que não podem entrar nessa democracia para a qual não nasceram os indigentes, porque esses perderam há muito tempo. Perderam pra mim e pra você, o que lhes era de direito.
Tem pessoas que só são amigas na hora em que estão precisando, quando não precisam mais somem, arrumam outros amigos (a) que atendam seus interesses.
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