Eu Vou mais eu Volto meu Amor
A verdade que eu aceitei para minha consciência é que, não se preocupar com os problemas me ajudam a lidar melhor com eles.
A vida é vivida com erros e acertos, porque só de tentar acertar eu ja errei. Superar os erros é sobreviver e viver com o erro é morrer.
Estudei no interior
Com gente que eu saúdo.
Embora sabendo pouco
Nem podendo saber tudo,
Ensino o pouco que sei
Que é pra não ficar miúdo.
(Savio Vinicius)
Minhas tentativas são fracassos que eu insisto em repetir.
Eu tentei, “juro” que tentei, na verdade tenho tentando, não ligar, não olhar o telefone, não gritar pelo seu nome.
Eu tento, não ficar tão perto, atento, não deixar de ser nascente, eu durmo, acordo e ainda tento.
Minha vida tem sido assim, fugindo de mim pra que outros encontrem a si, na verdade nada importa, palavras ecoam e se perdem em meio ao vento, o que passo é sofrimento.
Já não sei como estancar tamanha dor, já sei por que não vivo sem amor, sem esse amor. Já não basta minhas lutas, já não saio sem vitórias, faz um tempo, estou aqui, sem algum bônus ou a glória.
Se eu olhar para o passado, não vejo com memórias de alguém que quis assim, ter o coração de histórias, de amor, do grande fim.
Para mim é um tormento, é de dolo, não aguento, só me resta o lamento e eu não sei pra onde vou.
Passam dias, passam lentos, e eu aqui em sofrimento, minha vida eu entrego ao prazer do próprio tempo.
São estrofes, rimas tristes que transbordam aqui dentro, já não vejo mais a ilha, já não saio desde sempre.
Mas, porque não vejo a ilha? Porque nela eu habito, e de dentro é impossível ter que olhar e achar bonito.
Meu presente são de dores, de temores e sem alento, meu futuro é uma tela, que o pintor não fez a tempo.
A minha falta de coragem é morrer num labirinto, lá eu sei, tem uma passagem, mas, por ela eu já não sinto. Já me falta essa vontade, já me foi meus tantos dias, de achar que um romance seria sim minha alegria.
Sobre os contos e de fadas, o felizes para sempre, não foi feito nessa vida, para mim que envelheço.
Tenho escrito muita coisa, tem feito quase nada, desistir parece óbvio, desistir é uma escada, quando desço nada tenho, pra subir, talvez mais tarde.
Passo o tempo corroendo, lindas coisas para mim, mais já olho e lamento por te deixar partir.
Das certezas que eu tenho …
Na verdade eu não sei de nada, eu fico vagando e tendo pensamentos confusos sobre tudo e sobre mim.
Muitas vezes quero estar em outro lugar, viver outras experiências, criar uma base onde eu não oscile tanto.
Eu viajo em mim e não sei de fato de nada que não seja dor.
São vários tipos de dores, são físicas, mentais, são dores que parecem estarem intrínsecas em mim e faz tempo que elas estão aqui.
Fugir? Mas, pra onde? É confuso, é “truvo”, é incerto.
Nesse momento eu rogo ao bom Deus que me direcione, que tome conta do meu ser, que não me deixe sem sua misericórdia.
Só Ele pode me ajudar, só Ele pode me tirar daqui, me faz seguir com retidão ao Seu encontro meu Deus.
Me ajuda, sou dependente de ti, me encontro perdido, me acha Senhor, me resgata.
Eu sempre estive só, e foi aí que aprendi a ser inquebrável. Nunca precisei de plateia, muito menos de migalhas de atenção. Enquanto muitos se escondiam atrás de máscaras, eu engoli minhas dores e transformei em força. Ninguém me salvou, ninguém me levantou — fui eu que me ergui do nada. E é exatamente por ter enfrentado tudo sozinha que hoje não aceito dependência, nem submissão. Quem não esteve comigo no meu inferno não tem direito de querer assento no meu trono.
Glaucia Araújo
Ninguém sabe o que eu passei, e não vão saber. Cada lágrima que derramei, cada batalha que enfrentei sozinho, vocês fingem que não existe. Julgaram sem saber, falaram sem entender, e agora só sobra o meu silêncio… frio, afiado e impenetráve.
Glaucia Araújo
Sorrir é um gesto simples
Eu vivia a sorrir
Eu vivia colhendo sorrisos alheios
Eu vivia...
Até que um dia,
meu sorriso foi embora...
Sem poesia fiquei
Buscando, buscando motivos de rever a alegria,
percebi que ela não viria...
Fui vencido, que agonia
Vencido por uma coisa tão simples...
Que foi perder a alegria
Quando não mais entre nós
você vivia...
A vejo.
Mesmo quando há paredes — invisíveis, não estão lá —
eu as toco.
Mas ela está além.
A vejo.
De onde eu estiver,
Para onde eu olhar,
ela é presença intocável.
É reflexo que não sou eu,
é mais bonito,
mais radiante.
É ela.
A vejo como quem vê esperança,
como quem encontra farol na tempestade,
clareira na floresta densa,
lanterna acesa em minhas mãos trêmulas.
Ela é presente do além.
E eu, sem saber agradecer de joelhos,
me ponho diante da cama,
sem jeito nas palavras,
busco compreensão.
A vejo.
Além do que é dito,
além do que é mostrado.
Vejo no conflito,
na dúvida,
na dança entre luz e escuridão.
A vejo.
Mesmo quando me sinto pequeno,
impuro,
feito de falhas,
feito de sombras.
A vejo,
e me pergunto como pode
tamanha luz repousar sobre mim.
Há sentido nesse silencio.
Porque me guia,
mesmo sem mapa.
Me toca,
mesmo sem gesto.
Me revela,
mesmo sem palavra.
No olhar.
Sim. Vejo você.
Sabe o que eu aprendi com o tempo?
Que até o que desbota pode voltar a ter cor.
Nem sempre a mesma, nem sempre com o mesmo brilho…
mas uma cor nova, nascida das marcas, das curas e das dores que a gente atravessa.
O tempo tira o excesso, muda os tons, ensina a olhar diferente.
E quando a vida se colore de novo, vem com outra verdade, outro peso, outro sentido.
Hoje eu entendo: nada volta a ser igual,
mas tudo pode voltar a ser bonito.
Edelzia Oliveira
A hora certa
Antes de tocar no assunto do título eu quero contar uma história para vocês, acredito que muitos viveram essa situação ou conhecem alguém que já viveu. Você é criança ou adolescente, as aulas estão para começar e você compra um caderno, um caderno bonito de algum personagem ou tema que você aprecia.
Ao abrir o caderno se depara com uma folha cheia de adesivos, adesivos bonitos dos mais variados tamanhos e formas, mas, curiosamente não usa nenhum de imediato, ainda vai esperar o momento certo para usar.
Dias se passam, semanas e até meses e nenhum adesivo foi usado, a hora certa nunca chegou, a situação ideal nunca se apresentou. O ano letivo termina e você não usou um único adesivo, ou se usou foram poucos.
Você já deve ter se tocado que esse papo não é sobre cadernos ou adesivos, mas sobre a mania que temos de esperar o momento certo para fazer algo que queremos muito, seja uma viagem, um curso na faculdade ou uma grande outra decisão na nossa vida, o momento ideal nunca chegará. Não adianta esperar que os planetas se alinhem, os astros, as estrelas, o momento certo não existe. Sabendo disso apenas comece, as coisas irão se desdobrar, a situação vai se modificar e você faz o que deveria ter feito mesmo sendo o “momento errado”.
