Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu quero a paz que eu não encontro aqui
Alguma coisa pra me distrair...
Andar sozinho sem me preocupar...
Quando eu falo nesse assunto chamado de política, que não tem nada de política, que é uma imundície, eu me transtorno.
Cansei de ser bonzinho e não ser reconhecido pela bondade. Eu também cansei de distribuir sorrisos e ser retribuído com silêncio. Cansei de me dedicar totalmente às pessoas e ver que elas não se importam com nada que eu faço. Cansei de perder o tempo do meu dia dedicando pensamentos somente para aquelas pessoas que nem sequer se lembram de dedicar o delas a minha. Cansei de ser diferente e ver todas aderindo à conversa dos iguais, mas como meu maior defeito é ser o que sou, não consigo deixar de ser diferente, apesar de não fazer a diferença. Estou enjoado daquela falsidade que assumiu forma de gente e anda por aí abraçando aqueles mais rejeitados. A minha maior vontade é de mandar isso tudo pro ar e recomeçar minha vida do zero, mas a grande verdade que me rodeia e me atormenta é que eu não vivo mais sem isso tudo, sem esse cansaço, sem essa vida, porque uma vez que partimos do ponto de partida só voltamos nele quando a corrida termina e tudo chega ao fim.
Acho que eu sonhei tanto com você essa noite, que quando acordei olhei pro lado, só pra ver se você não tava ali.
Se alguém diz: ‘Wittgenstein, você acredita nisso?’
Eu diria: ‘Não.’ ‘Você contradiz a pessoa?’
Eu diria: ‘Não.’
Eu não quero que as coisas mudem. Eu acho que talvez seja por isso que voltei aqui, para tentar parar essa mudança. Para fazer o relógio andar para trás, para fazer as coisas voltarem a ser como eram. Mas eu sei que isso é ingênuo. Não assim que a vida funciona. Ela está passando, sempre em movimento, quer você goste ou não. E sim, às vezes ela é dolorosa. Às vezes é triste. E às vezes, surpreendentemente, feliz.
(Hopper)
EU serei o que DEUS quer que eu seja;
Eu farei o que DEUS quer que eu faça;
Eu Terei o que DEUS quer que eu tenha.
Seus olhos verdes como esmeraldas
Preenche toda minha alma
Talvez estar contigo
Seja tudo que eu preciso
Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas
E entre quatro paredes densas
DE funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
com o poema do tempo.
Crise existencial?
confusão total...
Procuro saída,
São diversos os caminhos...
Eu fico ali parada...
As estradas bem a minha frente
E eu ali estacionada, perdida, desesperada.
A poeira se levanta,
Quase não consigo ver o que está a minha frente.
Meus olhos estão cegos,
Em minha cabeça pensamentos loucos...
Como decidir que caminho seguir?
Sei o que quero,
Mas estou longe de saber o melhor pra mim...
Quero voar,
Ser livre,
Não quero pousar...
Mas minhas asas foram cortadas...
Como pode um pássaro escolher seu caminho sólido?
Pássaros nasceram para ar...
Como posso em terra ficar?
As portas se abrem,
Mas logo tornam a fechar.
Não abram as portas,
Não quero entrar...
Eles não entendem...
Eu nasci para voar...
Não cortem minhas asas,
O chão não é meu lugar.
Não quero escolher onde ir,
Que caminho seguir,
Nem em que porta
Devo entrar ou de qual devo sair...
Quero voar,
Vem comigo...
Do céu podemos tudo contemplar...
Um pássaro preso,
É um pássaro morto.
Mas quando estou voando
Sinto a vida me tomar...
Não, não abram portas,
Não me mostrem caminhos,
Devolvam minha habilidade de voar...
A grande vantagem de eu falar sozinho é que nunca estou em plena solidão. Pois sou uma das melhores companhia, para mim mesmo com criativas respostas em adiantado estado de reflexão.
Fiz coisas ruins. Não posso desfazê-las, e elas se tornaram parte de quem eu sou. Na maior parte do tempo, parecem ser a única coisa que sou. (Insurgente)
