Eu te Amo do Amanhecer ao Anoitecer
Agradeço todas as manhãs, pois eu sei que quando acordo sou preparado para receber o necessário, para tornar possível tudo aquilo que desejo. Gratidão, paciência e determinação fazem as coisas acontecerem.
A brisa noturna que toca o meu rosto, é sinal de tristeza, é sinal de desgosto.
o ar que eu respiro é um ar inflamável, que me lança de açoite de encontro a um rochedo que se oculta na noite.
Poeminha no viver
Meu viver, que és um canto
Que n’alma sempre a nascer
E eu, neste morar vivo tanto
Portanto, tenho a agradecer.
Os anos que vão passando
São de desfolho sem dó
Se turbulentos ou brando
Dão-me ventura, não sou só!
A minha fé, minha confiança
São meus olhos, olhos meus
Tal um flechar de esperança
Como uma benção de Deus!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
11 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
SONETO (amor)
Se eu fosse o amor, a eternidade eu seria
Um daqueles tempos de romance de outrora
Aos desencontros eu nunca chegaria
E dos minutos eu faria mais que a hora
O melhor da paixão está na quimera
Do olhar que é desviado e que olhou
Dos beijos dados (ah, quem me dera!)
Eu seria o amor infinito, que não passou
Eu seria esse amor literário
Cheio de novela, nunca solitário
Que todos espera sempre no coração
Numa esperança sempre desejada
Que no querer é promessa renovada
Com pitada de cumplicidade e ilusão
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/08/2020, 12’12” – Araguari, MG
paráfrase autor desconhecido
Agora sei o que quero
E não penso em parar
Já venci os meus medos
E aprendi a ganhar
Eu sou o que sou
Onde quero eu vou
E agora nada, nada vai me parar
E se caio no chão
Alguém me ajudará
Quando te vi
Me mundo mudou de cor
Eu não era assim
A porta se abriu
Comecei a sorrir, sem saber bem por quê
A sonhar em te ver
Sou assim, goste ou não
Feche os olhos, escute a canção
Eu sinto o instinto
Eu vivo o momento
Eu voo bem alto, bem perto do céu
SEM INSPIRAÇÃO
Às vezes uma poética me entala
Nesta lacuna em que eu ando
Sofro, cá no cerrado, quando
A saudade dentro do peito fala
Inspirações sufoquei nefando
Sem as trovas numa luz sincera
Ah! Cada rima com força quisera
No senso, e não o cântico calando
Sinto que nas quimeras fui rude
Choro cada outrora desta sandice
Já alquebrado, foi-se a juventude
Os versos que não criei por tolice
Por desventura escrever não pude
E assim tornar a prosa na mesmice
© Luciano Spagnol- poeta do cerrado
Cerrado goiano, 09 de dezembro, 2019
Olavobilaquiando
Sem titulo
Todo Rokeiro quiz mudar o mundo
mas o mundo mudou eles...
Quando eu era inocente tudo fazia sentido
então veio deus até mim e fez a culpa queimar a razão...
Quando lhe dizia: “Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você”
Não menti, pois ainda em todos os lugares lembro e sinto sua falta.
Já tentei parar de respirar milhares de vezes, mas nunca consegui parar de lembrar de você.
Eu ainda te amo e guardo nossas recordações em meu coração.
Eu não quero mais mentir usar espinhos que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu dos cegos do castelo me despeço e vou a pé até encontrar um caminho, o lugar pro que eu sou...
Precisei magoar vocês dois para finalmente perceber qual era o problema. Eu só… Eu gosto tanto de vocês dois que passei a vida toda fazendo o melhor para os nossos relacionamentos, mas não passei muito tempo tentando descobrir o que me faria feliz.
SONETO VICIOSO
Horas pequenas de o meu poetar
Eu nunca senti quando vos tinha
Que amargurasse a poesia minha
Em tormento e nostalgia de amar
Pensamentos ao vento, a cutucar
Versos soltos, a rima tão sozinha
Soluços nos sonetos, pobrezinha
Sensação, que o peito põe a trovar
Poética de amor, emoções acontece
Escoa no papel saudade alva e pura
Do dantes, insiste e não se esquece
Estranha inspiração, tão desventura
Por um amor, que no amor desfalece
Viciando o coração em dura candura...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10 setembro, 2021, 18’47” – Araguari, MG
Você e eu temos úteros reais. O parto é o nosso campo de batalha. Temos que aprender a encarar esta batalha com firmeza.
Já sentiu que sua vida não é real? É como se eu saísse de mim, me visse fazer coisas, viver minha vida, mas nada é real.
É como se eu só soubesse ser um tipo de pessoa aqui. Nunca fiz nada que não dê pra ler no meu histórico escolar.
