Eu Vou Errando e Acertando
Ajudai-me, óh Manitu, a não julgar meu semelhante antes que eu tenha andado sete dias com suas sandálias.”
Eu já tentei te esquecer, mas como posso te esquecer se pensando em te esquecer estou pensando em você?
Eu não te esqueci ainda pelo simples fato de não querer te esquecer.
Todos os dias alimento nossas recordações, é uma maneira de te sentir aqui mesmo não estando.
Eu não posso te esquecer agora,pelo menos não voluntariamente.
É mais fácil alimentar as esperanças de te ter ainda comigo do que deixar elas morrerem de vez.Um dia consigo mata-las de fome.Um dia.
Eu te amo na essência que é amar e no todo que é sofrer. Te amo nas mais complexas angústias e nas mais excêntricas felicidades. Te amo no titubear do tempo e nos relâmpagos momentos. Te amo nas mais densas lágrimas e nos mais simples sorrisos. Te amo nas mais infindáveis convicções e nas mais insanas dúvidas. Te amo nos mais diversos gestos e nas mais autênticas palavras. Te amo nas mais furtivas lembranças e nas mais intensas expectativas. Te amo nos mais enfatizados sonhos e nos meros desejos. Te amo no desleixar do sentido e no apego á própria sorte. Te amo no abandono da razão e na inexistência de um porquê. Te amo na presença de se ter e na falta do poder. Te amo no pouco que se tem e no excesso que se ganha. Apenas te amo.. Na presença ou na falta, eu te amo. Te amo por que é incabível deixar de te amar. Pois eu não só te amo nas memórias do ontem, nas perdas do hoje e nas esperanças do amanhã, como te amo no agora, pois se eu deixar pra depois talvez não haja mais tempo pra te amar. E tempo é do que eu mais preciso.
Na hora, eu quis perguntar se tinha algo a ver com outra pessoa, mas quando estão nos abandonando ninguém nunca menciona nome de terceiros, sempre dizem nada ter a ver com outras pessoas, como se não existisse mais ninguém na cidade. E três semanas depois já estão num relacionamento sério, segundo alguma rede social que você precisará suicidar seu perfil se quiser passar os dias como um cidadão com os batimentos cardíacos moderados e operacionais.
(Não pode ser verdade)
Quem me dera eu fosse pó que rola na estrada e os pés dos pobres me tivessem pisando. Quem me dera eu fosse o burro do moleiro e que ele me batesse e me estimasse. Antes isso do que ser aquele que passa pela vida olhando pra traz, sentindo pena.
Incoerencias Minhas...
Abre tua porta que eu quero passar
Não sei se quero voltar
Mas deixa-a aberta
E faz cara de surpresa
Se eu resolver voltar
Você precisa entender que não podemos ficar juntos enquanto eu precisar incondicionalmente de você. Eu preciso recuperar a minha consciência, os meus sentidos e a minha razão. Eu preciso reconstruir o meu coração. Eu preciso estar segura e livre, sem necessidades, absolutamente livre para então ser tua. Para sempre.
Eu me esqueci no armário.
Pensei estar vivendo,
estudando, trabalhando, sendo!
Pensei ter amado e odiado,
aprendido e ensinado,
fugido e lutado,
confundido e explicado.
Mas hoje, surpreso,
me vi no armário embutido
calado, sozinho, perdido, parado.
Eu acredito na vida, no que ela pode trazer de melhor. Acredito em dias bons e ruins, mas esqueço essa coisa tola de destino. Se hoje eu estou bem, o mérito é todinho meu e não de uma força que encaminha a minha vida, o meu humor e o meu amor. O cruel disso é só saber que se a coisa anda feia, a culpa é também toda minha. Se não era pra ser e eu quis, devo acreditar que Deus me fez pra chegar nesse determinado momento e eu passar por isso? Seria ótimo jogar a culpa do fracasso em alguém, mas se não quero ninguém sendo responsabilizado pelo que faço de bom, não posso desejar ninguém pra ser a minha válvula de escape. Então, toda a minha mania de insistir demais, de não enxergar o prazo de validade, o sinal que já deu, de que eu aproveitei o que tinha pra aproveitar. A minha loucura de querer sempre um pouquinho mais das coisas, das pessoas, dos sabores e das cores. A besteira de não entender o aviso de caia fora, isso tudo é minha tão e única grande culpa. O que me resta disso é aprender a conviver com que há de melhor e pior em mim, não faz o menor sentido em procurar a perfeição, ela não existe.
O que é sensato é aprimorar os meus talentos e me reconhecer humana, limitada, e nem por isso deixar de ser incrível. Por isso, em respeito ao que chamo de meu limite, vou compreender que o nosso tempo acabou, vou partir pra algo melhor. Quero estar disponível pra única pessoa em quem devo realmente confiar: eu mesma. Eu sinto muitíssimo por tudo que ameaçou a ser e não foi, por tudo que poderia ter sido, se a gente tivesse tido um pouco mais de qualquer coisa. Mas, como tudo na minha vida são escolhas exclusivamente minhas, eu opto por desistir e entenda a nobreza desse gesto, nem sempre reconhecer que a coisa expirou pode ser considerado algo fraco, talvez seja o que há de mais bonito em um ser humano: a compreensão de que se deve ir sem determinada situação ou pessoa e continuar a ser feliz mesmo assim. Enfim, em paz, com leveza e sabendo que com ou sem arrependimentos, tudo isso não passa de escolhas que são somente minhas.
Eu ando cansada do nada, do pouco e do insuficiente. Parece que as coisas não mudam, o tempo não passa e as dores não param
Sou do tamanho do que me convém...
Se me convém permanecer em silêncio, eu ignoro!
Se me convém falar "na lata", eu "solto o verbo"!
Se me convém esquecer, eu queimo croquis!
Se me convém perdoar, eu abro os braços!
Se me convém ajudar, eu me faço ponte!
Se me convém o sarcasmo, eu afio minha língua!
Se me convém contrariar, eu sinto razão!
Se me convém seguir um conselho, eu ramifico humildade!
A única pessoa capaz de saber o que realmente me convém, SOU EU!
Porque hipocrisía...Bom! Isso eu deixo para quem se convém de mediocridade.
Eu deveria ter te dito o que você significava pra mim, pois agora eu pago o preço.
Eu sou forçada a contradizer Drummond.Só há uma fase boa de verdade na vida,a infância,em que a felicidade está numa caixa de bombons. A velhice porém só é considerada boa pelas lembranças das coisas que você fez na vida toda.
... e lembrar quantas caixas de bombons ganhou na vida.
