Eu Vou mais eu Volto meu Amor
O mundo pode até tentar
Te fazer desacreditar
Mas eu te vejo com o coração
E pra mim, você é canção - Frase da música Olhe no Espelho do dj gato amarelo
A vida me emociona, me decepciona, me chuta e me machuca o tempo todo! Mas se eu ficar chorando, quem vai pagar as minhas contas?
Eu sabia de cor que as estrelas eram azuis;
Eu sabia de cor que a tinta escorria pelo papel;
Eu sabia de cor que és ilustre quem sonha;
E não sabia que você LERIA ESSA PROSA.
Essa eu fiz diante de um ciclo de uma amizade que foi importante pra mim, usei Camus para entender tudo que aconteceu e tudo que permaneceu. Me inspirei na musica Crochê de Jovem Dionísio.
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"Crochê de Amizade: pontos que seguram o mundo"
Há amizades que não chegam de repente; elas se constroem devagar, como crochê.
Um ponto hoje, outro amanhã, um fio que se enrosca no outro, uma conversa que vira apoio, um silêncio que vira confiança. Nada grandioso, nada teatral. Apenas presença. Apenas verdade.
“Crochê” tem essa atmosfera de afeto discreto, quase tímido, que lembra muito o jeito como algumas amizades profundas nascem: sem anúncio, sem expectativa, sem garantia — mas com uma sinceridade que toca onde a vida geralmente não alcança.
Camus diria que é exatamente nesses vínculos que o Absurdo da existência ganha uma pequena trégua.
Porque, num mundo que não responde,
não explica,
não abraça,
a amizade é esse gesto humano — quase rebelde — de dizer:
“eu estou aqui com você, e isso basta.”
A vida é desalinhada.
Nós somos desalinhados.
As dores que carregamos nos fazem tropeçar em nós mesmos.
A lucidez nos mostra que nada é garantido, que a solidão é inevitável, que o universo é indiferente às nossas angústias.
E, ainda assim, existe esse outro ser humano que decide dividir o tempo, o riso, o cansaço, a bagunça, o silêncio.
Isso, por si só, já contraria o absurdo.
É quase um milagre sem misticismo.
Amizade verdadeira não exige perfeição — apenas presença honesta.
É alguém que te vê fora do tom e, ao invés de tentar te ajustar, senta ao seu lado e ouve a melodia torta como ela é.
É quem te passa um fio novo quando o seu arrebenta.
Quem ajuda a desfazer o nó quando você mesmo não consegue enxergar onde começou.
A amizade não te salva do mundo —
mas te lembra que você não precisa enfrentá-lo sozinho.
E essa lembrança muda tudo.
Porque é fácil compartilhar os dias bons; o desafio está nos dias que parecem cinza por dentro.
Nos dias em que você questiona o próprio valor,
em que o mundo parece grande demais,
em que a alma parece pequena demais.
E é justamente nesses dias que um amigo — verdadeiro — transforma o absurdo em algo suportável.
Não com respostas.
Não com soluções.
Mas com a coragem silenciosa de simplesmente estar.
Camus acreditava que continuamos vivendo não porque encontramos sentido,
mas porque inventamos pequenos motivos para seguir.
A amizade é um desses motivos.
Um dos mais fortes, talvez o mais humano.
E, no fim, o crochê da amizade é isso:
um tecido feito de confissões e risos,
de ombros e demoras,
de pequenos gestos que ninguém vê,
mas que seguram o mundo inteiro do lado de dentro.
Não precisa ser perfeito.
Não precisa ser constante.
Só precisa ser verdadeiro.
Porque, quando o resto desaba,
são essas linhas simples —
essas linhas feitas à mão —
que impedem nossa alma de se desfazer.
E, nesse desalinho tão humano,
há uma beleza que Camus entenderia:
a amizade é uma revolta contra o vazio.
E cada ponto dado juntos
é uma pequena vitória silenciosa contra o Absurdo.
Y.C
O melhor presente não tem papel colorido, nem laço de fita...
É eu estar presente na minha vida, e no coração das pessoas que me são queridas!
Eu tento me distrair, tento fingir que estou ocupado demais pra notar tua ausência, mas no fundo eu sei que não importa o que aconteça.
TODA NOTÍCIA BOA AINDA É METADE TRISTE POR NÃO PODER TE CONTAR.
Estou mal: Será que eu sou feliz e não tô vendo?
Estou bem: Será que tô escondendo a dor ou realmente tô sentindo essa alegria?
A gente chega num ponto, que não consegue entender nem o que sente. Parece que não sabemos mais quem somos.
Um dia estamos mto tristes, com mto medo, apavorada com as "vontades de Deus", se machucando com as lembranças do passado, lamentando o que poderia ter feito ou dito de diferente, culpando pessoas que deveriam ter te protegido, condenando os covardes, que nunca vão deixar vc saber, se sua vida, seus erros, se suas escolhas, poderiam ter sido diferentes.
No outro dia, acontece algo bom, alguma coisa dá certo, aí os medos passam, a esperança aparece (é só uma visita?), a gente faz planos, começa até a acreditar que pode ser feliz sim, começamos a combinar de cuidar da beleza, da mente, do espírito, cuidas das pessoas. Até o perdão visita nosso coração, tudo tá fluindo..
Mas vem o outro dia, "ah não" ou "ainda bem", tem o outro dia, e outro, e outro... e cada dia de um jeito, cada dia um medo desbloqueado, e cada dia uma esperança linda..
Eu não aceito que o "propósito de Deus", tenha me colocado onde estou. Se minhas escolhas não foram realmente minhas, de quem foram? Então pq eu que pago a conta? Se tudo é culpa do "inimigo", todos iremos pro céu de Deus?
Acredito que somos culpados por nossos atos, e devemos sim, pagar por nossos erros. Mas tem prazo pra terminar? É até morrer? E essas coisas que penso, antecipam a minha morte?
Muitas perguntas, nenhuma resposta. Muita luta, nenhum retorno. Muita mudança, nenhuma recompensa.
Só viemos pra cumprir o propósito de Deus (servir)? Não estava incluso no pacote da vida, ser feliz? Permanecer saudável e em paz com as pessoas que amamos? Conquistar o que sonhamos com nosso trabalho? Nunca dependi das migalhas do governo, nem esperei ajuda de ninguém, sempre dei meu jeito. Fiz o que foi preciso, fui pai, fui mãe, fui mulher. Sou ser humano, não sou perfeita. Vou pro inferno?
Amo Jesus, muita coisa, mas tenho pavor de Deus. Dizem que são um só, então peço perdão!
Você é o autor da sua história
E eu quero fazer parte, agora
Vamos escrever, sem medo de errar
Algo que ninguém vai apagar - Frase da música Algo Incrível do dj gato amarelo
Aprendendo a ler o clima
Eu nasci com o coração voltado para fora.
Desde cedo, o mundo me atravessava
antes de pedir permissão.
Havia uma casa cheia de ruídos
onde o afeto chegava por intervalos,
como sol entre nuvens densas.
Aprendi cedo a ler o clima,
a prever tempestades pelo tom da voz,
a crescer sem fazer barulho
e, ainda assim, crescer demais.
Havia uma presença vestida de silêncio,
sempre correta, sempre distante,
mesmo quando estava por perto.
E havia outra feita de excessos,
mudança de humor, controle e ausência de cuidado,
um campo minado de palavras
onde o amor surgia quando era conveniente.
E tive que aprender a prever todas as possibilidades
Quando a cidade ficou pequena demais,
o mar se aproximou.
Foi ali que algo em mim
finalmente respirou inteiro.
O oceano não exigia nada:
não pedia explicações,
não barganhava carinho.
Ele apenas vinha.
E voltava.
E vinha de novo.
Aprendi a deslizar
sobre aquilo que a maioria teme.
A cair sem perder a ternura,
a esperar a onda certa
sem endurecer o corpo nem a alma.
Sempre fui boa em aprender.
Corpo atento, mente curiosa,
mãos cheias de perguntas.
Movimento, dança, criação, pensamento.
Mas havia um espaço em mim
que nenhuma conquista preenchia.
Então achei que talvez
o sentido estivesse em doar.
E doei.
Ideias, tempo, cuidado, esperança.
Dei tanto que alguns confundiram
generosidade com disponibilidade infinita.
E eu, que só queria construir,
aprendi também a me decepcionar.
Veio o mundo em pausa.
O ar rarefeito.
As perdas sem ritual.
Os dias iguais demais.
E dentro de mim,
uma tristeza que não gritava,
mas permanecia.
Agora o planeta range.
Homens brincam de poder
como crianças com fósforos molhados de petróleo.
Falam de controle, de fronteiras, de números,
como se a vida coubesse em planilhas.
Decidem sobre corpos alheios
com a frieza de quem nunca escutou o próprio.
E eu só queria surfar.
Sentir o sol queimando os ombros,
o sal abrindo feridas boas,
o corpo cansado por motivos simples.
Trilhar mato, cozinhar para desconhecidos,
defender a terra com alegria
não por heroísmo,
mas por amor.
Às vezes me perco.
Busco estradas nas estrelas,
consolo na espiritualidade,
sinais onde talvez só haja vento.
Não sei ainda o caminho exato.
Mas sei isto:
Ainda agradeço.
Ainda sinto.
Ainda acredito que viver
não precisa ser uma guerra constante.
Carrego um coração mole
num tempo que celebra o endurecido.
E isso, hoje, é coragem.
Se o mundo insiste em ruir,
que eu permaneça sensível.
Se o futuro ameaça,
que eu responda com presença.
Porque enquanto houver mar,
corpos que dançam na chuva,
mãos que cuidam da terra
sem pedir aplauso,
há esperança suficiente
para atravessar a noite.
E se amar este mundo
é o que me cansa,
então aceito o cansaço.
Há exaustões
que são sinais claros
de que ainda estamos vivos.
Eu me perdi tentando te encontrar,
E depois que me perdi não consegui caminhos para me reencontrar,
A perda física é a mais dolorida,
Porque é o mesmo que cutucar as mesmas feridas,
Não se perca buscando validação de ninguém,
O seu valor deve ser reconhecido por você mesmo, antes que opinião de alguém.
Eu quando olho nos olhos sei a beleza das virtudes compaixoes que rodeiam todo o corpo que encantam a alma e o corpo e, se flutuam no universo como folhas em outono a cada estação.
E se escurecer demais
Eu acendo a luz por nós dois
Porque amar também é estar
Quando tudo pede pra ir embora depois - Frase da música dias melhores sempre virão
do dj gato amarelo
Quando o coração cansar de doer
Promete que vai me chamar
Porque eu escolhi você
Até os dias bons voltarem a brilhar - Frase da música dias melhores sempre virão
do dj gato amarelo
