Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Há sempre uma estrada, um caminho...
Há uma voz que me guia, acredito ser meu anjo...
Meu anjo da guarda.
Minha imaginação cria sombras, com á afeição de uma divindade, acredito que os seres tem asas, é o que também falam.
Na curva da minha estrada, está a minha alma,
Implorando por socorro, torcendo para ser salva.
É uma sensação estranha, guardar um segredo. É como uma pedra no meu estômago, esmagando o meu interior e me fazendo sentir doente toda vez que penso nisso.
Ninguém conhece o meu coração. Está escondido no fundo do meu casaco, da minha pele, das minhas costelas.
SOLIDEZ
Ah! Quantas vezes flori com mera ilusão...
Distorci palavras de peso do meu coração.
Ah! Quantas vezes fui vidraça apedrejada...
De tão temperada, por nenhuma pedra fui quebrada.
Ah! Quantas vezes senti vontade de ter por inteiro;
De chegar em primeiro quando fui a derradeira...
Ah! Quantas vezes eu sorri contradizendo o choro,
E vi que o sorriso é luz, e que a vida é ouro...
Ah! Quantas vezes, de inspiração, eu me inebriei
Ao jogar o olhar ao céu de esperanças
Quando a vida na tutela se fazia de lembranças...
Ah! Quantas vezes, eu fui a mesma, uma só,
Quando precisei ser vinte
Para desatar um nó... Quantas vezes...
Teu chamego.
Ou meu denguinho
Não tem medo não
Sou tua pretinha
Tua inspiração.
E que eu gosto
De muito chamego
Arrepio la no peito
E muita paixão.
Vamos fugir
La pro escurinho
E ficar agarradinho
Não se avexa não
Bem coladinho
Vou te dar beijinho
Te prender no meu carinho
Ser teu coração.
O meu segredo foi entregar o que nem o zero um do mercado entregava. Conteúdo gratuito e prova social; meus aliados.
"No escuro do meu quarto
A única coisa que consigo
Senti é a tristeza dentro de
Mim surgi.
Os espinhos me furam,
As pessoas me censuram
Me sinto tão só
Digno de dar dó.
Sinto que o o mundo me discrimina
Mas,talvez essa seja minha cima
Viver numa eterna solidão.
Meu quarto virou meu refúgio
Meu único lugar para chorar,
Sem ninguém me julgar"
Quem é ela que estilhaça minha janela
Que pinta meuvidro como se usasse aquarela
Que tilinta suave e estridente ao mesmo tempo, como se tentasse, sutilmente, desafiarminha inquietude com leve espiadela.
Rajadas frequentes como se estivessem voltando os bravos sentinelas
Só pode ser ela, trazendo renovação e calmaria em meio ao caos, como se a colher de pau surrrasse a desgastada panela.
Oh, chuva! Peço que não caia devagar, que molhe esse povo e os deixe chorar! Mas nãoos deixe largados em qualquer viela.
Suas lágrimas devem confluir com suas gotículas e inundar as mazelas que por aqui se instalaram por pura falta de amor, cravo e canela.
E ela parece brava, do jeito que Yansã gosta.
Senhora do amanhecer, onde sua espada brilha, pra nos proteger.
Enquanto aqui permaneço, jogando mais tinta na tela, tentandoadmirar intra-janela, me dou faltada cor amarela.
Nada é tão mágico se não tiver amarelo.
Um colorido sem amarelo é um pé doente sem sua chinela. Parece completo. Parece.
Olha lá, além da favela, ao leste Ele surge me dando logo uma vívida e escaldante piscadela.
Pronto, agora não falta mais nada
A paleta da natureza está completa
Posso voltar a dormir.
A chuva ainda cai
E eu posso fechar minha janela.
SOBERANO
A natureza está linda
Como peixe no aquário, mergulhado em meu bioma,
Fito os dias exibidos na janela e na tela
Dias em que não sabemos o que fazer
Dias de saudade de dias apressados
Navego em um mundo novo,
Com um céu estranhamente azul
A natureza está linda,
Tudo é abolido, exceto a primavera
O inverno começou no verão,
E trouxe uma frente que ameaça nossas cabeças
O vento forte treme a persiana fechada
No pátio da escola uma árvore solitária
O canto dos pássaros, antes das notícias recorrentes
Uma oportunidade de ver o âmago do espelho
Em toda a casa um doce cheiro matinal
Na venda falta a carne, arroz, leite, dendê e tucupi
Na mesa falta churrasco, virado, queijo, acarajé e tacacá
O operário não acessa o concreto no ambiente virtual,
E seu ofício é triturar o pão em grão,
Ouvindo o pranto silencioso de bocas vestidas,
Enquanto o exílio acomoda vidas e seus restos mortais
Olho para o invisível com o nome de um planeta errante,
Passo o dia a polir a maçaneta, sem usá-la
O sol e a lua acariciam ruas vazias, ouço almas
Imagino vitrines vazias e um oceano secando em sal
A natureza está linda, mas não posso ver,
Estou infectado com poesia
Posso ter apertado a mão de um personagem do meu livro
Eu posso ter beijado os lábios de um destino que sempre me deu as costas
Estou infectado com a poesia e sua esperança infecciosa
Meu pulmão não tem forças para ecoar na garganta o grito:
“Somos um vírus fugindo da fera”
A cidade está em apneia,
O silêncio é ensurdecedor, ouço minhas veias baterem
Com meu corpo inerte, meus olhos cerrados
Mergulho num oceano azul, magnífico,
Com a máscara de imersão, escafandro e cilindro de oxigênio
Preparo minhas melhores armas, armadura e escudos,
Pois a flor não corta o ipê
O dia lava, a janela degusta alguma luz
A arte de viver sempre foi a mesma:
“Vem sem ser convidada e parte contra a vontade”
A besta provoca e sufoca,
É como a aranha que não lhe dá uma chance,
Ela sorri e ri de você
Faço as pazes com o destino
A fera continua e leva a coroa
O soberano.
Edson Depieri
https://www.edsondepieri.com
Retorno ao meu casulo
Meu isolamento pessoal.
O breve passeio não funcionou
Terminou antes de começar.
Esse caminho não é o meu
Nunca o mais fácil, o mais óbvio.
Por que seria? Não sou.
E não serei.
Até a próxima
...
Cada vez mais distante.
Estou em uma trincheira, cercado por lobos, são tantos disparos, o fogo é intenso. O meu descanso é no campo de batalha, o meu despertar é ao som das granadas.
-
Estou ferido, mas ainda estou em pé diante de meus inimigos. A batalha está difícil, mas enquanto ainda houver ar em meus pulmões bradarei louvores ao SENHOR. Enquanto o sangue ainda correr em minhas veias, não deixarei meu posto.
Deriva Mental
Esqueci-me do ponto de partida!
Onde está o meu porto seguro?
Distanciei-me muito da beira,
Estaria perdido?
E qual era mesmo a minha direção?
Norte, sul, leste ou oeste?
Enfim, agora já é tarde.
Já nem consigo ver a linha que separa o mar e o céu azul
E também não sei de onde vim e quais eram os meus objetivos.
Culpa das tormentas e dos raios!
Que ora estavam em meu caminho,
Ora estavam em minha mente.
Não sei também onde está minha bússola.
Mesmo que nem a seguisse antes,
Confortava-me.
Mas agora só me resta buscar uma nova direção,
Um novo caminho.
Quem sabe possa ser a luz de um farol no meio do mar
Que me guie para fora desta deriva mental.
Tirando a alma pra dançar
Hoje o meu pensamento baila.
Dança no ar, feito borboleta flutuante.
É na leveza desse silêncio, onde minha alma mais descansa.
E todo meu deserto, vira poesia embalsamada.
Sinto-me livre ao vento e meus olhos se demoram no nada.
É nesse momento, em que mais consigo olhar pra mim mesma.
"E assim como uma transmutação, a lagarta medrosa, transforma-se em borboleta."
Poema: de autoria #Andrea_Domingues ©
05/07/2020 às 21:40 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
Meu girassol,
Sempre se exibe debaixo do sol
Vive no campo ou na janela de uma garota
Assim ela a observa embaixo do lençol.
Meu girassol,
Vejo seu corpo dourado e radiante
Todos os outros te acham excitante
E desejam arrancar te do vaso da minha janela
Mas eu jamais permitiria,
Jamais te deixaria.
Meu girassol,
Eu só queria viver o suficiente
Para poder admirar mais uma vez
Debaixo do meu lençol
E ver o corpo dourado do meu girassol mais uma vez
Brilhando no sol.
As forças que me levantam pela manhã, do labor do dia inteiro ao fio espera o meu descanso. A fome e a sede, falam ao corpo letárgico e sombrio, ao segundo infindável que aguardo o tempo passar, no regalo do acalanto, do leito frio e vazio .
“Meu outrora tão indefeso coração bate pari passo ao dela, especialmente quando aprecio com deleite e parcimônia suas gargalhadas; mantenho-me envaidecido pelo viço corriqueiro de suas tão perenes conclusões, pois me sinto parte disso.”
