Eu Vou mais eu Volto meu Amor
“Aonde quer que esteja lá também eu estarei, porque tão grande quanto a distancia que nos separa é o amor que nos uni.”
Eu pensei que por algum motivo, eu pudesse ser diferente na vida deles. E me trataram como qualquer um.
quando eu olho pra tua vida, os teus caminhos, os testemunhos, as palavras, as lágrimas, a traição, a humilhação, a dor, a cruz, a morte.. tudo isso; e eu pergunto: porque? por mim? por eles? por todos? como? como pode alguéem ter tudo, e ainda assim, escolher dar, se dar.. por quem não quer receber? e quando eu olho pra mim, assim tão errada. e quantas vezes eu não te quis, quantas vezes eu te troquei por coisas tão poucas; por momentos sem valor, quantas vezes eu dei as costas pra ti, pra fazer minha vontade. E todas essas vzes eu quebrei a cara e quis voltar. E você? me aceitou, de braços abertos, me desculpou, me amou, me limpou e esqueceu tudo que eu fiz. me deu chances e mais chances. e eu me pergunto: porque o Senhor me quer tanto assim? por mim? por quem eu sou? eu num sou NADA, num sou NINGUEM, num posso nada, num tenho nada. E tu és perfeito, tem tudo e pode tudo. e eu não entendo, porque o Senhor não desiste de mim, o Senhor não abri mão de mim, não dxa eu me perder. e só há uma resposta pra isso: AMOR. não vou fazer mais juras e juras, qe eu acabo quebrando mais na frente. agora eu só quero viver pra ti, te querer como tu me quer. te amar como tu me ama. viver cada segundo pra tua vontade. realizar teus sonhos, e isso pra mim não é sacrificio, é honra. tu quer ser meu Deus? pois eis-me aqui, quero ser tua. tu quer me amar? pois eis-me aqui, quero viver teu amor. quer me usar? pois eis-me aqui, sou teu instrumento. Vem.. eu clamo, veeeeeeem.. é tudo teu agora, minha vida é tua; recebe em teu altar, num é nada.. mas tu quer tanto né? \o/ te amo Papai.
Acho que fiquei tempo demais lendo o “Caras como eu”, acabou me dando inspiração demais, ou talvez seja só a minha T.P.M. ultra carente que queira se manifestar.
Mas inspirada no título... Meninas como eu, são assim, complicadas de se decifrar, mas não somos impossíveis, talvez quando a gente chore, ou quando xingamos até a 18ª geração dos nossos namorados, na verdade nós estamos simplesmente querendo um carinho.
Meninas como eu, dormem com dois travesseiros (ou mais), um pra apoiar a cabeça (em alguns casos, esse é o mais alto, pra dar a sensação de “peito de namorado”), e um do lado, pra que quando acordarmos, a cama não seja tão vazia quando ele não estiver por perto. Meninas como eu, gostam de quando eles ficam bravos e nos censuram de todas as formas, mas não conseguimos dormir se essa raiva durar até a hora do “boa noite”.
Meninas como eu, sussurram o nome dele bem baixinho ao acordar, enquanto abraça bem forte a primeira coisa macia e aconchegante que surge pela frente (aí a funcionalidade do segundo travesseiro ou daquele ursinho de pelúcia).
Sonhamos com o gosto do beijo dele, com o toque suave de suas mãos, com aquele cafuné que faz qualquer mulher dormir feito um anjo em questão de minutos. Pedimos em segredo para que o som da nossa voz seja eternamente uma melodia soando suavemente nos ouvidos deles, pedimos que o brilho dos nossos olhos seja sempre o motivo que os faz sorrir, que o silêncio seja sempre sinônimo de paz e de aconchego, que a ternura e a harmonia nunca nos abandonem.
Meninas como eu, têm a sorte de encontrar tudo aquilo que sempre sonhou, onde menos esperava e quando menos esperava, porque o choque é arrebatador, é absurdamente envolvente e arranca qualquer possibilidade de voltar atrás.
Meninas como eu, têm o seu coração tomado por um ser especial que chega como quem não quer nada, e vem roubando a atenção, vai dominando os pensamentos e todos os desejos. Meninas como eu, dizem para si mesmas “eu odeio ele”, mas quando ele liga, o coração tenta sair pela boca, a doçura da sua voz envolve a alma e você se dá conta de que ele é tudo o que você quer para todos os dias de sua vida, e é ele quem vai ocupar o espaço ao lado do seu, na sua cama, por todas as manhãs que estarão por vir.
Quando me disseram que eu podia apagar tudo que eu tinha escrito, acho que pensei que eu podia fazer o mesmo com as coisas que eu tinha feito.
Não sei por que, mas quando eu vi todo esse teu gingado
Teu cabelo cacheado, castanho caramelado
Minha reação foi sorrir
Tudo é questão de fase. Tem época que eu necessito de agitação, novas pessoas e lugares diferentes. Já outras o isolamento parece a solução.
Por onde os meus olhos possam ver.
Eu te vejo, da varanda da casa escondida,
por detrás dos tijolos à vista.
Sou...
Eu sou a sombra de alguém que eu nao reconheço
dentro da pessoa que dizem que eu sou.
Sou o silêncio no meio de palavras não compreen-
didas...
Sou a diferença no meio te tantas coisas iguais.
Sou a imagem de alguém dentro de um espelho que
não há reflexo!
Sou a mulher dentro de uma garota.
Sou eu quem não sabe amar?! Ou é em meio de tanta
solidão vivida pelos outros que eu aprendi a esquecer!?
"Papai"
Logo que apareceu aquela figura
vinda do horizonte como um sol a nascer
eu comecei a acreditar no fim ou no começo de tudo.
Um brilho metálico nos olhos.
Uma carícia especial pelas mãos.
Um sorriso de verdade.
Uma pressa calma.
Um colorido imenso.
Uma palavra sólida.
Aos poucos ele se ia, entre raios, ventos e nuvens.
E deixava um rastro.
Um perfume.
Um exemplo.
Um desejo.
Uma vitória.
Uma saudade...
Eu, ao contrário, sempre gostei muito de dizer tudo o que me vem à boca.
Vezenquando eu baixo a guarda, fingindo que não queria viver sempre á sua disposição. Mas olha, vezenquando, eu acordo com vontade de ser sincera, outras vezes, acordo com vontade de ser forte. E aí, quando sou forte, não sou sua. Só sua sua nas noites de frio, quando ouço nossa música, quando vejo suas fotos. Nos dias restantes, não penso nem na possibilidade de pensar em você. Por todo o mal que me fez, por todo o mal que me faz, por todo o prejuízo, por cada uma dessas cicatrizes. Eu convivo com a tristeza de saber que embora o mais impossível, o mais improvável o mais sem sentindo amor, foi o maior amor que eu já senti nessa vida. E senti por você, só por você. Irônico, né ? Eu que vivo dando conselhos dizendo que devemos nos valorizar, vivo chorando baixinho, deixando escorregar uma lágrima aqui e outra ali, me olhando no espelho e tentando ver você. Eu fico repetindo até decorar ( como eu fiz com a tabuada ) que eu vezes você é igual á zero. Não tem como. A gente se divide ou se subtrai, a gente se trai em outras bocas, em outros corpos. A gente nunca é ” nós”. A gente é, não somos. Entende ? Eu queria que as coisas fossem diferentes, mas tem coisa que não é pra ser, então não é. Mas é, é uma pena, pena ter que partir, pena te ver indo embora e não poder dizer “até mais”. É adeus, aquele bem frio, aquele bem mal dado, igual bom dia em uma segunda-feira ás seis da manhã. Mas eu vou continuar igual boba escrevendo seu nome na última folha do caderno, com corações, e uma vontade imensa de te mandar todas as cartas que te escrevi. Mas só vou ficar na vontade, porque não pode amar quem não ama a gente, entendeu coração ?
A cada decolagem e descida, quando o avião se inclina muito para um dos lados, eu rezo por um acidente. (Clube da Luta)
Eu roubo o primeiro beijo,
imploro o segundo,
exijo o terceiro,
recebo o quarto,
aceito o quinto,
e correspondo,
com amor e carinhos os restantes.
Eu não sou devoto de nenhuma grife. Eu não professo a minha fé no altar das aparências. Eu sei que me falta brilho e glamour, mas será que um traje criado por algum guru da alta costura teria o poder de suprir as minhas carências? Já ouvi dizer que alguns pedacinhos de pano recobrindo estrategicamente a pele, têm o poder de elevar a auto-estima de pessoas vazias de si mesmas. Só o jeitinho particular de cada um não basta, é preciso uma fantasia feita sob medida para que as pessoas possam disfarçar suas imperfeições, tapear olhares e se sentirem as mais especiais no meio da multidão.
Sou um estúpido que não sabe diferenciar um item de boutique de um adereço hippie confeccionado na beira da calçada. Quando ouço falar em Victor Hugo, penso logo naquele cara que dizia que “Não há nada como um sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã”. Pois é... Eu também não sei quem foi Louis Vuitton, Dior, Calvin Klein, Hugo Boss; Gucci, Versace, Armani, Chanel e muito menos o que eles pensavam a respeito da vida. Sou apenas um boêmio ignorante e um poeta démodé totalmente ofuscado pelas palavras costuradas pela minha caneta.
Sei que eu deveria aprender um pouco mais sobre as últimas tendências da moda, mas eu sou tão distraído pra essas coisas, e o modismo é uma febre tão passageira que, quando eu penso que um determinado figurino está no auge, na verdade, já virou cafonice há muito tempo. A moda faz de mim um eterno prisioneiro do passado e o meu armário é um museu cujo acervo é incapaz de despertar a inveja dos meus semelhantes.
Sou um tipo assaz desinteressante, a ponto de nem ter que me preocupar em tirar as minhas máscaras toda vez que eu volto pra casa. A minha cara é ter a mesma cara todos os dias. Temo que para ser notado seja necessário que eu me transforme numa vitrine viva, mas a passarela da minha vida é bucólica demais, e apenas se resume na rotineira alternância dos dias se vestindo de noite e das noites se despindo sob a luz do dia. Talvez eu devesse conhecer mais a fundo a alma dessas grifes e marcas por detrás das quais as pessoas se escondem para se sentirem mais seguras de si, mas o que pode valorizar mais a existência de um homem: a marca da sua roupa ou o legado das suas idéias? Não sei... Eu nunca tive etiquetas informando do que é feito o meu coração.
Não existe um logotipo capaz de definir melhor a pessoa que sou do que as minhas próprias atitudes. Eu sou assim, como me vêem. Sou um símbolo de mim mesmo e defendo sem hipocrisia as cores que eu escolhi, e não as que querem me vender. Eu não gosto de expor a minha figura ridícula antes do último gole, mas adoro mostrar ao mundo tudo aquilo que eu gostaria de ter sonhado durante as minhas solitárias noites de insônia. Adoro medir as consequências dos meus atos, planejar os meus passos, me colocar no lugar dos outros e não me acomodar com aquilo que me incomoda. Para mim, calar-me diante de qualquer injustiça é como andar nu – me dá vergonha.
Reconheço que me falta panca na hora de fazer pose para o mundo. Mas o que eu posso fazer se eu nem sei no que os deuses da moda querem que eu me transforme para que eu possa atrair mais atenções? Será que nos livros que eu leio eu vou conseguir encontrar respostas que me façam compreender o que as pessoas pensam a meu respeito? Creio que não. De certo eu serei estigmatizado para sempre como um reles artigo de promoção.
Mas esse é o meu jeito: simples assim, raso jamais. Muitos dirão que eu não tenho estilo e nem charme, mas quero deixar bem claro que tudo que existe de mais fashion em mim, só quem faz parte da minha vida é capaz de enxergar. Este é o meu jeito de me mostrar ao mundo, e nada em mim é feito de retalhos. E se eu tenho alguma beleza que valha a pena ser exaltada, ela estará escondida muito além das roupas que eu visto e poderá ser encontrada aqui: desfilando faceira bem no fundo de mim.
Ontem, tal qual um carcereiro, dei água a todas as plantas aprisionadas nos vasos, não foi eu quem as prendeu, mas fui eu que não tive coragem de libertá-las.
