Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Quando eu fecho os olhos, eu sinto que estou em paz comigo mesmo. Não me culpo por eu ser inteiro e de verdade. Sou um oceano profundo de sentimentos intensos! Eu seguro a sua mão sem intenção de soltá-la. Esteja preparado para o salto no abismo do meu coração! Quando eu fecho os olhos, eu sinto que posso ser recompensado pelo amor que eu dou. O universo conspira a favor de quem corre para o lado em que está o amor. O universo brinda com luz quem é luz. Quando eu fecho os olhos, eu sei que não saio perdendo! Eu ganho, afinal, o universo conspira a favor daquele que dá amor de verdade, sem exigir nada em troca.
Antes de culpar o mundo pelos meus resultados, eu precisei admitir uma coisa óbvia e dura: a vida que eu tenho hoje é o reflexo exato da pessoa que eu venho escolhendo ser todos os dias.
Quando a mentira Cansa
Eu já contei muita mentira bem construída para mim mesmo. Aquelas frases que soam inteligentes, fazem sentido num café com amigos, mas não fecham a conta com a realidade do meu dia a dia. “É só uma fase.” “Está controlado.” “Eu aguento mais um tempo.” Lá no fundo eu sabia que não era verdade, mas repetir essas justificativas era mais fácil do que admitir que eu tinha medo de mudar. O problema é que o corpo não negocia com esse tipo de mentira durante muito tempo. O cansaço aumenta, a irritação cresce, a paciência desaparece. Não é azar, não é só pressão externa: é o desgaste de sustentar uma vida que já não faz sentido para aquilo que eu sei que poderia ser.
Talvez você também tenha criado essas histórias para continuar onde já não faz sentido ficar. Um relacionamento que só se mantém por hábito, um trabalho que já não te desenvolve em nada, uma rotina que te deixa num piloto automático confortável, mas sem vida. A mente é criativa para arranjar justificativas: agora não dá, não é o momento, depois eu vejo isso. Só que cada “depois” é uma escolha. E, queiramos ou não, a identidade que temos hoje é o resultado exato da soma do que aceitamos, do que ignorámos, do que adiámos e do que escolhemos manter. Não é um rótulo abstrato. É a consequência prática da forma como temos vivido.
Quando eu parei de me ouvir como vítima e comecei a olhar para mim como responsável, a pergunta deixou de ser “por que é que a minha vida está assim?” e passou a ser “que tipo de pessoa eu tenho decidido ser todos os dias?”. Não adianta só desejar mais, querer mais, sonhar mais. A questão é: eu sou o tipo de pessoa que sustenta aquilo que diz que quer? Os meus hábitos, a forma como eu gasto o meu tempo, as conversas que eu alimento, as relações que eu tolero, a maneira como eu fujo do desconforto… tudo isso revela quem eu sou hoje, não quem eu conto que sou. E dói perceber isso, mas é uma dor lúcida.
Hoje eu entendo identidade como esse espelho que não mente. Não é sobre a imagem que eu vendo, é sobre o rasto que eu deixo. Se eu quero uma vida diferente, não basta pedir por oportunidades novas, eu preciso aceitar o custo de me tornar alguém à altura daquilo que eu diz que quer construir. Enquanto eu continuar a proteger as minhas desculpas, vou continuar a proteger também os resultados que me incomodam. A virada começa quando eu assumo, sem drama mas sem fuga: a vida que tenho hoje é a versão prática da pessoa que eu venho escolhendo ser. A pergunta que fica é simples e incômoda: eu quero mesmo continuar a ser esta pessoa?
Me pedes que eu te ensine a amar,
mas recusas o gesto de te entregar.
Assim, não posso continuar...
Amor não se repete igual lição,
por isso estou aqui, com o coração,
pra essa falha corrigir
e juntos, enfim,
aprendermos o amor até o fim."
Eu não sou o sonho que você sonhou, nem o quadro perfeito que você pintou. Não tenho a beleza que você carrega, mas, mesmo sendo um amor imperfeito, ainda sou o bastante para acalentar tua alma.
Resgata o verbo até que eu entenda que as palavras ressuscitam a rima adormecida, mesmo no poema esquecido de um livro ultrapassado, onde tudo, ainda assim, se renova.
Eu lutei sem barreiras, sem pressa, até chegar a você.
Então, vi um muro dividindo o nosso mundo, como uma névoa triste.
O teu mundo é um mistério que não conheço — camuflado, invisível, tão perto e, ao mesmo tempo, distante de nós.
Se eu não posso conhecer o teu mundo, como poderei ser feliz contigo.
Me tira uma dúvida porém eu sei e tenho a minha resposta, porque as religiões não falam para os seguidores que o criador de tudo é luz a interior, simples nós somos templos do criador, onde a luz interior habita em luz em justiça em verdade, com este entendimento ninguém precisa de religião, e sim, da Luz interior o próprio criador de tudo que habita em nós que somos o verdadeiro templo de Deus.
Ri de felicidade ao saber que havia quem se preocupasse comigo. Sofriam por imaginar que eu estava só — que tolice! Não estou só, nem disputo espaço com ninguém. Meu mundo é repleto de felicidade, enquanto outros vivem um vazio silencioso dentro de sua própria utopia.
Dizem que depois de certos acontecimentos a vida se torna árdua. Mas eu não posso seguir esse exemplo arcaico, engessado, preso à decadência e isolado no atraso. O que é bom sempre pode ser melhor, pronto para evoluir — jamais será um peso árduo.
Não há eu, nem você, nem nós.
O que existe para ser feito, acontecerá — visto ou não.
Com calma, a mente viaja até o espírito, onde seguirá.
Esquecer a vontade de tudo e buscar apenas o equilíbrio necessário
é o melhor a se fazer.
"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo" (Salmo 23:4
“Esse salmo pode se um alerta para quem tem o hábito de roubar e matar: porque aqui nessa situação você está sendo o vale da morte de alguém, então Jesus afirma que não mataras e não roubadas para que não sejais morto”. Você e eu precisamos afastar dessas práticas, afastai também de quem praticam! E serás salvo por tua bondade.
Invasores
Em momentos que eu não estou a salvo,
em momentos que eu preciso de isto ou daquilo,
de alguém ou ser um sem ninguém
é quando vocês surgem em meus pensamentos
inofensivos e imprecisos
com uma idea que vem do além
criando propósitos para não me fazerem o bem.
Senhores pensamentos,
não os leve para dentro.
Pois, o mal eles irão fazer-lhes
e o sofrimento eles tentaram adentro.
Eles são invasores, meus senhores!
Efémeros são eles. Eu espero.
Eu não posso te acusar por não me amar; o que espero é apenas a tua sinceridade para comigo. Se não me amas, vá em paz e seja feliz.
O que eu quero nem sempre é o que eu preciso. Muitas vezes desejamos algo sem conhecer o real valor desse desejo, sem saber se será realmente bom para nós.
O que você deseja de mim parece tortura. Fala de uma vez se quer ou não me procurar, porque eu não sou remédio nem vitamina de sustentação.
Eu não prometo nada a ninguém; afinal, promessa é dívida, e eu não faço dívidas, muito menos compromissos. Minha liberdade vale ouro.
Quando eu digo que te amo, pode acreditar. Você aprendeu a revelar meus segredos, que também são teus. Para ser sincero, não vou questionar nem me entristecer, afinal, você sabe o quanto eu te amei.
