Fale de seus Sentimentos se Nao Quiser Adoecer
Uma amizade com história e solidez é feita por amigos que já divergiram, se desintenderam, se desencontraram.
Mas nunca deixaram morrer o carinho, o respeito, a admiração e a lealdade.
A amizade deve ser cultivada por todas as partes:
Enquanto um planta o outro rega as sementes.
Se um só trabalhar, poderá vir o cansaço, o desânimo e a morte do jardim.
Mas ainda haverá esperança: mesmo com a jardim abandonado, morto, se o terreno for bom e fértil, basta a iniciativa para um plantar, o outro regar e recomeçar!
Verdades são temporais.
Ignorar a possibilidade de mudanças é admitir a própria tolice.
É sábio repensar e, se necessário, mudar.
O imprudente é concordar com inverdades maquiladas que convencem e convergem à inflexibilidade.
Os discursos são poderosos e manipuladores: o falante convence o ouvinte e também passa a acreditar no seu discurso como verdade legitimada.
Uma vez que pensar pequeno ou grande dá o mesmo trabalho, é possível reconhecer que pensar grande nos liberta dos detalhes insignificantes.
As relações se constroem entre equilíbrio e desequilíbrio. Fases mudam sem aviso. Quando teu lado na balança é leve, tudo parece bem. Mas, se o outro sente enfatiza o peso maior, o desequilíbrio deixa de ser movimento e se torna desestímulo.
Te conto uma coisa que às vezes me pega no meio do dia, quando estou fazendo algo banal como mexer numa xícara ou olhando a janela sem motivo nenhum. Eu paro e penso que já não reconheço mais aquela pessoa indecisa que eu era. Parece até estranho falar assim, como se eu estivesse descrevendo uma conhecida distante, alguém que já dividiu a mesma casa comigo dentro da cabeça, mas que hoje mora em outro endereço emocional. E não foi uma mudança organizada, dessas que a gente planeja numa agenda bonita. Foi no meio do caos mesmo, naquele período meio insano da existência em que tudo parecia acontecer ao mesmo tempo, como se o universo tivesse resolvido testar a resistência da minha alma numa maratona que eu nem sabia que estava inscrita.
Houve dores que eu não tinha vocabulário para explicar. Aquelas que não cabem em frases simples, que fazem o corpo cansar antes mesmo do dia começar. E houve acontecimentos imprevisíveis, daqueles que chegam sem pedir licença, quase arrancando o fôlego da vida, como se o ar ficasse curto por dentro. Eu lembro de pensar, em alguns momentos, que talvez eu estivesse atravessando uma daquelas fases em que o mundo fica meio opaco, meio silencioso demais, e a gente começa a sentir a fragilidade dos dias como quem segura um copo de vidro muito fino. Qualquer movimento parece arriscado.
E tem algo que pouca gente fala com calma. Quando a doença passa perto da gente, ou quando o corpo decide lembrar que é limitado, os dias ficam diferentes. Existe uma melancolia leve pairando no ar, uma espécie de reflexão constante que chega sem ser convidada. O relógio parece ter outra lógica. O tempo ganha peso. Eu comecei a observar coisas que antes passavam despercebidas, como o valor de simplesmente respirar fundo e perceber que ainda estou aqui, ainda existindo nesse caos organizado que chamamos de vida.
Só que, curiosamente, foi exatamente ali, naquele cenário meio turbulento, que eu comecei a me encontrar. É quase paradoxal. Enquanto tudo parecia instável, alguma coisa dentro de mim começou a ficar mais firme. Como se a vida estivesse dizendo, com aquele tom filosófico que às vezes ela usa sem avisar, que viver não é um caminho reto e confortável. Viver é esse conjunto de provas inesperadas, dessas experiências que nos desmontam um pouco para depois nos reorganizar de um jeito mais verdadeiro.
Hoje, quando penso naquela versão indecisa de mim, eu não sinto vergonha nem vontade de negar que ela existiu. Eu olho com certa ternura, na verdade. Aquela pessoa estava tentando sobreviver com as ferramentas que tinha na época. E agora eu percebo que tudo aquilo, até as dores e os momentos em que eu quase perdi o fôlego emocional, foram parte do processo de me tornar mais humana. Mais consciente, talvez. Mais real.
Porque ser humana não é ser forte o tempo todo. É atravessar fases frágeis, sentir a melancolia de alguns dias, aprender com o próprio corpo e com as surpresas da vida. E mesmo assim continuar caminhando. Não perfeita, não invencível, mas mais inteira do que antes. Às vezes eu até sorrio sozinha pensando nisso, como quem descobre que a própria história, apesar de bagunçada, faz um sentido bonito no final das contas.
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Nós somos um pé-de-feijão! Ao menos assim me pareceu quando as mãos daquela criança seguravam o broto como se cuidassem de um bebê. Seus olhos eram estrelas brilhando. Ele me revelou que deveria regá-lo, como atividade escolar. Dessa forma, eu lhe disse:
"Esse broto que você está criando, você precisa ter fé de que ele vai crescer um dia. Também, por essa fé, cuidar dele, nutri-lo e regá-lo sempre. E saiba que, se por alguma razão este pé-de-feijão murchar, você estará sempre livre para poder plantar outro. Tenha certeza de que, no momento oportuno, vai crescer algum."
E ele, com o cenho confuso, assentiu com a cabeça. Assentiu, de fato, como todos nós, que, mesmo sem certezas, continuamos regando a vida - nós, que esperançamos.
Na vida, precisamos ser como uma águia: determinados, focados na sobrevivência e dispostos a enfrentar riscos sem nos distrair. É preciso lutar todos os dias para que o amanhã seja melhor que hoje.
Haverá dias em que a vontade de parar será grande — mas é nesses momentos que a força precisa falar mais alto.
Às vezes, também é necessário fazer como a águia: voltar ao ponto onde tudo começou. Revisitar o território de origem, não por fraqueza, mas para observar, recalcular e traçar um novo caminho.
Deixar de lado a ganância, focar no essencial e lutar pela própria sobrevivência. Recomeçar um novo ciclo. Ter coragem de abandonar lugares que muitos consideram sonhos, mas que não trazem propósito verdadeiro.
Seguir o instinto.
Porque talvez seja justamente nesse novo ciclo que você encontre estabilidade… um lugar onde possa “voar alto”, se sustentar com independência e iniciar uma nova fase — com mais paz, alegria e sabedoria.
Dica: Às vezes, recomeçar não é perder… é evoluir.
Adeus vozinha.
Maria Clarice Alves de Amorim,
Em vida, era tudo para mim.
Nessa madrugada ela partiu e nem
se despediu.
Todos juntos choramos a sua falta.
Que pena amiga que não podes ver,
as lágrimas rolar pelo nosso rosto.
Até hoje, sentimos a sua falta.
Por muitos anos tivemos momentos alegres ao seu lado.
Você era simples e humildes, sempre pronta para servir.
Sua filha e seu filho juntos, com suas netas e nora; ainda choram a sua falta.
Adeus vozinha que o Senhor te recompense por tudo de bom, que aqui fizestes.
Pelo carinho que destes a sua filha, filho e netas.
Obrigado pelo seu carinho minha querida, vozinha.
Descanse em paz, no Vale da Saudade, minha grande amiga de verdade.
Às vezes eu penso que a vida tem dessas ironias que dariam um capítulo inteiro em qualquer livro, mas como eu estou aqui, no meio do café da tarde imaginário com as amigas, eu conto do meu jeito mesmo, com aquele sorriso meio torto de quem já viveu coisa demais para fingir que nada aconteceu. Porque bullying e cyberbullying, minha amiga, só entende mesmo quem já sentiu o golpe vindo sem aviso. Não é drama de internet, não é frescura moderna, é dor que entra silenciosa e demora para sair.
Eu já passei por isso. E não foi em um tempo em que a gente sabia lidar com tecnologia, redes sociais, essas coisas. Era o começo do Facebook, aquela fase em que parecia novidade, quase uma praça virtual onde todo mundo chegava curioso. Só que enquanto eu vivia minha vida sem entender muito daquele mundo digital, outra história estava acontecendo nas minhas costas. Uma garota que também se envolvia com o rapaz que na época era meu namorado acabou criando uma página sobre mim. Sim, dessas páginas feitas para atacar, expor, diminuir alguém como se fosse entretenimento.
Eu só fui descobrir três meses depois. Três meses. Parece pouco quando a gente fala, mas imagina existir um lugar na internet onde estão falando de você, usando suas fotos, inventando coisas, colocando apelidos cruéis, e você vivendo normalmente sem nem saber que aquilo existe. Até que um dia alguém chegou em mim e perguntou o que significava aquilo tudo. E eu fiquei com aquela cara de quem não entendeu nada, porque realmente não entendia.
Quando eu fui ver… foi como levar um soco silencioso. Um texto enorme falando da minha vida como se eu fosse um personagem ridículo, dizendo que eu não tinha onde cair morta, inventando apelido inspirado em um ser de ficção para zombar de mim, distorcendo meu nome, expondo fotos minhas, e o pior, comentários de pessoas que eu conhecia. Pessoas que já tinham conversado comigo, que já me olharam no rosto em algum momento da vida, estavam lá rindo, participando, me chamando de coisas que ninguém merece ouvir.
Tinha mais de duzentas pessoas seguindo aquela página. Duzentas. Parece número pequeno para quem olha hoje a internet gigante, mas naquele momento era como se uma multidão estivesse parada olhando para mim no meio da rua, apontando o dedo. Eu lembro exatamente da sensação de dignidade sendo arrancada, como se alguém tivesse decidido que eu não merecia respeito.
Eu quis processar, claro que quis. Aquela revolta que sobe pelo peito quando a gente percebe que foi injustiçada. Só que a pessoa que fez aquilo era menor de idade na época. E aí a vida tem dessas burocracias que parecem um balde de água fria na indignação da gente. Não daria em nada. Foi o que eu ouvi. E quando a gente ouve isso, fica uma mistura de frustração com silêncio.
Mas tem uma coisa curiosa sobre as memórias. Elas não desaparecem. Até hoje, quando lembro de alguns rostos que estavam ali participando daquilo, ainda dói. Não dói como antes, não é aquela ferida aberta, mas é aquela lembrança que faz a gente suspirar fundo e pensar como as pessoas podem ser capazes de machucar alguém só porque a internet dá palco.
Ao mesmo tempo, olhando hoje, eu percebo outra coisa também. Eu não enlouqueci, eu não desapareci, eu não virei aquilo que disseram que eu era. Na verdade, eu segui vivendo. E talvez seja isso que incomode quem pratica esse tipo de coisa. A pessoa espera que você se quebre. E quando você continua existindo, crescendo, contando sua história, algo muda de lugar dentro da narrativa.
Hoje eu falo disso sem vergonha, porque quem deveria sentir vergonha não sou eu. Eu sei exatamente o que vivi. Sei o que senti naquele dia em que descobri tudo aquilo de uma vez só. E sei também que muita gente já passou por algo parecido e nunca contou para ninguém. Então se alguém estiver lendo isso e reconhecendo um pedaço da própria história, eu digo uma coisa bem simples e bem verdadeira. Aquilo que tentaram fazer com você não define quem você é. Define quem eles escolheram ser naquele momento. E isso diz muito mais sobre eles do que sobre nós.
ALINNY DE MELLO 30/03/2026
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''O homem escreve a sua história apressado
Para garantir um final feliz,
Mas de repente fica frustrado
Ao ver que escreveu tudo errado
E que não poderá dizer: — Não fui eu que fiz''.
''Na essência somos energia
E como tal nos eternizaremos,
Se teremos tristeza ou alegria
Isso definimos todo dia
Dependendo da forma que vivemos''.
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