Eu Vou mais eu Volto meu Amor

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NUNCA É TARDE

Já perdi, já ganhei, lutei, chorei, venci...Mais perdi do que ganhei!
Chorei...Já chorei muito e confesso, às vezes ainda choro.
Nem sempre a peleja é fácil, na maioria das vezes tem que ser “osso duro”.
O bom é que estou aqui, continuo na guerra em busca do que hoje é meu mundo melhor e que amanhã pode ser a “minha” perfeição, porque a vida, ahhh essa não para!
Dias vão, dias vem e essa? não para...
Os carros estacionam, os modelos mudam, vozes se calam, canções viram clássicos ou démodé.
Gigantes caem, os pequenos se agigantam, miseráveis vencem, os abastados às vezes choram e também perdem, o melhor nem sempre vence, mesmo sendo considerado imbatível.
O pior surpreende, nem sempre é o pior, pois quem disse que o julgamento é sempre certeiro? O ponto de vista é sempre diferente e pode ir muito além de crueldade aos olhos de quem muito vê, ou pensa que vê.
O bom é que sempre há tempo para lutar, o bom é que ainda estamos aqui para enfrentar a batalha e mostrar que critico é só aquele que na falta de qualquer outra atividade resolve atirar pedras, ou talvez nem sempre, o caso é que você é o que você quiser ser e não o que pensam ou dizem ser e o bom...
É que estamos aí.
E a vida? Essa não para!

A paciência e a perseverança é um dos métodos mais eficientes que usamos para conquistar um objetivo.

Não olhe pra trás e lamente o passado por não existir mais e não se aflita porque o futuro ainda está por vir. Viva no presente, e o torne tão bonito que valerá a pena ser relembrado.

O Deus eterno criou o tempo, nós criamos relógios, mais nossos relógios não irão controlar os tempos de Deus

O que nós mais desejamos e buscamos, é nosso objeto de adoração.

Das certezas que tenho, a mais forte é a indecisão.

Temos casas maiores mas famílias menores, mais conforto e menos tempo. Temos mais diplomas e menos bom senso; mais conhecimento e menos juízo; mais remédios e menos saúde. Fomos até a Lua e voltamos, mas temos dificuldades de atravessar a rua para conhecer os novos vizinhos. Nós crescemos em quantidade, mas encolhemos em qualidade.

Bob Moorehead

Nota: Trechos de "O paradoxo dos nossos tempos", de Bob Moorehead

Só mudei de opinião, mas meus sentimentos continuam os mesmo, com exceção da dor, que ficou mais intensa longe de você, sinto falta, mas já doeu uma vez, talvez eu não seja capaz de suporta-la novamente. E de tudo isso eu aprendi que se entregar de corpo e alma à uma pessoa não é o suficiente pra faze-la feliz. Queria acreditar que como em filmes no final tudo daria certo, mas preciso de motivos... faz acreditar que o mundo não é só aflição?

"Perceba que não tem como saber são só os seus palpites na sua mão...sou mais do que o seu olho pode ver então não desonre o meu nome.."

Não entender me faz lembrar mais.

Sabe quando você cansa de você mesma? Cansa da sua vida? Que só por um instante o que você mais quer é sumir. Acho que poucas seriam as pessoas que iriam notar a minha ausência, só aquelas que realmente me amam sentiriam minha falta. Acho que as vezes nem meus pais sentiriam minha falta, apenas amigos e poucos. Queria um pai mais presente na minha vida, que me desse carinho, que me chamasse pra ver um filme, que se importasse como estou me sentindo, que se preocupasse mas não que se preocupasse com saídas e sim com a minha vida, que sentasse comigo e conversasse, perguntasse de como foi meu dia?! Que fosse mais pai e menos parente.Que reclamasse menos e conversasse mais.Queria uma mãe que conversasse mais, que fosse mais amiga e menos MÃE - rígida e cheia de juízo naquilo e nisso. Queria que me ouvisse, queria que sentasse comigo pra tomar algo e falar da vida, e eu sem medo de falar da vida e ser privada.Poder contar tudo, sobre o que acontece, sobre o que quero... mas se eu falo sempre tem um ‘mas’, um ‘porém’ e depois fica me privando de viver o que eu quero viver, cheia de cuidados e medos. Então sempre acho melhor não falar nada e fazer por conta. Queria que quando minhas amigas tivessem juntas, não se fechasse num quarto e sim que ficasse ali com a gente conversando sobre tudo e sendo mais amiga. Que desse mais atenção e soubesse por menos defeito nas pessoas e nas coisas que faço. Me sinto tão sozinha, tão sem nada pra fazer.Tentando me ocupar, com quarto desorganizado e televisão e filmes. Sem fome, sem animo, vontade de nada! Só de dormir e dormir, porque quero que o tempo passe pra que acabe as aulas, pra mim ter um pouco de paz, se não é pedir demais né. To cansada de me sentir sozinha, de ficar no computador sem ter nada pra fazer. De falar sozinha, de imaginar coisas, de imaginar uma vida que eu não tenho. Cansada, exausta de chorar e acordar de olho preto e inchado. Tô cansada de ir para as festas e se preocupar. Quero viver, quero ter algo pra fazer. Quero ficar sentada numa sala conversando planos da vida, conversando, contando história, contando as dúvidas. Quero sentar numa sala com amigas e conversar coisas, ver filme e rir muito. só o que quero, é viajar por ai e me divertir.

SOBRE O TEMPO QUE NOS ENGOLE


O tempo está passando cada vez mais veloz.
Tão veloz que, às vezes, parece que não sou eu quem vive a vida,
mas a vida que corre por cima de mim.
E nesse atropelo, eu fico tentando me ajustar,
tentando caber em dias que ficaram pequenos demais
para tudo o que sinto, tudo o que sou, tudo o que esperam.


A gente cresce acreditando que precisa acompanhar o mundo,
mas ninguém fala que o mundo também corre em cima da gente.
Ele pede pressa, maturidade, força, constância
como se nossos medos tivessem prazo,
como se nossas fraquezas fossem proibidas.


E quando eu tento respirar,
eu percebo que estou sempre no meio dessa cobrança silenciosa:
de um lado, o que eu espero do mundo;
do outro, o que o mundo espera de mim.
E é engraçado, ou triste, ou só humano
como eu me perco nesse intervalo.


Porque enquanto eu espero acolhimento,
o mundo espera desempenho.
Enquanto eu quero tempo,
o mundo exige resposta.
Enquanto eu só peço um respiro,
o mundo abre um cronômetro invisível
e me lembra que estou atrasada até para existir.


E eu não sei quem inventou essa pressa,
essa obrigação de dar conta, de sorrir, de continuar,
como se ninguém estivesse desmoronando por dentro.
Mas eu sinto, todos os dias
que estou tentando acompanhar algo que não espera por ninguém.


O tempo corre.
O mundo cobra.
E eu… eu faço o que posso.
Às vezes menos do que gostaria,
às vezes mais do que consigo.


Mas sigo.
Mesmo nesse turbilhão em que o relógio nunca para,
e eu tento me encontrar
num mundo que corre mais rápido do que o meu coração aguenta.

Você não falhou, o destino também não, a vida é que tem jeitos estranhos de nos deixar mais fortes.

Como antes, passei a ser fria e miseravelmente calculista. Nada mais me faz chorar ou cair, Aprendi a lidar com as perdas, os altos e os baixos. E ironicamente, estou bem. Não nescessáriamente bem, mas pronta para seguir em frente.

Animais e a Peste

Em certo ano terrível de peste entre os animais, o leão, mais apreensivo, consultou um macaco de barbas brancas.
- Esta peste é um castigo do céu – respondeu o macaco – e o remédio é aplacarmos a cólera divina sacrificando aos deuses um de nós.
- Qual? – perguntou o leão.
- O mais carregado de crimes.
O leão fechou os olhos, concentrou-se e, depois duma pausa, disse aos súditos reunidos em redor:
- Amigos! É fora de dúvida que quem deve sacrificar-se sou eu. Cometi grandes crimes, matei centenas de veados, devorei inúmeras ovelhas e até vários pastores. Ofereço-me, pois, para o acrifício necessário ao bem comum.
A raposa adiantou-se e disse:
- Acho conveniente ouvir a confissão das outras feras. Porque, para mim, nada do que Vossa Majestade alegou constitui crime. São coisas que até que honram o nosso virtuosíssimo rei Leão.
Grandes aplausos abafaram as últimas palavras da bajuladora e o leão foi posto de lado como impróprio para o sacrifício.
Apresentou-se em seguida o tigre e repete-se a cena. Acusa-se de mil crimes, mas a raposa mostra que também ele era um anjo de inocência.
E o mesmo aconteceu com todas as outras feras.
Nisto chega a vez do burro. Adianta-se o pobre animal e diz:
- A consciência só me acusa de haver comido uma folha de couve da horta do senhor vigário.
Os animais entreolharam-se. Era muito sério aquilo. A raposa toma a palavra:
- Eis amigos, o grande criminoso! Tão horrível o que ele nos conta, que é inútil prosseguirmos na investigação. A vítima a sacrificar-se aos deuses não pode ser outra porque não pode haver crime maior do que furtar a sacratíssima couve do senhor vigário.
Toda a bicharada concordou e o triste burro foi unanimamente eleito para o sacrifício.

Moral da Estória:
Aos poderosos, tudo se desculpa…
Aos miseráveis, nada se perdoa.

Você deve observar mais antes de agir.

Ter bom humor é mais que ser sexy, é ser afrodisíaco.

A história do poder político nada mais é do que a história do crime internacional e do assassínio em massa.

Uma das minhas certezas mais bonitas é que o tempo de Deus se encarrega de colocar cada uma das coisas em seu devido lugar, com a palma de suas próprias mãos.

A melhor forma de deixar alguém magoado é ficar calado quando essa pessoa mais quer ouvir sua voz.