Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu gosto de te ver andando em Jerusalém,
Meu bem como eu queria estar com você também.
Queria te encontrar e te dar uma flor,
poder te abraçar, te falar do meu amor.
Pois quando não te vejo eu sinto muita febre, porque é só você que me deixa tão alegre.
Eu olho para o céu e peço ao Deus de Israel que te abençoe e te proteja onde que você estejas.
Que os Anjos digam amén para a minha Oração, e eu te levo aqui comigo dentro do meu coração...
"Eu gosto de te ver andando em Jerusalém.
Meu bem, como eu queria estar com você também.
Queria te encontrar e te dar uma flor,
poder te abraçar, te falar do meu amor.
Pois quando não te vejo eu sinto muita febre, porque é só você que me deixa tão alegre..."
[Verso]
Se eu falasse baixinho no seu ouvido
Você ouviria o meu coração partido
Sem medo sem dúvida sem hesitar
Aceitaria então me amar
[Verso 2]
Ao ver o meu pranto sincero escorrendo
Você choraria comigo sofrendo
Seguraria a minha mão sem soltar
Aceitaria me acompanhar
[Refrão]
Quero ser seu só se permitir
Aceitaria amar sem pressa de ir
Rir e chorar juntos na longa estrada
Me salvar quando a noite é calada
[Verso 3]
Essas perguntas ecoam no vento
Busco respostas em cada momento
Se eu te pedisse sem olhar para trás
Aceitaria pra sempre em paz
[Verso 4]
No caminho escuro sem direção
Você acenderia a luz no coração
Seguiria comigo sem esperar
Aceitaria o risco de amar
[Ponte]
Nos dias cinzas e nas noites claras
Aceitaria dançar sem parar
Faria da vida uma bela canção
Aceitaria render-se à paixão
Diz pra mim que é de verdade,
que o que eu sinto não é só meu.
Jura que também te queimou por dentro,
quando nossos olhos se encontraram.
Eu prometo te dar o melhor de mim,
se me disser que também perdeu o ar.
Cada segundo ao teu lado é tão pouco,
pra esse amor que não sabe esperar.
É tão claro, tão gritante,
a sorte apontou pra você…
e você, distraído, nem vê.
Por ser exato, o amor transborda.
Por ser encantado, ele se entrega.
E por ser amor, ele invade e fica —
até o último suspiro.
Então me diz…
onde você está agora,
além de dentro de mim?
Universo mental
EU estou sendo moldado para o quê é meu.
EU estou sintonizando a minha frequência.
EU estou colapsando as minhas linhas temporais: elevando as minhas frequências para o que quero ser
️
Ainda que tudo ao meu redor desabe, eu permaneço firme, porque não caminho sozinho. O Deus eterno é meu sustento e meu refúgio.
Ainda que o caos se espalhe e milhares caiam ao meu redor, eu permaneço de pé, guardado pelas mãos invisíveis do Todo-Poderoso.
Quando o mundo julga, eu confio em Deus,
minha mente não se curva à maldade.
Meu espírito é livre, minha alma é segura,
pois quem me sustenta é o Criador.
Mesmo na escuridão, vejo a luz de Cristo,
e cada passo se torna testemunho vivo.
Meu Cavalo Barbicacho
Eu sei que muitos não entendem
Mas aqui hei de contá-lo
O que faz o gaúcho
Gostar tanto do cavalo
Essas cosa vem de guri
Criado nas camperiada
Arrastando alpargata
Bombachita arremangada
Vem também do ensinamento
Da Mãe e do velho pai
Das cosa da fronteira
Da Argentina, Uruguai
Mas pra mais claro entender
Me busco longe a memória
Pra contar de um cavalo
Que fez parte da minha história
Eu ainda muito cedo
Meu pai ainda em vida
Tinha ofício de peão
Eu acompanhava na lida
Nasceu um dia na estância
Que criamo feito guacho
A mãe parindo morreu
Pus o nome de barbicacho
Onde eu ia me seguia
No rancho, mangueira galpão
E com ele eu me entendia
Ele entendia meu coração
Ja um pouco crecido
Me deixava eu montar
Ia com ele pra escola
Me esperava até eu soltar
E quando voltava pras casa
Nós vinnha cantando facero
Dos amigo que eu tinha
Ele era o primeiro
O tempo foi passando
E nos crescendo na idade
E quanto mais passava o tempo
Mais crecia a amizade
Acabei domando de baixo
Mas tinha que enfrena
Pedi pro peão da estância
Cuida ele pra não judia
Nem bocal precisou
Aceitou o freio solito
Eu fui lidando com ele
Dando função despacito
Meu pai ficou muito enfermo
Se fumo la pra cidade
E meu cavalo ficou
Com ele minha saudade
Depois na faculdade
Fizeram eu estudar
E lembrava do meu cavalo
Que jurava um dia buscar
Voltei ainda umas vezes
Meu amigo visitar
Tinham largado pra várzea
Só de longe pude olhar
Naquele ano meu pai
Que já vinha adoentado
Nao aguentou o tirão
E sei foi pro outro lado
E junto com meus estudo
Eu tive que trabalhar
Pra ajudar nas despesas
E minha mãe sustentar
E o grande dia chegou
Pra vida não ser mais dura
Um doutor veterinário
Era minha formatura
Agora ja formado
Com a profissão eu consigo
Podia cumprir a promessa
De buscar meu velho a amigo
Já tinha tudo ajustado
Até cocheira construi
Só faltava ir buscar
Meu amigo de guri
Levantei naquele dia
Radiante em felicidade
E disse pra minha mãe
Vamos buscar ele pra cidade.
Chegamo na velha estância
Onde meu pai fora peão
E vi minha mãe chorando
De tanta recordação
Pedi licença na entrada
Pra falar com o capataz
De pronto nos recebeu
Podem entrar no más
Depois de um dedo de proza
Falei da minha razão
De voltar na velha estância
Entrar naquele galpão
Eu vim buscar meu cavalo
Meu amigo nunca esqueçi
E hoje ele vai comigo
Conforme eu prometi
O capataz me olhou
Mirando meio de baixo
Eu de pronto! peça um peão...
Pra trazer o barbicacho
E num instante silente
Me pedindo pra eu sentar
Me perdoe, a fraqueza
Mas não podes mais levar
E sem meio entender
Retruquei inconformado
O cavalo é da minha posse
A mim me foi regalado
Com meu pai ainda em vida
Aqui criei ele guacho
Todos sabem da história
Minha e do barbicacho
E já com os olhos aguado
No meu ombro a mão estendeu
Lamento mas a verdade
O teu cavalo morreu
Mas como, de que maneira?
A mim ninguem avisou
Sabiam que eu voltaria
E nem tanto tempo passou
E o capataz rude homem
Me deu a grande lição
O tempo pra alguns e largo
Pra outros se conta na mão
A saudade, adoece
Quando se tem a distância
O tempo lá da cidade
Não é o mesmo da estância
As vezes do fundo do campo
Ele vinha e relinchava
Depois voltava a passo
E mais um tempo esperava
Até que um dia um peão
Notou que não vinha mais
E foi recorrer o campo
Aos cinco meses atrás
Encontrou ele já triste
Jogado junto ao alambrado
Morreu no outro dia
Na várzea foi enterrado
Num pé de curunilha
Deixamos a marcação
Podes ir até lá
Fazer uma oração
Quem sabe ele aguarda
De ti uma despedida
E te espere mais um pouco
No outro lado da vida
Meu coração se partiu
Sem querer acreditar
Deixei meu maior amigo
Morrer de me esperar
Naquela várzea sem fim
Me ajoelhei no campo largo
Pedi perdão ao amigo
Que até hoje saudade trago
E assim fica explicado
Nessa payada pra contá-lo
Quem é gaúcho entende
A amizade um cavalo.
Renato Jaguarão.
Eu sou grato a ti meu Deus tanto pelas "potencialidades intrínsecas" quanto como pelas "graças imerecidas".
Eu fuide moto, meu cavalo de ferro,
e no meio da estrada, vi o impossível nascer.
Um olhar tímido, um gesto pequeno,
um toque que fez o mundo desaparecer.
A Sombra me acompanhava em silêncio,
meu coração batia como nunca antes,
foi a primeira vez de tantas coisas,
foi a única vez em que acreditei de verdade.
Ela me envolveu em promessas suaves,
em carícias que pareciam eternas,
me pediu que não desistisse,
e eu, cega, me entreguei inteira.
No ponto médio de uma fazenda distante,
a Sombra se fez real diante de mim,
e naquele instante pensei:
"talvez seja aqui que eu finalmente existo".
Mas a Sombra nunca pertenceu à luz.
Ela sempre esteve fadada a desaparecer
quando o sol da verdade surgisse
e revelasse o vazio que escondia.
Hoje caminho entre ruínas,
abraçada ao silêncio que grita.
A Sombra que amei se desfez,
restou apenas a ausência fria.
Me apaixonei por uma Sombra.
E como toda Sombra,
ela partiu antes que eu pudesse segurá-la,
deixando em mim apenas a noite eterna.
Na escuridão que ele deixou,
eu também deixei de existir.
A liberdade sempre foi meu ponto de partida
E por isso eu mudei várias vezes
Não aceitava ficar onde minhas assas eram podadas
Em função disso deixei para trás pessoas, amores, lugares, trabalhos
Talvez não seja motivo de orgulho mas de amor próprio
Para alguns fuga, para outros coragem
Minha própria companhia me bastava e continua me bastando
Não tente me entender, estou em constante transformação
Parafraseando Clarice Lispector: Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome.
Amo esse sorriso, amo esse cabelo, se eu fosse descrever, um reflexo perfeito, se meu coração fosse um espelho, seria a sua imagem que apareceria, todas as vezes que eu falasse a palavra paixão
Dan Cliver
Videira
A videira em meu quintal secou
Até eu mesma achei q tivesse morrido
Quase a arranquei, quase desisti dela
Mas o inverno passou,
A primavera chegou,
Quando menos imaginei olhei em meu quintal e lá estava ela verde novamente
Os galhos que estavam secos foram ficando verdes novamente
Quando a olhei de perto lá estava ela,
E com mais frutos do que antes...
Ela se ressurgindo melhor e com mais frutos...
E isso quase nem é sobre videiras...
Hoje faz exatamente 5 dias que perdi meu filho... Eu presenciei a morte, pois vi meu filho parar de respirar. Até então me pareço uma pedra, parece que minha vida virou de ponta-cabeça.
Estou muito cansada da vida...
Faço eu mesmo o meu caminho. Não culpo ninguém pela minha falta de sorte. Afinal, a morte não é o fim de tudo.
Meu erro
Eu tirei a armadura para te abraçar e sentir com a minha alma o seu calor inundando meu corpo... E você, me destruiu no meu engano, me derrotou no meu território: dentro do meu peito.
