Família Casa
Minha alma tem a textura de uma casa abandonada, onde o vento sopra entre as frestas de memórias que eu deveria ter enterrado.
O corpo é uma casa que, às vezes, entra em reforma sem nos consultar, trocando a fiação do ânimo por circuitos de agonia que não têm interruptor. Resta-nos habitar o cômodo que sobrou, acender uma vela de oração e esperar que a estrutura resista a mais uma noite de ventania.
A alma é uma casa abandonada onde o vento sopra entre as frestas de memórias que eu deveria ter enterrado há muito tempo. Mas eu gosto do barulho do vento, ele me lembra que, embora a casa esteja vazia, ela ainda respira a poeira do que foi vivido.
O amor é um hóspede barulhento que bagunça toda a casa da nossa alma e depois vai embora sem ajudar na limpeza, deixando apenas o cheiro de um perfume que odiamos lembrar. Mas, no fundo, a gente sabe que a casa vazia e limpa é muito mais triste do que o caos que ele causou.
Não busco abrigo, eu o crio, a casa nasceu das minhas mãos, e hoje habito onde antes só soprava o vento.
A maior prova de força é não abaixar a cabeça, mas saber que chorar em casa te torna igualmente digno.
A saudade é um animal que corre em círculos pela casa. Não morde, apenas arranha portas que já deviam estar trancadas. Dentro do peito, a boca do animal é uma chama azul. Alimento-o às vezes, por não saber esperar o fim do fogo. Mas aprendendo, deixo o bicho dormir sem abrir a porta.
A memória é uma casa de quartos trancados. Algumas portas abrem sozinhas, outras precisam de força. Quando entro, encontro ossos de riso e móveis de abandono. Arrumo o que posso e não tento ajeitar o impossível. Viver é aprender a escolher quais cômodos habitar.
"'Um dia você é jovem, na calçada de casa, rodeada de amigos, ouvindo The Fevers num radinho de pilha...
No outro dia você só quer toma café e recordar
esse tempo bom que não volta mais...'
Haredita Angel
09 .11.21
...Você entrou em minha casa, devastou a minha vida e foi embora. Mas agistes assim porque permiti que agisse de tal modo, do contrário, não podia ser diferente. Perdi a minha casa e perdendo-a perdi minha segurança, perdi meu conforto e assim, perdi também a minha paz. Foi como um tornado que passa e não vai embora sem deixar lembranças que marcam a sua existência. No entanto, ficaram os destroços, ficaram as lagrimas e o desespero de alguém que tivera tudo e ao olhar ao seu redor, percebe-se sem nada... Mas, de repente você me surpreende, me mostra quem eu sou e quem você é. Você nos fez perceber que somos diferentes e que eu existia antes de você e, de igual modo você também existia. Logo, nossa existência é distinta, mas é possível. E que não há motivos para guardar lembranças ou mágoas. De modo surpreendente, pela última vez me fizeste um pedido e desapareceu da minha vida. Eis o seu pedido: “Se desfaz desse lugar, vai embora daqui. Se esse lugar deixar de existir para você, as lembranças que você tem sobre ele e as pessoas que aqui viveram aos poucos também desaparecerão. Assim acontece com as pessoas. Elas chegam como quem não quer nada de nós, nos marcam, nos fazem bem, e podem também nos fazer mal. Mas se chegam a ir embora, levam a sua existência. E as lembranças, por mais que estas fiquem por algum tempo, não são capazes de trazer as pessoas ou as experiências vivenciadas de volta. Então, estas também vão embora, elas acabam”.
Se a barata soubesse o medo que eu tenho dela, ela me assaltava e levava tudo de casa, mas mostrar poder faz ela correr. É assim também com as pessoas, enquanto se escondem os medos e as fraquezas, elas não sabem como te atacar. Embora algumas baratas saibam nos surpreender, ainda assim algumas pessoas tem o poder de serem piores que as mesmas.
Ta faltando AMOR, e sobrando gente ruim!
Tranque a casa flor, e pare de se sentir culpada por estar infeliz algumas vezes sem ter acontecido nada, as vezes a gente não tem culpa desses minutos desvairados de entrega e fraquejo, pense pelo lado positivo, muitas vezes são esses momentos que mais servem de inspiração.
Texto Minutos Desvairados
Odeio pausas, odeio te levar em casa cedo, quer dizer, odeio saber que sua casa não é a minha, preciso quebrar o botão "pausa" como fiz com o "stop" preciso apenas do PLAY, o que acha?
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