Eu te Amo do Amanhecer ao Anoitecer
Tem um bilhete na porta da geladeira me dizendo das tardes e das noites de ventos. Isso, para que eu jamais esqueça de abrir as janelas e soltar os cabelos.
EU POR MIM...
Entre um pouso e um salto, um exagero de quimera aqui outro acolá, fui decifrando vontades, poetizando olhares, fazendo correr alto meus passos sobre céu de arado, sem jamais exilar por entre as nuvens minhas prenhes e perenes verdades.
Dancei bailados de alquimia que misturam os sonhos e os rumos, fiz nascer deles o chão que me sustém, embora o canto que ribalta o manto nem sempre me tenha sido de gentilezas e de sorrisos. Embora o horizonte de reverente poente que se quis ver, nem sempre tenha estado ao alcance do enquadrado das janelas através da quais ousei olhar.
Arte inacabada, não sacra, não casta, rabiscada pelas trilhas que andei, moldurada pelos versos que cantei, forjada em berço e preço pelas óperas ruidosas que encenei. Por vezes vulto e sombra para uns, àqueles os quais a retina que olha do centro do peito, não me foi possível atravessar. Mas o tanto maior de mim é alma sentida, é emoção alcançada, existência sem baço e névoa conhecida. Assim traduzo-me. Assim entalho-me no tronco cru e maciço das árvores que eternizam quem por elas passou e por ter algo a dizer, parou.
Por estes tantos andos e desandos de instintivos e dementados quereres, dizeres lavados de mim, em êxtase de crenças, em avidez de sonhos, sem mistérios e anteontens largados...
Que nestes, chegue sempre soberano e ímpero o TEMPO, maestro e juiz da vida. Tempo de aquietar as pressas permitidas e permissivas que, em cegueira luzidia, inundam e, por vezes, afundam. Tempo grato, polissêmico tempo que coaduna-se com as costuras consolantes, fiéis e pacientes a remendar e a refazer os rasgos e os vagos que pelas esquinas da alma vai se deixando ficar.
Pelo dito que sou, não sei se livre ou condenada estou, mas se nada mesmo ainda assim, fizer sentido, que eu NUNCA deixe de, incorruptivelmente, FLUIR. Que a emoção seja sempre dilúvio, redenção calçada de rosas e prosa em mim.
( Lu Menezes )
eu tenho tantos pensamentos, tanta coisa para dizer, mas não tenho onde me expressar. não sou adolescente para achar que sou isolada pq briguei com uma amiguinha ou pq estou de tpm. vivo assim a mais ou menos 14 anos...
Sabe, eu já tenho 33 anos e estou cansada de viver assim. Não suporto mais morar em uma casa suja e bagunçada, e não é porque sou uma chata, mas é que isso me consome. Desde que me entendo por gente, nunca fui ambiciosa ou interesseira, e isso não mudou. Mas viver nessa bagunça, nessa sujeira, é de enlouquecer.
Enquanto tem gente por aí seguindo coachs e atrás de riquezas, eu só queria uma casa limpa e arrumada, algo que pareça um lar de verdade. Não é pedir muito, certo? Eu não sou de festas e ostentações, e não é isso que eu busco. Só quero ter dinheiro suficiente para manter uma casa ou apartamento decente, onde eu possa sentir paz quando entro. Não aguento mais essa sensação de caos.
Nessa idade, esperava estar em um lugar onde me sentisse bem e motivada, mas cada dia nessa bagunça é um dia perdido. Às vezes, me sinto como se a vida estivesse passando e eu estivesse presa nessa sujeira. Sinto que mereço mais, e não é uma vida de luxo, apenas um lugar limpo e organizado para chamar de lar.
Eu não sou fã de seguir coachs, nem almejo a riqueza ostentatória, passear em iates ou residir a beira mar. Desde pequena, nunca fui ambiciosa ou interesseira. No entanto, não gostar de uma vida luxuosa não significa que eu aprecie viver na pobreza.
De um lado existe uma legião de iludidos que seguem coachs e pastores da teologia da prosperidade, porém do outro lado possui uma legião de pessoas conformadas com sua realidade: seja nos relacionamentos, na família, no trabalho ou na moradia.
As pessoas se conformam e se acostuma com a sujeira, a bagunça, o mal cheiro (seja de esgoto, fluidos corporais, mofo etc). “Ah mas tem gente rica que é suja, não toma banho, não arruma a casa”. Sim, existem, porém, lugares pobres e quentes é muito mais comum.
Hoje, quero focar nessa questão de moradia, pois é algo que traz uma grande frustração para minha vida: Sempre viver em casas pobres e periféricas. Moro a cerca de 28 anos na mesma casa, apenas uns 4 anos morei em outras casas, mas continuou sendo feias e periféricas.
As pessoas se conformam com o ditado "mais vale uma casa simples onde reina a paz, do que uma casa luxuosa onde há discórdia”. E ainda a esse pensamento existe a famigerada frase "tem tão pouco e é feliz". Sinceramente, tenho uma visão diferente sobre isso.
PARA MIM, ISSO É UMA ROMANTIZAÇÃO DA POBREZA E DA PRECARIEDADE.
Aqueles que se dizem "felizes" sendo pobres, sem ter acesso a nada, morando em morro, favela ou grota, simplesmente desconhecem as oportunidades que o dinheiro pode oferecer. Não estou me referindo à vida fútil e ilusória de festas, bebidas e ostentação, tão sonhada e valorizada no instagram.
Refiro-me à oportunidade de ter acesso à cultura, viver em um ambiente limpo, ter higiene pessoal, saneamento básico, morar em um local agradável, com arborização e acesso à água potável.
Vou compartilhar um pouco da minha realidade: moro na cidade de Maceió, Alagoas, onde a temperatura geralmente oscila entre 27 e 30 graus (exceto em um pequeno período quando é inverno), com sensação térmica de 33 a 35 graus.
Para se sentir bem num clima como esse, só quem possui ar condicionado em casa, no trabalho e no carro e/ou frequenta muito a praia e a piscina (eu não gosto de praia, nem tampouco me bronzear). Nesse calor, sofro bastante. A casa onde moro é extremamente escura, meus pais nunca fizeram reformas para colocar cerâmica; a entrada tem apenas um corredor por onde entra vento e luz. Na raiva chamo de CAVERNA de tão quente e escura que é.
A lâmpada precisa ficar acesa o dia inteiro, caso contrário tudo fica escuro, sem ventilação e sem luz solar. Não é somente a minha casa, olho ao redor e vejo poucas pessoas com um lar limpo e bem cuidado. A maioria são casas mal cuidadas e se for para o interior é pior ainda, com aqueles mercados e feiras públicas, a maioria são pessoas bronzeadas pelo sol. Muitas mulheres só se preocupam em fazer unhas, cabelo, comprar roupas e fofocar, até as que trabalham vivem assim nessa mediocridade de picuinhas no trabalho... já a maioria dos homens em ser peões e no fds tomar cachaça e fazer churrasco e trair suas esposas com as “raparigas” tão cultural aqui nas bandas do nordeste.
Eu me sinto mal todos os dias que fico em casa. Não trabalho fora, sou mais caseira e não tenho nenhuma amizade (tb não quero fazer, isso já é outro assunto), então passo a maior parte do tempo em casa. Desde a infância, estou na mesma casa, fiquei em outras casas somando tudo uns 4 anos, mas voltei para casa dos meus pais e anseio pela oportunidade de comprar meu próprio apartamento.
Não precisa ser luxuoso, só desejo um lugar limpo, bem iluminado, com uma boa pintura e com cerâmica. Sei que isso não garantirá minha felicidade, mas para aquelas sensíveis a ambientes desordenados, sabem o quanto uma casa suja, escura e desorganizada pode afetar o ânimo e a motivação.
"Não posso fazer todo o bem que o planeta precisa. Mas o planeta precisa de todo o bem que eu posso fazer"
MAGOOU
Eu lembro da sua última palavra!
Naquele tom alto e inútil
Com resquícios de ódio e repúdio.
Fazendo cair o meu mundo
Ao ouvir aquele absurdo.
Palavras tóxicas, com poderes destrutivos
Que que entravam pelos meus ouvidos
Contaminando meu ser por amarguras
Abalando minha frágil estrutura
Atormentando meus pensamentos
E magoado meus sentimento
Magoou, doeu, sofri ! Chorei!
E a Deus em silêncio perguntei
Se mereci tal sofrimento...
Queria eu estar voando, para sentir os ventos soprarem sobre a minha face e sentir a adrenalina do ar.
Eu tentaria voar o mais alto o possível, e se pudesse me repousaria sobre as nuvens.
Hoje eu tive insônia!
Dormi abraçado com o travesseiro
-imaginando você-.
A insônia foi porque não consegui
mais parar de imaginar...
