Falar
Sertão versos
Tenho prazer de falar.
Da minha terra fiel.
Arte, Cultura, Cordel.
O verde, a flor de açucena.
Nos braços dessa morena.
Me briagar de paixão.
Nas festas de são João.
Festejar com alegria.
Sou forró e poesia.
Sou caboclo do sertão...
Autor: Rogério Dantas
Caicó- RN- 16/07/ 2013
Me compra, me leva pra casa com tudo o que tem direito. Com medo, com mania, com falar demais e sentir de menos.
Não precisa fazer textos enormes ou muito bem elaborados.
Não precisa “falar difícil” ou seguir rigidamente o português..
Não precisa comparar alguém com as rosas, ou rimar em todos os finais de frase..
Não precisa dar rosas, ou chocolates, ou ursinhos de pelúcia..
Nem fazer músicas românticas.
Tudo isso sem o amor verdadeiro de nada vale. Fazer estas coisas sim.. Agradam! Mas não há agrado melhor ao coração do que amar sinceramente alguém. Amar com tudo o que pode, abrir mão de suas coisas por alguém. Renunciar certas vontades, deixar certas manias. Não se abandonar, mas apenas melhorar para a felicidade do seu amor e assim conseqüentemente a sua própria felicidade.
Amar vai além de versos, além de palavras ou presentes.
Amor é demonstrado com atitudes, com olhares e com palavras também, desde que venha do seu próprio coração.
Falar de amor é complicado. Ele sempre vai ser infinitamente mais do que podemos dizer, porém podemos sim falar coisas bonitas ao nosso amor... E não que isso consiga traduzir, mas isso ajuda...
Se um dia eu deixar de dizer que te amo, não se preocupe, eu apenas não saberei mais como expor em palavras o quanto é grande o que eu sinto. Só peço que quando houver duvidas olhe dentro de meus olhos e veja meu amor, que eu te amo!
E isso é pra sempre...
Poderá haver alguma coisa mais sublime do que teres alguém com quem possa falar de tuas coisas como se falasses contigo mesmo?"
"Existe uma forma poética para falar a respeito de desejos sexuais? Assim talvez eu pareça menos pervertida."
Monólogo Moderno
Tenho prioridades,a primeira é meu próprio
E Quando se trata de falar sobre o mundo facilmente,tenho desequilíbrio,me destroço
Olhe bem,eu não falo absurdos,vivemos em uma época de pessoas mortas,momentos virtuais e o amor é só moeda de troca.
Por vezes;quando eu digo que te amo,eu amo o personagem que criei de você,já que é difícil enxergar,vê as pessoas diverdade ou quem venham a ser
E o maior absurdo é a tal liberdade
Que talves seja está preso,a tudo
Liberdade,na realidade é ser estrondo em um mundo de surdos.
Você esperou que ele reparasse no seu sorriso, ou na sua maneira meiga de falar.
Você esperou que no primeiro toque suas mãos entrelaçassem.
Você esperou que no primeiro beijo, seus corações se escutassem.
Você esperou sinceridade e importância.
Você esperava preencher um vazio.
Mal sabia você que ele só queria se esvaziar.
Eu queria tanto te ouvir falar
O que eu dizia tanto pra você se recordar
Sentimento que nem mesmo eu consigo suportar
Eu te quero tanto
Mas não posso esperar.
Você não sabe o quanto
Eu esperei você ligar.
Mas eu sempre espero mais
Mais um pouco de você
Na esperança de que um dia
Eu volte a viver
Eu volte a esquecer
Que eu saiba lidar
Que eu possa me entender.
Mas eu não posso mais
Eu não posso mais te ter
Só queria que fosse mais fácil
Quando o assunto é esquecer.
Tente me entender
Foi tudo o que eu ouvi
Caiu o mundo sobre mim
Ao ouvir você dizer
E eu tento entender
Eu tento me conter
Essa abstinência vai passar
Não pensarei mais em te ver.
"Há um grande mérito, acreditai, em saber calar para que outro mais tolo possa falar: isso é também uma forma de caridade. Saber fazer-se de surdo, quando uma palavra irônica escapa de uma boca habituada a escarnecer; não ver o sorriso desdenhoso com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se julgam superiores a vós, quando na vida espiritual, a única verdadeira, está às vezes muito abaixo: eis um merecimento que não é de humildade, mas de caridade, pois não se incomodar com as faltas alheias é caridade moral".
Há pessoas que me criticam por falar com animais, bebês e pelúcias. Dizem que sou louco. Então, quando viro as costas lá estão elas, olhando para cima e falando com Deus.
Não posso falar que preciso dele. O fato é que não posso precisar dele. Na realidade, não podemos precisar de um do outro, porque quem sabe quanto tempo vamos durar nessa guerra?
(Insurgente)
JUSTIÇA
Falar de justiça num país como o Brasil é fácil, já que todos os dias abrimos os jornais, revistas e as janelas da TV, e lá estão, cenas e imagens dignas de julgamento e muitas vezes de condenação. Falar é fácil, no entanto, presenciar um ato como esse é que se torna cada dia mais raro, é como caçar borboletas nas zonas urbanizadas pelos edifícios e suas sombras.
Sombras essas, que encobrem a vergonha e a dignidade de um povo subjugado pelo governo ambicioso e indiferente às questões sociais. Não quero com isso lançar toda a culpa de um mundo caótico nas costas dos governantes e líderes (que não deixam de ter suas parcelas de culpa), e sim, levar você a refletir, de alguma forma, e sem intenção de condená-lo, se algum dia deixou de ser justo com alguém que não merecia castigo, ou tornou-se conivente a um erro que trouxe dano a alguém só pra não discordar de um amigo.
Quem nunca presenciou um ato de vandalismo, ou uma negligência no trânsito, uma omissão de socorro, ou qualquer outro caso que nos deixa irados como um vulcão em erupção? Quem nunca se sentiu assim, quando se deparou com noticiários do tipo: “Jovens de classe média alta ateiam fogo num mendigo”, ou ainda, “Playboys espancam jovem até morrer após noitada em boate”, ou, “Babá agride criança de 9 meses”, e a mais recente de todas, “Pai e madrasta são acusados pela morte da menina Isabella”?
Todos essas tragédias sociais são ocorridas dias após dias, meses após meses, anos após anos. Mudam-se personagens, antagônicos ou não, mudam-se enredos, mudam-se endereços, classes sociais e parentescos, só não muda o juízo. Final este, que já passa da hora da mudança. O povo clama por justiça social, igualdade e fraternidade. Queremos ver os culpados recompensados por seus atos. Queremos um mundo mais harmonioso e pacífico.
Mas se queremos paz, a começar por nós. E se amor, amaremos nós. E se perdão, perdoaremos nós. E se justiça, cabe a nós a moderação e a honestidade a fim de obtermos o direito à liberdade tão idealizada. A começar por nós, nos pequenos acontecimentos do dia, a renovação da mente e a oportunidade de fazer alguém feliz. Deixe os influentes engravatados em seus arranha-céus aprisionados, enquanto nós, saímos à busca da borboleta azul, quem sabe entre um prédio e outro não a encontramos.
Me sinto vazia, sozinha, angustiada, e eu acho que gosto disso... pra falar a verdade eu não sei de nada.
