Eu Vou mais eu Volto meu Amor
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"Enquanto for um tranquilo RIO,
ah, eu SORRIO
e deslizo entre pedras e pedregulhos,
afinal dos meus olhos
nada escapa enquanto estiverem abertos..."
***
(Francisca Lucas)
*
"O que eu desejo e quero
as vezes me dá desespero,
Vejo pouco a distância,
e nessa pouca visão,
embaça a reflexão,
deixando subtraída a poesia,
que vive em vôos de pássaros aprisionados em gaiolas do tempo."
***
( Francisca Lucas )
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(Nossa infância)
Eu queria voltar
atrás e no passado
sabotar
a nossa história...
Reescrever a nossa infância,
Para que jamais precisasse haver separação...
E que nossa adolescência
na operação
do tempo durasse uma eternidade!...
***
Eu queria um dia estar sozinha com você...
Pra talvez dizer alguma coisa, ou dizer nada...
Pegar tua mão e deixar-te sentir o pulsar do meu coração...
Sentir teu toque...
Chegar bem perto...
Te abraçar, e simplesmente te dá um beijo.
Se você fosse música, eu te cantaria baixinho, como quem canta para ficar. Se fosse poesia, eu te recitaria sem pressa, com a voz cheia de intenção.
Se fosse bebida, eu te beberia em goles lentos, saboreando o risco e o prazer, pois você é como aquele gole da bebida proibida, que a gente evita todos os dias, porque sabe que basta um só gole para se viciar.
Se fosse erro, eu erraria sem medo, mas sendo acerto, eu te acertaria todas as vezes.
Se estivesse à venda, eu te compraria sem pechinchar. E se estivesse perdido, eu te encontraria, mesmo sem mapa, sem GPS, mesmo no escuro.
Você traz movimento ao meu tédio, e os seus olhos são o remédio que cura qualquer dor de um dia ruim.
Se você fosse um livro, eu te leria devagar, uma frase por dia, repetindo cada sílaba, bem lentamente, para nunca chegar ao fim.
E se alguém te pedisse emprestado, eu sorriria e diria: lamento, esse é especial. Não empresto, não confio ele a ninguém, e ainda não terminei e não quero terminar de ler, nunca.
Eu sinto falta da sua voz
como quem entra num quarto vazio
e percebe o eco da própria solidão.
Sua voz não é só som
é abrigo.
É casa.
É o lugar onde meu caos se aquieta.
Sinto falta do seu cheiro…
e isso me desarma.
Não sei explicar a fragrância,
mas meu corpo reconhece.
É química, é memória, é desejo.
É vontade de fechar os olhos
e me perder no seu pescoço
até esquecer o mundo.
Sinto falta do seu beijo
da pressão, da entrega,
do calor da sua boca encontrando a minha
como se fosse a única verdade possível.
Sinto falta do seu corpo junto ao meu,
da sua temperatura misturada na minha,
do jeito que você me puxa
e me faz sentir
inteira, viva, escolhida.
Escrever é a única forma que encontrei
de tocar você sem tocar.
Porque quando não estou com você,
o que me resta
é transformar saudade
em palavra.
Primeiro eu acordei, depois de sonhar com você, no eco do sonho que te vestia de luz.
O mundo era silêncio, só o teu nome ecoava,
um sussurro que me atravessava a alma.
Depois, descrevi o sonho, como quem pinta o céu, teu corpo era mapa, teu beijo, bússola.
Tua voz cantava uma melodia que me embalava, e eu, perdida em teus abraços, esquecia o tempo.
Voltei a dormir, mas o teu cheiro persistia,
como um fantasma de ternura, suave e quente.
Ao despertar, a saudade já habitava meu peito,
um vazio que só tu poderias preencher.
Passei a manhã suspirando seu nome, vendo teu rosto em cada canto, tua boca, um doce enigma que me consome.
Teu olhar, um farol que me guia na escuridão,
teu calor, um fogo que me aquece por dentro.
Lembrei de tua respiração, ritmo de vida e paixão, da expressão que te invade quando me entrego a você.
Cada suspiro teu era um verso, cada gesto, poesia, e eu, apenas uma refém do teu infinito.
Agora passo as horas querendo saber de você onde estás, como estás, se ainda me lembras.
A saudade é um rio que corre dentro de mim,
e eu, à margem, espero que tu voltes a sorrir para mim.
E eu seria o vento que te envolve,
a sombra que te segue descalça,
o nome que te escapa dos lábios,
quando a noite se faz mais densa.
E eu sou o rio que não se cansa,
a margem que te espera quieta,
o segredo que guardas no peito,
mas que nunca confessas.
E eu seria o aroma da terra,
após a chuva que te refresca,
o brilho que se perde no espelho,
quando te olhas e não te enxergas.
E eu não sou a luz nem a escuridão,
só o crepúsculo que te confunde,
"Você sente o que eu não digo?"
Mesmo quando te calas.
E eu seria o eco da tua voz,
a falta que não se explica,
o abraço que nunca se desfaz,
mesmo quando te afastas.
E eu não sou o sonho nem o despertar,
só o instante que te suspende:
"Você lembra do que fomos?"
Mesmo quando não respondes.
OH NOITE
A NOITE veio
e eu achei tão bela.
Veio para acalentar.
Veio com a LUA
brilhar para os amores incompreendidos
e em silêncio, traz o gosto do VENTO.
Placilene Rabelo
Reintegre-se
Reintegre sua vida com sua essência, com seu eu,
com sua verdade .
Não se deixe para trás.
Não se deixe para depois.
"Agora eu sei que os sonhos são retalhos de solidão que viajam nas asas do vento...confetes de saudades dos intensos momentos vividos em nossas mais profundas ilusões"...
E sorrias!
Eu te vi sorrir e já era crepúsculo
No horizonte o céu avermelhado soltava raios maravilhosos...
mágicos...
Teus olhos brilhavam num azul de violetas fantástico!
Me afagavas e pensei serem carícias de anjos...
uma música tocava ao longe... então
Fechei os olhos, distraída na pureza da melodia
Serenei na tua pele... qual brisa
Invadindo teu corpo... acariciando...
com doçura e te perfumando com aromas de rosas vermelhas eternas...
Sussurraste palavras doces... e sorrias...!
Dançando...
Quero dançar contigo sob os acordes de melodias
Num lugar onde eu possa rodopiar ouvindo as
Canções trazidas pelas ondas do mar... o som mais belo
O mais perfeito sopro de uma divindade em seu reino...
Num tom que me diga onde se abriga a saudade...
Notas musicais de uma linda fábula de amor...
Entre lavandas... !
Amanheceu um dia cintilante...
Eu cantarolava canções que me vinham da alma...
O horizonte de um azul inebriante... A brisa tépida da primavera...
E caminhei entre campos de lavandas perfumadas...
Vagando a procura de curtir esta paz... Achei a paixão...
A beleza... O sentir profundo... A sensibilidade da alma...
O grande amor...
Encanto-me por ser este um momento único... E fico em êxtase
E qual uma alucinação... Num privilégio...
Escuto quartetos de cordas com piano...
Música que me invade e me convida a sair dançando...
Em completo e profundo fascínio!
Na minha varanda...
O tempo passa por mim vagaroso
Suave... E eu escrevo horas a fio...
Mergulhando neste oceano de letras...
Conto histórias de amor... Combino poemas...
E o tempo vai passando...
E passo meus dias assim... Nesta varanda
Olhando o horizonte... Tentando respostas para a minha vida
E vem a chuva e eu continuo ali...
Observando as gotas de água no vitral
Escrevendo com paixão ...
As mais belas histórias de amor !
Se continuar a me abraçar
com as amarras da certeza de quem acha que eu sou,
negará a mudança que é todo ser naturalmente
e se surpreenderá quando meu ser transbordar seu copo
cheio demais, com conceitos de menos.
Nunca compreenderás a imensidão do universo
se ainda nem consegues ver o universo que uma lágrima contém.
Respire, e me deixa respirar.
Dê um passo para trás para que eu possa ter espaço e escolha
de querer caminhar ou simplesmente me sentar,
ou de talvez te envolver com a mutável eternidade de meus braços,
que sozinhos,
são mais eu do que eu mesmo poderia me descrever.
A CORRIDA DO TEMPO
O tempo tem corrido de uma maneira que eu não imaginaria que um dia correria.
E olha que eu corro hein , corro contra o tempo,
mas ele continua sendo mais veloz que minha penosa passada.
Vejo que até meus sonhos precisam estar acompanhando o passo do tempo.
O que ontem era revolucionário e desafiador, hoje está atrasado, defasado, precisando se reinventar para se enquadrar na vitrine pseudo-virtual.
E o que há de mau em ainda querer sonhos tão antigos?
E o que de bom traz estar sincronizado com os quereres do nosso tempo?
O passo do tempo exige de mim prontidão, atenção e ação.
Mas ninguém explica pro tempo que o ritmo do coração é o que dá paz ao ser que diariamente corre.
E é um ritmo tão intimidador e avassalador que rompe a linha do tempo.
Tanto faz se foi pra ontem, hoje ou amanhã.
O essencial é que estou aqui presente e não faltei nenhum dia.
E o tempo corre, ultrapassa os limites que nossos pés podem desenhar .
Mas o coração, já ultrapassado, nos envolvendo em sua grande dança de roda, nos mostra que não há necessecidade de ganhar, mas sim aprender (dentro do próprio tempo) o valor de esperar.
A decepção é quando o seu 'eu' de ontem fez um Pix de expectativa que o seu 'eu' de hoje não tem saldo pra pagar. Viver é passar o resto da vida tentando negociar essa dívida com a realidade.
