Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu pensava que já tinha dominado de uma vez os abusos de racismo. Mas no entanto nunca pensei que receberia tantos de uma vez.
Convivi com várias pessoas durante toda a minha infância a quem eu chamava amigos, mas, só aos 18 anos é que eu percebi que só tive um amigo em toda a minha vida: A solidão.
Eu tentei mudar o ponto de vista dos racistas, mas não consegui. Procurei um monte de gente e tentei de novo e o resultado final não mudou. Nem tudo é possível.
Foram tantas as vezes que te magoei que me perdi quando tentei contá-las. Eu estou arrependido, por Isso, peço sempre que me perdôes. No entanto sempre rejeitas-me e continuas muito irada comigo.
Dizem que o que eu faço qualquer um pode fazer, Mas até agora não vejo mas ninguém a fazer oque eu fiz
Do que seria o céu sem tua graça?
Nada, eu suponho.
Pois tu és luz — é alívio.
Teu corpo é abrigo onde minha alma deseja repousar.
Teu sorriso é sol, que faz tudo iluminar.
Tua voz é o sonho do qual quero sempre lembrar.
Admiro cada detalhe daquela que é minha — meu olhar foi feito só para contemplá-la.
Tua presença é minha única alegria
nesta vida que tanto pesa
Por ti ando, por ti respiro, por ti existo.
E então me pergunto:
como esta alma solitária viveria sem tua doce presença?
Por isso insisto:
do que seria o inferno com tua graça?
Tudo, eu suponho.
Ainda que eu utilize das vozes de 1.000 autores. Que cite de Shakespeare á Mario Quintana. Que fale de verdades, simplicidades e esperança. Que lamente minhas dores e angustias dentre as entrelinhas da minha solida e triste historia. Ainda assim, eu seria singelo em utilizar das palavras, das doces palavras, que vossa vã filosofia tem me afogado a ideia, e trazendo a sutil reflexão em sua maravilhosa existencia. Faça-te de mim, não apenas o condutor da verdade, mas que tão só esta verdade, possa lhe ser a metáfora da vida, da semente de esperança, do acordar das manhãs ao por do sol de seus dias.
[...] Mas é claro que eu me preocupo! Todos somos a voz interior, no fim eu simplesmente levo tempo demais pra dizer "sim", e razões de menos pra dizer "não". Por que é muito mais fácil lidar com uma situação ao qual não me coloquei - Claro que eu sei que isso não é bom, afinal quem não arrisca não petisca não é?, mas eu acho que já cansei de petiscar, se não for pra ser em grandes e fartas fatias, eu nem me arrisco a cortar esse queijo.
E é claro que eu erro, caio, falho, peco e minto, sou humano, e ainda que eu quisesse, não sei ser perfeito. Mas eu gosto do feito, do carinho, da compaixão. Sinto saudade, amo, desamo, corro atras, e de repente faço falta. Meu vazio é de incompletude, de existência ausente, de alguém de perto por perto, aqui dentro talvez.
Fiz de mim um poço, tão profundo tao feito, mas sei la, sou assim, se gosto, gosto, se amo, amo, não sei ser metade, pouco e pior, me incomodo em ser nada. Não ha espaço que eu não me caiba, mas o pouco é apertado demais para mim, faço de mim gigante, gigante amor, gigante.
Se estou, estou, se me fui, me esqueça, não sou de voltar, por isso, nunca jamais em hipótese alguma, me deixe partir, por que como um grão de areia, eu também me esvaio, e sem pesar me perco no deserto, e o longe fica também perto.
Repousava bem perto um do outro, a matéria e o espírito.
Bem aventurado, pensei eu comigo, aquele em que os afagos de uma tarde serena de primavera no silêncio da solidão produzem o torpor dos membros; porque nessa alma dormem profundamente as dores no meio do ruído da vida.
[...] ao avista-la, uma ou duas fichas acabaram por cair, pena que ali eu estava com os bolsos cheios, de fichas, que aguardavam ansiosamente pra se despencarem.
[...] tentei insistentemente esconder um sentimento dentro do peito que eu nem sabia que poderia vir a existir, era um buraco enorme. Uma "fazenda" inteira estava sendo incendiada e em pouquíssimos segundos tudo havia sido devastado. A vida naquele instante talvez tinha perdido o sentido, não pelo fato, mas pelas razões, que na minha mente não pareciam existir.
Na espera do que vem a seguir, cheguei a conclusão de que eu me enganei, em quase toda minha vida. E eu falhei, não em compreender a minha imortalidade, mas falhei em não aprecia-la, e como resultado, eu falhei em aproveitar a maior parte da vida.
Eu precisava levar as minhas lágrimas para onde não seriam notadas. - Eu verdadeiramente odeio chamar a atenção. Foi então que sem perceber, o mar me abraçou, e em forma a consolar a minha tristeza interna, todas as lágrimas caíram. O céu então se abriu e muito embora meus olhos me entregassem, o sorriso já me era mais leve.
Eu suspirei, segurei uma ou duas lágrimas, mas elas vinham descontroladamente uma seguida da outra em direção ao agora. Pude em alguns instantes sentir uma vulnerabilidade sem par, talvez jamais presente e ainda, totalmente carente de mim.
[...] e então eu suspirei, segurei uma ou duas lagrimas, mas elas vinham descontroladamente uma seguida da outra em direção ao agora. Pude em alguns instantes sentir uma vulnerabilidade sem par, talvez jamais presente e ainda, totalmente carente de mim. Foi então que sem perceber, o mar me abraçou, e em forma a consolar minha tristeza, todas as lágrimas caíram, e foram levadas, juntamente com a minha memória de ti.
[...] confesso que naquele momento eu fui incrivelmente pego de surpresa, o momento era singelo, talvez pequeno demais pra me fazer parar no tempo. Ao caminhar em minha direção, ela soltou um sorriso pouco convencional nos meus dias, e mesmo sendo no inicio da noite, estranhamente um sol raiou. Pensei rapidamente eu comigo, "- que surpresa boa!"
Eu sou alguém que prioriza a liberdade acima de tudo.
Tenho uma lista de desejos imensa, mas qualquer coisa que custe a minha liberdade, imediatamente retiro da lista.
