Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Sonhos sonhados em vão
Acho que não os mereço
O mundo girando e eu estou parada no mesmo lugar que me vi com vinte e poucos anos
Porém hoje estou mais sozinha que antes
Acho que não mereço os sonhos sonhados
Sonhos deixados
Como eu queria
Como eu desejaria
Como eu gostaria
Como eu amaria
Como eu adoraria
Como eu apreciaria
Voltar aquele dia em que nos encontramos e, por um breve momento,
Acreditei que nosso amor seria eterno
VOTOS
Você foi a surpresa que eu jamais esperava.
Toda a vez que você abre a porta, toda vez que segura a minha mão, vc me deixa sem fôlego, sem esforço algum.
Eu queria achar palavras para descrever que eu tenho sorte de dizer que você é meu. Você faz eu me sentir forte, segura e amada. Eu sou a minha melhor versão quando estou com você. E eu não o vejo a hora de passarmos o resto das nossas vidas juntos.
Eu te amo
Carta para minha versão silenciosa
Ei, Aline…
Eu sei.
Eu sei que às vezes dói demais estar em um lugar e se sentir invisível.
Ver todo mundo rindo, conversando, trocando,
e você ali — presente, mas como se não estivesse.
Sei como é estar com o coração cheio de coisas bonitas pra oferecer,
mas a boca travada,
as palavras presas num canto que você não sabe alcançar.
Sei como parece mais fácil sorrir de canto e se recolher.
Como parece mais seguro observar, mesmo quando o que você queria era ser chamada pra dentro.
Você se culpa por ser assim.
Acha que a introversão é um defeito.
Que se você falasse mais, fosse mais leve, mais “solta”, tudo seria diferente.
Mas deixa eu te lembrar, com muita delicadeza:
Você não nasceu pra ser cópia de ninguém.
Você não está errada por ser profunda.
Você só precisa de espaços onde a sua profundidade seja respeitada — e não sufocada.
Você sente mais.
Você percebe o que os outros não veem.
Você se conecta com as crianças porque elas não exigem performance.
Elas só querem presença — e nisso você é inteira.
Você não é vazia por falar pouco.
Não é fraca por se calar quando algo dói.
Você é sensível. E essa sensibilidade merece ser honrada.
Mas se tem dias em que a sua própria introspecção parece te isolar,
tudo bem reconhecer isso também.
Você pode crescer, pode aprender a se abrir aos poucos,
sem precisar apagar quem é.
Você pode, sim, achar pequenos caminhos pra sair desse silêncio.
Pode treinar um “oi”, um “posso sentar aqui?”, um “gostei da sua roupa”.
Pode praticar sem pressa.
Pode falhar, voltar pra dentro, e tentar de novo depois.
Porque o mundo pode ser cruel com os quietos —
mas dentro de você mora um universo que merece ser vivido.
Você não precisa ser a que fala mais.
Você só precisa ser a que se escuta primeiro.
E hoje, Aline, eu te escuto. Eu te vejo.
E espero que você também comece a se ver.
Do jeitinho que é: silenciosa, mas cheia de amor.
Com todo carinho,
De você para você.
"Eu em particular estou sempre me adequando aos criteriosos quesitos do tempo. E sempre bem aliando á ele,mesmo com sua performance tão discreta. Assim as inevitaveis percas tornam menos traumáticas."
Eu posso ter motivo pra duvidar que Deus existe. Mas também posso ter razões para crer nessa verdade. E uma delas é eu ter consciência do que estou fazendo aqui.
Eu não sou um pensador
por estar sempre pensando
Eu sou um pensador por ter tempo
para ouvir meus pensamentos,
julga-los e sentencia-los
a um caderno por escrito
Eu sou um canto escuro
Desiluminado...
A menos que tragas a tua luz
Nunca descobrirás o encanto
Que em mim guardo
DOMINGO DE PROVA
Eu saí de casa tão cedo e apressado, vendo e revendo cada bolso da mochila e da calça jeans se eu não estava esquecendo de nada. Pobre de mim se houvesse esquecido algo importante para entrar no local de prova. As canetas pretas eram quatro, que formavam um batalhão de lanças transparentes, como diziam meus avós, estude porque a caneta é mais leve que a pá. Eu como sempre escrevia forte no papel, as canetas pareciam falar comigo o tempo todo em que eu abria a minha mochila para ver elas.
Cheguei muito cedo no local de prova que resolvi ir me sentar na cadeira dentro de um barzinho, lanchar um pastel de carne moída com o meu suco de acerola, o preferido no estabelecimento, propriedade de um casal de idosos que havia na frente da universidade. Coloquei duas barras de chocolate na mochila para prova. Resolvi então estudar com os livros na mesa onde a sombra de um jambeiro me cobria por cima. Havia ali um rádio, onde a música de fundo do local era os bons tempos da Jovem Guarda na rádio Guarani FM, melhor coisa que já pude ouvir num domingo de manhã cedo e após ter descido de um ônibus tumultuado. Aquilo parecia tão calmo e tranquilo, mergulhar no fundo dos anos 1960, que meu nervosismo e ansiedade foi embora me dando calma para estudar. Me embalei tão freneticamente naquele ritmo, que a vontade era sair dançado pelas ruas, no meio da fumaça sorrateira e voraz que encobria as ruas de Santarém.
Dentro daquele rádio, vinha uma bruma, talvez um nevoeiro repleto do que eu estava estudando para fazer a prova de linguagens, vinha funções emotivas causadas pelo eu-lírico de homens extremamente apaixonados e cheios de subjetividade, que se atirariam no rio, para ter o amor da sua amada e desejada mulher, funções fáticas repletas de arrependimento de mocinhas rebeldes pedindo para o juiz parar o casamento. O amor realmente para quem ama de verdade é uma síndrome conotativa repleta da hipérbole mais linda que se chama exagero.
Alta autoestima não é bom. Significa o que eu nomeio como 'valor de si-mesmo além', dos outros. Sentir-se valendo mais que os outros, menosprezando-os; não tendo uma auto-crítica, aliàs ao contrário, pensar que tudo que faz e pensa tem um grande valor. Sinônimos: arrogância, soberba, excesso de confiança.
Vive em nós!!!
Eu me lembro perfeitamente daqueles dias quando eu de muletas e com muita dor pegava o metro, o trem ou o ônibus para ir e vir do hospital Santa Casa em São Paulo, SP. Dias duros, dificuldades a mil, mente sobrecarregada por ter que passar por tantos problemas no meu processo de retorno a normalidade ao lutar pela minha recuperação pós um acidente de moto gravíssimo.
É eu me lembro das dores no hospital, do sofrimento em cada cirurgia feita, sim foram momentos dolorosos para o corpo e de pura adrenalina mental e espiritual.
A volta precoce ao trabalho foi uma etapa muito pesada a ser vencida, com muito sacrifício consegui superar esse inicio difícil aguentando o sufoco inimaginável da saída da minha casa pelas manhãs até o meu retorno a noite, foram surras diárias de sobrevivência,
e mesmo aos prantos pelos cantos e choros pelo banheiro, alguma força grandiosa era sentida, sempre me senti protegido, sempre me senti vigiado, senti a força verdadeira e real nas orações feitas pelas pessoas do hospital, amigos e familiares, em cada passo dado , em cada lágrima caída, eu nunca me senti só.
Uma força maior caminha com agente não podemos vê-la mais podemos percebê-la se prestarmos mais atenção e nos concentrarmos naquilo que nos trás luz, coragem, alegria, esperança, poder e amor.
Sim, em todos os momentos dessa guerra pessoal eu senti a presença de Deus cuidando de mim com toda sua piedade e generosidade,
Deus vive em mim, Deus vive em nós, acreditem meus amados.
Lugar nenhum
Se um dia eu errei, então pequei ,
eu tive chances de fazer você feliz, mas não fiz,
pensei muito e agi pouco, não respeitei o teu espaço, não respeitei o que chamava de abrigo,
quando eu era teu, eu tinha um endereço, hoje eu não pertenço a lugar nenhum.
