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Eu te Amo do Amanhecer ao Anoitecer

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Nem Tudo Precisa Florescer

Se for preciso partir para que eu seja feliz, então não vá — deixe como está.
Continue regando as plantas, mesmo que as flores não cresçam; as folhas também são um grande ornamento, tão importantes quanto perfumar.
Embelezar também faz parte.

"Quem eu sou?


Eu sou leveza, fluxo com a vida.
Eu sou empatia, amor, presença, beleza, cuidado, calma, paciência.
Eu sou o silêncio.
Sou a noite estrelada, a lua cheia.
Sou a chuva serena… e a chuva forte que lava.
Os raios que iluminam o céu.
Eu sou a voz da consciência.
A visão clara que enxerga através do sentir.
Sou o livro que faz as lágrimas caírem.
Sou a natureza verde, a água das nascentes, o rio que deságua.
Sou a liberdade do beija-flor.
A águia acima das nuvens.
O vento que sopra entre as montanhas.
Sou o encontro dos rios com o oceano.
A onda que quebra na areia.
A luz que atravessa o mar.
Sou a onda das infinitas possibilidades.
O estalo da fogueira.
Sou o portal que se abre ao gerar a vida.
A lágrima da mãe ao pegar seu filho no colo.
Sou a íris dilatada de um olhar apaixonado.
A curiosidade de uma criança.
A risada que nasce da alegria.
O toque sutil de duas mãos dadas.
A batida do coração que sustenta a vida.
Sou as linhas do tempo em coesão.
O transcender de uma nova consciência.
O desapego da matéria.
A alegria de estar viva.
O eterno aqui e agora.
A alma que vibra em infinitas existências.
O resplandecer de toda a criação."

Volta pra cá
Eu sei que errei, as palavras doream. O silêncio cresceu mais a amizade não morreu. Volta pra cá, sem medo, sem pressa Quero teu risos de volta, e te dá meu ombro outra vez.⁠

Seja onde for, eu estarei lá, no ínfimo da vida, ao apogeu da existência, eu estarei lá, no suspiro da Terra eu estarei lá, onde houver dia, eu estarei lá, onde houver noite, eu estarei lá, no princípio, eu estarei lá, no fim, eu estarei lá, na desgraça, eu estarei lá, na ventura, eu estarei lá, aonde se puder imaginar eu estarei lá e aonde a pobreza humana consegue chegar eu estarei.
Tudo por ti!
Por você eu faço tudo! Ô corredor girar. Um paraplégico andar. O amor odiar. O mau ajudar. A escuridão virar dia. O dia virar noite. Amarei o inamável. O universo acabar. Um urso voar. Anjos caírem. Homens voarem.
O possível e impossível!
Quando precisardes, serei, um baluarte, um homem, um padre, um santo, um ombro, uma luz, um carinho, o afeto, o vinho, a água. Tudo que precisardes eu serei!
Tudo serei! Por ti!
Sem você, sou um dia, sem Sol, a noite, sem Lua, o mar, sem água, o amor, sem afeto, o Xadrez, sem o rei, fogo, sem chama, o homem, sem Deus, serei apenas alguém, perdido no ócio.

A força sobrenatural que eu acredito ser Deus, não é aquela que precisa de lamentações públicas ou forçadas, mas é aquela que me orientou desde o ventre da minha mãe até o meu último dia.

Cego, eu não percebo estar cego.

Tem uma liberdade quase escandalosa em perceber que eu não preciso ter mais nada pra finalmente ser alguma coisa. É estranho no começo, confesso. Porque a gente cresce acreditando que a vida é uma espécie de checklist infinito: quando eu tiver isso, eu viro aquilo. Quando eu conquistar aquilo outro, aí sim eu me torno alguém. E assim a gente vai adiando a própria existência, como se fosse uma estreia que nunca chega.

Eu já vivi muito tempo assim. Era sempre o próximo passo, o próximo objetivo, o próximo reconhecimento. Como se eu fosse uma obra eternamente em reforma, cercada de tapumes emocionais, esperando o dia em que alguém finalmente diria: pronto, agora sim, você está pronta pra ser você. Spoiler da vida real: ninguém vem com esse carimbo.

E um belo dia, sem fogos de artifício, sem trilha sonora épica, eu percebi uma coisa quase desconcertante: eu já sou. Do jeito que está. Com as minhas contradições, com as minhas partes meio bagunçadas, com as minhas versões que nem sempre conversam entre si. Eu já sou suficiente pra mim.

Isso não significa que eu parei de querer crescer. Eu ainda quero. Ainda tenho sonhos, metas, vontades que me puxam pra frente. Mas agora é diferente. Eu não quero ter para ser. Eu quero ter porque já sou. E isso muda tudo. Porque deixa de ser uma corrida desesperada por validação e vira um movimento mais leve, mais consciente, quase um gesto de expansão, não de compensação.

Antes, cada conquista vinha com um peso estranho, como se eu estivesse tentando provar alguma coisa pra alguém, ou pior, pra mim mesma. Agora não. Agora, se vem, é bem-vindo. Se não vem, eu continuo inteira. Olha que conceito revolucionário: eu não me desfaço na ausência.

E tem algo profundamente elegante nisso. Porque quando eu paro de me medir pelo que eu tenho, eu começo a me reconhecer pelo que eu sou. E isso ninguém tira, ninguém compra, ninguém invalida. Não depende de aplauso, de número, de status, de comparação silenciosa com a vida dos outros. É um tipo de riqueza que não aparece, mas sustenta.

O mundo vai continuar tentando vender a ideia de que falta alguma coisa. Sempre falta, segundo ele. Sempre tem um degrau a mais, uma versão melhor, uma meta mais alta. Mas eu aprendi a desconfiar dessa urgência toda. Porque, no fundo, muita gente está correndo não porque quer chegar, mas porque tem medo de parar e se encarar.

E eu parei. E me encarei. E, surpreendentemente, eu gostei do que vi.

Hoje, eu não quero acumular pra preencher. Eu não quero conquistar pra existir. Eu não quero provar pra validar. Eu só quero ser… e a partir daí, viver tudo que vier como um extra, não como uma necessidade.

Tem dias em que eu olho pra minha vida por fora e penso, pronto, desandou. Parece aquelas casas antigas que a gente vê passando de carro, com a pintura descascando, a janela torta, o portão fazendo um barulho suspeito de abandono emocional. Tudo meio fora do lugar, meio cansado, meio capenga. E aí, no meio desse cenário que facilmente renderia um drama mexicano, eu faço uma coisa quase subversiva: eu me olho no espelho.

E não é aquele olhar automático de quem só confere se o cabelo cooperou ou se a olheira já virou patrimônio histórico. É um olhar mais demorado, mais honesto, quase um inventário interno. E aí vem o susto: por dentro… está tudo bem.

É estranho, eu sei. A gente cresce achando que paz interior vem depois que tudo se resolve do lado de fora. Depois que o dinheiro entra, o amor se encaixa, os planos dão certo, o mundo aplaude. Mas a vida, essa debochada profissional, faz o contrário. Às vezes está tudo um caos do lado de fora, e ainda assim, lá dentro, existe um silêncio confortável, uma calma quase teimosa que insiste em ficar.

E aí vem o julgamento alheio, claro. Porque quando você não está desesperada o suficiente, o mundo acha que você desistiu. Quando você não está correndo igual uma louca atrás de tudo ao mesmo tempo, interpretam como falta de ambição. Como se paz fosse sinônimo de preguiça emocional. Como se estar bem consigo mesma fosse algum tipo de falha de caráter.

Mas eu descobri uma coisa meio libertadora, dessas que a gente não posta porque não dá tanto engajamento quanto um surto bem editado: nem toda calma é falta de vontade. Às vezes é maturidade. Às vezes é exaustão que virou sabedoria. Às vezes é só a consciência de que nem tudo precisa ser uma guerra.

Eu ainda quero coisas, claro. Ainda tenho sonhos, planos, vontades que cutucam. Mas já não é mais naquele ritmo desesperado de quem acha que precisa provar alguma coisa o tempo todo. Tem uma diferença enorme entre querer crescer e precisar correr o tempo inteiro. Eu continuo caminhando, mas sem me atropelar no processo.

E no meio desse mundo que vive gritando urgência, eu tenho aprendido o valor do que não faz barulho. Do que não aparece. Do que não precisa ser explicado. Porque no fim das contas, de que adianta ganhar o mundo e perder a própria paz? Parece frase de camiseta, mas quando a gente entende de verdade, muda tudo.

Então se por fora parecer que está tudo meio bagunçado, mas por dentro existir esse lugar tranquilo, não se assuste. Talvez você não esteja atrasada. Talvez você só esteja, finalmente, no lugar certo dentro de si mesma.

"Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tu estás comigo...”
(Salmo 23:4)


Deus não se ausenta na dor. Ele se aproxima. Ele não apenas vê, Ele sente contigo.

Que eu não apenas O mencione com os lábios,
Mas O conheça no secreto dos meus passos.
Pois conhecer a Deus não é saber,
É viver com Ele. É nEle ser.












Miriam Leal

Não te preocupes em provar nada a ninguém. Eu mesmo levantarei a tua verdade. O silêncio será a tua arma e a Minha voz será o teu testemunho. Enquanto ficas calada, (o), Eu movo céus e terra em teu favor. Descansa, porque a tua defesa está em Mim.”

Cristo não fugiu da vergonha, mas a desprezou, porque o Seu amor olhava além: via você, eu, e todos os que seriam alcançados.
A maior revelação é que Ele transformou a vergonha em glória:
O que era sinal de maldição, tornou-se o sinal da nossa salvação.
O que era vergonha diante dos homens, é hoje a nossa esperança diante de Deus.

A mesa é convite, não barreira.
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28)
Ninguém é excluído do convite — a graça se estende a todos.

"Eu não oro para que Deus faça a minha vontade. Claro que ficaria feliz se Ele me atendesse no que penso desejar, mas minha oração é para que a vontade dEle se cumpra em mim. Oro com gratidão e peço sempre a Sua misericórdia."

Não somos fruto do acaso, mas da escolha de Deus.
“Antes que Eu te formasse no ventre, Eu te conheci; e antes que saísses da madre, te santifiquei.”
(Jeremias 1:5)
“Você não é um acaso. Você nasceu porque Deus sonhou com você e te escolheu para viver os planos d’Ele.”

"Eu não sou a minha fonte. Tudo o que tenho, tudo o que sou e tudo o que alcanço vem do Senhor.
Nada em mim é autossuficiente;
minha força, meu sustento e minha vitória têm um único nome: Jesus Cristo.
Ele é o Dono de tudo, e eu sou apenas o vaso que carrega a graça que d’Ele transborda."

Aceitar Cristo é mais que palavras — é morrer para o velho eu.

Quem se recusa a morrer para o velho eu ainda vive para o diabo.

“Você quer a bênção, mas não quer morrer ao velho eu.” Mateus 16:24 – miriam leal

Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu.

Bíblia Sagrada
Ezequiel 37:12.