Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Fui desafiado
“” Logo eu o malandro maltratado
Desalinhado e amarrotado
De camiseta preta e jeans desbotado
Talvez desafinado
O fato é que já fui chamado de veado
E ri da tua cara de abobado
Por um amor fui deixado de lado
Um poema engavetado
E você que não pagou o que eu pago
Zombou querendo me ver perdido e levado
Tomou comigo um trago
Que a garganta rasgou num chiado
Deixando na boca o que é viver definhado
Vamos de ginga
Te pago outra pinga
Ali no balcão do mercado
Mas fica o destino alterado,
marcado
Pra todo aquele que é afiado...
Eu fui apenas desafiado
Boa tarde tio,
Tens ai um trocado?
Se não pode me passar esse relógio dourado
Isso aqui não é um poema
É um assalto
Estou armado...””
Se vc disser que me ama
e também digo que te amo
se vc disser que me odeia
eu continuo dizendo que te amo
sabe o porquê?
porque te amo de verdade.
Eu tenho raiva quando o jogador não luta. Mas quando ele luta, e falha, não importa. O erro é um componente do jogo.
Eu não sei se entendo ou não de futebol. Mas também ninguém pode julgar se eu entendo ou não.
Eu não tenho medo de dizer que podemos ganhar, porque sei perfeitamente que é uma expectativa muito alta.
Tapam os ouvidos, porque o que eu digo tiram eles de um conforto velado, conseguido em detrimento do povo
Eu nem vim de mim mesmo, se querem assim saber.
Vim da sensação causada pelo ensejo. Da generosa alvorada que eriçou meus pêlos.
Tornei-me quando uma visão ampliada de mundo escancarou-se bem aqui no profundo e verteu-me em vários.
Descobri criança, de forma chocante, que eu não era eterno e que ia parar num buraco um dia. Foi quando entrei num cemitério no dia do enterro do meu tio
Escrever pra mim é uma questão de saúde -
eu confesso. Não consigo conter-me internamente de tantas reflexões que me ocorrem diariamente. E minha oralidade limitada não suporta a grande quantidade de ideias que me abarrotam a ponto de sufocar-me - assim a única maneira de limpar-me com eficácia, evitando um acúmulo depressivo, é externando tudo através da escrita.
Há outros que tiveram a ideia de usar a palavra alba e a palavra atroz, mas somente eu tenho a cicatriz, como Ulisses tinha e que, por causa dela, foi reconhecido pela velha ama Euricléia. Eu tenho o acento na vogal "o" (atróz). Ainda que exista outro híbrido Alba Atroz, somente eu tenho a cicatriz, o espinho na carne, e me chamo Alba Atróz.
"Eu nasci em 1978, entre a pobreza gritante de Guaianases, extremo leste da capital. Cresci em estado de vulnerabilidade, estereotipado, pisando descalço em ruas de terra e esgoto a céu aberto, juntamente com meus seis irmãos, a sofrer, sobretudo, o abandono paterno, lutando com a mãe contra a fome, em busca das necessidades básicas, numa casa humilde, de apenas três cômodos, construída em terra de parentes que, muitas vezes, nos desconsideraram..."
Às vezes me pego pensando em nós... os nós que nos unia...
Um nós que tinha planos - um nós que eu queria - um nós de uma hipótese - mas fico agora com a concretude do dia que te senti por um instante mágico e depois se desatou... se foi...
E tem ido a cada segundo pelo orifício de uma ampulheta que nos afasta a cada grão de segundo...
Alba Atróz
Previ os efeitos posteriores à minha fala - ao dizer o que eu penso consegui adeptos e opostos. Não há um agrado pleno.
