Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Na natureza existem quatro elementos que podem representar o amor.
TERRA: Berço das nossas emoções e sentimentos;
FOGO: Áquele nos faz amar ou odiar, sem meio termo.
ÁGUA: Que nos ajudam e nos faz viver, sentir e refresca a alma, lava o espírito.
AR : Onde podemos voar em nossos pensamentos e nas emoções.
Mas não esquecer a dose certa, pois o menor desequilibrio de um desses elementos podem ter causa irreversível.
Pense nisso.
Triste mesmo é quando não amamos a nós mesmos.
É, pois as vezes chamamos de amor aquilo que acreditamos sentir pelos outros. Não por nós mesmos.
Aquilo que muitas vezes, ou quase sempre, egoísta, impomos ao outro. Como parte daquilo que chamamos também de entrega.
E cobramos.
Chamamos de amor aquela parte que achamos que estamos doando, mas apenas emprestamos a prazo. As vezes, com juros.
Triste mesmo, é vomitar doçuras, escrever purezas e na vida, na rua, no olho, emitir desprezo, amargura, egoísmo.
Triste mesmo é achar que amor é ensinar. Quando quase sempre, é aprender.
Triste é quando buscamos amor naquilo que não é nosso, e nunca será. Quando tudo que nos pertence, escolhemos ignorar.
Triste é não ver o amor transbordando ao nosso redor. Para valorizar aquele amor minguado, quase implorado daqueles ou daquilo que não ha nunca de nos afagar.
Triste. E o amor, não deveria ser triste.
Tudo o que a gente quer é uma dose de amor correspondido, uma de afeto e outra de compreensão. Difícil é achar uma pessoa para nos servir essas doses.
Porque é isso: o amor, primeiro, é toque na pele arrepiada de encanto que reveste a alma. Depois, sopra o seu arrepio pra pele encantada que reveste o corpo. Então, acontece o milagre do corpo e da alma se encontrarem, se abraçarem, e se misturarem num encanto só.
Dizemos amar, mas estamos só dizendo. Amor tem outro cheiro. Outra natureza. Outra frequência. Outro chamado. É para ser luz pra dois, com todas as sombras de cada um.
Amor demais vai te matar
Fará da sua vida uma mentira
Sim, amor demais vai te matar
E você não entenderá o porquê
Você daria a sua vida, você venderia a sua alma
Mas aqui está novamente
Amor demais vai te matar
No final
Contemplar a morte sempre me leva de volta ao amor.
Muitas vezes o amor chega perto da dor e diz : Amiga você já fez a sua parte se afaste, pois cheguei para fazer a minha !. Assim é a vida.A dor chega para nós refletirmos o que não vai bem na nossa vida, não adianta querer fugir, e o amor chega para nos ensinar a compreender a seguir o caminho certo.
O amor
Quando pouco, falta.
Quando muito, sobra.
Quando solitário, machuca.
Quando a dois, completa.
Quando é de sangue, resiste.
Quando precisa, transforma.
Quando é pra ser, acontece.
Quando você menos espera, te acha.
DO AMOR
Não falo do amor romântico,
aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão,
paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
e pensam que o amor é alguma coisa que pode ser definida,
explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto,
formatado, inteiro, antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim,
que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído,
inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta?
O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
o amor será sempre o desconhecido,
a força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido,
quer ser violado,
quer ser transformado a cada instante.
A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
e nós preferimos o leito de um rio,
com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor não podemos castrá-lo.
O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha e
nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa,
como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
o amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos o alimento preferido do amor,
se estivermos também a devorá-lo.
O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a Vida é feita.
Ou melhor, só se Vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.
Quando há reconciliação, tudo se renova. Renova-se a fé, a alma, o amor, a amizade, a paixão, a paz interior e até o espírito se rejuvenesce. Acabam-se as torturas, as incertezas, e aliviam-se os pesadelos, alimenta os corações com novas esperanças e alegrias para um recomeçar.
