Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Se Outras Vidas Existirem
E eu queria saber, nas outras vidas
quando foi que nossos olhos se encontraram.
Se foi na chuva de uma cidade antiga,
ou no silêncio de um campo abandonado.
Queria saber em qual delas
a gente esqueceu de amar.
Se foi o medo que trancou a porta,
se foi a pressa que não soube esperar.
Me pergunto se foi injusto
não termos ficado juntos.
Ou se o destino, com suas mãos invisíveis,
só quis nos proteger de mundos que ainda não eram nossos.
Mas mesmo sem resposta,
mesmo sem lembrar do começo,
eu escolheria de novo o teu tropeço,
o teu riso, o teu avesso.
Porque se amar é também perder
e reencontrar sem saber,
então que venham outras vidas,
outras despedidas,
outras chances de te ter.
Eu viveria tudo novamente.
A dor. A espera. O quase.
Só pra sentir mais uma vez
esse amor que nem a morte desfaz.
Precisamos aprender a construir...
Construir o eu
Construir pessoa
Construir identidade
Construir homem, mulher
Construir um lar
Construir uma família
Construir amor
Construir vida
Ser feliz!!!
Te vejo em tudo.
Em pequenos detalhes da vida eu vejo você,
No mudar brusco do clima, no fumo do café , no sorriso de uma criança aleatória eu te vejo !
Sim sim eu vejo.
Nas pequenas coisas da vida , das mais sem sentido até aquelas que têm uma lógica explicação...
Eu te vejo,
Eu não só te vejo , eu te sinto
Em todas as coisas boa que despertam um sentimento agradável,
por isso eu quero estar Sempre perto
Mas tão perto que desse até para ouvir os batimentos do teu coração
Você não vê?
Eu preciso colar em ti ,
e mesmo assim eu ainda sinto que não será suficiente,
Eu quero ser uma parte sua
E quero que tu também me queiras do mesmo jeito e na mesma intensidade .
Será que fomos feitos um por outro ? Será que só eu sinto isso ?
Existem perguntas que eu não faço em voz alta pós as respostas me deixam com medo, mas não saber das coisas é algo aterrorizante para mim.
Insanamente eu só não te vejo , eu te desejo desesperadamente
Cada toque, cada beijo me faz te querer ainda mais....
Se vou embora não é porque eu não quero ficar ,mas sim por medo desse sentimento deplorável se tornar tão grande e eu não conseguir controlar.
Eu não procuro algo mágico , algo extraordinário ou algo que seja eterno .
Eu só preciso de você aqui no agora e sem muitas espectativas.
Mas, mas...
Fim.
Por:Guifilda Cruz , junho de 2025
Eu fico olhando as árvores.
Elas perdem as folhas como quem perde dinheiro no bolso furado — sem drama, sem explicação. O vento leva, o chão recebe, e mesmo assim elas continuam de pé. Não imploram. Não negociam. Não fazem discurso sobre “resiliência” em rede social.
Elas sabem.
Sabem que não é perda. É troca.
A gente é que esquece disso e chama tudo de fim.
O homem se agarra no que já morreu dentro dele. Relacionamentos, ideias, versões antigas do próprio nome. Segura com força, como se a mão fechada pudesse impedir o mundo de girar.
Mas a árvore não.
Ela deixa ir.
E talvez seja isso a coisa mais próxima de liberdade que existe: não confundir queda com morte. Não confundir mudança com derrota.
As folhas caem e ninguém pede desculpa.
O tronco continua.
E de algum jeito que ninguém explica direito, isso ainda é vida.
EU - PARTE I
Jovem ainda... talvez...
Ouvi tantas histórias quando criança
Rezei, senti medo, cresci...
Ganhei feridas , perdi tantas vidas
E ainda, vivo, estou aqui.
Jorge Floriano.
Ela me pediu Nudes eu mandei um poema ela não me respondeu pensei ela queria foto do corpo e eu mando a pureza do meu coração
Te amo duas vezes...
Eu sempre amei você,
desde o início,
desde o silêncio,
desde sempre...
desde o nada que já era tudo.
Antes de saber quem você era,
antes de entender o que seria
na minha vida.
Não sei se foi o poder da chama gêmea —
da junção divina —
mas te amei bem antes...
Talvez seja a força das almas,
o laço antigo,
a chama gêmea —
essa união que não se explica,
mas que se sente...
com a pele,
com o coração.
Não sei se fui eu quem amou primeiro,
ou se apenas reconheci
um amor que já me habitava.
Quando soube de tudo,
não houve espanto,
nem dúvida.
Só permaneci —
amando.
Como se já soubesse.
Meu corpo já ansiava o seu,
meus pensamentos já te buscavam,
meu coração…
já era teu.
Já amava com toda a intensidade,
já sentia saudade.
E eu, sem perceber,
já tinha desistido de tudo
por você.
Não sei onde termina o amor
e onde começa a conexão de almas.
Talvez nem exista fronteira.
Porque, se for assim,
em total lucidez,
declaro —
nesta vida corpórea
e na outra espiritual —
eu te amo duas vezes.
Só não fuja de mim...
Quando eu me aproximar,
depois de criar coragem
e falar do nada,
mesmo sem sentido algum...
Não precisa me responder.
Pode fingir que não me ouviu,
pode se calar
para não me magoar...
Com palavras
não pensadas,
ditas da boca para fora,
jamais do coração,
que saem como defesa.
Defende-se de um sentimento
que é cura,
não tormento.
Pode ficar quieto, parado,
e até me ignorar,
mesmo que eu não saiba o porquê:
se é amor, desejo ou desprezo...
Já não me importa tanto.
Posso até me enganar,
sem conhecer o real motivo.
Apenas fique.
E não fuja de mim!
O silêncio da minha alma
Fui me apagando aos poucos...
E eu nem percebi.
Lutava sem saber,
Implorava sem querer...
Demorou,
Mas entendi.
Tentei,
Briguei,
Estava numa guerra.
Eu queria de volta a minha personalidade,
A guerreira
Que vencia tudo
E todos.
Onde me perdi?
Onde deixei de existir?
Mas isso não era certo,
E eu não desistiria.
Na luta por me encontrar,
Já não sabia
Se me achava...
Ou mais me perdia.)
Essa sou eu!
Alguém me disse que eu mimava demais uma aluna de 8 anos, autista.
Respondi: “Você não sabe o quanto é bom mimar e ser mimada!”
Duas semanas depois, lembrei que essa pessoa havia perdido a mãe aos 10 anos e foi viver com parentes.
Pronto. Perdi o chão. Até hoje peço a Deus que me perdoe, caso a tenha feito sofrer…
E pretendo me desculpar com ela pelo que falei.
Entendo que, às vezes, quem critica algo bom é justamente quem nunca pôde vivenciar isso.
E sei que não somos culpados pelo passado,
mas somos responsáveis pelo futuro —
e o futuro é construído agora, no presente,
com boas e novas atitudes.
Não é porque alguém sofreu no passado
que precisa viver eternamente frio, egoísta,
espalhando dor e destruindo sonhos,
preso num ciclo que só se autoflagela.
Eu vi… Racismo reverso
Eu vi…
um branco ficar de pé no ônibus,
como se sentar ao lado de outro branco
fosse um erro.
Eu vi a polícia correr atrás de um branco,
como se a cor dele dissesse alguma coisa.
Eu vi famílias proibirem amores,
só porque o amor tinha pele branca.
Vi barrigas rejeitadas
antes mesmo de serem vida,
por medo de nascerem claras demais.
Vi brancos confundidos com funcionários,
babás, serviçais, sombras…
como se a cor definisse o destino.
Vi gente que jurava
que nunca teria filhos brancos.
E vi…
vi tantas vezes
que perdi a conta.
Vi brancos reduzidos a leite,
a anjos,
a piadas que doem
onde ninguém vê.
Vi quem dizia:
“até tenho um amigo branco”,
“até tenho um parente branco”,
“até já namorei um”.
Vi um homem branco
ser chamado de empregado
na própria casa,
enquanto pediam para ver o “patrão”.
Eu vi…
e a cada vez,
doía perceber
que nada disso existe.
Que o que chamam de “racismo reverso”
é só a prova mais triste
de que não entenderam nada
sobre o que realmente dói.
Se hoje fosse o último dia
Para Lana e Ian
Se hoje fosse o último dia,
eu faria tudo exatamente igual.
Eu acordaria vocês
com um beijo longo,
cheio de vida, cheio de nós…
Assim como fiz ontem.
Abraçaria devagar,
dizendo “bom dia,
meus amores”,
mesmo que o dia
assustasse lá fora…
Assim como fiz ontem.
Prepararia o lanche
mais gostoso,
o suco que vocês adoram,
e sorriria ouvindo cada
risada boba…
Assim como fiz ontem.
Faria o almoço com carinho,
porque amor também
se serve no prato…
Assim como fiz ontem.
Repetiria mil vezes que
eu amo vocês,
até vocês acreditarem
que esse amor
é maior que o mundo…
Assim como fiz ontem.
Mostraria, em cada gesto,
que vocês são a melhor
parte de mim…
Assim como fiz ontem.
Tentaria transformar o dia
no mais bonito da vida de vocês…
Assim como fiz ontem.
Protegeria cada passo,
cada sonho, cada medo…
Assim como fiz ontem.
E, mesmo no último instante,
eu plantaria esperança em seus corações,
para que os dias que
viessem depois
fossem mais leves…
Assim como fiz ontem.
E antes de ontem.
E sempre.
Porque ser mãe
é amar como se todos
os dias fossem o último —
e o primeiro também.
É ensinar a sair da
zona de conforto
e buscar o que realmente
traz felicidade.
SaMarSi
Eu sei quem sou.
A sua opinião não é necessária.
Não escrevo para receber curtidas.
Basta que leiam.
Quero provocar.
Mexer onde ninguém toca,
onde o véu permanece
e a ilusão toma conta.
Quero apenas que saiam
da zona de conforto
e encontrem o “eu” oculto.
Se você leu
e se incomodou, de alguma forma,
com o que escrevi,
então eu consegui
o que eu queria.
A Borboleta Azul
Ela tem tantos poemas…
Que eu nunca imaginei.
Muitos já a viram…
Não fui só eu.
Li vários significados,
não sei se todos são verdade.
Alguns, eu gostaria que fossem…
Outros, talvez.
O que eu sei é que
foi uma sensação maravilhosa —
algo mágico.
E não sei se mereço
o direito de presenciar
um milagre assim.
E isso me assusta.
Penso: “Quem sou eu
para viver todo esse encanto?”
Um pequeno grão de areia…
E, incrivelmente, é real.
E nesse momento de reflexão,
compaixão e humildade…
ela pousa em mim.
Meu coração se renova
e se enche de uma alegria inexplicável.
Me sinto completa.
Me sinto num mundo de fantasia,
de faz de conta.
Ela levanta voo,
dança feliz…
E em nenhum momento
pensei em detê-la.
Porque a maravilha
é a vida,
e está em ser livre.
Penso que talvez
seja um sonho
do qual eu nunca quero acordar.
Não vi só beleza…
vi magia.
Abaixo a cabeça novamente
e, humildemente, agradeço.
Obrigada, Borboleta Azul.
Obrigada, meu Deus.
A Mãe e o Olhar
Edineurai SaMarSi
Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.
Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.
Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.
A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.
Fazia tudo como antes.
A vida seguia.
Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.
Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”
Não passou.
O tempo andou.
Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.
Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.
Eu não entendia…
Até ser mãe.
E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.
E alguns dias…
simplesmente não passam.
Em Seus Braços
Deve haver um lugar para mim
que seja como em seus braços,
onde eu consiga ficar em paz.
Que seja parecido com você,
onde o silêncio me abrace
e eu não precise me perder.
Um lugar quentinho,
como o seu abraço,
onde os meus sonhos se acalmem
e o meu coração se sinta em casa.
Um canto quente e protegido
feito o teu aconchego,
onde os sonhos fazem ninho
e o amor vence o medo.
Deve haver um lugar pra mim
com cheiro do teu abraço,
onde o tempo anda devagar
e o silêncio não é cansaço.
Um canto manso pra deitar
os medos que eu não digo,
onde o sonho aprende a ficar
e a saudade dorme comigo.
Deve existir esse lugar,
mesmo longe do teu olhar,
onde o meu peito faz morada
até você voltar.
Se for preciso, eu vou
por caminhos sem direção,
só pra encontrar o calor
que acalma o meu coração.
Deve existir, sim, esse lugar
em algum canto, mesmo distante,
para que eu permaneça
até que eu te reencontre.
Entre dois mundos
Não sou do tipo “normal”.
Mas eu sempre tive histórias
que não cabem no comum.
Logo depois da adolescência,
vivi algo que nunca esqueci.
Acordei…
ou achei que acordei.
Levantei da cama
e caminhei até a porta do quarto.
Tentei abrir.
Uma vez.
Duas.
Várias…
Nada.
Foi então que, sem entender,
olhei para trás —
e me vi.
Deitada.
Dormindo.
Havia duas de mim no mesmo espaço:
uma presa no corpo,
outra presa no quarto.
Me aproximei devagar…
como quem teme atravessar um espelho.
Tentei me acordar —
toquei, chamei…
mas era como tentar alcançar o vento.
Voltei até a porta.
Insisti mais uma vez.
Nada.
Então desisti.
Voltei para a cama.
Sentei ao meu lado
e, meio irritada, meio rendida, falei:
— Já que não consigo sair…
vou ficar aqui,
esperando você acordar.
E esperei.
Sem saber o que havia lá fora,
sem saber se alguém poderia me ver,
sem saber, sequer,
onde eu realmente estava.
Depois…
acordei.
Como se nada tivesse acontecido.
Mas, aos poucos,
as lembranças foram voltando —
como ecos de um lugar
onde ainda existo.
Nunca entendi
por que fiquei presa naquele dia.
Mas entendi outra coisa:
eu vou.
Vou a lugares,
tempos,
dimensões…
E, às vezes,
nem preciso estar dormindo.
Sempre vivi
entre dois mundos.
E, por muito tempo,
tentei negar isso.
Fingir.
Me encaixar.
Ser outra.
Hoje, não.
Outro dia, disse
a uma das minhas Pessoas Favoritas:
— Eu sou assim.
Ou me aceita…
ou não.
Ela ficou.
E, desde então,
não questiona mais —
admira.
Talvez porque, no fundo,
todo mistério só assuste
até encontrar
quem não tenha medo de olhar.
E eu aprendi:
não existe calmaria
sem a coragem da verdade.🌙
Luz que não se apaga
Lana e Ian,
um dia eu me escondi
para caber no mundo…
diminui quem eu era
para não incomodar.
Mas vocês foram criados diferentes.
Eu fiz o possível para que fossem pessoas radiantes,
confiantes e com personalidade...
A vida, às vezes, ensina pela dor —
mas eu peço a Deus
que vocês aprendam pelo amor.
Que a fé de vocês nunca se apague,
que a bondade não endureça
e que os seus corações
sempre reconheçam o que é verdadeiro.
Que rezem e agradeçam sempre.
Que orem pelas pessoas
e por todos os seres vivos,
para que fiquem sempre bem
e protegidos de todo o mal...
Nunca deixem de acreditar nas pessoas,
nunca guardem rancor
e ouçam os seus corações.
Que, com o tempo, aprendam
que as coisas ruins existem
para algo ainda maior...
Enfim, eu criei vocês para brilhar.
Que sejam sempre luz na vida de alguém.
Então, levantem sempre a cabeça,
estufem o peito
e andem como donos do mundo.
Não se diminuam.
Nunca.
Quem ama vocês de verdade
não caminha ao lado limitando —
corre para acompanhar.
E, se algum dia tudo parecer incerto,
olhem para dentro…
é lá que Deus sussurra.
No Reino de Deus,
nada se abaixa para caber —
só entra quem vibra na verdade.
Só quem for realmente capacitado fará parte.
Então, meus filhos, não se apaguem.
Brilhem e, simplesmente, sejam felizes...
Sabendo que sempre fizeram o melhor que puderam.
Eu amo vocês!
Edineurai SaMarSi
