Eu Vou mais eu Volto meu Amor

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⁠Minha Vida Seguir

Passeando pelas ruas eu vejo
Me dá desespero
Quero acreditar que isso possa mudar
Mas pra isso , precisamos protestar
Quem nos colocou a essa crueldade
Seres usurpadores e colonizadores
Ali na esquina é bem assustador
Usam farda e pegam o dinheiro
É quase o dia inteiro
Essa política os constituiu
Isso se chama , " Brasil "
O Pobre abaixa a cabeça
Trabalha honesto e com pouco sobrevive
Eu insisto , quero um mundo diferente daqui
Quero minha vida seguir
Esse País pode melhorar
Mas , só basta acreditar ?
Não , esse seu jeito de pensar
Os prende no dinheiro
E eu não sou maloqueiro
Um jovem branco a seguir
Respeitado , é diferenciado
Já esse irmão aqui do lado
O olhar é diferente
Não tem fortuna , é uma vida dura
Esse eu dou muito valor
Carrega com sigo a dor
Mas é sobrevivente
Quero minha vida seguir
Esse é o meu País
Vamos pensar igual nossos irmãos
Com paz no coração
Mudar essa sociedade
Praticar a caridade
E você ? De que lado está ?
Vem aqui também protestar
Quero minha vida seguir
E jamais desistir .

Tenham todos um bom dia!
A decepção vem de quem você menos espera.
Eu já até me acostumei, mas, ainda não consigo aceitar.

Todas as Tardes
Eu sofri ao deixar minha infância.
Infância tem cheiro de colo, de carinho,
De cafune que a mãe insistia em fazer e você adorava, mas, dizia que não.
Infância lembra: chinelo de dedo arrumado com prego,
Banho na lagoa barrenta, brincadeira na enxurrada
Queria meus 10 anos, de volta,
Para me entupir de jabuticabas do fundo, do quintal do vovô.
Queria minha infância de volta, para subir,
No pé de jambo, árvore enorme e comer o último, aquele da ponta do galho.
Queria meus dias de glória, onde meu pai furava, a mexerica de casca dura, porque a força dos meus dedos não conseguiam.
Queria minha vitalidade, aquela de correr feito louco,
e ter um colo para pular e descansar.
Queria meus sonhos ousados, de ter um kichute novo,
e um Atare usado.
Saudade dos carrinhos de madeira,
Com rodas feitas, om carretéis de linha de costura,
da minha mãe.
Saudade do tempo, que eu acreditava,
Que o pior mostro era o bicho “papão”
Saudade da minha infância, onde tudo que importava,
Era sentar em um tronco caído e comer mexerica,
Ao lado, do meu pai até enjoar.
- Se hoje, pudesse voltar ao passado.
Seria sentado naquele tronco caído,
Comendo mexerica com bagaço, com os pés descalços,
Olhando sol se esconder atrás das arvores
Em minha companhia o homem mais forte do mundo.
- Meu Pai!

⁠" Diga-me quais são os seus prazeres, em que tua alma se satisfaz; e eu te direi quem tu és!

⁠Não é porque lhe trato civilizadamente, que eu não saiba o grau de sua falsidade, injustiça, ingratidão e covardia. A minha EDUCAÇÃO vem de berço e ao longo do tempo fui aprimorando do mesmo jeito que Você foi se especializando em suas MALDADES. Com elevado grau de zelo. A nossa diferença é que Você esqueceu de lapidar o seu caráter.

Carta para depois de mim

Talvez um dia, quando eu já não puder explicar nada, alguém leia estas linhas e compreenda: eu tentei. Tentei de verdade. Chamem-me de exagerado, de fraco, de “peneirado”. Mas só quem sangra por dentro sabe o peso de continuar respirando quando a alma já está cansada.

Desde cedo, meu corpo foi ferido e minha voz calada. Dentro da escola, por pessoas mais velhas, sofri abusos que ninguém quis ouvir. Fui criança demais para entender e condenado a lembrar para sempre. Houve um dia em que cinco pessoas me violentaram, amarraram meus pés e me arrastaram. Eu lutei. Mesmo ali, eu lutei. Mas há dores que não passam — elas apenas se instalam.

Com o tempo, algo em mim se rompeu. Não foi um grito, foi um estalo silencioso. O espírito foi se quebrando aos poucos, até não haver mais como consertar. Hoje carrego um cansaço que não dorme, uma tristeza que não descansa, um medo que me acompanha até quando fecho os olhos.

Sempre tentei encostar na minha própria família. Sempre esperei um convite, um chamado, um gesto simples que dissesse “você pertence”. Nunca veio. Nunca fui convidado para nada. Fui ficando de fora, sendo esquecido, rejeitado. Não por falta de amor da minha parte, mas por ser quem sou. Ser gay foi o suficiente para me afastarem. Isso também dói. Isso também mata um pouco a cada dia.

Tentei amar. Tentei me apaixonar. Tentei existir perto das pessoas. Mas colecionei recusas, silêncios e portas fechadas. O que hoje chamam de desejo de morte é, na verdade, o que sobrou de alguém exausto de lutar sozinho, magoado demais para continuar fingindo força.

Se alguém disser que quer morrer, escute com o coração. Não é fraqueza. É um pedido tardio de socorro. O que salva não é conselho, é presença. Não é julgamento, é acolhimento. Eu nunca aprendi a ser socorrido — por isso escrevo, mesmo com a alma quebrada.

Se estas palavras ficarem, que sirvam para lembrar que eu lutei por muitos anos. Lutei até não restar quase nada. E que ninguém diga que foi falta de tentativa.
Não tenho pena dos mortos, tenho pena dos vivos, ainda por cima que vivem sem amor.

Algum tempo atrás
Eu perdi o olhar doce
Junto com ele, perdi a capacidade de amar qualquer pessoa a não ser a mim mesma por ter esquecido de mim esse tempo todo.

Eu quero muito ficar com vc, te dar um beijo, te abraçar, vc é o motivo de os meus dias estarem melhores. É tudo bom, não tenho nem palavras para te agradecer pelo bem que está me fazendo.

⁠Deixa eu te falar um negócio aqui: é tu que escolhe o que vai se criar dentro de tu, sabia?! Se tu vai deixar fecundar e te abalar as críticas ou se vai acolher e saber ser merecido os elogios ou ainda, se não vai precisar da opinião de ninguém pra reconhecer a pessoa sensacional que tu é !

⁠Nós desaparecemos do mundo um do outro
Porque você não achou que eu valia a última conversa
Eu vivi um inferno, nesses últimos dias
Tentando entender e esperando uma resposta
E de repente, como um sopro de clareza
Eu percebi que eu não preciso de resposta
A resposta que tanto procurava, estava em cada detalhe que vivi contigo

⁠Sabe, gostar de escrever sobre a vida não quer dizer que eu tenho todas as respostas ou que sei exatamente o que fazer com a minha própria vida. É mais como um jeito de encarar as coisas. Cada vez que me sento para escrever, é como se eu estivesse entrando num labirinto de desafios. Às vezes, é difícil pra caramba, confesso. Mas é justamente aí que aprendo pra valer. Cada desafio é uma lição, uma chance de entender mais sobre mim mesma e sobre como lidar com o que vida joga no meu caminho. É tipo um processo constante de aprendizado, uma estrada que não tem fim. E sabe, no fundo, acho que é isso que faz a vida ser interessante.

Enquanto vc olha e deseja outras⁠ mulheres, tem outros olhando e desejando a sua, eu acho melhor vc cuidar bem dela viu! 😉

Por isso que todos os dias
Eu deixo um pouquinho de
Carinho com você 🥰 pra que 😉
Lembres de mim com amor ❤️
Qdo eu for embora! 😍
Bjosss 💋💋

Que vc pelo menos fique feliz 😀
Qdo se lembrar de mim 😉
Que eu ocupe um bom lugar
Em seus pensamentos ❤️
😘 bjosss

Eu gosto de pessoas loucas,
pq existem muitas loucuras boas, 🤪
eu tenho medo dos normais, 😞
pq eles fazem muitas coisas
fora do normal.
⁠

Eu quero namorar alguém que
me borre todo dia com o batom
dos seus lábios 👄🫦😍😻❤️‍🔥
⁠

EU SINTO SAUDADES DE BRINCAR


Eu sinto saudades de brincar, tipo brincar mesmo, inventar cenários, brincar de casinha, brigar pela cor da calda, sair cedo e voltar só quando escurece, lembra do "posso ir beber água na sua casa? Se eu voltar, minha mãe não me deixa sair mais". Pra onde foi toda essa brincadeira? Em que momento paramos? Em que momento deixamos de ser crianças? Hoje em dia a vida é tão séria, sinto saudades de brincar...

Eu não decidi sair da sua vida por acaso.
Nada foi impulso, nada foi fraqueza. Houve um planejamento silencioso, construído a partir de gestos, ausências e escolhas que não foram minhas. Você mesmo desenhou o caminho e, dia após dia, deixou claro onde eu não cabia mais.


Eu apenas tive a coragem de seguir a estrada que você apontou. Permanecer teria sido insistir onde não havia lugar, aceitar migalhas onde eu oferecia inteireza. Não saí por falta de amor, saí por excesso de lucidez.

Manifesto do Insubmisso

​Eu escrevo a história dos ninguéns, dos que sofrem o horror da perversidade do sistema.
Eu pinto a tela social dos mais atormentados pela exclusão de um sistema estúpido que é vendido como progresso, mas que atua como máquina de fazer embutidos.

​Eu sou a pena que sangra nos cadernos rasgados dos que não têm nome nos registros da glória. Eu fotografo com palavras as cicatrizes deixadas pela engrenagem que tritura a dignidade e cospe o resto. Este progresso não é a luz, mas sim a sombra densa onde a esperança é esmagada sob o peso de um capital que se alimenta da miséria e da obediência cega.

​Eles nos querem quietos, padronizados, meros ingredientes no produto final do lucro. Mas eu não me calo. Minhas linhas são o grito sufocado que ecoa dos cortiços, das esquinas frias, dos campos varridos pela ganância. Eu sou o memorialista da resistência silenciosa, e minha arte é o espelho que estilhaça a ilusão: o sistema não falhou; ele está funcionando exatamente como foi projetado. E meu trabalho é garantir que o horror não seja esquecido nem perdoado.

​Sou a vela vermelha dos Exus das encruzilhadas, sou o terreiro inteiro se mudando de lugar.
Sou a tenda resistindo à estupidez da hipocrisia religiosa.

Sou o Cristo do crucifixo morto – porque a vida pulsa onde a opressão o mata.

Sou a rua, a esquina, a Banda de esquerda, o armário vermelho amarelo.

Sou o furacão que arrasta o ego e o joga no paredão do terreiro das entidades mais intensas.

​Eu sou a contradição que liberta. A liturgia profana que desfaz os dogmas e veste o corpo nu da verdade. Não aceito o céu prometido em troca do silêncio na terra.

Sou a Pomba Gira que dança sobre os contratos sociais não cumpridos. Sou o Zé Pilintra que bebe a indiferença e cospe a revolta, dando dignidade aos que o sistema chama de marginais.

​Eu sou o ruído necessário que quebra a missa silenciosa da conformidade. Eu sou o verbo encarnado na pele dos marginalizados, o ponto cantado que ninguém pode abafar.

Minha escrita é a macumba social, feita para desmanchar as armadilhas do "progresso" e invocar a justiça sob a luz da Lua e o cheiro de pólvora da insubmissão.

Pedro Alexandre

Queria ser um lápis de cor


Às vezes eu queria ser um lápis de cor,
viver na ponta suave de um sonho,
colorindo os dias cinzas que cruzam o caminho
com tons que a alma insiste em guardar.
Pintaria de amarelo o medo escondido,
de azul as tempestades que o peito inventa,
de verde os passos que ainda vacilam,
de vermelho o amor que nunca se cansa.
E, quem sabe, em cada traço simples
de alegria, esperança e abrigo,
eu descobriria que o mundo muda
quando a gente começa
pelas cores que carrega dentro.