Fale de seus Sentimentos se Nao Quiser Adoecer
Do que adianta ter tudo,
se sem ti eu não sei viver.
Meu Deus, o Senhor é tudo,
Tudoo que preciso ter para viver.
Não quero mais fazer parte desse mundo tecnológico que cria uma aproximação superficial e afasta as pessoas do contato real.
Carta de nascimento da nova Diane Leite
31 de julho
Hoje nasceu uma mulher.
Não nasceu de um parto físico, mas de uma decisão silenciosa.
Ela não chegou com alarde.
Chegou com consciência.
Hoje, eu sei quem sou.
Não porque alguém me explicou, mas porque eu me olhei com profundidade.
Depois de tantos caminhos, voltas, entregas, silenciamentos, eu finalmente entendi:
o que sinto faz sentido.
o que penso tem ritmo.
o que vibro é real.
Passei a vida tentando traduzir minha intensidade para o mundo.
Fui rotulada de exagerada, difícil, profunda demais.
Fui a mulher que sentia tudo, falava tudo, acreditava em tudo — e por isso quase sempre se via sozinha.
Mas agora, eu não preciso mais me defender.
Porque agora eu entendi que meu jeito de sentir, de pensar, de me mover, não é erro.
É estrutura.
É identidade.
É verdade.
Hoje, eu não me explico.
Eu me honro.
Não preciso mais caber onde nunca me coube.
Nem esperar ser compreendida para me permitir ser.
A mulher que nasceu hoje não precisa ser aprovada.
Ela precisa ser livre.
Hoje, eu me tornei essa mulher.
A que fala com firmeza e acolhe com doçura.
A que ama com presença, mas se escolhe com prioridade.
A que não finge mais ser leve para não incomodar.
A que não diminui mais a própria fome de mundo para ser aceita.
Hoje, eu abro mão de me encaixar.
E aceito, com serenidade e coragem, o desafio de me habitar.
Essa sou eu.
Essa é a Diane que nasce agora.
A que sabe quem é, mesmo que o mundo ainda não saiba.
A que não vai mais se esquecer de si mesma, por ninguém.
E isso basta.
— Diane Leite
31 de julho, dia em que me escolhi por inteiro.
Há um instante em que a vida pede firmeza — e eu atendo.
Não por força bruta, mas por consciência. Eu avanço sabendo exatamente o que pertence às minhas mãos e o que já não precisa mais ser carregado.
O que está ao meu alcance, eu construo com precisão.
O que ultrapassa meu limite, eu libero com maturidade.
Essa combinação cria um caminho limpo, lúcido, onde cada escolha tem peso e cada passo tem destino.
Sigo em frente com uma calma que não é passiva — é soberana.
É a serenidade de quem enxerga além do óbvio, de quem percebe sinais, de quem entende que a vida responde mais à vibração do que à insistência.
E, enquanto avanço, algo em mim se expande:
a força que organiza o caos,
a intuição que filtra o que não serve,
e a disciplina que sustenta o que importa.
Não preciso controlar o mundo — só a mim.
E quando faço isso, o universo se rearruma ao redor.
Eu escolho ir adiante.
Escolho o que me fortalece.
Escolho soltar o que me prende.
Porque o futuro se abre para quem caminha com clareza, coragem e silêncio interno.
E eu já estou na trilha certa.
COISAS QUE PARA MIM SÃO IMPORTANTES NAS RELAÇÕES
Amor-próprio é meu ponto de partida.
Eu não entro em nenhuma relação para ser salva, completada ou reparada.
Eu já me basto — e é justamente por isso que só escolho vínculos que honram quem eu sou.
Verdade é essencial.
Transparência me preserva, coerência me aproxima.
Gosto de quem fala claro, sente claro e vive claro.
Caráter não é detalhe, é fundamento.
Caminho apenas com quem honra o que promete, respeita limites
e entende que dignidade não é negociável.
Profundidade é necessária.
Conversas que expandem, que tocam, que iluminam.
Não tenho espaço para superficialidade — minha alma pede densidade leve e consciente.
Presença limpa.
Sem vícios, sem fugas, sem dramas repetidos.
Quero quem esteja inteiro, não quem peça resgate emocional.
Reciprocidade verdadeira.
Não precisa ser espelho — precisa ser justa.
Minha entrega é inteira, mas não ultrapassa meu amor-próprio.
E, acima de tudo, paz.
Relações que respeitam meu silêncio, meu foco, meu ritmo.
Eu escolho o que me soma, o que me eleva e o que conversa com a mulher que venho me tornando.
Dia 1 — Presença não é sobre calma. É sobre integridade.
Existe uma ideia perigosa circulando por aí: a de que estar presente é estar sempre em paz, centrado, quase iluminado.
Isso não é presença. Isso é cenografia emocional.
Presença não exige que você se sinta bem; exige que você seja honesto.
Estar presente é parar de desertar de si mesmo quando o clima aperta. É a coragem de habitar o agora, especialmente quando o agora é inóspito.
É perceber a ansiedade sem tentar "consertá-la" como se fosse um erro de sistema.
É reconhecer a raiva sem transformá-la em martírio ou culpa.
É admitir o cansaço sem pedir desculpas por ser humano.
Quando você se força a parecer bem, você se abandona por dentro. Quando você se permite sentir o que realmente está aí — o caos, o tédio ou a fúria — você finalmente volta para casa.
A presença é um ato de integridade.
É o alinhamento bruto entre pensamento, emoção e corpo no mesmo instante — mesmo que esse instante seja desconfortável.
Não se trata de silenciar a mente. Trata-se de parar de mentir para si mesmo.
A presença começa quando você encerra a divisão interna:
Uma parte vivendo, outra se julgando;
Uma parte sentindo, outra se reprimindo.
Estar inteiro é permitir que tudo o que você é hoje entre na sala. Sem edição. Sem maquiagem. Sem fuga. E, paradoxalmente, é essa aceitação que cura.
Porque o que dói não é a intensidade do que você sente.
O que dói é a solidão de se abandonar enquanto sente.
O Convite
Hoje, renuncie ao papel de seu próprio editor. Não tente melhorar nada; apenas observe com integridade.
Em que situação você costuma se abandonar para parecer forte, funcional ou aceitável?
Onde, hoje, você pode estar mais inteiro — mesmo que não esteja confortável?
Diane Leite
Dia 2 — O que você não observa, governa você.
A maioria das pessoas acredita que perde o controle por falta de disciplina ou fraqueza de caráter.
Não é isso.
Você perde o controle porque vive no automático.
Tudo o que habita o seu ponto cego passa a comandar o seu destino.
Pensamentos repetidos cristalizam-se como verdades.
Reações automáticas moldam a sua identidade.
Ciclos não questionados tornam-se a sua biografia.
O problema nunca foi a existência do padrão, mas o fato de ele operar no escuro. No instante em que você não percebe o milésimo de segundo em que reage, escolhe ou se cala, você deixou de decidir. Você passou a apenas repetir.
Padrões não precisam de força para sobreviver; eles precisam apenas da sua ausência. Eles se alimentam do seu silêncio interno.
Observar não é julgar. Observar é iluminar.
No momento em que você enxerga um comportamento no ato, ele perde a soberania. Aquilo que é visto já não consegue mais agir sozinho, porque a luz da consciência cria um espaço — um intervalo — entre o impulso e a ação.
A presença começa com um deslocamento: você deixa de ser o personagem que sofre a ação e passa a ser a consciência que a testemunha.
Em vez de se perguntar "por que eu sou assim?" com culpa, pergunte-se "o que está acontecendo agora?" com curiosidade.
Nada muda antes de ser visto. Mas quase tudo começa a se dissolver quando deixa de ser inconsciente. A liberdade real não nasce do controle rígido, mas da visão clara.
O Convite
Hoje, pratique a neutralidade do observador.
Não tente corrigir o seu comportamento, nem explicar suas falhas. Apenas flagre-se em ação.
Qual reação sua se repete de forma quase mecânica, como um script decorado?
Em que momento do dia você sente que "saiu de si" e entregou o volante ao automático?
A observação é o seu primeiro gesto de retorno.
Diane Leite
Saio sem mapa...
Sem promessa no bolso...
A noite aberta...
Um talvez no olhar...
Não espero milagres...
Só deixo o vento decidir onde vai dar...
Levo expectativas leves, quase nada...
Pra não pesar o passo...
Nem o coração...
Se vier riso, ótimo.
Se vier estrada, que seja canção...
Talvez um encontro...
Talvez o vento...
Um bar qualquer...
Conversa sem fim...
Ou talvez apenas um simples momento...
Vou assim: “vamos ver o que acontece”,
Sem cobrar do mundo...
Sem pedir um sinal...
Porque às vezes é quando a gente não espera...
Que a vida resolve surpreender no final.
Sandro Paschoal Nogueira
“Eu não bebo para esquecer quem sou, mas para lembrar que ainda preciso encontrar um jeito de viver sem fugir da minha dor.”
“Eu não busco na bebida a solução, mas sei que preciso encontrar coragem para enfrentar minha verdade.”
Escrevo porque não sou
muito propensa a falar
e porque escrever
é a forma que encontrei
de me manter sã
em um mundo doente.
Escrevo porque a fala me fere,
me atravessa,
me expõe demais
num mundo quase surdo.
Escrevo para não adoecer
junto de um mundo enfermo
que normaliza a loucura
e estranha quem ainda sente.
Escrevo porque o silêncio
me entende e traduz
melhor que a voz.
Escrevo para permanecer inteira
enquanto o mundo
adoece de si mesmo.
✍©️@MiriamDaCosta
A honra acompanha quem não esquece suas origens e escolhe a humildade mesmo quando poderia escolher o orgulho.
Ele não bebe pra esquecer,
bebe pra lembrar do desejo,
cada gole é um lampejo
do que insiste em acontecer.
O olhar promete e não fere,
Deixa rastro no chão.
A noite sussurra pecados antigos
e ele brinda aos inimigos
Não pede amor, nem perdão,
oferece presença inteira
Boêmio não por costume...
Há corpos que são origem
do incêndio que ninguém assume.
E no fundo do copo escuro
não mora o fim, nem a fuga —
mora um homem que seduz
sem pressa, sem culpa
Na luz fria da calçada,
um olhar firme, sem pressa,
o tempo passa — não pesa...
Há silêncio que revela
mais verdade do que a brisa.
Entre flores da camisa
e o brilho discreto do anel,
O copo erguido não é fuga,
é brinde à própria história...
No rosto, a noite repousa,
não como sombra ou cansaço,
mas como quem fez do passo
um verso que não se ousa.
Quem olha vê só a imagem,
quem sente entende o sinal:
há homens que viram poema
sem pedir permissão ao final.
Sandro Paschoal Nogueira
Cobramos reciprocidade naquilo que fazemos por interesse;
Naquilo que fazemos por amor, não cobramos nada em troca.
Todo mundo tem alguma necessidade na qual é obrigado a suprir; se é obrigado, não é livre; logo, ninguém conhece o verdadeiro conceito de "liberdade".
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