Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite
Está escrito nas estrelas e guardado no meu coração: eu ainda pertenço a você. Não importa quantas páginas a gente já tenha virado ou quantas lições a vida nos impôs. Cada passo que demos e cada dificuldade que enfrentamos só serviram para mostrar que o nosso amor é a única certeza que eu tenho no mundo.Em minhas orações, eu sempre peço por nós dois. Peço aquilo que as palavras nunca conseguiram expressar direito, não importa a distância que tente ficar no nosso caminho. Eu já sonhei um milhão de sonhos e, em cada um deles, era o seu rosto que eu buscava.A vida passa rápido demais e o futuro logo vira passado. Por isso, não quero perder mais nenhum segundo. Quero te abraçar novamente e, dessa vez, para sempre. Quero caminhar pelo caminho que a gente já conhece — aquele que finalmente nos leva de volta para casa, para o nosso refúgio.Hoje, posso dizer com toda a minha alma: eu dou tudo por nós e por esse amor. Você é o meu amanhecer, a minha lição mais bonita e o meu destino final.
Queria ter reinventado cada momento com você, pra que esses mesmos momentos eu pudesse fazer diferente!
Eu sou um farol, no fim de tudo em meio a tantas questões, habilidades e pessoas estou aqui para guiar o caminho para chegar a algum lugar, não sou mais do que isso, parado e seguro. Que sentimento doloroso, agora me pergunto o que os faróis sentem? Algum vez alguém considerou mudar ele de lugar? De alguma forma nem mesmo pensar nele em um ponto diferente?
Tenho medo...De que o que eu pensei que era verdade, seja apenas uma alucinação passageira...
Oh céus! Me dê seu amor, mesmo que só por um instante...
Como posso estar tão ciente de que isso não ocorrerá?
De que nunca terei sua atenção?
Óh, céus! Me quebro em pedaços,
Sinto algo que não pode ser correspondido,
Uma carta enviada de volta...sem resposta...
Me desespero e procuro me acalmar de baixo dos alámos, que tentam me consolar...
Mas suas ações não colaboram...
Me vejo em um campo de Jacintos amarelos...
Com o céu estendendo seu véu nebulosoe se desperando junto de mim...
Posso estar exagerando,
Atordoada com a esperança de estar realmente alucinando.
Enquanto isso, vago pelo campo de rosas amarelas, procurando resposta em minhas próprias lembranças e reflexões, mas aparentemente essa neblina em meu caminho não vai sair tão cedo e irei me perder nele, me juntando ao vazio de não saber
Que cada batida do meu coração contenha o teu nome e a promessa: que até em outras vidas eu te amarei como o amei nessa—Fernando Machado.
Olhos castanhos
Por céus como eu queria que seus olhos encontrassem os meus,
Olhos doces e castanhos...
Mas seus olhos não possuem mais o mesmo brilho por mim,
Quem dera você quisesse ser meu sol,
Para cessar esses dias de escuridão,
Isso foi em vão,
Estaria mentindo se dissesse que
te quero como sempre quis,
Sinto cada vez mais que estou te esquecendo,
Como se a névoa estivesse se espalhando em minhas memórias.
Quem dera você pudesse provar seu amor,
Até mesmo lutando contra tropas inimigas por mim,
Viajar até a China para me presentear com a mais bela Jade...
Isso foi em vão,
Estaria mentindo se dissesse que
te quero como sempre quis,
Que aceitaria esses presentes e a sua vitória sobre as tropas inimigas...
Me arrependo da primeira troca de olhares que tive com seus olhos...
Doces olhos castanhos
Meu bem
eu tava indo embora
Agora estou olhando a lua com voce do meu lado
Me sinto realizada de ter voce comigo
As vezes nao me dou tao bem assim com as palavras
É por que realmente
Nao da pra explicar a sensação de te olhar
Pois vejo outras constelações
É como se saisse por alguns minutos ou segundos
Do meu próprio corpo
E fosse teletransportada para outra dimensão
Ao te beijar
Desejo nunca mais sair do momento
E quando me abraca
Me sinto tão única
Que sinto a necessidade de de novo te falar o quao apaixonada sou por voce
Pelo seu jeito iluminado
Pela sua fe
Sua fe move montanhas
Moveu a minha
Voce e LUZ
amo quando deixa eu te cuidar
E te acarinhar
Me sinto rica.
Te quero todos os dias
Te quero em paz
Me quero em paz
Quero a gente em paz
Voce apagou na massagem
Amo essa sensação.
Que estou fazendo parte do seu descanso
E contribuindo para que ele aconteça
Meu bem
Te amo tanto
E te quero tanto
Estou com voce para o que der e vier.
Sou sua fortaleza
Sua âncora
Sua gata
Sua paixão eterna
Sua
Só sua
E de mais ninguém.
2026
"Ontem eu te vi"
Ontem eu te vi.
No mesmo lugar que orou pra sair.
Eu vi quando você pediu uma saída,
quando prometeu que nunca mais voltaria.
O que prometeu não conseguiu cumprir,
escolheu cair invés de me ouvir.
E mesmo sabendo onde aquilo ia te levar,
você voltou.
Ontem eu te vi
acordar pensando:
“o que foi que eu fiz?”
Eu vi o peso que você carregou em silêncio,
a vontade de voltar no tempo
e fazer diferente.
Mas me diz...
O teu coração se vende por tão pouco?
Valeu a pena?
Você sabe que não.
Eu te falo para fugir
e você não me escutou.
Eu não estava tentando tirar de você
aquilo que te fazia feliz.
Eu estava tentando te livrar
daquilo que um dia faria você chorar.
Mas você chamou de liberdade
aquilo que estava te prendendo.
Chamou de escolha
aquilo que já tinha virado hábito.
E então, no último dia,
o pecado que decidiu domar
e tratar como um bichinho de estimação
traz a conta.
Porque tudo aquilo que você alimenta
um dia cresce.
E aquilo que você achou
que conseguiria controlar,
agora controla você.
Valeu a pena?
Me diz.
Quantas vezes você disse
“é a última vez”?
Quantas vezes prometeu
que amanhã seria diferente?
Quantas vezes caiu,
levantou,
chorou,
pediu perdão...
e voltou para o mesmo lugar?
Eu estava lá.
Quando ninguém viu.
Quando você fechou a porta.
Quando fingiu que estava tudo bem.
Quando sorriu para todo mundo
e por dentro estava cansado de lutar.
Eu vi.
Eu quero te ajudar,
mas você não se ajuda.
Não porque eu não possa te levantar.
Mas porque você continua escolhendo
aquilo que te derruba.
Eu estendo a mão.
E você continua olhando para trás.
Você pede que eu mude a sua vida,
mas ainda segura aquilo
que está destruindo ela.
Você pede uma nova história,
mas insiste em voltar para o mesmo capítulo.
Então me escuta.
Eu não desisti de você.
Se eu tivesse desistido,
você não estaria lendo isso agora.
Você ainda pode voltar.
Ainda pode largar.
Ainda pode dizer não.
Ainda pode escolher diferente.
Mas não espere perder tudo
para perceber o valor daquilo
que eu estava tentando preservar.
Porque talvez o seu maior erro
não tenha sido cair.
Talvez tenha sido acreditar
que precisava continuar no chão.
Eu te vi cair.
Eu te vi chorar.
Eu te vi se arrepender.
E eu também vi
todas as vezes que você tentou esconder de mim
aquilo que eu já conhecia.
Eu não quero a sua perfeição.
Eu quero o seu coração.
Então volta.
Antes que aquilo que hoje parece pequeno
se torne aquilo que amanhã
você vai implorar para esquecer.
E quando você olhar para trás
e perguntar:
“por que eu não ouvi?”
Lembre-se...
Eu estava falando com você o tempo todo.
Gênese Moral
As escolhas e mudanças almejadas
devem ser todas engendradas
ante o eu primordial
e no silêncio total
de nossa vasta escuridão.
Eu que pensei:
" hoje não é dia de poesia"
bastou lembrar de ti
musa de apolo
amarga inspiração
medula óssea
costela mitológica de Deus
mulher inconformada
por ser feita de carne
e não de barro
como é feita
a poesia de Adão.
Eu tenho um sonho: o de que por meio da leitura, todo homem indouto alcance certa medida de bom senso e de humanidade...
UMA CANÇÃO DE AMOR JAZZ
Eu sei,
Que não é fácil viver,
Sozinho sem um alguém,
Por isso eu amo você.
Pedi ao sol
Pedi à lua
Para encontrar um amor
Um anjo me responder.
No lindo sonho acordei
ouvindo a voz do alguém
a me dizer sorridente
Sou eu,
Que estou aqui com você
Também estava sozinha
E agora tenho o céu...
Ela amava o mar,
assim como eu amava o rio
mas a estrada do destino
não cruzou nossos caminhos,
assim o mar ainda a espera,
o rio que era meu sonho,
virou um deserto de quimera.
ELA FINGIA
Ela fingia entender tudo o que eu dizia.
Ela fingia saber o que não sabia,
enquanto eu tentava explicar,
enquanto eu tentava explicar
o caos deste mundo,
a falta de amor,
a busca da paz,
o inferno e a dor.
Ela nada sabia de filosofia,
nem de poesia, de Pessoa ou Drummond.
Ela tampouco sabia de democracia,
ou de anarquia de Foucault a Proudhon.
Mas ela sempre aceitou minha fantasia.
Ela sequer perguntou sobre a minha ironia:
de me achar tão sabido
e o sentido da vida não ter entendido,
que, segundo ela, era viver
bem distraído,
que, segundo ela, era esquecer
o mal sofrido.
Se eu fosse falar a verdade
Talvez você se comovesse.
Perdi meu pai aos onze anos — e com ele, o lar.
A casa deixou de ser abrigo, tornou-se lembrança.
O conforto e a segurança que uma infância promete
se desmancharam na poeira do tempo.
A vida se desenrolou como um fio invisível
que eu apenas seguia, sem saber aonde levava.
Mas não escrevo para comover ninguém.
Sou um homem realizado no pouco que premeditei:
ser poeta — não por escolha, mas por destino.
Desde menino, tive uma clarividência silenciosa
sobre o que viria a ser.
Uma voz interior me dizia
que havia um mandato das alturas:
cantar, mesmo que o canto fosse triste;
dar forma ao invisível;
soprar o fio de Ariadne
que me conduziria pelo labirinto da vida.
Entre fragmentos e quedas,
fui forjado por dores que não escolhi.
E nelas, descobri a necessidade inevitável
de escrever — sempre com lágrimas,
sempre com o sangue secreto da alma.
Não havia mapa, só o instinto e a necessidade.
E foi nas escolhas, muitas vezes cegas,
que aprendi a me reconhecer.
Hoje compreendo que minha existência,
apesar de comum, sempre esteve repleta de sentido:
era o ensaio do homem que eu me tornaria —
um ser moldado pela perda,
mas iluminado pela busca.
Sou um renascentista
Talvez eu tenha nascido fora do tempo,
mas minha alma caminha pelas ruas de Paris.
Não as ruas apressadas do turismo,
mas aquelas onde a madrugada ainda cheira a vinho, tinta e papel.
Onde os músicos tocam como se o destino dependesse de um acorde
e os poetas bebem a lua em silêncio.
É ali que existo — entre o som e a palavra,
entre o piano e o abismo.
Sou um renascentista: músico, poeta, pianista.
Vivo entre o sagrado e o profano, entre o vinho e o verbo.
Cada nota que toco é um pedaço de mim tentando renascer,
cada verso, uma confissão que o tempo não conseguiu apagar.
Não bebo para esquecer, bebo para lembrar —
que a vida, como a arte, é feita de breves eternidades.
Quando sento ao piano, sinto Paris me ouvir.
Os fantasmas de Debussy e Ravel espiam por sobre meu ombro,
e o Sena, lá fora, parece repetir minhas notas nas águas.
O poeta em mim escreve o que o músico sente;
o músico traduz o que o poeta pressente.
É uma comunhão silenciosa entre o som e o pensamento —
a forma mais bela de loucura.
Ser renascentista é não aceitar a indiferença dos tempos modernos.
É crer que a beleza ainda pode salvar,
que o corpo é templo e o amor é arte.
É brindar com o vinho e com o caos,
com a esperança e o desespero,
porque tudo o que é humano é divino quando há música no coração.
Sou um renascentista.
Poeta, músico, homem que vive nas ruas de Paris —
onde o tempo se curva diante de um piano,
e o vinho se torna prece nas mãos de quem ainda acredita
que a vida é, acima de tudo, uma sinfonia inacabada.
A Canção em Valparaíso
Eu tinha vinte e seis anos e usava um anel que não significava nada.
Nem amor.
Nem compromisso.
Apenas hábito.
Tocava piano em um bar pequeno, escondido nas encostas de Valparaíso — um lugar onde os telhados se inclinavam em direção ao mar e as noites carregavam cheiro de sal, vinho barato e vidas inacabadas. O piano era meu altar. A noite, minha cúmplice.
Já havia estado ali antes, visitando um amigo — músico, livre de um jeito que eu não era. Ele morava com o irmão numa casa que sempre cheirava a pão quente e conversas silenciosas.
Foi ali que a vi.
Helena.
Cabelos escuros. Olhos que não olhavam — atravessavam. Tinha dezoito anos, mas nada nela era inacabado. Havia um fogo contido em seus gestos, como se soubesse exatamente o que podia causar — e escolhesse quando.
Já tínhamos nos cruzado antes.
Um almoço.
Um olhar sustentado um segundo a mais.
Nada além disso.
Mas naquela noite, dividíamos o mesmo espaço. O mesmo silêncio.
Então toquei.
Uma canção que raramente me permitia — uma das poucas que eu podia executar sem me esconder. Não toquei para o ambiente. Toquei porque algo em mim precisava ser ouvido.
As pessoas falavam. Copos se moviam. A noite seguia.
Ela não.
Deu um passo à frente.
Não o suficiente para chamar atenção.
Apenas o bastante para escutar.
Quando a música terminou, não houve aplausos.
Apenas um sorriso pequeno — inteiro, definitivo.
E aquilo bastou.
A casa foi se esvaziando devagar, como todas as noites fazem.
Corpos desapareceram em colchões e cobertores improvisados. As conversas se dissolveram em respiração. As luzes se apagaram sem cerimônia.
Ficamos.
Uma televisão acesa ao fundo mostrava algo que nenhum de nós via.
No começo, nada.
Um ombro tocando o outro.
Uma pausa longa demais.
Então ela virou o rosto.
Sem perguntar.
Sem hesitar.
Permitindo.
O beijo veio sem negociação.
Não havia inocência ali —
mas também não havia culpa.
Apenas reconhecimento.
Não fomos para um quarto.
Não houve necessidade de distância, preparo ou significado.
Ficamos ali mesmo — entre almofadas, entre horas — dentro desse território frágil onde o desejo se torna imediato e a linguagem deixa de ser necessária.
Foi intenso.
Não por ser selvagem.
Mas por ser certo.
Há noites que acontecem.
E há noites que decidem algo.
Essa decidiu.
De manhã, não havia nada a dizer.
Nenhuma promessa. Nenhuma pergunta. Nenhuma ilusão de continuidade.
Ela se vestiu em silêncio.
Eu não pedi que ficasse.
Ela não fingiu que ficaria.
E talvez essa tenha sido a única verdade que fomos capazes de oferecer um ao outro.
Para ela, pode ter sido curiosidade.
Um instante.
Um desvio.
Para mim, foi outra coisa.
Não amor.
Nem memória.
Reconhecimento.
O momento em que entendi que aquilo que eu carregava — nas mãos, na voz — podia alcançar alguém além da superfície.
Que, por um breve instante, eu não estava apenas tocando.
Eu estava sendo sentido.
Às vezes, quando toco aquela mesma canção — com o mesmo cuidado, a mesma precisão silenciosa — não lembro do rosto dela.
Nem do corpo.
Nem da voz.
Lembro de outra coisa.
Do exato instante em que me tornei inesquecível
na vida de alguém que nunca ficou.
Segundo Shakespeare, nascemos chorando nesse teatro de loucos.
Eu nasci negando.
Nego tudo, nego a origem.
Nego o passado, nego o presente, nego o futuro.
Nego a ideia de túmulo eterno,
a ideia do pó que volta ao pó.
A intensidade do pensamento é tão grande, tão imensa,
mas a gente pensa que isso, essa energia etérea,
aprendeu a migrar para outros mundos,
outros fundos, outros abismos.
E aí, mesmo essa ideia que seria sublime, confortante, eu nego,
porque não há plenitude na mente que estaciona
e aceita qualquer coisa como verdade absoluta.
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