Eu Vou mais eu Volto meu Amor

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Eu não temerei a morte, porquê ela habita em mim.

Eu sobrevivia em preto e branco, você me devolveu as cores.

Ou estou contra o mundo, ou o mundo está contra mim... pois eu acho que a morte é o começo... não o fim.

EU E MEUS INHOS

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Apesar das palestras motivacionais que me recomendam a troca de cada "inho" por um "ão" do tamanho do infinito, confesso que sou do tipo que adora um "inho", tanto na vida profissional quanto na pessoal. Se isto, por si só, é um sinal de acomodação, devo confessar que sou irremediavelmente acomodado. Também pudera: moro na roça, tenho vida lenta, trabalho três dias por semana e quase sempre recuso trabalhos extras (como dar palestras motivacionais) que me renderiam em poucas horas mais do que a minha remuneração mensal.
Escolhi me aquietar com um salariozinho de educador, morar numa casinha nos fundos de um quintal cheio de plantinhas, cuidar de minhas filhinhas até que sejam filhonas e não me matar para viver. No meu cantinho, tenho tudo que mais quero: tempo para compor versinhos, bater um papinho com os vizinhos acomodados como eu, criar uma cachorrinha, ler um romancezinho, escrever meus livrinhos e ouvir uma musiquinha de quando em vez. Às vezes, até fazer um amorzinho com quem não despreze um sujeito anti-competitivo; com ambições distorcidas; sem carrão, mansão, "contona" bancária, comendas, fama, influência, status, nominatas.
Agora com licença; preciso tirar uma sonequinha, pois não sou de ferro e meu planinho de saúde não cobre terapias para corrigir problemas que um bom soninho corrige. Ademais, preciso mesmo cuidar bem do corpo e da psique, uma vez que decidi não adoecer física e mentalmente numa peleja insana para pagar, entre outros itens, um grande plano de saúde que não poderá juntar os cacos de quem terá se matado ou simplesmente não vivido exatamente para viver, dentro desse conceito massificado que se tem de vidão.
Cá com os meus botões, e para ninguém ouvir: vidão, mesmo, é a vidinha que levo neste mundinho particular onde vejo o nascer e o pôr do sol, tenho as rédeas do tempo e sei exatamente quem sou. Até mesmo porque não me confundo com toda essa gente que disputa entre si esse campeonato interminável de quem é mais. Mas isso é uma escolha minha... e não me torna especial... inclusive para minhas filhas, que certamente optarão por não serem acomodadas igual ao pai... e às quais desejo todo o sucesso.

RECONSTRUÇÃO

Para hoje ser quem sou,
já passei por muito eu...
muitas vezes troquei de mim.

Hoje eu nasci para a esperança. Ela se revelou para mim como uma besta abismal, embrenhando-se entre as sombras da floresta. Eu estava em uma clareira confortável demais, segura demais, pequena demais, sufocante demais, embora luminosa. Ali, ao redor, escutava as folhas quebrando no chão. Eram passos vagantes, circundantes, tateando a luz do lugar. A fera pulou em mim, e eu caí monumentalmente como o império de uma era inteira. Morri naquela clareira do conhecido, o animal se me assemelhou, reconheci que eu era a própria fera, e renasci para algo maior que eu, algo ainda em mim mesmo. Esperancei-me. Fui, assim, explorar o breu da floresta, porque queria viver deliberadamente.

Hoje eu entendo o que antes não entendia:
Como era possível não haver espaço pra nada, dentro de pessoas vazias.

Se eu pudesse escolher um lugar para viver eternamente, pousaria em teus olhos — neles, descobri o sortilégio de um universo onde o amor é verbo e infinito.

Toda minha vida foi um silenciar para não incomodar o outro. No final quem adoeceu fui eu.

sabe, eu fico oscilando entre a fé e o ateísmo, mas sou a favor da fé.... porque os humanos me dão medo ja que a falta de fé pode torna-los monstruosos, ja eu não fico assim, por isso me dou o luxo de me revoltar as vezes, porque eu sei lidar com a falta de sentimentos, mas não confio nos demais para isso....

Eu não sou o que me feriu, sou o que escolhi reconstruir.

⁠Uma vez por semana, talvez, eu acordo paralisado, revivendo aquela noite. Mas, antes de o sol se pôr, acho que foi o melhor dia da minha vida.

⁠Eu gosto dele.
Nós nos comunicamos por ligação, whatsapp e Instagram ao mesmo tempo...

⁠Ocasionalmente eu me pergunto o porquê das pessoas não fugirem dos padrões...
Logo, afirmo-lhes que elas têm fome e sede da aceitação.

⁠Eu tenho sede...
Sede de um mundo apto às minhas estranhezas de ser e querer viver.
Sede de alguém que eu amaria estar e compartilhar as incertezas que na vida há.

⁠Há quem ouse a falar que somos libertos, e eu tenho de crer nessa fantasia.
Mas essa liberdade só me é convicta com prazer e ousadia.

⁠Só você
Pra entender o que eu preciso
Pra fazer eterno o que eu sinto
E me envolver no seu coração
Só você
Pra esperar junto comigo
Pra que eu seja seu abrigo
Seu amigo e seu amor
Só você
Pra sonhar junto
E colorir tudo
Como se hoje fosse amanhã
Só você
Que sabe bem do meu mundo
Que dança e corre no meu coração.

Eu não entendo nada o que a música não possa tocar.

⁠Pode ser uma visão egoísta minha, mas é a forma que eu lido com os meus sentimentos e dilemas durante a minha vida. O sofrimento não é algo tão ruim assim, vivemos apenas uma vez, somente uma chance, não é comum que tenhamos uma vida 100% de felicidade e alegrias, mas tudo bem também, quero viver todas as minhas experiências quanto vivo, o gosto doce e amargo, o dia ensolarado e a noite chuvosa... Eu só tenho uma chance, e enquanto vivo quero continuar saboreando de tudo isso!

Meio que feliz

Eu amo escrever
e derramar minha alma
em tudo que sei e tudo que sinto,
mas a necessidade diminui
quando as peças se encaixam
quando o dia termina
e o mundo simplesmente funciona
e eu sou tão grato, sem um fardo para escrever.

Porque eu estou contente com
alguma aparência de felicidade
com a paz que encontrei
em deixá-la ir,
deixando o passado no passado,
deixando os outros se controlarem,
deixando as coisas funcionarem,
deixando as coisas caírem pelas rachaduras,
deixando o espaço tomar seu tempo,
deixando os momentos passarem,
deixando o mundo girar
deixando as ondas rolarem
deixando as nuvens flutuarem
deixando a chuva cair,
deixando o sol brilhar,
deixando-me ser eu mesmo
em todas as minhas glórias
e todos os meus fracassos

Era hora de ser diferente
de todo aquela tristeza
e ainda estou tentando encontrar o
que mudou em mim
para mudar minha vida
e agora eu sei que é um lindo dia
para falar sobre coisas bonitas
através das palavras que eu crio
neste lindo sentimento
que eu chamo de meu próprio poema
é hora de eu escrever um
que tem um pouco de edificante
para me lembrar de mantê-lo apenas por hoje
com promessa para amanhã.

-Raio de Sol⁠