Eu te Amo mas Ta Dificil Conviver
Eu vi muita morte nessa vida (...), mas nada se compara à dor de perder um filho, porque dói muito.
Eu quero ter o direito de estar buscando isso ou aquilo. Quero andar, comer, dormir, amar, cantar. Ter isso, pra mim, é que é o verdadeiro poder.
Eu sou só um ser humano, de carne e osso sofridos. Não me sinto a mulher mais poderosa do mundo. Sinto que sou, talvez, a que pisa mais forte no chão – isso, sim. Pra ter certeza de que estou viva!
Eu acho que a gente só vive esse transtorno hoje porque o mundo ainda não teve a felicidade de ser comandado por mulheres. Todos nós chegamos aqui pelo sangue das nossas mães. E somos nós que seguimos sangrando.
Se eu perder muito tempo com a morte, eu perco tempo da minha vida. Uma hora ela chega e o que vai ficar é a essência de quem passou por aqui. Minhas palavras, minha presença, minha maneira de ser. Não quero que fiquem as maldades.
Quando as coisas não estão do jeito que eu gostaria, paro e respiro e penso que tudo passa. As coisas boas passam, as coisas ruins passam. Tem que ter paciência e fé.
“Uma vez a felicidade bateu em minha porta e eu não estava em casa. Quando cheguei, notei rastros dela e me senti arrasada e abatida... Pensei que ela nunca mais voltaria. Mas, ela resolveu voltar e eu me pergunto: será que ela sentiu pena de uma jovem triste que só queria ter chegado há tempo e ser feliz novamente? Quando ela voltou, eu estava dormindo e acordei, acordei em um pulo e corri até a porta olhei pelo olho mágico e nada! Estava parecendo crianças custosas que batiam e saiam correndo. Um dia a felicidade bateu em minha porta, mas dessa vez bateu tão forte que eu pensei que ela iria quebrar aquela porta e entrar de uma vez só! Sem limpar os pés no tapetinho, ela entrou, fazendo a maior bagunça. Eu gritei com ela, como uma mãe irritada quando os filhos aprontam, mas eu gritei implorando para ela não ir... E ela se foi.”
Tem um furacão virando a minha vida de cabeça pra baixo, e eu preciso arrumar um jeito de recomeçar.
Você não sabe. Você acha que sabe de tudo, mas não. A mamãe dizia que eu era linda. Todo dia ela dizia que eu era linda, que qualquer um seria louco de não me amar.
Quando estou conhecendo alguém de forma virtual e a pessoa vai deixando de curtir as fotos que eu posto… Já começo a achar que ela está perdendo o interesse em mim. 🌻
QUANDO EU MORRER
Quando eu me for, não chores
Lembra-te dos bons momentos
Não me veja como um corpo estendido
Feche os olhos e me veja nos céus “flutuando”
Porque lá continuarei com alegria
Vivi a minha vida como quis
Compartilhei com a família a felicidade
Com os amigos a honestidade
Rezar não foi o meu forte
Meus pensamentos sempre em interrogação
Morrer é realmente recomeçar?
Ou morrer é simplesmente acabar?
Ainda continua uma incógnita
Da vida como um sopro para a morte?
Ou a morte nova essência para a vida?
QUEM SOU?
Hoje é um dia especial para meu ego
De frente com o espelho me perguntei
Quem sou eu?
O que estou fazendo neste mundo?
Por um momento fiquei paralisado!
Novas indagações foram surgindo
Seria eu o passado, presente ou futuro?
Passado? Como assim, abstrato!
Ou real que no tempo ficou perdido?
Ah já sei, de repente sou o futuro?
Futuro? Esquisito, para mim desconhecido,
Mas se o passado é abstrato e o futuro desconhecido.
Então quem sou? Que faço neste mundo?
Parece-me que sou o presente, ou vivo simplesmente?
Sou um lutador que luta comigo mesmo?
Sou um sonhador do meu próprio sonho?
Ou um presente do mundo para o mundo.
Minha cabeça é uma labirinto,
Quantos estão aqui perdido,
Eu não me resumo a nada,
Ou talvez me falte palavras para me justificar,
Pelo menos uma vez ao dia eu fico atordoada,
As segundas eu não quero fazer nada,
Mas me pego organizando o passado,
Qual deveria ser a minha reação naquela discussão,
Às terças eu foco nos amores,
Tenho paixões de segundo,
Tenho amores que escrevo uma canção,
As quartas eu abro o coração,
Estou sempre mais sensível,
Fico imprevisível,
Talvez possa te ligar,
Só não sei o que posso te falar,
Já na quinta eu reconheço,
Bate um desespero pela segunda,
Fico tentando lembrar o que fiz naquele dia,
Mas acordei tão tarde que já nem era bom dia,
As sextas, há eu adoro esse dia,
Ao falar dele já me remete alegria,
Quero esbravejar o desconhecido,
Desafiar o perigo,
Acordar de ressaca em um sítio,
Já o sábado eu rebobino a consciência,
No meu celular tem um número salvo como Madalena,
E eu nem sei se a noite anterior valeu a pena,
Domingo eu to na cama,
Em meio a uma bagunça,
Mas isso só foi uma semana.
São 365 dias,
Metades de erros e os outros de tentativas,
Estou indo contra o tempo,
Hoje o que me preocupa é não aproveitar o momento,
Sou um poço de sentimento,
E que bebe da minha água,
Não sente arrependimento.
A única coisa que eu sei é que Deus cuida das nossas dores, assim como tem cuidado de nós em todo o dia, desde o amanhecer até o anoitecer, e mesmo de madrugada nunca nos abandona. Não perdemos nada em confiar n’Ele, muito pelo contrário, é um privilégio, nada merecemos, mas Ele, em sua infinita bondade, insiste em nos presentear com seus cuidados e milagres...
Antes de você chegar meus demônios dormiam. Eu tinha o controle! Hoje eles gritam e ardem no calor do fogo. Nosso fogo! Que arde, atropela e não espera. É dependente, você não entende!
