Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu posso estar perdidamente apaixonada por alguém, mas se eu o vir fazendo serviços domésticos, eu me desapaixono imediatamente, me desencanto completamente. Eu não sei por quê, mas me sinto como se eu recebesse um balde água fria, perco até o ânimo, e pior é isso, eu nem consigo me disfarçar. Não me pergunte por quê, eu não sei por quê. E não me traga seus porquês. Eu não quero saber por quê. E nem sei por que não quero saber o porquê. Certos porquês é melhor nem saber.
Tanto político ordinário no mundo, e nenhum até hoje foi atingido por um raio. Que eu saiba, não, ainda não foi.
Eu defendo aquilo que eu acredito, sem medo nem vergonha, não importa se em círculos de direita ou esquerda.
Sei que estou sendo repetitiva, e continuarei sendo, porque a TV também continua repetitiva. E eu não sei ficar ouvindo calada. Então eu insisto e repito, é a classe social que dita a capacidade de competir, e não a cor. Quanto mais pobre for a pessoa, maior o riSCO de ela ficar pra trás, e de até sofrer violência e de morrer também. Mas parece que preferem colocar a culpa na cor do que exigir do Estado políticas que visam melhores condições de vida pra todos nós, brancos, negros, pardos, indígenas..., uma política comprometida com a erradicação da fome, da exclusão social, e com o fortalecimento da educação... e que isso não viesse a ser só no papel.
Se eu pudesse escolher mil vezes entre ser homem ou mulher antes mesmo de eu nascer, se fosse possível, escolheria ser mulher. Se eu puder nascer de novo, quero nascer e morrer mulher de novo, independentemente do que tivermos de enfrentar.
Eu jamais faria uma foto dessa daí, que o povo tá fazendo, segurando um cartão de vacina na mão, e mostrando orgulhosamente que tomou uma vacina e ainda recebendo os parabéns por isso (De quê???). Porque, pra mim, tomar uma vacina não é mérito algum de ninguém, não é motivo de orgulho pra ninguém, e sim uma obrigação, não só do governo de fornecê-la ao povo, mas do povo também, de tomá-la e assim prevenir a propagação da doença, isso faz parte da vida, é algo comum, pelo menos pra mim é uma coisa normal. Ou não é normal? (Aliás, se há algum mérito nisso, ele pertence unicamente aos cientistas, e a mais ninguém.) Eu acho essa coisa de foto pós vacina um tanto ridícula e desnecessária. O problema é que o povo aceita qualquer coisa, e fica feliz por pouca coisa, e por qualquer coisa que seja, e por isso quase sempre é tratado pelos governantes como qualquer coisa, como se fosse qualquer coisa também.
A única coisa que eu acho revolucionária é a conscientização – sobre o que é a vida, o que é o mundo, o que são os outros –, que é o que, de fato, evolui a conduta humana. Infelizmente, a falta disso é o motivo por que tão poucos compreendem isso. Alguns poucos, na verdade muito poucos compreendem, sabem, ou podem compreender isso.
Me lembro que, quando criança, que eu tinha de três a quatro anos, numa noite em que eu estava deitada pra dormir, me peguei pensando em como eu iria ter dinheiro pra comprar roupa de gente grande, já que as minhas roupas eram pequenas demais para servirem numa pessoa adulta. Por um momento fiquei muito preocupada com isso, pq eu achava que de uma hora pra outra eu me acordaria "gigante", mas logo achei a solução: eu vestiria as roupas da minha mãe! Ufa! Foi um alívio. E dormí feito anjo. (rs) Ser criança é bom por isso, as coisas não ficam martelando na nossa cabeça o tempo inteiro, elas entram e saem como num passe de mágica. E depois fica tudo certo. Pena que a gente cresce e desaprende a confiar naturalmente na Vida.
Eu jurava que moeda forte fosse favorável para o seu país de origem, como o dólar é para os Estados Unidos, por exemplo. Não conseguí entender o ponto de vista desse tal ministro aí, esse Guedes. Quer dizer então que real bom é real fraquinho, é isso?
Eu me ferrei todinha por seguir alguns conselhos de minha mãe, mas a maioria deles ainda tá valendo.
Você não precisa gostar de mim porque eu o trouxe a este mundo. Você não precisa gostar de mim só porque eu sou a sua mãe. Quero que você goste de mim pelo o que eu sou, pelo o que eu, realmente, represento para você, e vice-versa. Eis o nosso antigo lema.
Até hoje eu fico pensando por que é que as mães faziam "Gut gut gut! Prrrrrrrrr! Prrrrrrrrr!" para os seus bebês. Será que ainda fazem isso?
Se tudo é energia, e se energia é indestrutível, então tudo é eterno. Você é eterno, eu sou eterna, e todo o mundo é eterno. Se existe, ou já existiu, não pode mais não existir, continuará existindo eternamente.
Se eu tivesse mil vidas e mil chances pra escolher meus pais biológicos, escolheria os mesmos mil vezes mais, só assim eu seria quem eu sou hoje.
