Eu Vou Errando e Acertando
A verdade é que eu nada enxergava
até que encontrei teus olhos...
Ah! meu amor se me deixares agora :
ficarei cego...
É esse o vírus que eu sugiro que você contraia
Na procura pela cura da loucura,
Quem tiver cabeça-dura vai morrer na praia
Eu não sou como a maioria.
Eu penso demais.
E, às vezes, isso é bênção — me faz enxergar detalhes que quase ninguém vê, sentir o que os outros passam batido, perceber nuances que o mundo ignora.
Mas, em outros momentos, pensar assim parece uma maldição.
Porque minha mente não desliga.
Ela revisita tudo o que vivi, tudo o que falei, tudo o que ouvi.
Cria cenários que nunca aconteceram, ressuscita dores antigas e inventa novos motivos para eu me preocupar.
Eu analiso, questiono, reconstruo, desmonto…
e acabo me perdendo no labirinto dos meus próprios pensamentos.
É cansativo carregar uma cabeça que nunca descansa.
É exaustivo sentir tudo com essa intensidade que ultrapassa o limite do corpo.
É difícil ser alguém que sente antes de entender e que entende antes de conseguir explicar.
E sabe o que dói?
O mundo espera praticidade, pressa, respostas rápidas e emoções fáceis.
Mas eu sou feita de profundezas.
De camadas.
De silêncios que falam mais do que eu consigo colocar em palavras.
Eu não sou como a maioria.
E, em dias bons, isso me faz única.
Mas, nos dias ruins…
isso pesa, dói, sufoca — como se eu carregasse um universo inteiro dentro de mim, implodindo em silêncio.
E ainda assim, sigo aqui, tentando transformar essa intensidade em algo que não me destrua,
mas que me torne alguém capaz de sentir o mundo de um jeito que poucos conseguem.
3 de dezembro de 2025
Toda vez que toca o telefone
Eu penso que é você
Toda noite de insônia
Eu penso em te escrever
Pra dizer
Que o teu silêncio me agride.
Calmo, desapegado, interiormente livre, habito o Eu silencioso e permito que sua energia atue por meio de Seus instrumentos naturais
Teu olhar...
Se eu pudesse resumir a vida
Tão bela como ela é, eu resumiria
Você por ser uma linda mulher
Tu és a própria poesia
Nas entranhas do amor
Um ícone eternizado
Nos braços de um sonhador
Ah ! A tua voz o teu olhar
A tua própria existência,
E quando sorri, ai Jesus,
Meu coração quase arrebenta.
- Não quero padre. Você pode orar, se quiser.
- Eu? Acho que eu poderia, se fosse preciso... Tenho de perguntar algo importante...
- Sei o que vai dizer. Não precisa dizer...
- Não... eu preciso... preciso dizer... John... diga o que quer que eu faça. Quer que eu tire você daqui? Que eu deixe você fugir? Ver até onde consegue ir?
- Por que ia fazer algo tão bobo?
- No dia do meu julgamento... quando eu estiver diante de Deus, e Ele perguntar por que matei um dos Seus verdadeiros milagres... o que vou dizer? Que era o meu trabalho? É o meu trabalho...
- Diga a Deus Pai que foi uma gentileza sua. Sei que você está preocupado e sofrendo. Posso sentir. Mas você precisa parar com isso. Eu quero que acabe. Eu quero. Estou cansado, chefe. Cansado de estar na estrada, solitário como um pardal na chuva. Cansado de nunca ter amigo para me dizer aonde vai, de onde vem ou por quê. Principalmente, estou cansado de as pessoas serem ruins. Estou cansado da dor que sinto e ouço no mundo todo dia. É muita dor! São como pedaços de vidro na minha cabeça o tempo todo... Você consegue entender?...
- Sim, John. Acho que sim...
Eu tenho visto toda beleza e esplendor da tristeza,é quando o paraíso torna-se negro e o inferno branco,tão certo quanto errado, tão errado quanto certo.
Como te desejar um bom dia todo especial. Bem, eu fico pensando nas maravilhas que Deus criou. Ouço o cantar dos pássaros alegres e sinto os raios do sol invadindo meu quarto e iluminando a minha vida.
Nesse exato momento encho-me de gratidão e, mesmo sem você estar perto, eu sinto sua presença tão forte na minha vida.
Todos os dias são assim. Eu acordo com esse sorriso bobo e a certeza de que logo, logo estaremos juntos. Bom dia, meu amor!
Eu sou o meu próprio inimigo,
quando não tenho forças para resolver um problema,
quando não consigo arrancar o que me faz sofrer.
Quantas: vezes...
Quantas vezes eu quis ser a melhor amiga
companheira e algo mais.
E você me via sempre como uma estranha,
insignificante que me enxergava,
apenas quando lhe convinha.ou apenas por,
necessidade.
Quantas vezes te recebia sorrindo, e feliz,
por estar ali.
E você vinha hora triste, com o seu coração,
cheio de amargura e revolta.por algo que não,
deu certo em sua vida ou por alguns momentos,
infelizes.
Quantas vezes ouvia seus desabafos e me,
preocupava em te ajudar, às vezes até,
sentindo me inútil por achar que falhou contigo,
por não estar ali do seu lado e poder olhar,
dentro de seus olhos para aliviar aquele,
brilho apagado que há neles,tirar de sua ,
testa aquela ruga de preocupação.
Mas... quando eu estava com essa mesma ruga,
com esses mesmos olhos, você não percebia, e
simplesmente virava-me as costas, ou você,
ignorava -me ou fingia não enxergar o,
que ia no fundo de minha alma.
Quantas vezes eu te dizia meus sentimentos
e você fazia questão de me ferir,
falando de novos amores e parecia sentir,
prazer, nisso, pois sabia que estava,
me ferindo.e ainda assim achava estar,
sendo sincero, Meu Deus acho que não sei mais,
o que é sinceridade.
Quantas vezes estávamos conversando e do,
nada!você vinha com palavras, ásperas
que doía bem lá no fundo, como se fosse,
um tapa. E nem se tinha explicação para, tanto.
Quantas vezes, te deixava bilhetes, poesias,
te escrevia coisas que sentia, e sempre tão,
carinhosa, não se havia nem um sentimento,
dentro de seu coração, pois ficava imune,
duro como a uma pedra.o preço a apagar,
por tudo o que fazia para lhe agradar, era
sempre dolorido.
Quantas vezes, que te ligava e era sempre
recebida friamente, então me restava ser breve,
A ponto de não sentir mais vontade de te ligar.
Mas insistia e persistia em ficar do seu lado,
mesmo sendo pisada, ignorada,e magoada.na
esperança de que não viesse ter os mesmo,
sentimentos que nutria por você.
Mas na esperança de me enxergar de se ter
pelo menos um pouco de carinho, um gostar que,
seja! ou uma consideração. Ledo engano... isso jamais,
aconteceria.E a cada vez mais essas friezas,
foram me deixando cada vez mais arrasada, com
sentimento de culpa, me perguntava onde errei,
o que fiz, o que disse de errado, onde o magoei,
para ser deixada, como se fosse um nada.
Quantas vezes não estava bem!e você vinha todo,
feliz, e me narrava os acontecimentos do dia,
seguinte, e eu... eu ficava feliz por você também,
e ficava ali a te ouvir, quando minha vontade,
era sair, e sempre compreensiva.por que nunca,
se importou se estava bem ou não.
Você não se importava, não se interessava saber,
Aliás, interessava sim! Quando achava que lhe,
dizia respeito a sua pessoa, fora isso… não era,
problema seu.Mas quantas vezes me preocupei em,
saber se estava tudo bem contigo, se aconteceu,
algo que te aborreceu, se estava bem.
Eu... para você não tinha importância, eu era
apenas uma pedra em seu sapato, uma pedra que as,
às vezes te incomodava.e que se queria achar,
um jeito de se livrar!quem sabe não apareceu,
esse jeito.
Siga sempre em frente e não ouse olhar nunca,
para trás, pois lá atrás não significou nada,
olhe para frente somente, para frente.
Talvez agora sejas feliz. E pense.
Agora… não haverá mais, quantas vezes
Olho pra tudo que eu fiz e vejo que eu coloquei tantos pontos finais nessa história que esses pontos deixaram de ser finais e se transformaram em três pontinhos. Mas não há nada depois deles porque você resolveu não voltar mais. A nossa história não teve fim. Agora só tem um vazio. E eu nunca vou saber até onde a gente podia ter escrito juntos. Eu nunca vou saber, e você já não se importa.
