Falecimento de Criança
Vejo no semblante alegre de uma criança, a expectativa do futuro. Vejo no semblante triste do ancião, a saudade do passado.
A fundamental diferença entre o Espírito de uma criança e o Espírito de um idoso consiste em que o primeiro acabou de ser preso e o segundo está preste a se libertar.
Respeitar uma criança, cultivar uma planta, cuidar de um animal, é exteriorizar a nobreza do sentimento.
A maior dificuldade não está em alimentar, vestir e proteger uma criança até que cresça. A dificuldade está em educá-la adequadamente.
A criança e a vida.
Incrível , como, quando você chega a um lugar e ao entrar, você olha a seu redor e parece que aquele lugar não lhe pertence mais,é a mesma sensação de querer usar aquela roupa antiga de 25 anos atrás que você insiste em usar mas ela te aperta, coça, pinica;chegando até te sufocar.
Papais e Mamães, muito cuidado com a educação e a disciplina exagerada, olhe para seus filhos com mais carinho e compreensão, uma criança é, como um artista, que está de frente para uma tela vazia e, o que mais ela precisa é, estar livre para exercer e praticar a sua criatividade e, essa tela vazia se chama VIDA!
São Luís: cidade dos meus sonhos de criança, conhecida por seus azulejos e buquês de noiva; capital do meu querido Maranhão, onde me deito sobre seus famosos lençóis de areia. Cidade de belezas naturais, debaixo do céu multicolorido pelos raios de sol e pelo arco-íris, que me servem de inspiração para poemas, poesias e toda minha criação.
Uma criança não aprende a caminhar se não levar vários tombos, assim é a vida. Não forcemos a chegada, façamos com que cada tombo seja um aprendizado para o perfeito caminhar. Não forcemos o amor antes de quebrarmos todas as amarras que nos impedem de conquistá-lo. Só seremos puros de coração quando compreendermos que para isso é necessário viver e destruir o negativo que existe em nós, que nos acompanha desde o momento que nos foi concedido o poder da inteligência.
Brincadeira quando não se é mais criança é fazer "exercícios" físicos com o parceiro, e medidor de calorias no pulso, competindo pra ver quem se gasta mais.
Espelho d'água,
te admirava em minha fantasia de criança,
te olhar me dava imensa sede,
te beber todo, uma saborosa esperança,
mergulhar bem fundo era o meu desejo ousado,
mas minha mãe não me deixava,
eu queria só nadar com cuidado!
Espelho d'água,
os dias me fizeram crescer,
nem me lembro daquela inocência,
despois de tanto passar pelo amanhecer,
Contudo, te vejo e a vontade surge do nada,
a sede sequer passou,
e submergir, permanece como inspiração ousada.
O verdadeiro poema
Está no sorriso de uma criança, na água cristalina do pequeno riacho, no abraço sincero e fraterno
Nos sinais de Deus...
Como uma criança, anseio por sentir com verdade, falar com leveza e desconhecer a mentira, pois nela, nada há de natural. A criança não finge, apenas existe, inteira e sincera no que sente.
Grande dor a uma criança morta
(em homenagem à prima Kátia)
I
Chegaste e eu fiquei triste.
Chorei... Não podia crer
Que isso fosse a pura verdade.
És muito mau meu amigo.
Por que dar uma notícia assim?
II
Fiquei chocada, gritei...
Mas tudo inútil,
Pois só tu me ouvias!
III
Tristeza, sempre estás
Aqui junto a mim.
Nem sei se aguento...
Mas a ilusão de tudo se acalmar,
E a nossa felicidade voltar,
Ainda existe em meu coração.
IV
Sorrir, sorriso puro?
Era o daquela linda criança
Que conheci há algum tempo...
Seus olhos azuis, quase negros,
Fitavam os meus vivamente
Enquanto eu, pobre pirralha,
Escondia, para não veres,
Uma enorme, grande
Tristeza e dor...
V
Teus cabelos perfumados
Todos os dias eu afagava.
Tu sorrias, pura criança...
Andavas, corrias e choravas...
Mas eu não me importava!
Tu me querias e eu a ti.
Amada, minha querida!
Eras tão boa de alma.
Singela, tão sonhadora e triste!
Será que tu herdastes algo meu?
Não, não quero...
VI
Mas hoje, criança,
Dormes um sono,
Um pesado sonho angelical.
Aquele que permite a nós, homens,
O descanso eterno pela morte...
Não corres, nem choras e nem sorris mais...
Teus cabelos estão ainda perfumados...
Teus olhos, nem posso lembrar-lhes a cor!
Mas lembro que eram puros,
Tão puros quanto a flor!
(junho/ 1967)
Alguém pequeno, tão grande
(inspiração adolescente)
Você criança, de olhos grandes, calmos e serenos, reluzindo como a lua...
Sua voz infantil era sua, só sua...
Quando iria tomar forma?
Quando iria crescer?
Andava tão engraçado...
Eu só podia rir de você!
Meu riso não foi zombador,
Foi somente de dor, em pensar tantas coisas... de você!
Meu riso? Foi riso!
Quem pode dizer do que foi?
Sua altura era sua, só sua...
De repente...
Fez-se gigante, apesar de ser tão pequeno!
Você, rosto fino, mãos longas, pés grandes...
Era engraçado, meio desengonçado!
Mas eu gostava de você!
(1967)
Quando eu era criança
Queria tanto crescer
Agora já bem crescido
Queria rejuvenescer
Hoje consigo entender
As coisas que antes não via
Agora não tenho mais medo
Das coisas que antes temia.
Bons tempos se passaram
E outros certamente virão
Vou mantendo a mente aberta
Mas sem trancar o coração
Há muito tempo aprendi
Que as coisas são como são
Ainda bem que encontrei você
É seu o meu coração 🍀
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