Eu te Amo do Amanhecer ao Anoitecer

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Eu posso do que ele pode.

Tu gostas de mim, tudo bem, eu também gosto de mim. Mas se tu não gostas de mim, sem problemas, o meu gosto em mim é mais do que suficiente.

Pensa o que quiseres, o que importa é que eu sei a verdadeira versão.

Eu sou quem sou. Sei o que deveria saber e saberei o que me espera. Aplaudo a vez do outro para que um dia, eu também seja aplaudido.

Respeito os sinais porque a vida é uma estrada. Ando nela sozinho, porque eu sou o motorista, porque eu, só eu compreendo-me, só eu, entendo o que faço, penso, digo ou quero.

Eu sou a minha melhor companhia. Se não for eu, então é Deus ou a minha mãe.

As lágrimas noturnas derramadas quando eu estive sozinho no espaço, foram suficientes para carregar aprendizados e levantar a cabeça para mudar a estratégia. Porque, a minha motivação sempre tem sido a minha mãe.

Eu sou o primeiro a me elogiar, criticar, opinar sobre mim, comentar coisas em mim e fazer perguntas em mim antes que alguém faça e eu fique sem resposta.

Eu não sou o Macaito e a minha mãe não é Maria. O meu nome completo é Paulo Macaia, sou filho de Paulo Macaia Poba e Alfonsina Buconzo Ngoio. Não me confundam com o Macaito ou qualquer outra pessoa.

Eu não sou o Paulo Macaia Buiti. O meu nome de registro no bilhete nacional apenas é Paulo Macaia e nada mais.

Não sou cópia. Não sou eco.
Sou Paulo Macaia:
Na dor eu não fugi, na tristeza eu não calei, na solidão eu me achei.

Dor é escola. Tristeza é tinta. Solidão é casa.
Alfonsina Buconzo Ngoio é mãe. Eu sou outro.
Não confunde. Meu nome não é sombra. É raiz, raiz de Paulo Macaia Poba, meu pai, meu chara e meu Deus na Terra.

Dor se afogando na luz, eu parto sem parte e me porto com porte.

É impossível ser possível eu não quer em acreditar no Paulino Ngoio Macaia, meu irmão, irmão de sangue, meu menor, irmão maior da Alfonsina Ngoio Macaia, minha irmã, irmã de sangue, irmã maior da Francisca Gomes Ngoio Macaia, minha irmã, irmã de sangue minha cassula, nossa cassula, chara do meu pai, da minha mãe, da minha avó( mãe do meu pai) e de dois irmãos do meu pai. Meus irmãos: Paulino, Alfonsina e Francisca. Vocês nunca saíram jamais no meu coração e jamais serão apagados na minha mente. Amo-vos muito muito muito e mais.

Falho a facada e o pão chora lágrimas de felicidade, mas o seu rosto está implorando para eu não procurar outra forma de eu cortar ele ao meio, feliz é ele por eu falhar a facada, mas a faca atingiu a mesa de madeira tão resistente que partiu a faca e está triste e preocupado sobre como fazer o seu interro.

Não sei um pouco de kimbundu, mas sim eu sei um pouco de uma língua parecida, o fiote, uma língua de um dos municípios de Cabinda e em Cabinda, todos conhecem.

Tenho anjos no peito que rezam baixo para eu não desistir quando a noite pesa demais na costela. Mas demônios na cabeça gritam tabela de culpa, lembram cada pão atona que comi sozinho e ainda assim sigo inteiro.

Eu calo o grito, guardo o esconderijo escuro e mato a hora dentro do copo.

Na solidão eu mastigo a dor, bebo a tristeza e viro Pauleremonopsicofilosofante: filho da Alfonsina que não afunda.

Eu espero em Deus!
Se há uma lei que não precisa de corpo delito e provas para desmascará os criminosos... É a justiça de Divina!