Fale de seus Sentimentos se Nao Quiser Adoecer

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"AINDA QUE NÃO ME VENHA OS FRUTOS QUE COM MINHA NATURAL COMPREENSÃO PROCURO, NEM POR ISSO FICO MENOS CONTENTE, PORQUE PERSEGUINDO SOU FELIZ E PASSO MEUS DIAS NA SERENIDADE E NA ALEGRIA AO INVÉS DE SUSPIRA-LO NA TRISTEZA". Baruch Spinoza
Não devemos desistir nos embates que temos que enfrentar, a virtude está em perseverar". Ademar de Borba

Todo dia a vida me ensina.
A não gastar meu preciso tempo, com fanáticos, sejam do segmento que for.

A angústia humana não vem do fato de o universo ser cruel, mas do fato de o universo ser completamente indiferente.

A humanidade não vai salvar a civilização a menos que crie um sistema de bem e mal independente de céu e inferno.


George Orwell

Eu não quero esgotar todo o meu tempo nesse experimento
De morrer minha vida
Até viver minha morte

É aterrorizante olhar para trás
E não saber onde ficou
É aterrorizante olhar para o lado
E não saber quem o acompanha
É aterrorizante olhar para frente
E não saber o que o espera.⁠

⁠Por que damos e pedimos tanta desculpa, por "não ter tempo, o tempo todo"?

Sou capaz de ensinar coisas que nem aprendi.
Sou capaz de pedir perdão pelo que não fiz.
Mas não sou capaz de achar justo pagar por erros que não cometi⁠.
Me recuso ao machado que insiste em cortar minha raiz.

“Um carro clássico não envelhece.
Ele ganha histórias para contar.”


— Mário Augusto de Castro

O melhor que poderia esperar da vida recebi no dia em que minha filha nasceu. Não tem realização melhor neste mundo que um filho.

Não há autossuficiência que não precise de um abraço.

"Saudade" é a forma resumida de: Sinto tanto sua falta que não consigo viver sem você.

“Ter coração não é fraqueza, ter compaixão é realeza.”

Se não existe o sagrado


Se não existe o sagrado
O lobo não corre na tempestade, uivando no vento


Se não existe o sagrado
O céu não tinge os olhares intrigados na noite


Se não existe o sagrado
O luar não se derrama pelos trigais amarelos


Se não existe o sagrado
O silêncio nada inspira aos amantes


Se não existe o sagrado
Não há o frescor do orvalho sobre o cansaço da ciência


Se não existe o sagrado
A fúria do mar não nos deixa introspectivos


Se não existe o sagrado
O infinito não é misterioso e revela-se a qualquer tolo

Se não fosse o mudo imaginário o mundo real sequer existiria

“No arrebatamento, as leis da física serão superadas: a gravidade não conseguirá segurar o meu corpo.”

⁠Não aceito ser manipulado nem por meus próprios desejos, quanto mais pela opinião e vontade alheia.

REALIDADE PARALELA


Vivemos em réplicas de espelhos quebrados, onde o reflexo não devolve o rosto, mas o eco de um grito engolido. As mentes, lascadas como vidros sob o martelo do tempo, teias entre o frisson e o divino: o delírio vira profecia, o tremor das mãos se ergue como hino aos céus partidos. O que parece cura é veneno disfarçado de salvação, e o veneno, ah, ele se veste de milagre, cuspindo promessas em línguas que ninguém mais ouve. Aqui, o real se contorce como fumaça em vento contrário. Um homem ajoelha ante o altar de comprimidos partidos, crendo que a náusea é êxtase celestial, enquanto a multidão aplaude o surto como visão apocalíptica. Não é loucura, dizem; é revelação. Não é doença, insistem; é deus infiltrado nas veias. Mas o que aparenta ser santo desaba em abismo, e o abismo, fingindo luz, engole o que resta de nós. A distorção rasteja, invisível, reescrevendo o mundo: o céu chove cinzas que chamamos de bênçãos, o chão se abre em feridas que juramos serem portais. Fragmentos de mentes se chocam, confundindo o pus com óleo sagrado, e o que é se desfaz no que parece. Nesta paralela, a verdade não existe, só o eco de si mesma, distorcendo até o silêncio.

Há uma angústia silenciosa que se instala quando se percebe que já não se consegue resolver sozinho boa parte da própria vida. Não é apenas a dificuldade prática que pesa, mas a sensação profunda de invalidez, como se algo essencial tivesse sido retirado sem aviso. A autonomia, antes natural, passa a ser um privilégio distante, e cada decisão depende de terceiros, de permissões, de circunstâncias que fogem ao controle.
Essa condição corrói por dentro. O indivíduo sente-se diminuído, não por falta de vontade ou capacidade intelectual, mas por estar aprisionado a limites que não escolheu. Surge a frustração de querer agir e não poder, de saber o que precisa ser feito e ainda assim permanecer imóvel. A dependência forçada fere o orgulho, a identidade e a dignidade, criando um conflito constante entre o desejo de reagir e a realidade que impede qualquer movimento efetivo.

Se a sanidade é definida pelo que a maioria considera “normal”, até que ponto a loucura não é apenas uma forma de perceber o mundo fora desse consenso?