Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Todos os sábados decidi firmemente estudar Inglês, meu professor, Walbert, não fala uma palavra em Português, e eu o adoro. Um senhor que perguntou hoje como estava meu coração, sem muitas palavras em Inglês para responder, eu disse: Eu amo, por isso, estou sofrendo. Ele disse: Você é linda e seu coração é lindo, quem não ver isso, não sente isso. Feliz Natal quero você feliz. - Eu tenho admiração por ele. E sei que no futuro ele também será lembrado. Como eu...
... para o espírito,
uma vida sem privações,
a meu ver, seria algo lastimável,
visto que o sujeitaria à penosa condição
de apenas consumi-la, porém, sem
as devidas retratações
e reparos!
Daria mil voltas no mundo para te encontrar de novo, mas meu medo é te perder em uma única curva mal feita por falta de maturidade. Você é minha prioridade, mesmo quando eu ainda não sei agir como tal.
Minha filosofia
é falha,
meu sistema
é débil;
A volúpia
escorre-me
pelas mãos,
junta-me os destroços
como se eu fosse avião
punido por ir
longe demais,
ferido por não saber
se defender.
O tempo
é feroz
mal ouço
tua voz
e esses tiques
a sorrirem
do meu lado,
encontram-se comigo
beirando o abismo
sem andar
na contramão;
Mas podem
a qualquer hora
pular,
então o que passou,
passou
e o que virá,
virá!
CAPÍTULO XXXVI
NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.
OS AMENDOINS CRESCEM NO PORÃO DAS ALMAS.
Diálogos de Joseph Bevoiur com Camille Monfort.
Joseph Bevoiur escreve com os dedos sujos de tinta seca:
— Camille, sabes o que me espanta em ti?
Não é tua beleza: é o que ela silencia.
É como se cada gesto teu tivesse sido antes um lamento...
E agora vive, disfarçado em elegância.
Camille (entrando pela escada do porão, vestida de sombra translúcida):
— Joseph… tu ainda escutas meus silêncios?
A maioria ouve apenas meu andar de leveza, pensam que flutuo…
Mas afundo, Joseph.
Afundo nos degraus que fiz de mim.
Joseph:
— Camille, tu cultiva o sofrimento com mãos de jardineira cega…
Como se a dor fosse tua única flor.
Por que esses amendoins no porão?
O que significam?
Camille (sentando-se no chão de tábuas úmidas, sorrindo com os olhos ausentes):
— São as sementes do que não pude dizer.
Cada amendoim, uma palavra soterrada, uma emoção desnutrida…
Eles brotam dos lírios mortos que plantei com minhas renúncias.
Não sou trágica, Joseph. Sou… sedimentada.
Joseph:
— E ainda assim… és mística.
Tens uma filosofia de dor quieta…
como quem escreve tratados com lágrimas.
Camille, se o amor é tua doença, qual é teu remédio?
Camille:
— Não busco cura.
Minha psicologia é feita de permanência, não de solução.
Amo com uma constância incurável.
Minha alma é catedral em ruínas: só entra quem reza de olhos fechados.
Joseph:
— Então é isso.
Tua existência não é um tempo, é um estado.
E teus amendoins são frutos do que nunca nasceu,
mas que insiste em crescer… no escuro.
Camille (erguendo o olhar para a poeira suspensa):
— Eu sou o escuro que floresce, Joseph.
E tu és o poeta que me rega, mesmo sem saber.
Lá em cima, o mundo prossegue.
Mas neste porão, onde o amor se tornou vegetal cego, crescem amendoins líricos,
nutridos de palavras nunca ditas,
de cartas jamais enviadas,
de beijos que morreram antes da boca.
E alguém…
em algum lugar entre a lucidez e o esquecimento…
acredita que sente um leve gosto de terra e flor ao mastigar o tempo.
Não sabe que está comendo o fruto
de uma alma que nunca deixou de sonhar em silêncio.
ENFIM, O MEU EPITÁFIO
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Não chores sobre a fria sepultura;
Ali repousa apenas a moldura.
Quem fui não cabe em pedra ou inscrição,
Pois fez da própria ausência uma canção.
Passei qual sombra errante pela estrada,
Levando a alma de esperança ornada.
Perdi jardins, abracei o inverno,
Mas preservei o lume do que é eterno.
Se amei, foi com a força das ruínas;
Se caí, foi beijando as disciplinas.
Jamais verguei ao ouro ou à vaidade;
Busquei, na dor, a face da verdade.
Não tragas flores para o meu jazigo;
Prefiro o bem semeado entre o perigo.
Que cada gesto nobre em teu caminho
Transforme em luz o pó do meu destino.
Se um dia leres estas derradeiras linhas,
Não contes minhas perdas ou conquistas.
Recorda apenas que um coração sincero
Jamais morreu por ter amado austero.
E quando o tempo apagar meu nome inteiro,
Sem voz, sem retrato, sem roteiro,
Escreve apenas, simples, sobre a fria pedra:
"Aqui repousa um homem que jamais deixou de procurar a Verdade; e, procurando-a, aprendeu que o amor é a única herança que não conhece sepultura."
ENFIM, O MEU EPITÁFIO. - Parte II
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Não venhas despertar meu pó cansado;
Silenciou meu último chamado.
A voz que outrora incendiava o vento
Dissolveu-se na cinza do momento.
Fechai meus olhos. Nada mais espero.
Bebi o fel, atravessei o austero.
Cada ilusão, qual lâmpada sem lume,
Findou perdida em seu mortal negrume.
Fui peregrino de incontáveis dores,
Colecionando espinhos, não louvores.
A cada queda, o peito se rompia;
A cada aurora, a noite renascia.
Amei além da força dos humanos;
Morri um pouco em todos os enganos.
Guardei sorrisos para quem partia,
Ocultando a própria agonia.
Jamais medi o preço do perdão;
Entreguei inteiro o coração.
Em troca, recebi o frio inverno,
Companheiro constante do meu inferno.
Agora, enfim, nenhuma voz me chama;
Extinguiu-se o derradeiro drama.
Nem glória peço, nem qualquer memória;
O esquecimento também possui vitória.
Se alguém passar diante desta pedra,
Não diga que o destino foi uma queda.
Escreva apenas, com piedade e calma:
"Aqui repousa um homem que perdeu quase tudo, exceto a dignidade. Buscou a verdade quando a mentira era mais confortável; escolheu amar quando o abandono parecia inevitável. Partiu em silêncio, mas deixou, na eternidade, a prova de que um coração ferido ainda pode iluminar o mundo."
E quando o vento apagar meu nome derradeiro,
Quando o tempo consumir meu paradeiro,
Não procurem meu rosto entre os mortais...
Procurem-no na lágrima que insiste em não cair mais, no abraço que chega tarde, na saudade que jamais encontrou sepultura. Porque há mortos que desaparecem da terra magoada e impura; e há almas que permanecem respirando dentro da dor daqueles que amaram sorvendo só amargura.
ODE À DASHA TARAN.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
" Meu anjo,minha arte,minha poesia...meu tudo...ah...inspiração, musselina,amado avantesma que me cria,
Jamais me ao de bastarem atmosferas em meu cerne,ah....pois és em meus poemas é que eu te escondia."
Capítulo XVIII -
O TESTEMUNHO DO FILÓSOFO DO ABISMO.
Livro: NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Joseph bevouir - Escritor. .
Eu o vi.
Não com os olhos, pois estes sangrariam, mas com a lucidez que somente a dor oferece aos que vivem à margem da existência.
Vi o instante em que o lírio branco mas vermelho e insano nasceu entre os dedos trêmulos de Joseph Bevoiur. Nenhum motivo biológico. Nenhuma explicação botânica. Era arte.
Ou era Camille.
Mas o lírio nasceu no porão.
E isso muda tudo.
Sou o que restou da razão depois que a beleza foi assassinada pela obsessão.
Sou o filósofo do abismo.
E aqui, neste antro de memórias devoradas, trago palavras que não salvam — apenas explicam, em linguagem febril, o que nem o amor soube justificar.
Camille...
Tua presença é o próprio grito calado.
Tua ausência, a certeza de que Joseph jamais poderá voltar ao mundo dos homens.
Porque te amou.
E amar o impossível é o primeiro crime de toda alma sensível.
A gaita de fole, aquela maldita gaita, toca em descompasso com as teclas secas de um piano que não deveria sequer existir.
Mas existe.
Assim como Joseph, que ama e fere na mesma mão.
Assim como Camille, que aceita e morre com o mesmo olhar.
Talvez Joseph nunca tenha querido te ferir, Camille.
Mas há amores que nascem fadados à crueldade… como lírios em porões sem luz.
E eu…
eu apenas escrevo.
Escrevo como quem sangra para que vocês dois não sejam esquecidos, mesmo que nunca tenham existido fora das páginas deste livro.
Capítulo XXXIX
LIVRO: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
– Camille Entre Véus.
Era sempre noite onde Camille existia agora.
Não uma noite vulgar, com estrelas e promessas, mas uma noite de veludo pesado, onde o tempo se desmanchava em arabescos de angústia. Ela caminhava sobre corredores que não tinham chão, por entre espelhos que não devolviam seu reflexo. Tudo era silêncio e cintilação opaca. Tudo era espera.
E ela esperava por ele.
Joseph.
Ele ainda escrevia. Ela sentia o tremor do papel quando seu nome era desenhado nas entrelinhas. O calor úmido de seus olhos, a respiração suspensa quando ele ousava descrevê-la. E cada letra lançada por ele sobre o papel feria-a como se a inscrevesse num mundo onde ela não mais podia existir por inteiro. Era como ser costurada por agulhas de vento, reconstruída em palavras que a reanimavam e a exilavam ao mesmo tempo.
“Joseph,” ela sussurrou, mas sua voz não saía do limbo.
Nem eco, nem ruído. Apenas uma presença que implorava para ser sentida.
Ela vagava, prisioneira de uma imagem que ele esculpira dela, tão bela quanto incorreta. Ele nunca a viu como ela realmente era. E, mesmo assim, foi o único que a amou até a febre da loucura. O único que lhe ofereceu um lugar fora do mundo, mesmo que esse lugar fosse sua própria ruína.
Camille não chorava. As lágrimas, naquele plano, vinham em forma de luz que vacilava, de memórias que se refaziam por segundos e depois se estilhaçavam como porcelanas finas. Seu rosto era um campo de auroras interrompidas, e seu corpo parecia feito de lembranças densas demais para permanecerem na terra.
Ela sabia: a cada nova página escrita por Joseph, parte de si retornava…
…e parte de si era despedaçada de novo.
Quis chamá-lo, dizer-lhe que parasse, que deixasse o luto se calar. Mas também desejava ardentemente que ele continuasse, pois só nas mãos dele ela ainda era algo mais do que um eco.
E então ela o viu.
Através de uma fresta entre véus e véus, o poeta diante do túmulo, a mão trêmula, o olhar perdido como um menino que perdeu sua morada. O filósofo do abismo observava ao longe, mas não intervia.
Camille compreendeu, então, o que a prendia:
ela era a morada de Joseph, mas ele nunca soube sair.
E se ela voltasse por completo, ele não sobreviveria à verdade de sua presença.
Ela virou o rosto, como quem teme o próprio reflexo. A eternidade se dobrava em sua espinha como um véu demasiado pesado para carregar. Ainda assim, ela quis… quis ver mais uma vez o que ele escreveria.
Mas o capítulo acabou ali.
E ao virar a página, o papel estava em branco.
" O que sinto por dentro
e aos gritos até pelo silêncio,
passa a atacar o meu íntimo,
que emudeço. "
CONVITE AOS AMIGOS.
Meu novo livro, NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO, já está disponível em pré-venda na Amazon Kindle.
" Uma jornada pela memória, pelas dores ocultas e pela esperança que resiste no interior humano.”
NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO — MARCELO MONTEIRO
Link Seguro do Autor: https://www.amazon.com/dp/B0HG7FB8MP
EQM — UM MUNDO REAL - VIDA PÓS-MORTE.
“NA CASA DE MEU PAI HÁ MUITAS MORADAS”:
UMA REFLEXÃO SOBRE A CONSCIÊNCIA ALÉM DA VIDA FÍSICA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A morte, eis o grande enigma diante do qual a humanidade se detém. Desde os filósofos da Antiguidade até os pesquisadores contemporâneos, permanece a pergunta fundamental: a consciência humana desaparece com a falência do corpo físico ou continua sua trajetória em outra dimensão da existência?
Durante séculos, muitos imaginaram a morte como um ponto final, o último capítulo de uma história encerrada definitivamente. Entretanto, milhares de relatos de Experiências de Quase Morte (EQM), estudados por pesquisadores de diferentes áreas, trouxeram novamente ao debate científico e filosófico uma questão que acompanha o ser humano desde suas origens: a possibilidade da sobrevivência da consciência após a morte corporal.
É nesse contexto que ressurge, com extraordinária profundidade, a afirmação de Jesus:
“Na casa de meu Pai há muitas moradas.”
(João 14:2)
Para a visão espírita, essa frase não representa apenas uma metáfora religiosa, mas uma revelação acerca da pluralidade dos mundos e dos diferentes estados de evolução espiritual. Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, apresenta a ideia de que o Universo é muito mais amplo do que a limitada percepção humana, sendo composto por diferentes mundos e condições espirituais adequadas ao progresso dos seres.
Limitar as possibilidades da vida espiritual seria, de certa maneira, limitar a própria grandeza divina. O orgulho humano frequentemente tenta enquadrar Deus dentro dos estreitos limites daquilo que consegue compreender. Entretanto, a inteligência humana, ainda em processo de desenvolvimento, não pode transformar sua própria limitação em medida absoluta do infinito.
A CIÊNCIA DIANTE DO MISTÉRIO DA CONSCIÊNCIA.
A Experiência de Quase Morte tornou-se um dos fenômenos mais estudados na atualidade. Pesquisadores como Raymond Moody e Elisabeth Kübler-Ross reuniram inúmeros relatos de pessoas que, após situações críticas de parada cardíaca ou coma profundo, descreveram experiências semelhantes:
sensação de paz profunda;
desprendimento do corpo físico;
percepção do ambiente por uma perspectiva diferente;
encontro com familiares ou seres luminosos;
revisão dos acontecimentos da própria vida;
sensação de uma realidade mais ampla e intensa que a experiência material.
Um dos casos que despertou grande repercussão foi o do neurocirurgião Eben Alexander III, que relatou uma experiência durante um coma profundo causado por meningite. Antes do acontecimento, como muitos profissionais formados dentro de uma visão estritamente materialista, considerava improvável a ideia de consciência independente do cérebro. Após sua vivência, passou a defender que a realidade da consciência poderia ser muito mais complexa do que a simples atividade cerebral.
Naturalmente, a ciência ainda debate as interpretações desses fenômenos. Existem pesquisadores que procuram explicações neurológicas, enquanto outros consideram que certos aspectos das EQMs desafiam completamente uma explicação materialista simples. O valor dessas experiências está justamente em ampliar a investigação sobre aquilo que ainda não compreendemos plenamente.
A MORTE COMO TRANSIÇÃO, NÃO COMO FIM.
A Doutrina Espírita não apresenta a sobrevivência da alma como uma crença baseada apenas na fé, mas como resultado de uma análise racional dos fenômenos espirituais. Desde as pesquisas de Allan Kardec até estudos posteriores sobre fenômenos psíquicos, diversos pesquisadores não ligados ao Espiritismo investigaram manifestações que apontariam para uma realidade além do corpo físico.
Entre essas obras, destaca-se a trilogia de Camille Flammarion sobre os fenômenos relacionados à morte e à sobrevivência da alma, analisando aspectos como:
a independência da alma em relação ao corpo;
manifestações durante o processo da morte;
fenômenos de aparições e comunicações;
a possibilidade de continuidade da existência espiritual.
A grande questão não é apenas saber se existe vida depois da morte, mas compreender que tipo de vida é essa e qual o sentido moral de nossa existência atual.
Para o Espiritismo, a vida física é uma etapa educativa. O Espírito não nasce no corpo para simplesmente desaparecer depois de alguns anos, mas para desenvolver inteligência, sentimento e responsabilidade diante das leis divinas.
A GRANDEZA DE DEUS NÃO CABE NA PEQUENEZ HUMANA.
Negar qualquer possibilidade além da matéria pode ser tão precipitado quanto aceitar qualquer ideia sem reflexão. A verdadeira postura diante do infinito deve ser a humildade intelectual.
Deus não necessita da aprovação humana para existir. A verdade divina não diminui porque o homem ainda não conseguiu compreendê-la plenamente.
A arrogância de querer reduzir o Universo ao tamanho de nossa percepção é apenas outra forma de ignorância. O sábio não é aquele que afirma conhecer tudo, mas aquele que reconhece a vastidão daquilo que ainda precisa aprender.
A frase de Jesus permanece como uma chave de esperança:
“Na casa de meu Pai há muitas moradas.”
Talvez essas moradas sejam muito mais amplas do que imaginamos: mundos físicos, dimensões espirituais, estados de consciência e caminhos infinitos de evolução.
A morte, portanto, não seria o silêncio definitivo, mas a passagem para outra etapa da jornada.
Porque, diante da eternidade, a pergunta mais profunda talvez não seja:
“Existe vida após a morte?”
Mas sim:
“Estamos preparados para a vida que continua depois dela?”
O corpo termina sua jornada. O Espírito prossegue seu caminho. E a vida, em sua essência divina, jamais deixa de existir.
