Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Flor do meu jardim...
Que seu dia seja leve como pluma e passe suavemente nos enfrentamentos, recebendo bênçãos sopradas nas energias do vento, e quando vc quiser descansar, desta viagem chamada demandas do dia, você repouse, sem reservas está boniteza, que recheia teu avesso, nos braços do pai, recebendo confortavelmente as dádivas santificadas, no pódio da eternidade, que você seja verdadeiramente feliz!
Ora, meu bem, o ponto crucial aqui não é o que a tua idade diz à minha pessoa, mas o que o teu intelecto proporciona ao meu… e o meu ao teu.
O teu corpo, a tua beleza, serão tudo arrastados para o esquecimento pelo tempo, mas o que o teu intelecto pode proporcionar, isso, querida, é mais precioso do que ouro.
A tua idade não me interessa, ainda que sejas mais velha do que este ser que sou. Apresenta-me o teu intelecto.
Hoje entrego meu coração a Deus e peço que Ele o acalme, pois estou passando por muitas tribulações. Que Ele me dê força e paz.
"Em meio aos vastos cosmos, procuro por vestígios de inteligência que possam iluminar meu caminho e conectar nossas existências."
Plantei flores em solo seco e colhi apenas o esquecimento, mas entendi que a bondade é sobre o meu caráter, não sobre o reconhecimento alheio. Onde deixei amor e recebi o vazio, sigo em frente com a paz de quem deu o seu melhor, pois a ingratidão do outro é uma corrente que ele carrega, enquanto o meu desapego é o que me liberta.
A Sentença
Este não é um poema.
É o meu último relato antes de atravessar a porta do júri.
Antes de entrar em uma audiência, eu acreditava que tudo ali dentro era quase uma “mil maravilhas”. Eu imaginava técnica, ordem, respostas. Mas a realidade surpreende — e assusta. Logo nas primeiras audiências, sentado em silêncio, ouvindo relatos que não cabem em atas, percebi a quantidade de crimes, de histórias quebradas, de vidas atravessadas pela dor que passam por aquele espaço. E nenhuma delas sai ilesa.
O ser humano não é algo simples. Eu aprendi isso ali, observando pessoas que, fora daquele ambiente, poderiam estar numa fila de mercado ou sentadas à mesa de casa. Ele não foi feito para existir sozinho, mas como um conjunto, uma união que, em teoria, jamais deveria se separar. Ainda assim, é justamente nessa fragilidade — nessa dependência do outro — que surgem os conflitos mais profundos.
Um crime, quando acontece, é imprevisível. Nem sempre nasce de grandes planos ou intenções claras. Às vezes, começa pequeno demais para ser percebido: uma mensagem lida fora de hora, uma palavra atravessada, um silêncio mal interpretado. Para alguém, aquilo já é suficiente para acionar o ódio, a violência, o crime. O que parece insignificante para quem observa de fora pode ser insuportável para quem vive por dentro.
O ser humano tem o dom da discórdia. Fala o que vem, sem medir consequências. E quando percebe o efeito da própria palavra, muitas vezes já é tarde. O que para uns é irrelevante, para outros atinge em cheio. É nesse choque de percepções que nasce a brecha — uma brecha concreta, real — que rompe o indivíduo e o coloca em conflito direto com a sociedade.
Agora, diante do júri, tudo se reduz ao essencial. Já não importam discursos longos nem teorias distantes. O ser humano carrega em si uma fratura permanente: o desejo de pertencer e a incapacidade de suportar o outro. Dentro dessa fissura nascem o medo, a raiva e o impulso que antecede o ato. Não é o crime que chega primeiro, é o colapso interno — silencioso, gradual, muitas vezes invisível.
Cada consciência que entra naquele plenário trava uma guerra silenciosa entre aquilo que sabe ser justo e aquilo que não consegue controlar. Cruzo essa porta consciente de que a justiça verdadeira não começa no veredito. Ela começa no instante em que o ser humano tem coragem de encarar as próprias sombras — e admitir que, sem esse confronto íntimo, toda sentença é incompleta.
Não se iluda por qualquer coisa que te chama, meu bem, pois todo cuidado é pouco para não se iludir de novo!
Qual meu limite?
Diante do descontentamento, qual meu limite? Talvez — meus problemas — as coisas inexplicáveis não ditam uma prioridade em si; difícil reconhecer que muitos têm azar, dificuldades e angústias, mas fácil um convencimento de que os problemas meus são mais importantes do restante do mundo.
Diante da vergonha, qual meu limite? Qual seria a vergonha? Saber que posso mais e sempre com um porém, de ser fraco; serei fraco ao depositar minhas esperanças em palavras e contudo ironicamente possível elas “realizarem” algo em meu favor.
Diante da verdade, qual SERIA meu limite? Diante de toda verdade que repito, meu limite nunca chega? Talvez... seria eu ilimitado, arrogante ou maluco? Sou o que sou, fraco, arrogante, soberbo, inteligente, modesto, corajoso e covarde? não parece, mas acho que sim, sou limitadamente covarde, é o meu limite.
Escrito por: Renato Minair Júnior – em grande angústia e desgaste mental ao som das músicas de Scott Stapp
"Voar sempre foi o meu sonho.
Cair, meu pior pesadelo.
Só consegui mesmo bater asas
quando fiz do receio...impulso.
A gente corre muito mais riscos
quando não se arrisca por medo
de se arriscar.
Respire fundo.
Um passo de cada vez.
Existe alegria no que está por vir.
Acredite."
🌹
"Quero seus olhos nos meus.
Quero meu cheiro ao seu.
Quero sua boca na minha.
🌹
Olhar
é abrir os olhos.
Ver
é abrir o coração.
Enxergar
é abrir a alma."
🌹
Os olhos brilham, mas o coração chora
Ninguém percebe o peso deste meu sorriso,
A capa que disfarça a chaga que não sara, E a multidão em volta, cega, não repara. Que o peito se consome num total desvio. Meu olho ganha um brilho que parece astral,
Mas não é a faísca viva de contentamento, É só o reflexo úmido, o lento movimento. Da lágrima que esconde o seu destino fatal. O coração afoga-se no pranto que não verte, É água represada que não encontra a foz, Morrendo em segredo, sem que a alma alerte. E o brilho, essa miragem que no olhar se insere,
É a luz da própria dor gritando em meio a nós, A prova de que a alma sofre, mas resiste.
a partir de agora me libero
com o tom galáctico da felicidade
abro os caminhos e desperto
para meu amor próprio interno
minha idéia de ida para frente e além
levando o que trazia antes apenas
nas lembranças que foram importantes
para o meu crescimento
deixando para trás aquilo que não é meu
nem jamais pertenceu
pois sei que tenho sorte e onde quer que eu vá
cercada de luz eu vou estar
essa luz me protegerá de pensar
sonhar e querer mais uma vez estar
ao lado de quem não me ama
não me conhece, não me sabe
nem percebe, finge que ama
me julga e me confunde
sou mais eu
e mais ainda quem me quer bem
assim seja
amém
