Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Tenho observado – e posso estar errado – que o amor é um sentimento claro e absoluto apenas para quem não desfruta dele. Nós amamos, desesperadamente, a pessoa que nos deixou. Nosso amor é óbvio, e inabalável, por aquela criatura que nos deixa em permanente incerteza. Amamos ferozmente, claro, quem nunca deu sinal de nos querer. Se isso tudo é verdade, a moral da história é muito clara: nós amamos, realmente, e de forma permanente, o nosso desejo. Quando ele está saciado – pela certeza do amor e da presença do outro – então já não temos tanta convicção. Faz parte da nossa natureza perversa, eu acho.
A verdade é que ainda te amo. É um amor sem malicias e sem segundas intenções. Um amor puro e inocente. Amor de quem te deseja nada mais que a felicidade.
Quando o coração tá cheio de amor, ele semeia por onde passa, multiplicando assim tudo que há de mais puro.
A DOENÇA AMOR
Como um alexitímico maníaco,
Sem saber se o que sinto é só demência,
Que foi causada por crise de ausência,
Ao fitar esse olhar paradisíaco.
Tentei explicação no meu zodíaco,
Também com Freud e na neurociência,
Contudo, não tiveram competência
De explicar o seu cheiro afrodisíaco.
Mesmo com inteligência emocional,
A verificação desse axioma,
Deixou-me nesse meu coma mental.
Mesmo com um amplo espectro de aptidões,
E com conhecimento e meu diploma,
Não consigo entender as emoções.
SINTONIA NO AMOR.
O amor e a sintonia entre casais não são duas metades que se completam. São duas almas inteiras que se somam, para transformar sonhos e desejos em realidade.
Definitivamente o único limite imposto pelo amor é as lágrimas, quando se desprende ao romper as fronteiras dadas pelas pálpebras dos olhos.
Dizem que fracos são aqueles que se humilham por amor, mas talvez sejam corajosos por arriscarem um minuto de humilhação por uma vida inteira de felicidade.
Hoje escrevo para falar de amor e saudade,
do primeiro longo beijo, e primeiro abraço.
Laços que entrelaçam nossas vidas no tempo,
momentos juntos, palavras, sinceras verdades.
Quero te escrever coisas belas ou ridículas,
quem sabe um poema que fale de amor.
Apenas o desejo de ser o poeta na dor,
ou bobagens comuns de quem ama.
Ser ridículo, abobalhado, falar sem pensar,
correr, gritar dizendo "te amo" como um tolo.
Sentindo a alegria de quando se é amado.
Falar sozinho, preparando o exato momento
e quando você chegar, parar em minha frente.
Esquecerei tudo, ficando sem palavras, inerte.
O amor e odio são os dois lados da mesma moeda. Eles andam lado a lado, mas não podem reinar juntos. Quem ama é incapaz de odiar. E quem odeia não tem a capacidade de amar.
