Eu te Amo do Amanhecer ao Anoitecer
E olha… eu vou te contar uma coisa que a gente só entende depois de apanhar emocionalmente igual tapete em dia de limpeza pesada… amor que marca é barulhento. Faz escândalo, quebra prato invisível, deixa cicatriz que a gente até mostra com um certo orgulho, tipo troféu de guerra que ninguém pediu pra disputar. Já o amor que permanece… ah, esse quase não faz barulho nenhum. Ele chega de mansinho, senta do seu lado e, quando você percebe, já está ali há anos, dividindo até o último pedaço de pão e o último suspiro de paciência.
Eu já fui dessas que confundia intensidade com destino. Achava que quanto mais difícil, mais verdadeiro. Quanto mais lágrimas, mais profundo. Basicamente uma novela mexicana ambulante, só faltava a trilha sonora dramática e uma câmera dando zoom no meu rosto enquanto eu olhava pro nada pensando “por quê?”. E o pior é que a gente romantiza isso. A gente acha bonito sofrer. Olha que perigo.
Mas aí a vida, essa professora sem paciência e sem filtro, vem e fala “minha filha, senta aqui que você ainda não entendeu nada”. E foi aí que eu comecei a perceber que o amor que fica não precisa te convencer de nada. Ele não te deixa em dúvida, não te faz virar detetive emocional, não exige interpretação de texto às três da manhã.
O amor que permanece é quase sem graça… e é justamente por isso que ele é extraordinário. Ele não te dá frio na barriga todo dia, porque te dá algo muito melhor: paz. E paz, minha querida, não viraliza, não rende história caótica pra contar pras amigas, não dá engajamento… mas sustenta uma vida inteira.
Entre o amor que marca e o amor que permanece, eu também fico com o que fica. Porque o que marca às vezes só prova que doeu. O que permanece prova que deu certo. E no final das contas, depois de tanto drama desnecessário, tudo o que a gente quer é alguém que fique. Que fique quando o encanto dá uma cochilada, quando o dia é comum, quando a gente não está interessante, quando a gente só é… humana.
E é curioso, porque o amor que fica não grita “eu sou o amor da sua vida”. Ele só… fica. E nisso, ele vence.
Agora me diz, você ainda está escolhendo emoção ou já está escolhendo permanência?
Eu amei, me entreguei, mas não fui o suficiente, decidi trilhar caminhos, mergulhar em outra história, descobri que no amor o que sempre vence é o amor, ame, evolua e não deixe nada parar seu coração.
Dizem que deus escreve certo por linhas tortas. Eu digo que ele é apenas um péssimo calígrafo que se recusa a admitir que borrou o papel.
Eles dizem que deus trabalha em silêncio. Eu digo que esse silêncio é indistinguível da inexistência.
Dizem que deus escreve certo por linhas tortas; eu acho que ele só tem um péssimo senso de direção e um prazer sádico em ver a gente capotar na primeira curva.
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, eu decidi que minha performance será uma comédia de erros com um orçamento baixíssimo.
Eu mudo de rota a cada dez anos porque me recuso a ser o museu de mim mesmo. Se eu não me trair de vez em quando, acabo virando estátua, e estátua só serve para os pombos da mediocridade cagarem em cima.
Eu converso com meus demônios não porque gosto do inferno, mas porque eles são os únicos que não julgam minha bagunça.
Num belo dia ensolarado, diante de todos eu julguei o deus "cristão" por seus vários pecados, (genocídio no dilúvio, extermínios coletivos, punições eternas e chantagem moral) então condenei-o à destruição e ao esquecimento absoluto.
Eu não posso ser julgado pelo deus "cristão". Moralmente, estou acima dele. Nunca afogaria a humanidade inteira num acesso de fúria, nunca testaria a fé de alguém exigindo o assassinato do próprio filho, nunca precisaria de sangue inocente para “perdoar” pecados. Se isso é divindade, então ser humano já é um avanço ético. Portanto, não: não aceito ser julgado por um ser que age como psicopata e ainda exige aplausos por isso. Não sou perfeito, mas uma coisa eu garanto: sou melhor que o deus cristão!
Embora eu não experimente mais o amor quando morrer, o amor provavelmente continuará vivendo sem mim
Eu rio bastante quando um cristão tenta me ameaçar com deus ou com o diabo: epistemicamente, o cristianismo tem a mesma credibilidade que fadas, papai noel e o coelho da páscoa... E nada é mais engraçado do que ver o cristão quebrar sua própria fé ao usar o nome de deus para julgar aquilo que, segundo ele mesmo, só deus poderia julgar.
Você estranhamente espera que eu leve a sério a ideia de que você conversa telepaticamente com um espírito invisível judeu para ser salvo de uma maldição herdada porque uma mulher feita duma costela convenceu um homem de barro a comer uma fruta encantada depois de ser enganada por uma cobra falante… E ainda fica surpreso por eu ser ateu?
Eu nunca vou ser um filosófo, não tenho roupa para isso, inclusive eu não fumo e não tenho um cachimbo!
