Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Amor que um dia foi meu
E que amei sem contratempo
O vento chegou a tempo
E me livrou dos temporais.
Rouba-me !
Surge assim do nada e rouba-me...
Rouba-me meu amor e ainda diz estar tudo bem ?
Ainda diz-se ser somente um empréstimo?
Tira de mim o meu pão...
E diz-se estar faminta?
Tira de mim minha água...
E diz-se estar sedenta?
Vem e rouba-me!
Rouba-me meu amor...
Ainda diz-se ser só por instantes?
Tira de mim meu cobertor, meu aconchego...
E diz-se estar com frio?
Um disparate, isto é abuso.
Quer simplesmente um uso.
Vai pegando, se apossando...
Sem questionar se há carimbo.
Rouba-me... Leva-me meu tesouro !
Atrevida, cangaceira...!
Vem de longe, sem eira nem beira...
Vai chutando, empurrando.
E rouba-me .
Eu não dei, não emprestei e nem vendi.
Chega-se uma pentelha...
E se apossa daquilo que construí.
Fui lá e tomei de volta.
É meu por direito !
Não empresto, não vendo e nem dou.
Aceno minhas mãos ao vento
Ele leva de volta este estrago passageiro
E lança-a onde tal merecer
Vai-te... Até nunca mais !
Cure os seus devaneios junto ao vento
E o vento rouba-te!
Selda Kalil
O nosso amor
Esperei o renascer do nosso grande amor
Vi você correndo ao meu encontro
Parecia que em teus olhos
Habitava o meu horizonte...
Porque eu te quis
Como a terra quis o sol
O nosso encontro foi o único
Foi o mais bonito
De todos os encontros
Houve encanto!
Mas você me olhou, sorriu, me abraçou...
Falou com a voz do vento
Cantou minha suave melodia
Decantou o mundo em versos frios e calmos
Abraçou-me ainda mais forte e silenciou...
E foi nesse instante que o nosso amor
Pediu para não morrer!
Rezei minha Ave Maria !
Cantei com orgulho, meu hino Nacional !
As sobras do amor dançaram sobre mim
Num longo e consciente caminho irracional
Vem vem !?
Queria você ao meu lado , amiga,
Não, simplesmente numa avenida,
É paixão, amor, amizade infinita.
Aconteceu por acaso,
Foi simplesmente num olhar secreto,
Fator agora acordei, certo.
Tudo bem sem problema,
Pra ti sempre fui um dilema,
Talvez até sentença,
Fato é que, não vejo mais sua presença.
Contudo, sou forte, valente,
Sigo a vida em frente,
Sempre sorridente,
Mas por dentro sentindo, indiferente.
TERNO AMOR
Na maturidade do teu amor
Na leveza do teu tocar
Me vestes de ternura
Adotando meu coração
Em sua particularidade
E sem subterfúgios
Me tens.
RESPIRANDO O AMOR
Sem o apogeu de sua morada
meu corpo não repousa.
Porque tu és a razão
A sensibilidade
Em plena ternura
Leve...lírico ...doce
Meu inevitável devaneio
Amor intenso visível
Aroma que vem com a brisa
Contigo repouso
Adormeço tranquila
Respiro o meu amor
O teu amor
És o amor que pulsa
Que vibra
Apaixonadamente em
Minha vida
És a tradução do que é o amor...
Meu amor tem fome.
Percorrerei cada centímetro do teu corpo.
Apreciarei cada perfume distribuído pela tua nuca.
Beijarei insanamente tua boca.
Explorarei cada parte tua e ainda sim não me saciarei.
Precisarei ouvir tua música favorita, dança-la contigo na chuva, ler os teus livros de pesquisa, dormir sobre teu peito depois de assistir o filme que você mais gosta.
Usar tua camisa nova, aprender a cozinhar contigo numa tarde de domingo.
Cantar no karaokê.
Fazer guerra de travesseiro.
Fazer sei-lá-o-quê.
Não sei se é pedir muito.
Meu amor tem fome disso.
Tu sabes do meu amor.
Não há como negares
Essa cor, essa pele, esse sorriso
Esse jeito de falar e essa voz
Esse tom, esse eco de infinito.
O andar, o modo com que me fitas
Eu não me enganaria tanto.
Não, a carência não traduziria fielmente
A leitura que faço da tua pose.
Teus ares com as brisas que me inundam.
Teu cheiro com a intensidade que me causa embriaguez
De alma.
A leveza com que giras à minha volta
Roçando os teus cabelos no meu rosto
Quando finges examinar a outra.
Não precisarias chegar tão perto
Demasiadamente indiscreto
Teu olhar que sonda meu arfar irrequieto
De aflição por te amar tanto.
Tudo em ti grita e ressoa na minha mente.
Que és meu
Inteiramente.
Que sabes o amor que há em mim.
Completamente.
Poesia do amor
A poesia que dedico ao meu amor
O impacto dessa dor
Me deixa longe do teu calor
Memórias de um amor protegido pelo redentor
Na contramão dos pensamentos
Emoções de diversos sentimentos
No mistério do Adeus
Vejo que me queres nos olhos teus
Um poeta tem sua inspiração
Na mulher que é dona do seu coração
A alegria de ti ver
E algo impossível de descrever
No céu magistrado
Luzes do passado
No infinito mar de calamidades
Busco a liberdade , e o caminho pra minha felicidade
Que meu sonho não seja quebrado
Que estejas ao meu lado
Um poeta pode se expressar calado
E em versos mostrar um futuro selado
AMOR LINDO
Seu amor é o meu raio de sol
Que ilumina as minhas manhãs
Seu sorriso é como um
Lindo arco-íris que encanta
Embeleza e acaricia
A minha retina
Minha morada
Meu destino
Tu és minha promessa
O meu amor por ti
É do tamanho do universo
És minha nuvem permanente
Meu véu de amor
Cobrindo-me de ti
Lindo...
Infindo
Os meus versos arranham
O céu do meu querer
O mel que escorre
Das minhas palavras
Falam de amor
De sonhos
Salpicado de sedução
Que aos poucos
Ganham vida
Em minha alma
Enfeitiçada
Que deseja
Que guarda um amor
Um bem querer
O amor que guardo
Para lhe dá
A delicadeza do meu amor por ti é como as pétalas de rosa sob as águas.
Cuidar pra não deixar afundar...
Amor
Guardei um luar no meu quintal pra ti
Armazenei na gaveta melodias de amor
Plantei carinho às pencas e depois senti
Necessidade de imprimir maior ardor
Nos versos que eu tecia à luz do luar
Pra recitá-los baixinho e te ver sorrir
Esperei uma vida só pra te encontrar
Numa vida inteira só pra te servir.
Coloquei um trovão dentro do peito
Só pra ribombar, trovejar minha cobiça
Toda vez que me olhar meio sem jeito
Com esse olhar de menino mais bonito
E em os todos os castelos que eu criei
Existe apenas um soberano, único rei.
E em total plenitude me ganhas
Sem barganhas.
