Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Em minhas constantes noites melancólicas, meu coração é como a lua solitária, uma esfera pálida no céu escuro. Navego pelos oceanos azuis de meus sonhos, mas as águas turvas da realidade sempre me puxam de volta. Vejo-me voando por céus diferentes, buscando refúgio nas estrelas distantes, mas a sombra dos gélidos blocos de desânimo ainda me persegue. Na escuridão, encontro conforto nas páginas dos livros clássicos, onde a magia da imaginação dança entre as palavras. Ainda assim, a tristeza persiste, como uma constante melodia tristonha, embora eu continue a sonhar, como um viajante perdido em busca de uma terra prometida que talvez nunca encontre.
Na cela da alma, meu manicômio interior, danço nas linhas tortuosas da noite estrelada de Van Gogh. A janela da percepção, outrora trancada, agora aberta para o cosmos das emoções. Minha caneta, pincel da mente, traça constelações de palavras que desvendam a loucura em sinfonias de tinta e papel. Entre as sombras da depressão, encontro a luz das estrelas, transformando o caos interno em um universo poético. Em cada traço, ressoa a liberdade de expressão, um grito de esperança na escuridão da alma.
Às vezes, sinto-me como um espectador de mim mesmo, flutuando além do meu corpo, assistindo ao espetáculo da existência. É como se eu dançasse ao som de uma melodia sem compositor, uma sinfonia mental onde cada nota é uma emoção que reverbera em minha alma. Meus ossos são feitos de ferro, suportando o peso das decepções e dos desencontros. Neste inverno, percebi que a monocromia dos dias cinzentos e das chuvas incessantes refletia a desolação da minha alma, despedaçada pela vida e pelos encontros com outras almas igualmente fragmentadas.
Em meu íntimo, ressoa a força de um leão indomável, embora este coração valente se desfez em funerais de borboletas. Meus olhos fatigados narram o tempo que resisti, sustentados pela esperança de um novo amanhecer. Vivo sob um céu nublado, onde a claridade é rara e a sobrevivência, um ato de fé. Mesmo sem vontade, continuo a correr; mesmo sem forças, encontro formas de me erguer.
Com fragmentos de mim mesma, existe um caos onde um espelho se torna o meu abismo insondável. A visão de meu reflexo desencadeia uma tempestade interna, com borboletas agitadas percorrendo cada fibra do meu ser, sangrando os vestígios do desgosto alojada em minha alma. Perdida em um limbo interminável, anseio ser apenas ossos, despida de tudo… para aprender a me amar, ou talvez me forjar em ferro, para suportar a pesada carga que carrego.
Em meu ser habitam borboletas; sou um esqueleto onde a carne se agarra teimosamente. O espelho, meu adversário inclemente, reflete os vestígios do que penso ser tristeza, expelidos em náusea. Transformo-me em um abismo de desejos, mergulhando no turbilhão de culpa, onde o que entra, borboletas querem expelir.
Sentada aqui no meu chão,
Apenas observo a paisagem,
Pois, sei que "o coração é terra que ninguém pisa."
🤔
Quando estou lendo,
meus olhos transformam-se
em uma boca degustativa,
meu cérebro vira estômago,
meu coração é os meus rins,
filtrando as ideias como um bom amigo;
para depois favorecer uma boa reflexão.
No meu exterior
apenas a matéria com prazo de validade,
mas, no meu INTERIOR
uma grata poesia, e quem sabe com um visto de ETERNIDADE.
*
Felicidade.../ Sinto cada dia/ Ao escrever uma poesia/ Acredito nas asas da saudade/ Ela voa até meu bem/ Pois em cada paisagem/ Vejo o meu amor.../👉💗🌹
Meu pensamento viajante incansável,
vive ao léu,
tentando alcançar o céu
da boca da noite,
somente
pra decifrar os segredos
da tua mente...
E depois viajar nos teus devaneios!
Meu pensamento tão tranquilo,
navegando num barquinho de papel,
meu coração no maior sigilo,
escondendo uma alegria fiel,
minha consciência em paz.
Meu pensamento tão atrevido
sentiu-se bem vindo,
a voar pelo espaço dos céus,
e vi teus poemas nos varais da passarela,
voando e ansiando pelos ventos do leste,
eles tão lindos e coloridos em meio o azul celeste...
Não resisti, me aproximei e beijei teus versos!
Atualizei o antivírus
Do meu coração.
As ameaças do sistema
Ficaram sem ação,
Totalmente inválidas.
Amor, alegria e paciência,
Será para sempre o meu tema!
Que vontade de sair,
Quero passear,
Meu direito de ir e vir,
Quase bloqueado, e essa vida de gado confinado está proibindo o APRECIAR,
o LASER e o DIVERTIR...
Quando as porteiras forem abertas,
tenho receio que alguém com o vírus mas mangas, que não teve tempo de desenvolver, vai infectar e passar o serviço pra outro e a morte continua...
Quando estou calada,
sinto todas as letras ao meu redor,
algumas em larga caminhada,
formando frases de sonhador.
E eu, abraço todas elas com simpatia,
pois faço delas a minha poesia...
Meu slogan e meu tema
e sempre o mesmo,
amar o poema.
Tenho fome de poesia,
e quando vejo elas expostas,
os raios do SOL dos meus elogios,
sai carimbando elas com a palavra "AMEI" 😊
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